A Família Potter

8 Capítulo 8 - Lílian Luna Potter


Notas iniciais
Geeeente, estou tão feliz pelas recomendações!!! Eu quero mandar mega OBRIGADO aos usuários: keytleenmil, Lalakynha, clara-potter e YasmynRiddle.
Muito obrigado mesmo pelas recomendações! Assim, que tiver tempo, darei uma lida em suas fics.
Enfim, estou colocando mais um capitulo. Espero que gostem (:

Pov. Gina

Por Merlin, como eu sentia falta daquela boca!

Continuamos nos beijando várias e várias vezes até que, entre um beijo e outro, eu percebi que o restaurante já estava fechando.

Afastei-o carinhosamente com a mão e, enquanto tentava recuperar o fôlego, falei:

- Harry, já está tarde e o restaurante está vazio. Acho melhor sairmos daqui. Tem um hotel aqui perto, podemos ir pra lá.

Ele me olhou intensamente.

- Não. Acho melhor não irmos para o hotel. Vamos pra casa. – respondeu ele, me dando um beijo rápido.

- Certo. – respondi.

Agora que havíamos nos afastado um pouco, percebi como estava frio. Meu queixo batia, e minha roupa encharcada não ajudava em nada. Acho que ele percebeu isso, porque tirou o casaco que usava e colocou em volta de mim.

- Melhor? – perguntou, sorrindo.

- Sim, obrigada.

- Você veio de carro?

- Sim, e você? – perguntei.

- Eu aparatei aqui perto. Acho melhor irmos de carro, não sei se é bom você ficar aparatando grávida.

Harry e suas preocupações. Isso às vezes me irritava, mas não estava afim de discutir com ele. Não queria que brigássemos de novo.

- Tudo bem, vamos,

Caminhamos silenciosamente até o carro. Estávamos bem, mas eu sabia que ainda tinham coisas a serem resolvidas e tudo só voltaria ao normal quando isso acontecesse.

Ele abriu a porta de carona pra que eu entrasse e ele fosse no banco do motorista. Entreguei-lhe a chave e ele deu a partida.

Ele dirigia com uma expressão calma no rosto. Aproveitei e tentei começar a falar:

- Harry, acho que temos que conversar sobre algumas coisas. – comecei.

- Eu sei, Gina, mas acho melhor deixarmos isso pra amanhã. Hoje vamos apenas deixar as coisas acontecerem, amanhã conversaremos.

Não tentei me opor, sabia que no fundo eu concordava com ele.

O resto do caminho até a nossa casa foi silencioso. O único som era do rádio do carro que eu havia ligado pra quebrar o silêncio, mas não estava adiantando muita coisa.

Quando chegamos, Harry estacionou o carro em frente à casa e abriu a porta pra que eu descesse do carro.

Nos encaramos por algum tempo antes dele se aproximar e me beijar.

Estávamos parado em frente à porta e o beijo ficava cada vez mais caloroso. Eu brincava com seus cabelos enquanto ele acariciava minhas costas.

Quando nos afastamos um pouco, eu sussurrei:

- Acho melhor entrarmos, Harry. Não vou responder por mim se você me beijar assim de novo.

- Nem eu. – respondeu ele, sorrindo marotamente.

Abri a porta e acendi as luzes. A casa estava anormalmente silenciosa.

Harry subiu rapidamente em direção ao quarto de Tiago. Eu subi atrás dele e parei no corredor.

Ele viu que Tiago não estava no quarto e foi até o quarto no meu mais novo, mas viu que também estava vazio.

- Onde os meninos estão, Gina?

Lembrei que os havia deixado na Toca.

- Estão com meus pais. – respondi e logo após senti uma pontada forte na barriga – AAAI!

Gritei, segurando forte minha barriga e vi que, logo abaixo de mim, havia uma pequena poça.

Harry veio até mim com um olhar preocupado.

- O que foi, Gina? – ele acompanhou meu olhar e viu a pequena poça no chão.

- Eu acho que a Lílian quer nascer, Harry! – falei, seguida por outra contração mais forte que a anterior.

Ele me olhou assustado e perguntou:

- O que eu faço agora, Gina? Não dá pra você aparatar assim no St. Mungus, e eu não sei se dará tempo de chegar lá de carro. – ele refletiu por alguns segundos e , em seguida, falou – Já sei! Tem aquele hospital trouxa aqui perto. Acha que agüenta chegar lá?

- Sim. – respondi.

A dor ficava cada vez mais forte enquanto Harry ia até o quarto que seria de Lílian pegar uma bolsa que eu havia deixado pronta há algumas semanas atrás.

Quando chegamos ao hospital, eu estava suando frio. Alguns médicos me sentaram em uma cadeira de rodas e me levaram até uma sala branca com uma maca no centro.

Antes de começarem o trabalho de parto, pedi a Harry pra avisar à minha família que mais uma Potter estava à caminho.

Pov. Harry


Fui até um lugar reservado do hospital e mandei um patrono pra Sra. Weasley e esperei que ela chegasse.

Aguardava ansioso que algum médico viesse me dizer que minha filha havia nascido.

Estava tão perdido em pensamentos que levei um susto quando ouvi a voz do meu filho mais velho me chamando.

- Papai! – gritou Tiago, entrando na sala em que eu aguardava notícias.

Ele veio correndo até mim e me abraçou.

- Oi, filho! – falei, dando um beijo em sua testa.

- Porque estamos aqui, papai?

- A vovó não te falou? Sua irmãzinha está nascendo!

Tiago deu pulinhos de alegria, e eu pude perceber que Alvo dormia tranquilamente nos braços de Molly.

10 minutos depois, Rony e Hermione entraram na sala. Hermione estava com a barriga enorme. Provavelmente dali a alguns dias voltaríamos a uma maternidade.

- Oi, Harry! Como você soube que a Lílian ia nascer? – perguntou Mione, me dando um abraço rápido.

- Então, Mione... Eu e a Gina meio que voltamos. – falei, timidamente.

Hermione me abraçou de novo, só que dessa vez mais forte.

- Ai que ótimo, Harry! Parece que a Lílian estava só esperando isso acontecer pra resolver nascer! Estou tão feliz por vocês!

Sorri pra ela e sentei-me em uma cadeira, Tiago rapidamente veio pro meu colo.

Nesse instante, um médico apareceu na porta da sala com uma expressão séria no rosto.

- Boa noite. Quem é o pai da criança? – perguntou ele, educadamente.

- Eu. – respondi, com a voz trêmula. Sua expressão não era das melhores.

- Por favor, o Sr. poderia vim comigo? – perguntou.

Eu assenti levemente, coloquei Tiago em pé e caminhei até ele.

Enquanto andávamos pelos corredores do hospital, o médico não falou nenhuma palavra.

Depois de andarmos um bocado, ele entrou em uma sala vazia e estendeu a mão pra me cumprimentar.

- Olá, eu sou o Dr. Joseph.

- Prazer, Harry Potter. – respondi. – Tem alguma coisa errada com a Gina ou com a minha filha?

- Sr. Potter, sua filha está com um cordão umbilical em volta do pescoço. Estávamos fazendo o parto normal, mas paramos ao perceber isso. Agora teremos que fazer uma cesariana, mas pode ser um pouco arriscado, pois sua mulher está muito nervosa.

Prendi a respiração por um momento. Uma sensação de aperto começou a crescer dentro de mim.

- Eu posso fazer alguma coisa pra ajudar? – perguntei, nervoso.

- Na verdade, sim. Se o Sr. for até lá e consegui acalmar sua esposa já será um ótimo passo. – respondeu ele.

Não sabia como iria acalmar Gina no estado de nervosismo que eu estava, mas resolvi ao menos tentar.

- Farei o possível. Onde fica a sala?

- Logo ali, me acompanhe, por favor. – assenti e comecei a andar atrás do médico.

Minhas mãos estavam suadas ao chegarmos à porta do quarto que Gina estava.

Eu abri a porta devagar e me deparei com uma Gina pálida e chorosa.

Seu corpo estava coberto por um lençol azul claro com algumas manchas de sangue.

Caminhei até ela e acariciei sua cabeça.

- Não chore, Gina. Vai ficar tudo bem. Os médicos daqui são ótimos. – falei, tentando convencer tanto a ela quanto à mim mesmo.

- Ma-a-as Harry é a no-o-ossa princesinha. – falou ela, soluçando.

- Eu sei, Gina. Mas ela é uma mistura de Potter com Weasley, então eu tenho certeza que ela é uma criança forte e vai sair dessa. Mas, pra tudo dar certo você precisa se acalmar, ok?

- Certo, vou tentar. – respondeu ela, limpando as lágrimas inutilmente, pois logo em seguida vieram mais.

Dei um beijo em sua mão e saí do quarto.

Dr. Joseph estava do lado de fora me esperando.

- Veja bem, Sr. Potter, acho que teremos que colocar um calmante forte pra sua esposa dormir. Pois, nesse estado, ela não ajudará em nada.

- Faça o que for preciso, Dr. – falei.

- Tudo bem. Faremos o possível pela Sra. Potter e pela criança.

- Certo, obrigado.

Fui andando pelos corredores que agora pareciam não ter mais fim. Até que eu encontrei a sala que estava antes com os Weasley, só que agora estava vazia. Deviam ter saído pra comer alguma coisa.

Sentei-me, encostado à parede, e pus a cabeça entre os joelhos.

Eu não estava chorando, mas uma espécie de medo estava me consumindo.

Vários minutos se passaram. Fui despertado pela mão de Rony em meu ombro.

- Harry, não fique nervoso. O Dr. falou comigo e com a Mione e disse que provavelmente ocorrerá tudo bem.

- PROVAVELMENTE, RONY?! São a minha mulher e minha filha que estão ali. Um “provavelmente” não fará muita diferença pra mim. Eu só vou me acalmar quando eu tiver certeza que as duas estão bem.

- Desculpe, Harry, só queria ajudar. Mas, eu tenho certeza que tudo dará certo. Sempre dá.

- Espero, Rony, espero...

Nesse momento, Dr. Joseph apareceu na porta com um sorriso no rosto.

- Não vai querer conhecer sua filha, Sr. Potter?

Alívio.

Esse foi o sentimento que tomou conta de mim ao ouvir aquelas palavras.

- Claro que sim. – respondi, com um sorriso enorme no rosto.

- Me acompanhe.

Minha filha nasceu!

Como eu esperei por isso. Acho que esse foram uns dos piores minutos da minha vida. Mas, como Rony disse, tudo deu certo.

Passei pelos corredores sorrindo à toa, até que eu ouvi um choro fraquinho vindo de um quarto, já no fim do corredor.

- Bem, Sr. Potter, fique à vontade pra me chamar se precisar de qualquer coisa.

- Obrigado. – respondi, encurtando cada vez mais a distância entre mim e o quarto.

Entrei e me deparei com uma das cenas mais lindas que eu já havia presenciado.

Gina amamentava nossa filha com seu leite materno, sorrindo, emocionada.

Nossa menininha tinha os cabelos cor de acaju e, ao me aproximar mais, pude ver que seus olhos eram iguais aos de Gina.

Era linda.

- Harry, olha como os cabelos dela são parecidos com os da sua mãe! – falou Gina.

Eu não havia percebido isso ainda, mas senti uma lágrima escorrer pelo canto de meu olho ao me aproximar para olhar minha filha mais atentamente.

Enquanto se alimentava, Lílian coloca uma mãozinha sobre outra, brincando com os próprios dedos.

Sorri para o meu bebê, e vi que, naquele instante, um terceiro anjinho tinha acabado de chegar na minha vida e na de Gina.

Notas finais
Gostaram? Comentem e, quem estiver realmente gostando, deixe recomendações (: Beijos :*