A Family Affair
21 Capítulo 21
Notas iniciais
⌘Tony⌘
Durante todo esse tempo em que estamos juntos imaginei o dia em que ela finalmente diria sim, mas havia aquela promessa sobre as joias. Não era como se ela fosse negar o meu pedido, mas resolvi brincar com a situação. Escolher a aliança de noivado não foi uma tarefa fácil, não queria nada comum e, pra mim, ela precisaria remeter a algo significativo, por isso demorei mais tempo do que o esperado para pedir sua mão.
—Oi, garotão, você acordou.— Noah me lança o sorriso, agora não tão banguela, mais lindo do mundo —Ainda bem que está de bom humor, nada como uma sonequinha, não é mesmo?— ele segura um de seus pezinhos gorduchos e o leva à boca, invejo a elasticidade —Pronto pra ajudar o vovô?— pego a sacola com o body que Zoey me ajudou a produzir e troco meu neto, faço algumas fotos —Vovô sabe que está calor, ok? Mas conheço sua avó, ela não vai te deixar sofrer— digo ao vestir o macacão por cima do outro —Quem é o cupido do vovô Tony?— brinco com ele enquanto seguimos para o jardim.
—Por que ele trocou de roupa?— Pepper pergunta ao nos ver surgir, larga a sua leitura da vez e nos dá toda a sua atenção.
—Você sabe que sou péssimo em dar leite pra ele naquele copo.— justifico, não dei leite algum, mas ela sabe que sempre fazemos uma lambança, sento-me diante dela e colo o bebê deitado sobre suas coxas.
—Oi, meu amorzinho, vovó já estava com saudade de você, sabia? Vocês são muito dorminhocos, os dois.— ela brinca com Noah, que está muito risonho —Seu avô, como sempre exagerado, não é? Porque um macacão comprido?
—Achei que a temperatura tivesse caído.— me defendo, como previsto Pepper começa a tirar a roupa do bebê. Ao liberar suas perninhas ele já fica eufórico. Ao abrir o macacão no peito, ela se depara com a surpresa.
—O que significa isso?— sua voz embarga ao tocar no anel no bolso do nosso neto.
—Não sei se usar um intermediário seria uma quebra de promessa, eu espero que não.— digo ao pegar o anel —Pepper Potts…— eu coloco a joia em seu dedo —Aceita, finalmente, se casar comigo?
—Não.— ela responde chorando.
—Não?— pergunto surpreso —Porque não ajoelhei? Eu posso ajoelhar…
—Claro que aceito, seu bobo.— ela afirma ao me beijar —Amei receber este anel dos homens da minha vida.
—Quase que você fica sem um deles, porque meu coração parou.— eu digo. Pensei em brincar com a viuvez dela, mas não é o melhor momento.
—Estou esperando esse anel há quatro meses.— ela confessa. A virada de chave de “Não quero casar” para “ Case comigo” é impressionante.
—No meu coração você já era minha esposa há muito tempo…— afirmo —...Só estava te esperando se dar conta disso. Estive te esperando a vida toda, babe. Já te amava muito antes de te conhecer.— declaro —Por isso me apaixonei assim que te vi, e eu mal estava te vendo.— brinco, me aproximo e a beijo, Noah protesta, ele morre de ciúmes dela, assim como eu —Pensei em te dar um anel quando aceitou morar comigo, outro em Amsterdam, outro em Paris… Não houve um dia em que não pensasse nisso, mas eram muitas joias e havia uma promessa.
—Quem formalizou essa promessa, hein?— ela pergunta —Hein, Noah, quem foi? Ainda bem que você chegou pra acabarmos com essa bobagem.— ele beija a cabecinha dele, o carinho com que ele retribuiu o afago foi extremamente fofo —Amei o fato dela não ser comum.— ela me sorri —Príncipe, você também ajudou a escolher a aliança da vovó?— ele move a cabeça em negação como se estivesse entendendo, rimos.
—Ele e a mãe dele apenas participaram da produção.— esclareço —Mas eu escolhi esse modelo e essas cores, não comuns, por nossa causa…
—Quero a explicação.
—O ouro rosé é por causa da cor dos finais de tarde depois dos dias ensolarados que você adora…
—Lindo.— ela sorri ao estender o braço em direção ao céu.
—...E a pedra é por causa daquela armadura que usei no último filme.
—A prova de que o personagem tem um coração.— ela diz com a voz vacilante.
—Detalhe incluído no roteiro pela melhor romancista.— eu digo —Noah, você um dia vai descobrir que sua avó é a maior escritora do mundo.
—Um dia ele vai descobrir que se não fosse por causa daquele filme, não nos conheceríamos e eu não teria seu coração. Obrigada, homem de ferro.— ela diz. Sei que o pequeno irá nos afastar com suas mãos fofinhas, mas eu a beijo mesmo assim. Dessa vez não contente em nos afastar ele começou com aquela resmungadinha manhosa, e passou a esfregar o rosto no decote de Pepper como se buscasse por algo.
—Acho que tem alguém com fome.— observo.
—Você não deu leite pra ele antes de descerem?
—Na verdade, não. Só falei aquilo pra justificar a troca de roupa.— eu coço a minha nuca —Mas posso dar agora, claro.
—Agora é quase hora do jantar dele.— ela diz —O vovô te usou no plano e se quer te alimentou é isso mesmo? Pobre bebezinho da vovó.— ela o aperta em seu peito, fazendo uma cena com o garotinho mais mimado do mundo.
Ao entrarmos fomos direto para a cozinha, eu o segurei enquanto Pepper preparou a papinha, Noah entrou na fase da introdução alimentar recentemente, pois está com pouco mais de seis meses.
—Pode deixar que eu dou.
—Sinto cheiro de culpa.— ela me provoca ao fungar o ar, não aceitei a provocação, apenas acomodei o nosso neto na cadeira de alimentação, peguei um dos bancos da bancada e me sentei diante dele. Claro que Pepper ficou supervisionando tudo. De uma forma muito adulta, já que ela se sentou e serviu-se de uma dose de vinho branco.
—Será que você vai gostar dessa papinha, garotão?— pergunto levando o alimento até a boca dele como um aviãozinho —Olha, parece que ele curtiu.— observo e continuo o alimentando.
—Adoro essa fase, de descobrir sabores, mesmo que não necessariamente seja um sabor.— Pepper comenta num determinado momento.
—Ok, larga esse vinho.— eu brinco.
—Estou falando sério, tem gente que faz isso mesmo depois de adulto, você faz muito isso, e talvez não perceba.— ela me diz, faço uma careta em descrença —Posso te dar dezenas de exemplos, mas vou falar de um específico…— dou outra colherada da papinha pro Noah e olho pra ela de cenho franzido esperando o exemplo —...No dia que nós nos conhecemos, quando falei meu nome, você repetiu ele, meio como se quisesse sentir que gosto tinha.— não posso verbalizar o palavrão que pensei por causa do bebê, mas porra, realmente fiz isso.
—Mas eu estava mesmo querendo saber seu gosto.— provoco, ela sorri e dá um gole em seu vinho.
A campainha toca, talvez seja Zoey, não demora a suspeita se confirma, ela tem acesso livre à casa, mas sempre faz questão de avisar que está entrando.
—Cadê o príncipe da mamãe?— ela o chama e ele grita fazendo uma festa ao vê-la, com certeza já não vai comer mais —Pela roupa dele imagino que o pedido finalmente aconteceu.
—Pedido?— Kyle questiona, e Pepper exibe seu anel —Wow, são tantos brilhantes que quase fiquei cego.— ele graceja —Certeza que Tony derreteu metade daquele Oscar pra confeccionar isso.
—Me deixa ver?— Zoey se aproxima —Tony, que prefeito!— ele olha pra mim —Parabéns, mãe.— ela abraça Pepper, Noah grita novamente porque a mãe não o tirou da cadeira e a euforia se transforma em manha, biquinho e choro —Pega ele, Pequeno, estou ocupada aqui.— ela cochicha algo no ouvido da Pepper que move a cabeça em afirmação, cochicha algo de volta e então a beija no rosto.
—Pequena, não é a mim que ele quer.— Kyle clama desesperado.
—Venha com a sua mamãe, pequeno ditador.— Zoey pega Noah —E além do pedido, como foi o dia, ele se comportou?
—Como o príncipe que ele é.— Pepper respondeu —O amor da vovó dele.
—Bem, o vovô Tony já deu o jantar, então é chegarmos em casa, talvez um banhozinho, mamazinho e berço, não é mocinho?— Zoey conversa com Noah.
—Vocês não iam jantar? São tipo sete da noite agora.— Pepper se manifesta.
—Fomos a uma hamburgueria nova, não foi bem um jantar, eram umas cinco da tarde quando chegamos lá.— Kyle respondeu.
—E eu sabia que, provavelmente, rolaria um pedido de casamento, né? Não podíamos demorar demais.
—Ah, sim, os noivos precisam…
—Tony, pelo amor de Deus, hein?— Zoey se manifesta —Olha o bebê!
—Claro que eu não falaria nada obsceno na frente do meu neto, Zoey, por favor? Quem você acha que eu sou?
—Eu acho que você é um recém noivo que não vê a hora desse neto ir embora pra ficar a sós com sua noiva.— ela responde.
—Eu penso que você é um ótimo avô. Aliás, podemos perceber que quem estava cuidando do nosso filho era o Tony. A avó dele já está no esquenta, a taça perto dela é uma evidência.— Kyle observa.
—Você adora puxar o saco do Tony, né, Kyle? Impressionante.— Pepper comenta.
—A nossa conexão é inegável…— nosso genro zomba —...Mas sei que agora estamos sobrando. Vamos embora, Pequena?
—Vamos.— Zoey concorda —Noah, dê boa noite pro vovô e pra vovó.— ela o aproxima de nós e beijamos nosso pequenininho —Boa noite, pra vocês e divirtam-se comemorando o noivado.
Nossas visitas mal haviam saído quando Pepper me paralisou contra a porta. Fico a espera de que ela faça alguma coisa, qualquer coisa, mas tudo o que ela faz é olhar para mim. Ela está me olhando com muita sede e fome. O calor aumenta a cada movimento de seus olhos no meu rosto, vagando pelas minhas feições, ela olha para a minha boca, meu pescoço, meu rosto.
—Meu noivo.— ela diz contra a minha boca, o hálito com um leve aroma de vinho —Eu amei o seu pedido…— ela me beija —...Já disse que estava esperando por ele, né?— assinto, outro beijo —Eu amo aquele garotinho, e a sua ideia foi encantadora, mas não via a hora de ficarmos a sós. Porque na frente das pessoas não posso me comportar assim.— ela me beija.
Seu beijo não era apenas um beijo, era uma poesia. Uma orquestra completa, afinada e harmônica. Tudo nela participava daquele momento, o movimento do seu corpo, de suas mãos e de sua língua, exigindo passagem. Minhas mãos dançavam por sua pele, subindo e descendo pelas costas, por um instante me perdendo em seu traseiro perfeito e no outro segurando-a pela nuca, ainda assim, obedecendo a cada exigência sua. Minha única vontade era obedecer a todos os seus comandos.
—Eu te amo tanto…— digo quando quebramos o beijo longo e intenso —...Amo até mesmo o fato da fama de pervertido dessa relação ser minha, quando você é que é a maior safada.— ela ri contra a minha boca.
—Existe um velho ditado que diz “Fez a fama, deita na cama”.— ela fala, a pego nos braços e subo as escadas em direção ao nosso quarto.
Tentei colocá-la em nossa cama, mas ela se manteve atrelada a mim com as pernas e braços ao meu redor.
—Babe, não vou conseguir tirar a sua roupa se você não me soltar, quiçá te deitar na cama.— eu digo, ela começa a rir —Qual é a graça?
—Eu amo quando você fala certinho, mas nesse caso, o correto é: que dirá.— ela me diz —No meu caso, o certo seria dizer: Vou descer do seu colo e, quiçá, te fazer um boquete.
—Quero.— eu digo.
—Com certeza vou…— ela garante ao descer —...Mas na frase o sentido era talvez, provavelmente…— ela dizia ao deslizar seu corpo contra o meu, e logo depois me empurrou em nossa cama. Tirei minha camiseta e me ajeitei encostando-me aos travesseiros, ela se incumbiu de remover o restante das minhas roupas —Sr Stark, meu noivo, você é muito gostoso.— ela lambe os lábios.
—Pepper, minha noiva, tire logo essas roupas.— eu pedi, mas ela não estava com pressa, e com uma paciência enorme removeu peça por peça, a blusinha verde de alças finas, o short jeans, a calcinha preta com rendas nas laterais. Caralho, como ela é linda, seu corpo é perfeito, o cabelo ruivo e comprido cobria os seios pequenos que eu não via a hora de ter na minha boca. Ela me provocava ao mover-se com a mesma lentidão com a qual eu me auto acariciava. Sibilei seu nome quando ela finalmente subiu na cama, me provocou correndo as mãos pelas minhas pernas dos tornozelos até as minhas coxas e eu soube que não aguentaria muito tempo. Deixei escapar um gemido baixo —É seu, babe, pegue.— implorei, mas ela não pegou, e continuou o caminho torturante até sua boca ficar muito próxima à minha, seu olhar exalando luxúria. Meu pau latejava, o desespero era algo selvagem dentro de mim, correndo por minhas veias.
—Mesmo que você já saiba meu gosto…— ela me provoca mordiscando meu lábio inferior —...Me come, como a safada que eu sou?
Seu pedido foi uma ordem, a virei deitando-a na cama e ficando por cima e a penetrei depressa e com força em sua abertura molhada, Pepper gemeu e me beijou, percebi que não precisava ser áspero demais. Estava indo com muita sede ao pote e talvez gozasse muito rápido, mas sabia que teria outras chances de fazê-la gozar também ainda essa noite. Meus lábios se moviam contra os seus, tornei as carícias da minha boca ainda mais eróticas, beijei seu pescoço, desci um pouco mais até os seios. Suas mãos arranhavam minhas costas até chegar a minha bunda, que ela ama apertar.
—Você ama minha bunda, né?— remexia os quadris enfiando-me nela cada vez mais fundo, ouvindo sua respiração ofegante.
—Te amo inteiro.— ela declarou com a voz rouca —E o meu despudor está diretamente ligado à felicidade que sinto por te amar.
—Vou te fazer feliz pra caralho, babe, pro resto da sua vida.—declaro, e volto a comê-la com vigor, entrando e saindo num ritmo intenso, indo até o fundo com estocadas rápidas. Pepper envolveu as pernas em mim, pude sentir todos os músculos de seu corpo se apertando ao meu redor, a respiração cada vez mais descompassada. A senti estremecer, seu sexo me sugando anunciando o êxtase, gozei tão forte que minha vista escureceu. Nos virei a deixando por cima, ainda estava recuperando o fôlego quando Pepper se ajeitou sobre mim, eu não estava dentro, mas sua abertura estava perfeitamente encaixada sobre o meu pau, então ela passou a se mover, esfregando seu clitóris em mim.
—Não ouse se mexer.— ela se curvou sobre mim e segurou minhas mãos. Pepper ondulava, os olhos fechados, a boca semi-aberta deixando escapar os gemidos que me deixavam louco. Quando ela gozou desabou sobre mim com a respiração ofegante e o coração acelerado —Obrigada…
—Por não me mover?— questiono, ela ri —Foi um prazer, nunca tive uma aula de gramática tão maravilhosa, então é assim que é ser casado com uma escritora?
—...Obrigada por ter invadido a minha casa…— ela me beija —....E meu coração...— ela beija o meu peito —...Por ser o amor da minha vida. Te amo tanto.— ela beija meu peito, então segura meu rosto e me olha nos olhos —Te amo todo.
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