Notas iniciais
Gente, não esqueça que minha "continuação" de O Último Olimpiano tem algumas coisas de Herói Perdido, mas não todas!

Fico boquiaberta.

– Dionísio? O deus da loucura, do vinho, da fartura, dos teatros, das org...

– Opa! — o Sr. D. me interrompe — sim, Juliana, sou eu. Seja bem vinda!

– Hã, meu nome é Diana.

Ele faz um gesto do tipo: "não importa". Depois lança um olhar fixo, e noto que olha para o meu novo colar.

– Esfinge, não é? — ele diz — talvez você precise conversar um pouco com Quíron. Depois da fogueira... Mas agora você precisa conhecer seus novos amigos!

E sai sombrio. Grover olhava o cordão também, como quem não conseguia acreditar. E depois seus olhos se viraram para o arco ao lado de minha cama.

– Onde conseguiu isso? — pergunta.

– Ártemis — respondo simplesmente. Ele arregala os olhos, sem me fazer perguntas.


Ele me leva para fora da enfermaria e fazemos um tour pelo Acampamento. O lugar era lindo. Com uma floresta, estranhas paredes de escaladas, um lago. Mas o que me atrai são os 20 chalés formando um ômega em volta de uma fogueira. Todos eram belos e únicos. Grover disse que eles representavam cada deus, e que quando eu fosse reclamada por minha mãe divina eu saberia onde passar o resto do verão.

Então alguém interrompeu nossa conversa. Uma garota da minha idade, com cabelos ruivos, olhos verdes e algumas sardas salpicadas no nariz. Ela vestia uma blusa suja de tinta (pelo visto, propositalmente) e uma calça jeans com riscos de marca texto, nem preciso falar que estes também eram propositais.

– Grover — ela disse — Quíron quer falar com você.

Grover assentiu, depois se virou para mim.

– Você fica bem aqui com a Rachel?

Olho para a garota, ela parece gente boa. Meu sexto sentido diz que ela é confiável. E mesmo sem meus poderes instintivos, eu confiaria nela. Sorrio.

– Fico sim!

Grover pareceu satisfeito, e saiu trotando feito um maluco até uma enorme casa azul e branca.

A garota chamada Rachel estende a mão, eu a aperto.

– Prazer — ela diz — Sou Rachel Elizabeth Dare.

– Diana Levine.

Assim que digo meu nome a garota fica estranha, seus olhos assumem um brilho verde, ela fica parada como uma estátua então diz numa voz ápera e completamente diferente:

– A Senhora da Magia reclama seu fruto... O roubo de Seu aterfato se torna um insulto... Os planos da Terra você descobrirá.... E uma guerra sangrenta terá que evitar.

Ao dizer estas palavras sem sentido, que me assustaram e muito, Rachel desmaia em meus braços e começo a gritar por ajuda.