A Feiticeira

12 Um bate papo casual


Notas iniciais
Desculpem a demora, e também o cap! kkk Espero que gostem!

Depois de falar com Rachel, Alex conseguiu a confirmação que precisava, a profecia estava prestes a se concretizar. Mas essa era apenas uma delas. Havia outra profecia referente aos gêmeos de aura ouro e prata, e sobre esta ela não tinha ideia de como estava. Pelo que soube Nicholas e Perenele Flamel procuravam pelos gêmeos a mais de 500 anos.

Ela precisava saber o que estava acontecendo, sentia as coisas mudando. Ela mexeu em suas coisas e procurou pelo bracelete que havia ganhado de Perenele quando foi sua aprendiz. Achou.

Olhava para o bracelete com admiração, ele era lindo. Era feito predominantemente de prata, mas havia uns fios de puro ouro que se entrelaçavam com a corrente. Tinha cinco pingentes que representavam os elementos, e um sexto em forma de arco-íris. Ela tocou o que havia um arco-íris, que indicava comunicação, em homenagem à Íris.

Ela olhava aquilo com curiosidade, Perenele havia dito à ela que era apenas colocá-lo na água que a conexão se iniciaria, mas se precisava de água, como ela podia saber se ela estaria perto da água no outro lado? Decidiu tentar. Ela aproveitou que todos estavam no refeitório e usou o banheiro do chalé de Hermes. Ela tampou o ralo da pia e deixou deixou que se enchesse de água. Quando ela mergulhou o pingente na água uma fumaça se formou na superfície. Quando esta se dicipou ela viu Perenele lavando um prato, então ela viu que estava em uma cozinha, na pia da cozinha mais especificamente. Perenele nem mesmo havia de dado conta do que estava acontecendo, por isso Alex resolveu chamar sua atenção.

Ela tossiu, o que fez Perenele pular de susto e quebrar o prato que estava segurando quando percebeu Alex na pia de sua cozinha.

- Alexandra O'Connel, você perdeu a cabeça? Quebrei um prato por sua causa! — ela gritava e brigava, mas estava feliz em “rever” uma velha amiga.

- Você sempre é assim tão amigável? — disse ela com ironia.

- Desculpe, mas você me deu o maior susto garota! — disse ainda eufórica.

- Oi primeiramente!

- Oi!

As duas começaram a dar risada e toda vez que elas tentavam ficar sérias voltavam a rir de novo. Demoraram alguns minutos para se recuperarem.

- Quanto tempo Ally, achei que já tinha de esquecido de mim.

- Perry, não há como esquecer os Flamel, mesmo que eu quisesse. O que eu não quero, só para deixar claro. Sabia que até Harry Potter cita Nicholas? Vocês são lendários!

- O que é Harry Potter?

- Não vem ao caso.

- E o que vem ao caso?

- A profecia.

- Qual delas?

- Chegará um momento em que o livro será tomado

E o homem da rainha à deusa Corvo será aliado

Em seguida, o Anciões irão sair das sombras

E o imortal deve treinar o mortal.

Os dois que são um devem tornar-se o um que é tudo.

- Ah, essa! Antes que você pergunte, eu tenho sim notícias sobre ela.

- Quais?

- Achamos os gêmeos.

- Assim como das outras vezes?

- Não, dessa vez são eles, tenho certeza! Se você estivesse aqui iria sentir a energia deles! São eles Ally! Certeza! Depois de 500 anos procurando, finalmente os achamos! – disse ela animada.

Alex nunca havia visto Perenele com tanta certeza na vida dela, o que a deixou preocupada. Certeza e confiança demais sempre levam ao fracasso. Essa foi apenas mais uma das preciosas lições de Atena, e que Hécate concorda totalmente.

- Ok. Menos uma. Ou mais uma, sei lá.

- Como assim, mais uma ou menos uma?

- Falo das outras.

- Quais outras?

- A do filho dos 3 grandes que terá o poder de destruir o Olimpo ou salvá-lo e a dos Sete.

- A dos Sete eu conheço, mas essa outra não. É nova?

- Não, já tem uns 70 anos apenas, foi feita logo depois da segunda guerra. Todos acham que a profecia se concretizou ano passado, e que ela de referia à Perseu Jackson, mas eu sei que não — Perenele fazia uma cara de dúvida — Você não está entendendo nada, não é?

- Não! — ela riu — Mas antes de começarmos a "falar de negócios", quero saber o que tem feito esses anos.

- Nada. Observando o rumo do mundo, me preparando, treinando. Mas nos últimos 3 anos eu estive no Brasil relaxando. Curtindo a vida. Há tempos que eu não fazia isso.

- E você precisava, essa sua sina de não esquecer nada, eu hein, to fora.

- Não sei se é sina ou se é benção – disse Alex rindo.

- E por que no Brasil?

- Simples. É um dos lugares onde monstrous praticamente não existem. E se existem, eles nem ligam para nós. Europa e EUA? Impossível de se desligar do mundo.

- E por que voltou então?

- Hécate me pediu. Ela disse que era essencial que eu retornasse. Comecei a perceber o porquê.

- Ok... Não entendi nada! E sua mãe, como vai? Faz tempo que não falo com ela.

Alex ficou muda por um tempo e Perenele percebeu que não devia ter tocado no assunto.

- Ally, se você não quiser falar, não precisa, de verdade.

- Tudo bem, eu ia ter que falar nisso mais cedo ou mais tarde. Ela morreu.

Perenele ficou em choque ao ouvir isso. Sapphira morta? Como assim? Ela simplesmente não conseguia acreditar no que ouvira. Elas não eram muito chegadas, mas a mãe de Alex era conhecida por quase todos os lugares como uma guerreira invensível, e agora ela recebe a notícia de que ela está morta.

Ela via a expressão de Alex ao dizer isso. Sua mãe era a única coisa que mantinha a cabeça dela no lugar, e principalmente, no presente. Depois de praticamente perder o pai, ela perde a mãe. Sentia mais por Alex do que por ela mesma.

- Ally, sinto munto. De verdade. Se eu soubesse, nem teria perguntado.

- Perenele, não tem nada o que se desculpar – um barulho começou do lado de fora e Alex percebeu que os campistas estavam retornando – Perry, tenho que ir. Qualquer coisa a mais sobre a profecia me avise.

Ela tirou o pingente da água e a comunicação se desfez imediatamente. Instantes depois, Chris entrarou no banheiro.

- Ah meus deuses, me desculpe Alex – disse ele virando de costas.

- Relaxa Chris, estava apenas lavando as mãos, já estou saindo.

Dito isso, ela saiu do banheiro, deixou o chalé e foi para o chalé número 20. Precisava contra com alguém no acampamento, e por mais irônico que pareça, essa pessoa era Clare.

Elas haviam ficado próximas durante esses tempos. Não muito próximas, mas era, em tese, a única amiga com quem Alex conversava.

Assim que ela chegou lá e levantou a mão para bater na porta, ela se abriu. Não havia ninguém ali para abri-la, mas então viu que Lou estava sentado na cama dele, brincando de levitar objetos.

- E aí Alex?

- Oi Lou, você viu a Clare?

- Clare? Sim. Acordamos no mesmo chalé hoje de manhã e tomamos café na mesma mesa.

- Ok, isso eu já sabia.

- Então por que perguntou? – Lou era um cara legal, mas sabia ser bem irritante quando queria.

- Quero saber se sabe onde ela está!

- Na floresta.

- Sozinha? – ele ergueu os ombros com indiferença e voltou a brincar com os objetos da cabeceira da cama dele.

Ela então foi em direção à floresta, mas não sabia onde exatamente Clare estaria.

Caminhou até o riacho e então ouviu uma voz, e então percebeu que era a voz de Clare. Ela seguiu a voz e a viu em uma clareira, sentada, anotando algumas coisas em um caderno e falando o que escrevia. Alex chegou por trás e pegou o caderno de Clare, o que fez com que ela pulasse de susto e logo em seguida, ficasse bem irritada.

- O que é isso Clare?

- Alexandra, me devolve isso agora!

Alex começou a ler o que estava escrito desviava o braço a cada vez que Clare tentava pegar o caderno. Quando Alex se deu conta do que era, levou um choque daqueles. Eram escrituras de magia. Magia Negra.

- Clare Windcraft, onde foi que você conseguiu essas escrituras?

- Não são nada, é coisa de filhas de Hécate, me devolve.

- Você acha que eu sou idiota? Eu sei o que é isso.

- Até parece. Está escrito em celta, como você iria conseguir ler?

- Eu consigo. Por que você está aprendendo magia negra? – Alex estava pasma, mas não estava nem um pouco brava.

Clare ficou paralisada ao ver que ela realmente sabia do que se tratava. E agora, como iria explicar isso?

- Ok, eu sei que parece estranho, mas há algumas semanas minha mãe me visitou em um sonho e me disse para aprender todo tipo de magia possível, e magia negra queira você ou não é magia.

- Eu sei disso. Mas você tem apenas 14 anos, não deveria ter contato com essas coisas agora.

- Eu sei, mas… Espera! O que você sabe sobre isso?

- Muito mais do que você.

- Ah, é mesmo? E você é uma feiticeira por acaso?

- Sim, sou. Algum problema com isso?

Notas finais
Espero que tenham gostado. E comentem hein!