A Filha Da Magia
2 Capítulo 2
Fomos para o refeitório e tomamos um café da manha digno dos Deuses. Tudo o que eu queria ou pensava em comer, simplesmente aparecia em meu prato. Como magica.
Logo após aquele banquete, nos dirigimos a Casa Grande para que contássemos meu sonho a Quiron. No caminho, encontramos dois amigos de Tamires e Thor. Um deles aparentava uns 11 anos, era baixo, seus cabelos eram pretos e bagunçados e tinha olhos que lembravam duas jabuticabas. A garota aparentava uns 14 anos era um pouco mais alta que o menino, seus olhos eram de um castanho esverdeado e seus cabelos castanhos claros. — Bom dia Tami, Thor e... – disse a garota — Marina. – apresentei-me — Seja bem-vinda Marina. Eu sou Thiago, filho de Atena. E essa é minha irmã, Nathalia – disse o pequeno garoto. — Bom dia Thi – disse Thor bagunçando o cabelo de Thiago. Mas a frente, vinha uma garota correndo. Seus longos e cacheados cabelos pretos estavam presos em um rabo de cavalo e seus olhos eram tão verdes quanto a grama. Ela parecia aflita. — Violeta! O que houve? – perguntou Tamires à garota aflita. — É o Sr. D. Ele esta furioso. Mas, o que aconteceu para que ele ficasse assim? — Não sei muito bem. Ao que tudo leva envolve um filho de Hades. — Quem é Sr. D. ? E porque ele estaria furioso com algum filho da Hades? — perguntei confusa — Sr. D. é o diretor do acampamento, Dionísio, e o motivo de sua fúria, nós não sabemos. – explicou-me Nath. Depois de todo o ocorrido, fui com Tamires e Thor a Casa Grande e, contei a Quiron meu sonho. — Pelos Deuses! – exclamou Quiron — Você acha que esse sonho teria algo a ver com esse tal ‘filho de Hades’? – perguntou Thor — Não sei lhe dizer. Mas, se houver alguma ligação em breve saberemos. Saímos um tanto aflitos da Casa Grande. — Tamires, que bom que te encontrei! – disse um garoto que aparentava uns 16 anos, seus cabelos eram pretos e bem curtos e ele tinha os olhos tão azuis quanto o oceano – Quiron me pediu que avisasse a todos que, hoje ao entardecer haverá uma caça a bandeira para recebermos os novos campistas. — O.K. Obrigada por nos avisar Felipe. – agradeceu Tamires. — O que é uma ‘caça a bandeira’? – perguntei. — Venha Marina, mais tarde lhe explicamos. – disse Thor me puxando pelo braço até chegarmos ao chalé. Tamires estava logo atrás de nós. Entramos em nosso chalé – a decoração havia mudado outra vez – trocamos as nossas roupas e fomos para nossas atividades diárias. — Então Ma, por onde você quer começar? – perguntou-me Tamires. — Opções? — Parede de escalada com lava,... — Acho que hoje não... – disse Thor. Tamires e eu caímos na gargalhada. — Arco e flecha, lutas, canoagem... – continuou Tamires. — Tudo isso me parece um pouco perigoso. Mas, acho que quero começar por arco e flecha. Enquanto estávamos no chalé, me pareceu uma boa ideia. Realmente, não foi uma das melhores. Consegui mandar alguns campistas para a ala hospitalar. No caminho da canoagem, fui atingida na cabeça por uma pedra e cai no chão. Enquanto eu estava apagada ouvi algumas vozes. Uma me parecia assustada e a outra me passava a ideia de algo assustador.- Como assim você fracassou? – disse a voz assustadora e furiosa. — Me desculpa pai. Me de mais uma chance e, eu juro que não irei te decepcionar. – disse um garoto cuja voz me parecia assustada. — Só mais uma! – gritou a apavorante voz – Se fracassar eu mesmo cuidarei para que você passe o resto de sua vida no submundo.A imagem foi se dissolvendo e eu ouvi varias vozes gritando meu nome desesperadamente. — Marina! Acorde! — diziam as vozes. Eu tentei. Não conseguia voltar à consciência de jeito nenhum. Senti algo com um gosto surpreendentemente maravilhoso tocar meus lábios. — O que é isso? – disse eu, recuperando a consciência. — Marina! Que bom que você acordou. – disse Tamires me esmagando em um terno abraço. — Isso se chama Néctar. É um tipo de remédio que cura qualquer machucado, se usado em pequenas quantias. – disse uma garota de pele morena, cabelos pretos e cacheados onde havia uma larga e azul mecha. A garota segurava um pote dourado cum um líquido furta-cor dentro – Prazer, meu nome é Barbara e sou filha de Atena. — Oi Barbara – disse que levando a mão a minha cabeça onde havia um pequeno curativo cheio de gases e esparadrapos – Ai! O que houve comigo? — Me desculpe. A culpa foi minha. Eu estava jogando pedras e sem querer uma acabou atingindo a sua cabeça. – disse um garoto de cabelos castanhos e olhos pretos que se apoiava em minha maca. — Ah, sim, obrigada pela pedrada... — Gean – disse o garoto — Ele é assim mesmo. – disse Violeta — Bom, acho que vamos deixar Marina descansar um pouco – sugeriu Barbara. — Sim, claro. – disseram Violeta e Gean em um uníssono — Tamires, Thor, será que vocês poderiam ficar mais um pouco? — Claro – assentiram Contei a eles o que vi enquanto estava inconsciente e, assim que terminei os dois pareciam assustados. — Quero que isso fique entre nós – pedi a eles
— Sim, mas se isso se tornar um risco para você ou qualquer outro campista, prometa que contara a Quiron – sugeriu Thor. Assenti com a cabeça.
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