A Família Potter

9 Capítulo 9 - Irmãos


Notas iniciais
Oi, gente. Desculpa a demora, andei meio sem tempo. Espero que esse capitulo compense, beijos :*

Pov. Gina

Lílian dormia tranquilamente nos braços de Harry na poltrona ao lado da cama em que eu estava. Ele olhava tão abobalhado para a filha que eu jurava que a qualquer momento ele poderia babar nela.

A felicidade em que eu me encontrava não cabia em mim. Eu e Harry havíamos nos acertado e minha caçula finalmente havia nascido.

Mas eu ainda não havia tido chance de conversar com ele. Era como se faltasse uma peça do quebra-cabeça que era essencial para que todas as outras se encaixassem mas, por enquanto, estava tudo bem. Só não sabia até quando isso iria durar.

- Harry. – minha voz saiu como um sussurro, estava um pouco fraca.

- Sim?

- Acho que está na hora de Alvo e Tiago virem conhecer a irmã deles.

- Certo. Vou chamá-los.

Harry colocou Lílian delicadamente num berço perto da cama e saiu.

Ele voltou acompanhado de meus dois filhos, seus rostinhos brilhando de ansiedade.

Fiz um gesto pra que eles fossem me dar um abraço e falei pra eles:

- A irmãzinha de vocês está dormindo, então falem bem baixinho pra ela não acordar, certo?

- Certo. – responderam, sussurrando.

Os dois foram até o berço e sorriram.

- Papai, porque ela é tão pequena? – perguntou Alvo.

- Porque ela ainda é um bebê, Alvo. – respondeu Harry, pacientemente. – Você também já foi desse tamanho.

- Não fui nada. Eu sou “glande”.

Harry riu e deixou que os meninos contemplassem Lílian. Tiago esticou a mãozinha para fazer carinho nela, fazendo-a se mexer, ameaçando acordar.

Deixei que eles ficassem ali durante mais 10 minutos, até que disse que estava na hora de irem porque eu iria me trocar pra podermos ir pra casa. Eles assentiram e saíram, acompanhados por Harry.

Tínhamos combinado de passar no St. Mungus antes de irmos pra casa, para que eu tomasse algumas porções pra não ficar com cicatrizes nem precisar ficar de resguardo.

Levantei da cama, ainda estava um pouco dolorida, mas nada grave. Vesti um vestidinho leve, peguei Lílian e saí do quarto.

Toda a minha família já havia visto Lílian, então eu não teria que esperar que eles a conhecessem antes de ir.

Encontrei Harry sentado com Alvo e Tiago ao seu lado.

- Vamos? – perguntei.

Harry assentiu e saímos do hospital.

Passamos no St. Mungus antes de irmos pra casa, e lá eu recebi todos os cuidados necessários.

Chegamos em casa e, depois de alimentar Lílian e colocar ela e os meninos pra dormir, fui ao banheiro, precisava de um banho.

Esperei que as dúvidas sobre como eu e Harry ficaríamos descesse pelo ralo, mas elas ainda continuaram a martelar na minha cabeça.

Vesti um pijama branco de alcinhas e saí do banheiro.

Harry estava sentado na beira da cama lendo um jornal, provavelmente “O Profeta Diário”.

Sentei próximo a ele.

- Harry, precisamos conversar, não está dando mais pra adiar. – comecei.

Ele colocou o jornal ao seu lado e se virou pra mim.

- Sobre o quê?

- Como assim, sobre o quê?! Sobre nós, é claro.

- Gina, eu achei que já havíamos nos acertado.

- Nos beijamos, até aí tudo bem. Só que eu não sei se eu sou capaz de deixar o orgulho de lado e esquecer certas palavras que você me disse quando fui me desculpar. – falei.

- Gina, desculpe por ter deixado você aqui sozinha, desculpe por não ter aceitado as suas desculpas no Ministério. Desculpa por tudo.

Ele falou essas palavras olhando fundo nos meus olhos. Por um momento eu achei que ia ceder, mas não seria tão fácil assim.

- Você disse que não precisávamos mais um do outro. O que fez você mudar de ideia assim tão de repente?

Ele me olhou e, pela primeira vez, vi uma sombra de súplica em seu olhar.

- Porque eu senti sua falta, e percebi que minha vida não tem o menor sentido sem você ao meu lado.

Ele se aproximou e me beijou, só que, em pouco tempo, eu o afastei e ele arrastou sua boca até a minha orelha, mordiscando-a de uma forma torturante. Tentei me aproveitar da pouca lucidez que ainda me restava.

- Harry, por favor, ainda não terminamos de conversar. – falei, com a voz fraca.

- Terminaremos depois. – respondeu ele, passando da minha orelha para o meu pescoço, espalhando beijos por todas as regiões ali presentes.

Tentei conter um gemido, mas foi impossível, seus carinhos eram muito bons e cheios de saudades.

Colei sua boca na minha novamente, o puxando pra que ele ficasse deitado sobre mim. Meus dedos percorriam seu peito, à procura dos botões de sua camisa, que logo foram encontrados e abertos.

Joguei a camisa dele pra longe, e beijei toda a área que agora estava despida.

Os gemidos de Harry eram como músicas para os meus ouvidos. Ele logo tratou de retirar a parte de cima de meu pijama, examinando cada parte do meu corpo com desejo.

Ele acariciou meus seios, e logo sua boca estava perdida ali.

No momento em que ele começou a me tocar, foi que eu pude perceber como eu realmente havia sentido falta dele.

Pude senti sua excitação pressionando a minha intimidade, e soube que ele me desejava tanto quanto eu o desejava.

Sua boca desceu dos meus seios até a minha barriga, e suas mão foram parar no cós do meu short, que rapidamente foi retirado dali junto com a calcinha que eu usava.

Seus dedos acariciaram minha intimidade, levando-me à loucura.

Meus gemidos aumentavam cada vez mais. Eu o puxei e livrei-o de sua calça e cueca fazendo com que ficássemos, os dois, completamente despidos.

Sua boca subiu novamente para o meu rosto, e ele me beijou intensamente, penetrando-me logo em seguida, dando início a uma dança sincronizada na qual éramos especialistas. Ele me amava com saudade, paixão e urgência, e eu o retribuía da mesma forma.

De repente, seus movimentos cessaram e ele me olhou fundo nos olhos.

- Senti sua falta, ruiva. – sussurrou em meu ouvido.

- Eu também senti sua falta. – sussurrei de volta.

Ele voltou a me encarar, só que dessa vez mais intensamente.

- Eu te amo, Gina, nunca duvide disso.

- No dia que eu fui ao Ministério, você disse que não sabia se ainda me amava.

Ele deu um sorriso torto e falou, com simplicidade:

- Pessoas mentem.

Sorri e deixei que nossa dança recomeçasse de novo e de novo. Estava muito cansada e suada, mas não tinha pressa nenhuma em que aquilo acabasse.

***

Acordei com o choro de Lílian. Eu estava aninhada ao peito de Harry, um lençol fino nos cobria.

Levantei e vesti os primeiros short e blusa que vi pela frente e fui até o quarto de Lílian.

Ela chorava alto no berço branco, e eu sabia que era porque estava com fome. Peguei-a, cuidadosamente, e plantei um beijo em sua testa.

Seus cabelos eram ruivos, e ella era uma mistura perfeita entre mim e Harry, se parecia com os dois ao mesmo tempo.

Depois de alimentá-la, fui até a sala, onde os meninos brincavam animadamente em um jogo que Harry havia comprado pra eles.

Quando me viram, correram até mim, querendo ver Lílian.

Como eles não alcançavam, sentei num sofá e deixei que os dois ficassem paparicando a irmãzinha mais nova.

Começaram a fazer palhaçada numa tentativa inútil de fazê-la rir, pois ainda era muito pequena. Quem acabou rindo da cena que os dois estavam fazendo fui eu.

Harry apareceu sorrindo ao pé da escada. Os meninos correram até ele, fazendo com que ele sentasse ao meu lado para que os dois sentassem em seu colo.

Harry me deu um beijo rápido, e se juntou aos filhos, fazendo palhaçadas pra Lílian.

Fiquei feliz com aquela cena. Minha família finalmente estava em paz de novo.

Notas finais
Gostaram? Deixem comentarios e, se puderem, recomendem minha fic (: