A Filha Da Magia
10 O Desaparecimento
Notas iniciais
Harpias. Tentei me lembrar nas aulas de história, as únicas que eu tentava prestar atenção.
– O quê elas fazem? — pergunto a Percy enquanto corremos para... para qualquer lugar que seja longe delas!
– Ah, nada demais! Só nos devoram porque não estamos nos nossos chalés!
Não era uma boa ideia nós dois ficarmos correndo a noite toda daqueles bichos. Se eu soubesse escalar, poderia subir com Percy em alguma árvore e... Espere! Não preciso escalar! Eu poderia usar magia.
– Percy, preciso que me dê a sua mão!
– Não é hora para rezarmos, Diana!
– Não é isso! Confia em mim!
Nõa precisei dizer duas vezes. Percy pegou minha mão, me concentrei no ar e na gravidade, e juntos levitamos até alcançar um galho alto e resistente para nós dois.
Sentamos no galho. Pude ver lá embaixo criaturas estranhas que são uma mistura de urubu com velhas gordas com a cara chupada.
– Você foi demais! — ele disse.
– Não foi nada... Aposto que você teria matado todas se ainda estivéssemos lá.
– Ah, sim! O Sr. D iria adorar saber que eu matei as Harpias dele!
Rimos.
Lá embaixo as velhinhas-urubus tentavam voar até nós, mas não aguentavam chegar nem na metade do tronco.
– E agora? — pergunto.
– Vamos ter que passar a noite aqui — ele responde passando o braço pelo meu ombro — e pensar numa boa desculpa para Quíron.
– Bom é só dizer que você tirava umas dúvidas minhas do Acampamento e acabamos nos esquecendo do horário.
– Bom, bruxinha, é melhor a gente dormir! Temos um longo dia amanhã.
– Bruxinha?
Começamos a rir.
Vou ser sincera: eu até que estava gostando. Ele era um cara legal, e muito bonito! Ele me envolveu com os braços ao perceber que eu sentia frio, deitei a cabeça em seu peito e adormeci em questão de segundos.
Despertamos quando o sol mal saía no horizonte.
– Percy — chamo baixinho — Percy!
– Hum...
– As harpias já saíram, melhor voltarmos para o chalé... Antes que alguém venha.
Tive que repetir bastante aquilo. Enfim, com a mesma magia que usei, voltamos para baixo.
Andamos em silêncio de volta aos chalés.
– Esse é o seu, não é? O 20?
– Sim — respondo.
– Então... tchau!
– Até daqui a pouco.
Trocamos um sorriso e eu entrei silenciosamente no meu chalé. Meus dois companheiros estavam acordados.
– Que que há? — pergunto em tom de brincadeira — vocês não dormem?
Eles riem.
– Não quando usamos um feitiço e descobrimos que nossa mais nova integrante passou a noite fugindo das harpias... — responde Lou no mesmo tom.
– Eu perdi a hora.
– É claro!
Sento em minha cama. Soube que era minha porque meu arco e minha aljava estavam ao lado dela. Como foram parar aí?
– Daqui a pouco é sua missão — diz Rebecca — melhor você dormir mais um pouco.
Sem nada a dizer, deito na cama e durmo imediatamente.
Quando o sinal toca para acordarmos, pego uma bolsa de pano preta que Rebecca me emprestou, e meu arco. Guardo alguns dracmas de ouro na bolsa, dinheiro mortal e um pouco de ambrosia, a comida dos deuses.
– Boa sorte — diz Lou.
Dou um abraço em meus dois amigos e, sem nada a dizer, parto.
Encontro Percy e Rachel na Colina Meio-Sangue, junto de Quíron, Grover e alguns pégasos.
– Pégasos? — pergunto quando chego lá.
– Não podemos viajar em terra, pois estaríamos no domínio de Gaia — explica Rachel.
– Só tenho a dizer: tenham cuidado — diz Quíron — se encontrarem um monstro, matem-no e corram antes que ele se regenere... Que os deuses estejam com você.
– Obrigado, Quíron — dizemos.
– Ah, e mais uma coisa. Quando voltarem Diana e Percy lavaram a louça por uma semana.
Eu e Percy caímos na gargalhada, Rachel nos olhava como se fossemos dois malucos. E acho que era isso que éramos.
Mas nosso riso foi interrompido por Annabeth que vinha correndo desesperadamente até nós.
– Quíron — diz ela ofegante — a garota, Samantha, ela desapareceu!
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