A Família Potter

21 Capítulo 21 - Caribe


Notas iniciais
Oi, pessoal. Quero agradecer aos ótimos comentários que voces vêm deixando. Espero que estejam gostando da fic. Beijos :*

Acordei com o barulho da maçaneta sendo aberta. Minha cabeça latejava, como se eu tivesse ingerido bastante bebida na noite anterior.

Olhei para o lado e vi que Harry dormia serenamente, enrolado num lençol branco, assim como eu.

Olhei espantada pra Rony e Hermione, que haviam acabado de entrar no quarto, e suas expressões não estavam muito diferentes da minha, pois haviam acabado de encontrar eu e Harry nus na cama, apenas com um lençol fino branco nos cobrindo.

A bagunça que eu e Harry havíamos feito na noite anterior ainda estava lá, e isso incluía copos e quadros quebrados e roupas espalhadas por toda a parte.

- O que exatamente aconteceu aqui? – perguntou Rony lentamente, olhando pra mim desconfiado.

-Bem, Rony, eu posso explicar... – comecei, nervosa, mas parei abruptamente – Mas, o que exatamente vocês estão fazendo aqui no quarto? E como entraram?

- Sabe que horas são, Gina?! – perguntou Hermione – São 3 horas da tarde! Achamos que tivesse acontecido alguma coisa, vocês nunca dormem tanto!

Olhei pasma pra ela. Eu e Harry nunca havíamos dormido até tão tarde, se bem que a noite passada até que poderia justificar...

Rony se abaixou e levantou com meu sutiã pendurado pela alça em sua mão. Ele olhou pra mim ficando cada vez mais vermelho.

-Hermione, o Rony vai ter alguma coisa! Ele está ficando vermelho demais! – falei, nervosa.

- Sabe por que eu estou vermelho, Gina?! Porque eu acabei de sacar que essa bagunça toda foi feita quando você e o Harry estavam prestes a...

- Tudo bem, Rony! Acho melhor irmos! – interrompeu Hermione, erguendo a voz – O Hugo está com fome, vamos logo!

Lancei um olhar agradecido a ela.

- Acorde logo seu marido e se apressem em se arrumar! – sibilou ela antes de sair com Rony, fechando a porta atrás de si.

Joguei-me de volta ao travesseiro. Hoje chegaríamos ao Caribe, então eu tinha que me apressar em acordar Harry, o que não seria muito fácil.

Coloquei a mão em seu braço e o balancei levemente.

- Harry, acorda. – falei, mas ele continuou do mesmo jeito – Harry, precisamos nos apressar.

- Só mais um pouquinho, Gi. – falou ele, sonolento, virando a cabeça para o outro lado.

- Já vi que vou ter que apelar para o golpe baixo. – falei, mais pra mim mesma que pra que ele.

Sentei em suas costas, colocando minhas pernas uma em cada lado de seu corpo, e comecei a distribuir vários beijos pela suas cotas, traçando um trilho até sua nuca.

- Tem certeza que você não vai acordar? – sussurrei em seu ouvido.

- Só se você colocar sua boca onde estava antes. – falou ele.

- Eu vou fazer isso mais tarde. Agora, acorde e trate de vestir uma roupa descente, pois você não vai aparecer no navio como veio ao mundo. – falei, rindo.

Ele bufou e eu saí de cima dele pra que ele pudesse se virar pra frente.

- Vou tomar um banho. – falei – E nem pense em voltar a dormir de novo, ou eu não continuo com os beijinhos mais tarde.

Levantei e comecei a caminhar até o banheiro, mas senti um travesseiro arremessado nas minhas costas. Olhei pra ele interrogativamente.

- É golpe baixo me acordar assim completamente nua e depois dizer que só vai me recompensar mais tarde.

- Contente-se em olhar, querido. – falei rindo, e ele não pôde evitar sorrir também.

***

Decidimos esperar o tumulto de todos quererem sair de uma única vez do navio acabar. Havíamos acabado de chegar no Caribe. Harry estava com Lílian no colo, enquanto eu segurava a mão de Alvo e Tiago. Estávamos em um canto, esperando o tumulto passar.

- Acho que já podemos ir, Gina. – falou Harry.

- Tudo bem, vamos.

Passamos pelos diversos corredores do navio, até que chegamos à mesma portinha que havíamos entrado. Ajudei as crianças a descerem e contemplei o ambiente em que eu me encontrava.

O sol estava forte, mesmo já sendo 4 horas da tarde. Sua luz refletia na água completamente azul do mar. A areia era de um bege claro, limpa e macia. Ao redor, podíamos ver diversos tipos de árvores e coqueiros, e havia até algumas cadeiras de praias espalhadas pelo local.

- É lindo aqui. – falei pra Harry.

- Também acho. Vamos colocar uma toalha e sentarmos ali. – falou, apontando para um ponto quase à beira da água.

- Vamos.

Andamos até lá e colocamos uma tolha que havíamos trazido estendida na areia. Sentei com Harry ao meu lado, e colocamos as roupas de banho nas crianças.

Sentei Lílian em frente a nós. Ela vestia um lindo biquíni rosa, e seu cabelo brilhava com o sol.

Os meninos, incluindo Harry, vestiam sungas, e eu, um biquíni verde escuro.

- Então, meninos, o que vocês querem fazer? – perguntei.

- Ir tomar banho de praia, né mãe? – falou Tiago, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Hoje não, Tiago. Já está um pouco tarde, e quase ninguém está querendo ir porque a essa hora as onda ficam mais pesadas. Amanhã eu prometo que passaremos um tempão na praia, ok? – mesmo de má vontade, ele assentiu – Agora, o que acha de construirmos um castelo?

- Mas castelo não tem que ter rei e rainha? – perguntou Alvo.

Eu e Harry rimos.

- Não precisa ser rei e rainha de verdade, Al. Podemos fingir que eu e seu pai somos os reis, e você, Tiago e Lílian são os príncipes e princesa.

- Certo, mãe. – concordou ele.

Começamos a construir o castelo, mesmo que com a ajuda discreta da varinha de Harry sempre que ameaçava desabar.

- Pronto, acabamos! – falou Harry animadamente.

- Será que se a gente deixar ele aí, amanhã ele ainda vai estar inteiro? – perguntou Tiago.

- Não sei, podemos tentar. – respondeu Harry.

Nesse instante, Lílian, que ficou intrigada pela nossa animação, engatinhou até o castelo e se jogou sobre ele, soltando gritinhos animados.

- Parece que a princesa não gostou muito do castelo que construímos. – falei, entre risos.

- A Lílian é chata. – falou Tiago.

- Não fale assim da sua irmã. – repreendeu Harry – Ela ainda é muito pequena, e já conversamos sobre isso, Tiago.

- Certo, desculpe. Eu e o Al podemos brincar ali com nossos brinquedos?

- Podem. – respondeu ele.

Tiago e Alvo se levantaram, pegaram a sacola de brinquedos que haviam trazido e se sentaram a 2 metros de nós.

- Isso tudo ainda é novo pra ele. – falei – Precisamos ser pacientes.

- Eu sei, mas temos que repreender quando ele agir assim, ou nossa conversa não vai ter adiantado em nada.

- Tem razão. Vamos mudar de assunto. – falei, puxando Lílian pra mais perto de nós – E você, garotinha, está se divertindo?

Ela riu e pegou areia pra ficar jogando pra cima.

- Você está querendo nos sujar, não é, princesa? – perguntou Harry, rindo – O que acha de eu e a mamãe dar um beijo sanduíche em você?

Ele sabia que ela adorava quando a beijávamos ao mesmo tempo. Nos inclinamos ao mesmo tempo, e plantamos um demorado beijo em cada lado de sua bochecha. Ela ria e batia palminhas.

- Gina, eu queria pedir desculpas por ontem. – falou Harry, me olhando nos olhos – Eu me descontrolei, desculpe. É que esses jogadores são tão famosos e tão disputados pelas mulheres que me dá medo de te perder pra um deles.

- Quanto a ser famoso o senhor não pode falar nada. – falei, rindo – Mas, não se preocupe, eu prefiro heróis que derrotaram bruxos das trevas poderosos no passado. Eu não vou te deixar por um jogador de quadribol, aliás, eu não vou te deixar por ninguém.

Sorri pra ele e me aproximei pra beijá-lo. Ele correspondeu carinhosamente, pegando meu rosto com as mãos delicadamente.

Mas, quando nos afastamos, notei algo estranho. Tiago brincava sozinho no lugar em que ele estava antes com Alvo. Olhei ao redor, mas nem sinal dele.

- Harry, Alvo não está com Tiago.

- Ele deve ter ido tomar água, ou algo assim.

- Não, se ele quisesse alguma coisa ele teria nos pedido.

Levantei e caminhei preocupada até Tiago.

- Tiago, cadê seu irmão? – perguntei, nervosa.

- Eu não sei, mãe. O brinquedo dele rolou até a água e ele disse que ia buscar.

- Tiago, preste atenção, ele foi até a água?

- Foi.

Olhei desesperada pra água, mas Harry havia ouvido o que Tiago tinha falado e já estava correndo na praia, cada vez mais fundo.

- Tiago, fique com a Lílian e não saia daí por nada.

Ele assentiu e eu comecei a correr desesperada atrás de Harry, com as mãos tremendo.

Olhei ao redor, mas não conseguia ver nada além da água azul e as pessoas que tomavam banho nela.

Um desespero enorme se apoderou de mim. Lágrimas grossas começaram a rolar pelo meu rosto, e eu senti medo. Medo que alguma coisa séria tivesse acontecido a Alvo. Medo que ele tivesse se afogado, enquanto eu me divertia com Harry. Perder um filho seria demais pra mim.

Mas eu senti um medo e um desespero maior ainda. Harry vinha caminhando rapidamente com Alvo deitado em seus braços.

Corri até ele.

- Ele está bem? Harry, ele está bem? Está vivo? – ele não respondeu – Harry, por favor, fale alguma coisa! – pedi, desesperada.

- Gina, ele está vivo, mas ele está muito mal, engoliu muita água, eu preciso urgente de qualquer médico que tenha embarcado nesse navio. – falou ele, e, ao olhar nos seus olhos, vi que ele estava com tanto medo quanto eu – Agora, pegue o Tiago e a Lílian e chame Hermione, você precisa se acalmar, você está tremendo, Gina!

- Eu vou fazer isso. Mas, por favor, Harry, cuide dele, não deixe que aconteça nada ruim, por favor. – pedi, incapaz de olhar para o rosto de Alvo.

- Eu prometo, agora vá.

Ordenei mentalmente minhas pernas a se moverem e caminhei até Tiago e Lílian.

- Vamos até Hermione, Tiago. Rápido.

- O Alvo está bem, mãe? – perguntou Tiago, com medo.

- Não, mas vai ficar.

Peguei Lílian no colo e caminhei rapidamente até onde Rony e Hermione estavam sentados.

- Hermione, Alvo se afogou. – falei, chorando – Harry está lá com ele, ele está muito mal. Eu to com medo.

A abracei, chorando descontroladamente. Rony havia corrido até onde Harry estava.

Vi que Hermione também estava chorando.

- Gina, fique calma. Vai dar tudo certo.

- Não, Mione. Eu estou com medo de verdade. Medo que dessa vez não dê tudo certo. Medo que dessa vez meu marido ser um herói não seja suficiente. Droga, Mione! Eu preciso de água.

Ela encheu rapidamente um copo de água com um gesto da varinha e me deu pra beber.

Bebi, tentando me acalmar, e funcionou um pouco.

Nesse instante, Rony apareceu correndo até onde estávamos sentadas.

- Acalme-se, Gina. Harry conseguiu salvá-lo. Ele forçou as mão contra o peito de Alvo, e ele começou a tossir a água pra fora. Quando o médico chegou ele disse que tinha sido uma sorte ele ainda está vivo, mas que agora já estava fora de perigo, só que tinha que ficar um pouco de repouso.

- Obrigada. – falei, chorando aliviada.

Entreguei Lílian a Hermione e corri até Harry e o abracei com força.

- Obrigada por salvar nosso filho.

Ele riu e beijou meu rosto, o enxugando logo em seguida. Alvo estava deitado na areia, e começou a abrir os olhinhos lentamente.

Ele olhou curioso pra mim e pra Harry.

- Por que você está chorando, mamãe? – perguntou, baixinho.

- Porque você é o menino mais danado do mundo. – falei, sorrindo.

- Não era o Tiago?

Eu ri e o abracei, deixando o alívio tomar conta do meu corpo.

Notas finais
Desculpem pelo sustoo kkkkk Por favor, deixem comentários e recomendações, beijos :*