A Feiticeira

20 Uma parte da minha história.


Notas iniciais
Bom, consegui postar um novo capítulo. Me desculpem novamente.
Eu gostaria de agradecer a todos vocês que acompanham a fic. E pedir que se você leu, deixe review porque para nós que escrevemos é meio deprimente quando quase ninguém lê... Então postem qualquer coisa, mesmo que seja só um " :) ".
Obrigada, e espero que gostem.

Alex e Clare foram para o jardim do castelo de Arthur. Lá, bancos de predra se espalhavam por toda parte. Neles, ninfas se sentavam, conversavam e riam o tempo todo. O local era como uma mini Avalon. Tudo que havia do lado de fora, havia do lado de dentro. As árvores eram as mesmas, a diferença era que do lado de fora, elas eram gigantes, principalmente os carvalhos, já ali, eram do tamanho comum, como as que havia no mundo doa homens.

Alex apontou uma raiz exposta de carvalho para Clare se sentar e então, sentou-se no chão.

— Antes, eu quero que você me diga o que Arthur lhe falou.

— Ele disse que você sabia dos planos de Hitler e não fez nada para impedi-lo. Você deixou ele iniciar a 2ª Guerra Munial, Alex!

A garota arregalou os olhos diante das palavras de Clare, que foram proferidas de maneira rude.

— Arthur disse isso? — Perguntou cruzando as pernas embaixo de si.

— Sim. — E antes que Alex pudesse dizer qualquer coisa, ela continuou — Bom, não com essas palavras e esse tom, obviamente. Mas esta não é a questão.

Alex levantou uma sombrancelha.

— Então qual é a questão?

— Como você estava viva naquela época? — Alex abriu a boca para responder, mas foi interrompida por Clare — E tem mais! Quando chegamos, Arthur disse: “Você não mudou nada. Está mais nova, mas igual”. Como diabos isso é possível? Você tem um pacto com Hebe por acaso?

A garota começou a rir diante do comentário de Clare.

— Não! — Disse ainda rindo — Você tem uma boa memoria, hein? Além de uma imaginação fétil! Isso é bom!

Clare olhava séria para ela.

— Será que dá para parar de rir e me contar a verdade? Chega de mentiras, por favor.

Alex fechou os olhos respirou fundo. Começou a falar assim que os abriu.

— Sabe, eu era extremamente tímida quando mais nova. Tímida, fria, calculista, estava sempre na minha. Não falava com praticamente ninguém. Na verdade, eu só falava com meus pais, meu pai principalmente. Minha mãe estava sempre viajando por causa do “trabalho” dela.

“Eu amadureci mais rápido que uma criança comum, então aos meus três anos eu agia como se tivesse seis, e foi com essa idade que minha mãe achou melhor que nos mudassemos para o Shadowrealm de Hécate. Questões de segurança, sabe?”

— E… onde você morava?

— Na Acrópole de Atenas. Nossa, como eu amava aquele lugar.

— Atenas? Tipo… Grécia?

— Claro! Onde mais seria? Enfim, nos mudamos e foi então que tudo começou. Eu sabia que minha mãe era feiticeira, obvio, mas nunca havia visto ela conjurar nenhum feitiço, e lá, foi a primeira vez.

“Quando vi ela controlando os elementos, criando coisas com a própria aura, criando escudos, esferas de plasma e tudo isso, me apaixonei na hora por esse mundo. Fiquei fascinada. E então eu pedi para ela me ensinar, mas ela não quis me ensinar porque para isso ela teria que me despertar e eu era muito nova para isso, e é perigoso despertar alguém jovem demais. Então eu…

— Despertar? Como assim? — Interrompeu Clare.

— Bom, todo ser humano tem a capacidade de se tornar um feiticeiro, mas sua aura tem que ser despertada antes de tudo.

— Er… ainda não entendi. Desculpa, eu acordei cedo demais acho.

— Não, tudo bem. É confuso no começo mesmo. Despertar é como chamamos o ato de dar a um humano, ou como costumamos chamar, humani, a habilidade de ouvir, tocar, provar, ver e cheirar do mesmo modo que um Ancião, assim como dar a eles a habilidade de manipular as coisas ao seu redor, e também em seu interior, magicamente. Nós, seres humanos, acabamos fuigindo de nosso lado mágico e nos acomodando no nosso mundinho, e assim nossas habilidades foram sumindo ao passar dos anos, e hoje precisam desse empurrãozinho para voltarem.

“Apenas alguns Anciões conseguem Despertar um humani, mas alguns da nova Nova Generação descobriram como fazer isso. Como Hécate.”

— Okay, e… o que você quis dizer com “Ancião da Nova Geração”?

— Vou terminar de falar a minha história, depois eu explico as coisas para você, okay?

— Ta, tudo bem!

— Onde eu estava… Ah, lembrei. Ela disse que eu era muito nova, e por isso eu apenas ficava observando ela treinar. E nesse meio tempo, o meu pai me ensinava a ler e escrever em celta, grego, latim e a lingua comum. Então eu comecei a ler os livros da minha mãe, escondida é claro. E então eu já sabia vários encantamentos antes mesmo de ser despertada. Fiquei 5 anos estudando magia desse jeito. Aí quando eu fiz dez anos eu…

— Pára tudo. “Quando você fez dez anos? Como é possível você falar quatro linguas com dez anos?

— Lembre-se, eu envelheci no dobro do tempo de uma pessoa comum, ou seja, quando eu tinha 10, era como se eu tivesse 20.

— E agora é como se você tivesse 28?

— Não! Será que dá para esperar eu terminar?

Clare fez um sinal para que Alex continuasse.

— Ótimo! Quando eu fiz 10 anos, eu implorei à Hécate que me despertasse, mesmo sem a autorização de minha mãe. Porque — disse dando enfase, já prevendo a pergunta da garota — ela não queria que eu entrasse para esse mundo do mesmo modo que ela. Isso meio que acabou com a vida dela, fez ela viver longe de mim e do meu pai. Mas teve suas coisas boas. Tipo eu!

Elas riram.

— Assim que eu fui desperta, tenho que admitir, passei mal por uma semana inteirinha! — continuou Alex — E minha mãe quis matar meu pai e Hécate por fazerem isso comigo, mas no fim, ela até pediu que me treinassem para eu ser a nova guardiã se algum dia ela morresse. Ela mesma começou a me treinar. Mas então veio a guerra e ela teve que lutar. Ela meio que quis, para falar bem a verdade. Sempre adorou espadas. Meu avô era filho de Marte e a ensinou a lutar. Já pode imaginar o gênio dela né? — Ela riu.

— Sua história não tá coincidindo com a realidade e eu estou com o cérebro fritando. De boa.

— Ela não coincide com a realidade? E o que é real Clare?

— Eu… não sei mais. — Alex estava com um olhar misterioso, malicioso. — To vendo que agora vai vir um baque…

— Eu não tenho 14 anos, nem 28. Eu tenho 3.000. Bom, mais ou menos! Eu nem lembro mais quando é meu aniversário.

Ela riu.

Clare ficou pasma. Olhou para Alex com a boca aberta, os olhos arregalados e a mente a mil. As respostas para todas as suas indagações sobre ela surgiram, mas junto delas mil duvidas acompanhavam. Ela queria perguntar tanta coisa, mas não sabia por onde começar.

— Confuso não? Mas depois você entende melhor. — disse Alex encarando o horizonte.

— Hécate lhe concedeu a imortalidade?

Alex riu. A garota estava pegando o jeito.

— Não. Ela concedeu a imortalidade à minha mãe. — Prevendo a próxima pergunta ela prosseguiu — Meus pais eram imortais, então eu já nasci assim. Meu pai tornou-se imortal sozinho, como eu não sei. Ele infelizmente nunca me disse.

Ela falava do pai sempre com os olhos distantes e tristes, como se algo terrível tivesse acontecido. Ela percebeu que ela falava mais dolorosamente dele, do que quando falava de Saphira.

— O que aconteceu com seu pai?

— Não gosto de falar nisso, mas você vai acabar descobrindo.

— E você conheceu alguém famoso? Tipo, sei lá... Colombo?

— Sim, mas não ele. Conheço Joana D'arc, Shakespeare, conheci Einstein também. Todos pensam que ele era filho de Atena, mas na verdade ele era filho de Hefesto. E conheci também Lenin, e Lennon! Saint Germain me apresentou para ele, e também...

— Hitler. — interrompeu Clare.

— Olha, sobre a segunda guerra... Um amigo que serviu o exercito alemão se tornou amigo de Hitler, não eu, e ele sempre o ouvia dizer que ia se vingar pela humilhação que a Alemanha sofreu na primeira guerra. Mas eu não iria de jeito algum interferir nisso. Não mexo com o mundo mortal. Deixo as coisas tomarem o curso que tem de tomar.

Elas ficaram em silencio por um tempo, até que...

— Hey, posso te fazer uma pergunta? — Perguntou Clare abruptamente.

— Depende... — respondeu Alex desconfiada.

— Hoje de manhã antes da gente sair Hécate falou algo sobre você e Apolo. Me explica isso, Alexandra! — Disse rindo.

— Ah, é uma longa história que pode ficar para outra hora. Temos coisas a fazer — Alex ficou vermelha.

— Que seriam...

— Você acha que esse é o único lugar que nós teremos que visitar? Pois não é. Mas eu precisava falar com Nico, antes que tudo vá pelo ralo.

— Como você vai falar com ele? Mensagem de Íris? — Ao ouvir o nome dele, seus olhos ganharam outro brilho.

— Não. Íris não tem poder em Avalon. Mas... Magia serve para todos os lugares, é só torcer para que ele esteja longe do deserto! — Alex riu, mas Clare não entendeu a piada — Se onde ele estiver for ao menos úmido, já da certo. — Alex mostrou o bracelete com o pingente de arco íris e explicou como ele funcionava. Ela já sabia que Clare iria pedir uma coisa, então foi logo antecipando a resposta.

— Sim, você pode falar com ele.

Com isso, o sorriso no rosto da semideusa foi de orelha a orelha.

Alex e Clare se entreolharam e viram que poderiam contar e confiar uma na outra. Já não eram apenas mentora e aprendiza, mas sim amigas.

Elas se levantaram e foram até a fonte que havia no meio do jardim e evocou sua magia. Rastreou a aura de Nico e assim que a encontrou fez a conecçao. A água tremeluziu e mostrou Nico do outro lado. Quando ele as percebeu, logo abriu um sorriso. Raro quando vinha dele.

— Olá garotas, quanto tempo!



Notas finais
Bom, aqui está :D E... eu não tenho postado pq faz uns capitulos que não recebo review, então não vou escrever para nada :p