A Feiticeira Das Águas

1 Quem sois, Flibusteiro Galante Galês?


Notas iniciais
Flibusteiro = seguidor da ordem da pirataria das Antilhas após a junção de piratas e fugitivos, surgidos em meados de 1667!

A boa Londres acabara de se pôr na penumbra da noite,

e, como de costume, todo bom londrino já se pora a dormir.

Um ou outro, de quando em vez, passava a noite na taverna;

se não a noite toda, apenas parte dela! Deixavam suas boas

esposas em casa e ficavam a beber, a fazer apostas, e alguns

até se divertiam com boas ninfas. As ruas estavam desertas, a

não ser por um vulto que circundava pela região do porto.

Era um homem estranho, andava engraçado. Estava trajando

um largo casaco vermelho estampando algumas flores douradas.

Sua ordem religiosa o fizera ter no peitoral um crucifixo feito de

diamantes. Este estranho homem se chamava Bartholomew

Roberts, e seguia da ordem da flibustaria. Como todo bom

flibusteiro da época, seu destino era a taverna. Encontrou uma

que lhe parecia agradável, próxima ao Pier onde se encontrava

atracado um luxuoso galeão dourado. A taverna demonstrava

calmaria e bonança. Foi até lá, mas, como pirata, viu-se no

meio de muitos diferentes dele. Deveria tomar atitudes que

não o entregassem; sua postura, suas vestes!

Sentou-se em uma mesa, em um cantinho com boa vista

para o resto do ambiente. Sentou-se com toda a sua humilde

postura, e esperou que viessem oferecer-lhe o que havia de

melhor na casa. A boa recepção não permitiu espera, e não

falhou em sua missão:

— O que deseja, senhor?

Em um segundo para dar a resposta, tudo se passou na

cabeça do Sr. Roberts: "O que direi agora? Que resposta darei a

este bom moço? Não posso dizer que nada quero, mas me

negarei a tomar aquilo que não é tragado pela minha garganta!

Coragem! Pedirei o que devo beber!"

— Ah... Traga-me uma chávena... Com o melhor chá que tiver

na casa!

— Chá, senhor? O senhor não prefere Rum, Brandy ou

Conhaque como todos os outros?

— Hmm.... Não! Traga-me o chá mesmo!

Disse com convicção, e virou-se para um pedaço de jornal

que se encontrava sobre a mesa. Não se sentia disposto a ler,

mas não conseguira deixar de correr os olhos em uma manchete

que lhe chamou muito a atenção! Dizia esta:

"Escapa mais um vez o terrível pirata Jack Morin Rackham!"

"A destreza agora fora realizada como única alternativa para

o capitão, que se viu surpreendido pelas autoridades das Bahamas.

Não se tem notícias sobre o fora-da-lei!"

Terminara de ler o lead e pôs-se a pensar. Demonstrava

estar distante com o pensamento. O olhar o fazia parecer

descontente, como se algo ainda pudesse ser dito. Nesse

momento chega o garçom e o trás a chávena que lhe fora

pedida. Bartholomew traga um gole, e logo volta aos seus

pensamentos.

Logo à sua frente, não muito distante, encontrava-se

sentado em uma banqueta encostada à parede um rapaz

que também fazia bom uso do jornal. Bom uso para quem o

via de relance, pois do jornal que segurava não se dispusera

a ler meia palavra até então. Colocou-se de pé e seguiu até

a mesa do bom homem que acabara de receber o chá.

Sentou-se de frente para ele, e não atrasou as palavras:

— Inconformado com a destreza de Rackham?

— O que quer?

— Eu? Por que hei de querer algo?

— Se nada quer, o que cá vens fazer?

— Cá venho dizer-te que já conheci esse pirata. E afirmo

que ele era bom com espadas. Uma vez, quando tentou abordar

o meu navio...

— O que quer aqui?

— Já lhe disse que não há motivo para eu querer algo aqui!

— Algo há!

— Diga, meu bom rapaz, por que não toma rum ou brandy

como todos os outros aqui?

Bartholomew abaixou o jornal e olhou secamente para o

pirata à sua frente, encarando-o olho a olho. Ao que este lançou:

- Eu sei mais sobre essa fuga de Rackham!

Desta vez o flibusteiro não deixou passar. O que aacontecera

com Rackham era de tão grande interesse, que sua sede de

curiosidade não o permitia ouvir o nome dele sem morder

os próprios lábios. Apresentou-se logo ao companheiro:

— Me chamo Bartholomew Roberts, mas não estranho ao me

chamarem simplesmente de Black Bart. Na verdade, atendo mais

por este último.

— Sparrow! Capitão Jack Sparrow!

Bart se surpreendeu ao ouvir a pronúncia do nome do pirata!

— O que faz aqui, Capitão Jack Sparrow?

- Sou fugitivo de um ataque; perdi toda a minha tripulação.

Vim a Londres a procura de uma nova tripulação... E um novo

navio também!

— Me diga, o que mais sabe sobre Jack Morin Rackham?

— O temível John Rackham? Nada de mais; apenas que ele

fugiu com alguns membros de sua tripulação das autoridades

das Bahamas há algum tempo!

— É, realmente, nada de mais mesmo!

— E que foram recapturados por um navio Espanhol, logo

em seguida!

Bart esbugalhou os olhos de curiosidade, e reforçou a

atenção à conversa de Jack.

— Sua esperteza o fizera escapar dos espanhóis; soube que

ele navegou pela Jamaica e tomou vários navios pequenos por lá.

— Desgraçado! Ele fugiu mesmo!

— Sim, mas há mais alguém atrás dele!

— E quem seria esse maluco?

— Jonathan Barnet, o caçador de piratas. O governador o pôs

atrás de Rackham para por um fim em sua carreira!

— Hmm, muito bem informado, hein, Sr. Jack!

— Capitão, se não for incomodar!

— É só isso que sabe sobre Rackham? Nada mais sabe sobre

os fatos ocorridos antes deste que acabou de me contar?

— Talvez saiba algo mais! E você pode saber maisdo que eu!

Eu sou um homem muito ocupado, sabe como é!

— É, claro que é!

Bart não ironizou apenas na fala; sua expressão não fora de

bom agrado para Jack. Ele pegou pela alça de sua chávena, e

degustou a última golada de seu chá. Jack olhou aquilo com desprezo,

e interveio:

— Um galante pirata como sois não pode sair por aí bebendo chá.

Você é um flibusteiro, um "Irmão da Costa", conviveu com corsários e

bucaneiros em Tortuga, tens por obrigação tomar rum, como todos nós!

— Eu detesto rum!

— Ah, o que é isso? Assim você envergonha a raça dos piratas!

— Fale baixo! Ninguém pode saber de nós!

Jack não o esperou terminar. Levantou a mão acenando para que

viesse logo o garçom. Ele logo veio, e nada disse; olhou para Jack e o

esperou falar:

— Traga-me rum, por favor! O melhor que tiver! Ah, e dois copos

também, sim?

— Sim senhor, só um minuto!

O garçom logo se retirou, e permitiu que Bart se pronunciasse com

toda a sua costumeira ferocidade:

— Não, eu me nego! Fique com o rum; eu continuarei com o chá!

Jack bufou incomodado! Pirata algum podia recusar a sua típica

bebida; nem que fosse um pequenino cálice. O garçom serviu a bebida

para os dois; Bart, se recusando, fez Jack se pronunciar:

— "Malvados demais, bebei, amigo, IO HO!"

Bart virou a taça; Jack o incentivava a beber mais e mais, ao passo

que o acompanhava em cada golada. Ainda sóbrio, Jack fez Bart, já

alterado, contar toda a sua história:

— Me diga, Capitão Black Bart, de onde vens, o que queres, e o que

te causou John Rackham que tanto estás a querer saber dele?

— Estou aflito a encontrá-lo. Ele tomou uma atitude indevida para com

o que é meu!

— Hmm, conte-me então toda essa história, meu caro colega pirata!

Bart virou outra taça, e pôs-se rapidamente a contar:

"Comecemos então pelos primórdios! Como sua sobriedade ainda lhe

deve permitir lembrar, chamo-me Bartholomew Roberts. Sou galês, e

venho de uma família muito bem sucedida. Meu pai acumulou riquezas

ao longo de sua vida, mas isso não impediu que algo terrível me acontecesse.

Fui capturado por piratas malígnos e cruéis, cuja fúria se era estampada

nas douradas próteses de seus dentes, e sentida através de seus bafos de

rum quando algum deles falava ou grunhia, como frequentemente faziam!

O fato é que, de início, pensei que ser capturado por piratas fosse me

fazer acreditar que as conquistas da minha vida já teriam terminado. Imaginei

que fosse ser escravo deles para sempre, ou forçado a ajudá-los na batalhas,

sem qualquer chance para escapar desse cárcere. Cheguei a acreditar também

que iria ser morto só por brincadeira deles. Teriam o meu corpo como o de

um boneco, e me acertariam um tiro como se eu fosse o centro de um alvo de

dardos! Não foi bem assim que aconteceu. Eu comecei a viver como uma

vítima de perigosos piratas, e foi passando pela minha cabeça a ideia de me

tornar um também.

Logo conheci Rackham, que acabara de se tornar capitão de um navio,

após a tripulação toda ter feito um motim ao antigo capitão Charles Vane.

Este havia recusado uma batalha a um veleiro francês, e causou discórdia

para toda a tripulação. Rackham, já no comando, fez o ataque ao veleiro e o

derrotou. O mais incrível é que ele fez tudo isso enquanto estava possuidamente

bêbado com o rum que tomara durante todo aquele dia!

Rackham tinha o costume de usar trajes coloridos, geralmente feitos de

colico. Por esse motivo o chamávamos sempre de "Colico". Eu, particularmente,

acho o seu sobrenome "Rackham" de melhor sonoridade para os meus ouvidos,

mas creio que este seja um fato de extrema irrelevância.

Após o ataque aos franceses, foi oferecido a este novo capitão uma oferta

de "Perdão Real". Ele a aceitou, e navegou para a costa de New Providence. O

que não sabia ele é que nesta nova localidade conheceria alguém que lhe traçaria

um novo destino, uma nova direção para os seus passos. A garota a quem me refiro

é Anne Bonny, filha de um advogado irlandês com a empregada. Anne era casada

com James Bonny, mas detestava a sua covardia. Rackham a conheceu e logo

se apaixonou por ela. Anne foi condenada por adultério pelo governador de

New Providence, logo que o caso dos dois caiu para o conhecimento geral. Anne

vestiu-se como um homem, adotou o nome de Adam Bonny e, junto com o novo

parceiro, reuniu uma tripulação e roubaram um veleiro. Tinham agora uma

mulher entre eles. Entre nós, na verdade. Eu fazia parte da tripulação, e tinha

acabado de assinar o código de conduta do navio. O navio fora denominado

Revenge.

Em uma de suas viagens, o Revenge fez uma abordagem a um navio que

seguia para as Índias Ocidentais. Desse navio desembarcou para o nosso uma

recente viúva também disfarçada de homem. Anne, ainda como Adam, viu esse

"jovem" e gostou dele. Mais tarde se confessaram ambas serem mulheres. A

viúva se chamava Mary Read, e é nascida aqui mesmo, na Inglaterra. Não demorou

muito para que se casasse comigo! Acredita nisso, Jack? Aquela linda mulher que

todos pensavam ser homem se apaixonou por mim! Jack?"

No início do relato, Jack acompanhava cada frase, cada palavra; não deixava

nada escapar de seus ouvidos. Conforme fora prosseguindo a conversa e chegando

as goladas de rum à sua boca, ele foi adormecendo levemente, ficando sonolento,

até chegar àquela parte e ele se encontrar totalmente adormecido. Bart chamou-o

mais uma vez:

— Jack, acorda!

Jack se assustou e acordou dando um pulo violento. Daria continuidade à conversa

como quem tivesse entendido toda a história; era como se ele tivesse sonhado com

tudo aquilo enquanto o companheiro narrava.

— Muito boa história romântica, senhor Bartholomew! Mas me diga, em que parte

isso tudo te fez ter algum interesse pelo capitão Colico? Ou vai me dizer que não

gostou de ter se casado com uma mulher que, segundo você mesmo, era linda?

— A história não acabou ainda, e é por causa da Mary que eu estou aqui!

— Devia tê-la trazido, não?

Bart retribuiu-lhe a resposta secamente:

— Não! deixe-me terminar!

Bart tragou um pouco do rum e deu continuidade à história:

"Rackham, com medo de ser capturado e severamente castigado, decidiu fazer um

acordo com o governador. Na verdade ele não estava com medo por ele só, mas sim

pelas damas do navio. Queria que Anne e Mary não sofressem nenhum tipo de

punição! Eu fui a favor dele, pois além de serem lindíssimas damas, uma delas era a

minha esposa. Mas Barnet ainda estava atrás dele. O governador ainda queria pegá-lo!

Houve, porém, alguém que não se contentou nem um pouco com isso tudo. E pelo

que sei, Jack, você deve conhecer bem essa criatura!"

— Criatura? De quem falas?

— Daquele que sofreu decepção amorosa! O Deus do mar que se encarrega de

naufragar embarcações, causar tormento aos marinheiros até matá-los; aquele ser macabro

que arrasta consigo almas para o fundo do mar, mas as permite ressuscitar, caso saibam

o caminho de volta para a vida!

Jack ofertou-lhe a resposta ironicamente, voltando o olhar para os lados, sem que

precisasse encarar Bart olho a olho:

— Não sei de quem está falando!

— Bens sabes, pois! Refiro-me ao lendário Davy Jones, o homem do mar, o Deus em

que nós homens mais tememos!

— Se é lendário, por que o temes?

— Não seja idiota, Jack! Eu sei que você o conhece, sei que o viu e já o encarou; não

negue os fatos!

Jack retribuiu apenas com um olhar, e pusera a mexer em sua bússola. Bart continuou:

"Após Rackham ter tentado aquele acordo com o governador, de se entregar e deixar

impune Anne e Mary, eis que surge a aberração do Davy Jones. Esta criatura do mar

tentou levar as duas mulheres de nós, pois sempre foi contra o amor. Rackham conseguiu

despistar Anne, mas Mary não teve a mesma sorte; Davy Jones a pegou e a levou para as

profundezas do oceano, e me disse para resgatá-la se eu fosse capaz. Rackham conseguiu

fugir, mas logo foi capturado pelas autoridades de Bahamas, e eu consegui vir para cá, a

procura de consolo!"

Jack continuava olhando para a sua bússola, e notou que seu ponteiro indicava

confuso uma dada direção.

— Então quer dizer que você está a procura de Jack Morim Rackham?

— Não, quero dizer, também! Mas a coisa que mais desejo agora é encontrar uma

maneira de resgatar Mary!

O ponteiro da bússola mudou repentinamente de direção quando Bart disse o que

realmente procurava. Jack prosseguiu:

— Então veio aqui procurar uma maneira de tirar Mary das águas?

— Vim aqui me consolar; sei que não posso imergir até as profundezas dessas

águas!

— Sabes ao menos aonde ela está?

— Não!

Jack gesticulou-se com inconformidade. Ia logo dizer algo, mas controlou-se. Os

impulsos não lhe permitiram continuar calado, então disse em alto tom:

— Algo há de ser feito! Jonatham Barnet está atrás de Rackham agora! Devem estar

na Jamaica!

— Não creio! Rackham fugiu de Davy Jones por muito pouco! Davy capturou Mary,

e deu a oportunidade de Rackham fugir com Anne, e ainda conseguiram salvar o

Revenge. Não me pergunte como. Davy Jones não falhará novamente; não dará

a chance para vivermos. Se formos atrás de Mary, ele nos afundará sem piedade

alguma, com ou sem navio!

— Davy Jones é um ser mitológico que possui vários tentáculos no rosto, isso não

existe. Não deixe uma mitologia te vencer. E, se reunir uma tripulação de corajosos

marinheiros, com facilidade arrancará os seus tentáculos e o deixará com dor por

um bom tempo, dando-lhe assim a chance de fugir! E outra, foi ele mesmo quem

disse para você ir ao resgate de Mary!

— Se caso tentarmos e não conseguirmos, ele pode com facilidade fazer com

que entremos em perigosas correntes marítimas que nos guiem para rochedos

e recifes. Não satisfeito com isso, ele pode nos transformar em ótimos presentes

para o seu bichinho de estimação Kraken! Me diz, Capitão Jack Sparrow, quer

arriscar comigo a sua vida por algo que nem sabe se realmente dará certo?

— Não será a minha vida a ser arriscada! Será a sua!

Bart sequer ousou a replicar! Preferiu ficar

trancado em seu subconsciente e acreditar que o

melhor a se fazer era simplesmente não fazer nada!

Jack estava sem rumo. Queria voltar ao mar, formar

uma nova tripulação, e seguir saqueando navios. Ou

juntar-se a Rackham e esperar por Davy Jones. Se

sofresse algum acidente, Davy Jones lhe proporcionaria

mais 100 longos anos de vida; daria em troca a obrigação

de ser membro de sua tripulação, ou lhe cederia a opção

de se tornar parte sólida e fixa de seu navio! Jack se

felicitaria com a primeira opção, pois já sabia que se isso

lhe acontecesse, haveria a oportunidade de fugir, como

já o fizera tantas vezes. Pensou então que a sua

melhor alternativa seria ir para onde fosse Davy Jones,

e, para chegar até ele, deveria seguir os passos do

flibusteiro, que se colocaria a procura de Rackham!

Preferiu exclarecer uma dúvida:

— Davy Jones ainda está atrás de Rackham?

— Se Jonathan Barnet ainda não o pegou... Mas

o que Davy Jones realmente quer é Anne Bonny!

— Então o Colico deve estar navegando pela costa

da Jamaica, certo?

— Talvez! Bens sabes que já faz muito tempo que

ele quase foi derrotado pelas Bahamas! As notícias

demoram para cruzar os mares! Eu não me surpreenderia

se Anne já estivesse submersa com Mary!

— Isso foi há um ou dois meses! Muito pode ser feito

ainda!

Jack trilhou Bart para a surrealidade. Este já estava

devidamente bêbado e pronto para fazer o que Jack

quisesse. O ambiente era requintado, só os homens da

mais alta sociedade frequentavam aquela taberna a noite.

Ninguém sabia, e nem sequer poderiam desconfiar que

ambos eram piratas. Nem o garçom, que lhes serviu rum,

imaginaria isso! As roupas não enganavam; podiam ser

confundidos com mendigos ou arruaceiros. Caso fossem,

nada deixariam ao caixa do estabelecimento. Todos naquele

ambiente acreditavam que fossem apenas marinheiros

comuns, que serviam com o sangue a marinha inglesa,

ou dedicavam-se exclusivamente ao comércio intercontinental!

Jack fixou os olhos no garçom, e o esperou sair de vista.

Rapidamente se levantou e puxou Bart da cadeira, arrastando-o

para fora do estabelecimento! Jack levou-o ao pier e tacou-lhe

água no rosto excessivamente, de modo a pensar que fosse

fazê-lo voltar a realidade mais rapidamente! Avistaram o

dourado galeão, e se dirigiram a ele em passos largos e ligeiros!

Bart se recompunha aos poucos! O que bebêra lhe fora o suficiente

para deixá-lo naquele estado, enquanto Jack nem afetado

estava! Ambos desamarraram as cordas do galeão no pier, e

logo embarcaram nele! No mesmo instante, saiu o garçom da

taberna, correndo e berrando:

— Hei, piratas, saqueadores, bandidos! Voltem aqui, paguem

a conta!

Bart, saqueador experiente, ainda sob o estado do álcool,

deixou escapar de sua boca palavras que fugiam da realidade

de um pirata:

— Saímos sem pagar, algo tem de ser feito!

Jack rotou os olhos e, embora estivesse estupidamente

constrangido por dentro, soltou uma resposta de forma

alegre e irônica:

— "Pegue tudo o que puder, sem nada a devolver!"

Os piratas desatracaram o galeão, e o colocaram em

movimento, deixando o cais, a taberna e o garçom para trás!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.