A Filha Da Lua
6 Capítulo 6 - Percy
Convencer Reyna de que Percy precisaria de uma saída rápida foi fácil. Difícil foi convencer Annabeth.
Depois de tanto tempo separados, Percy a compreendia. Mas ele tivera um sonho na noite anterior, e a deusa o encarregou de encontrar sua filha. Então, Percy não tinha escolha se não ir até a tal Colina.
– Eu voltarei pra você — Percy abraçou Annabeth — Eu sempre volto.
Annabeth o beijou.
– Cuide-se, Cabeça de Alga. Eu amo você.
Percy sentiu-se mal por assustar a garota.
Ela saiu correndo em direção ao jardim. Várias outras garotas se juntaram a ela, apontando flechas para Percy.
Ótimo, pensou Percy. Voei até aqui pra ser espetado até a morte.
Calmamente, Blackjack pousou. Percy desmontou. Não era nada legal tentar parecer confiante com cinquenta garotas apontando cinquenta flechas para ele.
– Desculpe a chegada repentina — disse Percy, tentando parecer amigável — Eu fui mandado aqui o mais rápido possível.
– E quem seria você? — perguntou uma garota que Percy logo deduziu ser a líder. Vestia uma calça de couro preta, tomara-que-caia preto, um bolero de pelos brancos, botas pretas e um bracelete prata. Seus longos cabelos negros caíam em cascatas onduladas pelos seus ombros, com uma tiara prata. Seu olhar selvagem faria um troll ajoelhar-se e implorar pela mamãe.
– Eu sou Percy Jackson — apresentou-se — Filho de Poseidon.
As garotas se entreolharam.
– Um semideus? — perguntou a líder — O que fazes um aqui?
– Fui mandado pela deusa Selene para encontrar uma garota.
Foi até engraçado ver todas as cinquenta garotas arregalarem os olhos.
– Que garota? — questionou a líder.
– Por que não abaixam as flechas, hein? Se eu fosse uma ameaça eu já teria atacado. — sugeriu Percy.
A garota líder hesitou, mas logo fez sinal para que as demais abaixassem.
– Venha comigo, semideus. — disse a líder.
– Claro, mas... Você não se apresentou — disse Percy cuidadosamente.
– Lady Alysson, primeira filha de Selene, Rainha da Colina da Lua Cheia.
– Ahn... Vou te chamar só de Lady Alysson, ok?
Quatro garotas acompanharam Alysson e Percy até a casa maior. Seu interior ela incrivelmente bonito. No teto, desenhos de inúmeras estrelas e constelações; uma grande lua iluminava a sala. No fundo da sala, o fogo crepitava na lareira. Na esquerda, uma estante de livros, um arsenal e uma mesa cheia de papéis; na esquerda, sofás em forma de lua estavam espalhados e uma mesa de vidro no centro.
– Sente-se, semideus — disse Alysson.
Percy sentou-se no sofá mais próximo, encantado com o lugar.
– Como já lhe informei, sou Lady Alysson. Esta aqui é Andy, — ela apontou para uma garota alta, os cabelos repicados eram pretos e os olhos azuis — Anne — tinha os cabelos trançados, um vestido tomara-que-caia branco e um bracelete dourado — Ariana — ela tinha um olhar doce, vestia uma regata branca e uma saia florida, e os cabelos negros soltos estavam desgrenhados — e Anabell — ela tinha os cabelos negros presos em um coque, uma camiseta azul e um short branco, os pés estavam descalços. — Somos as mais velhas daqui. Cuidamos de nossas irmãs, ditamos as regras. Somos as líderes.
– É um prazer conhecê-las — disse Percy educadamente — Mas creio que não vim até aqui atrás das líderes.
– Não? — Alysson parecia surpresa, quase desapontada — Então, viestes em busca de quem?
– Alexis — disse Percy — Selene me enviou em busca de Alexis.
Alysson franziu o cenho, confusa.
– Mas... Alexis? — disse ela, virando-se para as irmãs.
– O que será que ela aprontou desta vez? — disse Andy em tom de reprovação
– Pode nos contar sobre teu sonho com Lady Selene, Percy? — disse Ariana.
– Claro — disse Percy.
Ele contou o sonho para as irmas, que se entreolharam.
– Esta caverna pode ser a Caverna Sagrada — disse Anne — Onde mamãe vivia com papai.
– Sim, mas... — Alysson fez uma careta — Se o cetro lunar foi roubado, o poder de mamãe se enfraquecerá. Issto não podes acontecer. A lua perderá o brilho, a escuridão reinará e as noites serão eternas. Mas por que Alexis? Ela nem se quer pode... — Alysson parou.
– Pode o que? — perguntou Percy.
– Nossa irmã carrega uma maldição — disse Ariana — Uma controversa enorme. O fato é que não sabemos como ela poderá ser útil na busca da Luz da Lua sendo que a maldição a priva de... Coisas que são vitais para nós.
– Obrigado, agora eu entendi tudo.
– O que ela quer dizer, Percy — interveio Andy — É que esta é uma busca arriscada. Mal sabemos quem pode ter roubado o cetro. Nós nem mesmo sabemos se vocês desse tal acampamento são confiáveis.
– Sim, nós temos uma noção de quem possa ter roubado — disse Alysson — O oposto da luz, o adorador da escuridão.
– Érebo — disse Ariana com receio — Mas ele foi jogado nas profundezas do Tártaro. Aliás, deuses não podem roubar a fonte de poder um do outro.
– Não diretamente. Talvez Érebo tenha um espião — sugeriu Percy — Alguém que roubou o cetro para ele, e que esta trabalhando para que ele se erga do Tártaro.
– É claro — disse Alysson, como se sua mente trabalhasse para ligar os pontos — Como todo deus tem teu símbolo de força, Érebo também tem. Ele possui um espírito da escuridão, Darkus, que vaga pelas sombras durante séculos sem rumo.
– Mas como vamos achar este espírito? — perguntou Anabell.
– Acho que esta tarefa será dos amigos de Percy — disse Alysson.
– E de Alexis — completou Percy — Eu preciso levá-la comigo.
Alysson caminhou pela sala, pensativa. É claro que ela não queria entregar sua irma amaldiçoada nas mãos de um desconhecido. Mas Percy tinha ordens de sua própria mãe, a deusa Selene.
– Ariana, chame Alexis — ordenou Alysson — Vamos enviá-la em uma missão.
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