A Feiticeira

8 Enquanto alguns passeiam no Inferno


Notas iniciais
É apenas uma introdução para o que está por vir! Já posto o novo hoje ou amanhã!

Alex esperava por George no campo de treinamento. Ele não entendia por que ela quis trinar tão cedo, eram seis da manhã e ele estava morrendo de sono, mas ela pelo jeito já estava ali faz um tempo, pois estava tudo preparado.
Ela estava com a parte de cima de uma armadura, apenas o colete, e era feito de um material que ele não conseguiu identificar. Era de uma negro metálico, muito bonito por sinal, que acompanhava cada curva do corpo dela e ele tinha certeza de que aquela armadura não pertencia ao acampamento, era dela. Mas o que o deixou intrigado foi que ela chegou no Acampamento sem nada, apenas com a roupa do corpo.

– Bom dia! — disse ela sorrindo, mas havia frieza e uma ponta de ódio em seu olhar. A frieza sempre esteve presente, mas o ódio era novo.

– Bom dia Alex! No que você precisa de ajuda?

– Em tudo, sou uma péssima esgrimista, nunca me dei bem com a espada — disse ela em tom envergonhado.

– Nem todo mundo é bom com espada, não precisa se envergonhar disso. Você sabe lutar com alguma coisa?

– Sei luta corpo a corpo, arco e flecha e sei também lutar com a faca, não sou muito boa, mas eu sei.

– E você quer lutar com a espada por quê...? — ele deixou a frase vaga, para que ela pudesse terminar.

– Me pediram para treinar, para eu poder me defender.

– Se defender? QUem foi o idiota que falou que para se defender você precisa saber lutar com espadas?

Alex riu, pois o idiota ao qual George se referia era Ares, o pai dele.

– Apenas um conhecido aí. Agora... Será que da para parar de falar e começar a treinar?

– Claro.

E eles começaram. George pediu para Alex atacar para ver como era seu ataque, mas quando ela chegou perto ele bloqueou o golpe facilmente, torceu a espada na mão dela e desarmou-a.

– Sua mão está completamente frouxa, tenta segurar a espada com mais força. E está previsível demais, sabia o que você ia fazer assim que deu o primeiro passo. Vamos tentar de novo.

E Alex atacou de novo. Dessa vez deixou a mão bem firme, mas solta o suficiente para dar movimento e tentou ser o menos previsível possível. Usou uma tática que viu Percy usar na Captura a Bandeira no primeiro dia dela. Ela mudou a posição assim que estava a apenas um metro de distancia dele, não dando tempo de ele revidar, e ela teria acertado no peito dele se não tivesse parado centímetros antes da espada tocar na pele dele.

– Ual! Você aprende meio rápido não? — disse ele paralisado pelo golpe, de medo e admiração.

– Obrigada! — disse ela rindo. Estava começando a se descontrair um pouco.

– Mas isso foi apenas sorte! Vamos ver se consegue de novo!

E ela atacou. Eles ficaram treinando até umas dez horas. Naquele dia ele a ajudou no ataque, depois iria ser a defesa. Alex tinha melhorado em algumas coisas, estava um pouco melhor do que era antes. Tudo bem que 4 horas não fazem tanta diferença, mas ela sempre aprendia as coisas muito rápido.

Quando saíram do campo de treinamento eles foram direto para o refeitório. A sorte deles é que era sábado e vários campistas acordavam um pouco mais tarde, se não eles não teriam tido tempo de tomar o café da manha.

Alex comeu a mesma coisa de sempre: pão com requeijão e suco de maça com soja. Ela come isso desde que foi morar no Brasil, mas agora que estava de volta aos Estados Unidos raramente achava coisas daquele tipo para comer.

Aquela rotina se seguiu por uma semana, e Alex estava ficando bem melhor a cada dia. George era realmente um ótimo instrutor, e durante essa semana de treinamento ele se tornou um grande amigo dela. As coisas realmente mudam rápido.

Tudo corria extremamente bem, até que...

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Era sexta feira novamente e haveria outra captura a bandeira, e dessa vez, depois de um bom tempo, Percy e Annabeth ficaram no mesmo time.

– Finalmente hein Cabeça de Alga! Nós não ficamos juntos desde quando mesmo? — disse ela com o corpo junto do dele, enquanto caminhavam em direção ao Punho de Zeus, onde iriam ficar de guarda.

– A gente fica junto todos os dias minha, Sabidinha! — Annabeth o olhava com reprovação, mas no fundo amava quando ele fazia aquelas brincadeiras bobas. Percebendo o olhar de Annabeth, Percy logo se apreçou em dizer — Desculpe, Annie! Acho que a ultima vez que lutamos no mesmo lado foi na Guerra!

O corpo dos dois estremeceu quando se falou na guerra, haviam perdido muitos amigos nela. A única coisa boa daquela época foi o inicio de namoro dos dois.

O jogo deu inicio, e os dois ficaram esperando um bom tempo até que alguém aparecesse. Quando apareceu os eles deram um largo sorriso, tanto eles quanto a adversária deles, Clarisse.

Ela investiu para Annabeth por esta ser mais fraca, ela preparou sua faca no mesmo instante e avançou contra Clarisse. Percy tentou impedir que ela fosse, mas o olhar dela pedia aquilo, ela realmente sentia falta da luta. Era o primeiro verão depois de cinco anos que ela não saia em algum tipo de missão.

Annabeth e Clarisse lutavam ferozmente, tanto que Percy quase não conseguia acompanhar. Annabeth era incrivelmente ágil, embora Clarisse também fosse rápida, mas era bem maior o que dificultava os movimentos.

Enquanto Percy observava as duas lutando ele percebeu Alex, Travis e George chegando por trás. Percy correu o mais rápido possível e se pôs entre eles e a bandeira. Perguntava-se por que Will ainda não havia atirado nenhuma flecha ao ver que eles precisavam de ajuda.

– Will — ele ouviu Annabeth gritar, e no mesmo instante uma flecha passou rente a sua cabeça e pegou de raspão na perna Travis, que gritou de dor.

George deu uma investida de direita tão repentina contra Percy que acertou seu braço, mas isso de nada adiantou, devido à Maldição de Aquiles. Percy revidou, e os dois entraram em uma luta, e Travis mesmo com a perna machucada foi ajudar George.

Alex era a única que não estava lutando, então avançou em direção à bandeira, mas o adversário dela era difícil de ver, e de lutar contra ele, pois era um arqueiro. Era Will.

Will atirou novamente, dessa vez mirando em Alex, mas esta desviou antes que a flecha a alcançasse, e isso ocorreu mais duas vezes. Ela demonstrava a mesma agilidade de sua primeira Captura a Bandeira quando lutou com Clare, talvez fosse até mais rápida dessa vez. Não importava que ele já tivesse visto, era impressionante.

Ela estava cegando bem perto, e quando esticou a mão para pegar a bandeira, uma flecha atravessou por ela. Ela gritou de dor e segurou o pulso com a outra mão, tomou coragem e tirou a flecha que estava enfiada, e com isso soltou outro grito. Alex respirou fundo para tentar controlar a dor, estendeu a outra mão e pegou a bandeira. A trombeta soou. O jogo havia terminado.



Notas finais
Comentem por favor!!!!!