Contei tudo para os dois. Des do início da missão até o incidente da bola. Quíron nada disse, ficou apenas com as sobrancelhas franzidas e um olhar piedoso e triste.

Foi Dionísio que me agradeceu por ter destruído a bola (que já causou problemas demais) e me entregou uma garrafa de vinho tinto. Mas Quíron tirou de minha mão logo depois.

Nós quatro caminhávamos em silêncio quando pergunto:

– Ela não foi destruída, não é? Gaia...

Rachel respira fundo.

– Não, Di.

É então que manchas negras atravessam minha visão e começo a gritar. Divida entre duas realidades.

– Rachel o que ta acontecendo? — pergunta Percy, mas todos eles parecem longe dali.

Eu podia ver outra cena de batalha. Com semideuses. Uns eram do Acampamento Meio-Sangue, eu podia ver por conta da blusa laranja... Mas outros usavam uma camisa roxa.

Eu via gelo. Fogo. Sangue. 7. Roma. Grécia. Escolha.

As palavras ecoavam em minha mente como fantasmas. E eu as repetia aos berros.

– DIANA — este era Percy, obviamente — ME ESCUTA!

– Percy — sussurrei — Legado. Guerra.

– Não, nada disso. Volta pra cá.

Então as imagens param.

– O que... foi... isso...? — pergunta Leo boquiaberto.

– Isso foi apenas o começo — diz Rachel.

– Eu preciso de um tempo sozinha. — digo tonta.

– Sim, precisa. — Percy então me puxa e caminhamos até o lago.


Ficamos sentados na areia, em silêncio. As imagens ainda me pertubavam bastante. Percy me observou por um tempo.

– O que é perfeição para você? — ele pergunta.

Respiro fundo. Eu sabia a resposta muito bem.

– Andar de carro, numa estrada reta. Com o vento batendo violentamente no rosto, quase deixando o cabelo em pé. Ouvindo uma música que combina perfeitamente com a manhã amanteigada que fazia...

Paro de falar. A lembrança de meu pai faz meu peito doer. Porque esse dia realmente existiu.

– Que música seria essa? — pergunta Percy, próximo demais.

– The Boy With The Torn In His Side.

– The Smiths?

Arregalo os olhos. Parece uma tolice, mas para mim não... Para era algo... Não sei explicar. Algo simbólico, talvez?

– Sim.

Ele sorri.

– Gosto de algumas músicas.

Dou um sorriso sem graça, porque os rosto de Percy estava praticamente colado no meu.

Então, antes que eu perdesse a coragem, eu puxei o pescoço dele de leve e beijei ele. E foi... muito bom!

Até eu ouvir uma voz, com raiva e tristeza.

– Percy? — era Annabeth.

Notas finais
E aí, povo?