Um gosto ácido tomava conta de minha garganta. Uma tontura enorme tomou conta de meu corpo, fazendo minha mente titubear diante do que eu tinha visto através do pouco tempo de luz que as chamas azuis dispuseram. Dominei minha mente por um momento apenas para conseguir ficar de pé e, com um pouco de luz da esfera chamejante em minha mãos, juntei um bom número de galhos e restos de madeira para acender uma fogueira. Com estalar de dedos, faíscas foram produzidas e lançadas na lenha. Logo com a fogueira acesa pude assistir a horrível e macabra cena a minha volta.

A notáveis hastes estavam fincadas em vários pontos da caverna. Eu temia chegar perto e acabar me assustando. Mas eu tinha de analisar. Ao chegar perto, pude ver os corpos de crianças, homens, mulheres, todos atravessados na barra com uma ponta afiada e ensaguentada. Descobri que todos não estavam mortos quando foram transpassados na lança, pois não possuíam nenhuma outra ferida pelo corpo ou algo suspeito de enforcamento ou sufocamento, até mesmo torção. Estavam vivos e, como modo de tortura, foram perfurados na barriga, independente de suas idades. Ao olhar mais de perto, notei que seus olhos haviam sido arrancados, deixando as órbitas oculares vazias, algo aterrorizante. Nem o temível povo das terras de Agrandosh seria possível de fazer algo tão macabro como esse, Pensou Leanen consigo mesma, os pensamentos invadindo-lhe a mente como um turbilhão desesperador.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.