A Filha Da Magia
6 Capítulo 6
Notas iniciais
ok, faz um éon que eu não posto, mas eu encontrei esse capitulo perdido por ai, nao está muito bom, mas...
O Canadá deve ser um lugar lindo de se visitar quando, é claro, nao se esta sendo perseguida por monstros.
Felipe foi a uma lojinha pedir informaçoes, enquanto iamos comer alguma coisa. — Ok, o seu medalhão nos guiou até aqui, Ma, e agora? – perguntou Livia — Não sei, mas sinto que podemos estar perto. Felipe havia voltado, porém não tínhamos muitas novidades. Nos sentamos em um banco na pequena praça que tinha logo a frente da lojinha para comermos um pouco. — Marina, olhe! – disse Laís, assustada – Seu medalhão, ta brilhando. E estava mesmo, tirei de meu pescoço e olhei, o medalhão emitia uma forte luz azul, eu não sabia ao certo o que aquilo poderia significar. Mas me pareceu, por um instante, ser algo bom. — O que isso significa? – perguntou Black Jack — Não tenho certeza, mas acho que pode ser bom. — Isso deveria vir com uma manual de instruções – disse Mayara — Olhe, parou. – disse Livia — Está gelado. – disse Tamires, retirando rapidamente sua mão de cima do medalhão. — Marina! Cuidado! – disse Lais, enquanto Felipe se jogava contra mim. Caímos no chão, só então vi: Uma figura um pouco maior que um ser humano, porém seu corpo era esverdeado, tinha uma calda e lembrava algum tipo de jacaré assustadoramente humano. Portava uma afiada espada, um escudo e parecia preparada para uma batalha, com uma armadura. — O que uma dracaenae faz aqui? – perguntou Mayara, esquivando-se de um golpe. — Essssstou cuidando para que essssssa garotinha aqui não chegue nem perto do filho de Hadesssss. – respondeu a dracaenae. No mesmo momento que a dracaenae parou de sibilar aquelas palavras, algo a acertou bem no pescoço, fazendo com que virasse um amontoado de poeira de monstro. — De volta para o tártaro! – disse Livia, indo recuperar seu dardo mágico. — De onde nunca deveria ter saído! – completou Felipe, ajudando-me a levantar. — Temos que sair logo daqui, antes que algo pior aconteça, tenho certeza que isso foi apenas um aviso. – concluiu Laís Partimos, sem nem esperar mais um só segundo. Voamos por um bom tempo sem destino, até chegarmos a um desfiladeiro e paramos para descansar. Nem um sinal, menor que fosse de minha mãe, ou apenas alguma mensagem do acampamento. Encostei-me em cima de minha bolsa e acabei adormecendo. Desde muito não sonhava, porem, essa noite sonhei diversas vezes com uma pequena garota. Não me recordo de seu rosto, pois ela o estava tampado com suas mãos. Por muitas vezes, parecia chorar, ela segurava um pequeno urso de pelúcia marrom. Ela aparecia em uma sala branca e com sombras, como se alguém a houvesse trancado em algum tipo de mundo paralelo. Fui me aproximando cada vez mais da pequena garota, assim que toquei em seu ombro, algo estranho aconteceu e uma grande e assustadora sombra pareceu engolir ela, e assim acordei assustada. Não consegui adormecer de novo, então me ofereci para ficar de guarda, para Felipe poder descansar um pouco. Ele logo cedeu, pois estava exausto com o dia de hoje. Fiquei ali, andando de um lado para o outro, inquieta. Não conseguia pensar em nada, a não ser meu medalhão e os motivos de ele ter brilhado, e a pequena garota, a de meu sonho. Sentei por um instante e observei o surgir do sol no horizonte. Senti algo encostar em meus ombros, virei-me e dei de cara com minha irmã. — A quanto tempo esta parada ai? – perguntei a ela — Tempo suficiente para ver que você não esta aqui. – disse ela sentando-se do meu lado – O que ocupa essa cabecinha? — Varias coisas, que não consigo entender. — Conte-me — Porque meu medalhão brilhou hoje? E porque venho tendo sonhos com uma garotinha? — Sobre o medalhão, eu não sei. Mas... que garotinha? – expliquei a ela. – Não sei o te dizer... — Vamos chamar os outros e levantar acampamento. – eu disse me levantando – A e, não comenta com eles, por favor? – Tamires fez que sim com a cabeça. Assim que chamamos os outros, levantamos acampamento e voltamos para o céu. Voamos por mais ou menos umas duas horas rumo ao Brasil. Eu me distraí, voltando, inteiramente minha atenção para o medalhão. Minha mãe não mandara nenhum sinal, desde o incidente com as empousas. De repente, algo iluminou minha mente, será que a tal pequena garotinha tinha algo a ver com minha mãe? Isso eu não sei, mas preciso descobrir mais. Encostei-me em Tamires, e cochilei. A mesma garota, a mesma sombra... Por quê? Mas, dessa vez, algo diferente aconteceu. A pequena garota estava sendo arrastada para aquele lugar, a sombria sala branca. Ela não relutava, pois sabia que não tinha forças contra aquela figura estranha. A cena mudou. Agora eu estava em lugar que se parecia com um templo, nele, havia uma mulher esbelta, com seus cabelos pretos presos em uma única trança que caia sob suas costas, usava uma túnica branca que tinha um broche de ouro, em sua única alça. A bela mulher parecia aflita com algo. Não consegui saber com o que, pois ela praguejava em outra língua que me era familiar, porem não a conhecia de fato.
— Marina, Marina... – ouvia uma voz distante chamando meu nome. Era Tamires me despertando. Olhei para baixo e vi que meu medalhão brilhava novamente, dessa vez de um azul mais forte do que o outro. Estava mais gelado do que antes. Dava a impressão de que cada vez que nos aproximávamos do Brasil ele ficava mais gélido e azul.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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