A Família Potter

4 Capítulo 4 - Família ou Trabalho?


Notas iniciais
Oi pessoal! Estou colocando mais um cap pra vocês.Espero realmente que gostem. :*

Pov. Gina

O dia se seguiu calmo. Eu, Harry, Tiago e Alvo fomos para uma sorveteria e, quando saímos, eu estava me sentindo exausta, então Harry me deixou em casa e foi passear com os meninos.

Deitei-me um pouco para tentar dormir, mas fui interrompida pelo barulho de uma coruja na janela.

Levantei e peguei a carta que ela trazia. Estava com o símbolo do time de quadribol para o qual eu jogava.

Abri a carta e comecei a ler:

Olá Gina,

Estou enviando esta carta para te dizer que o nosso time irá jogar amanhã na Copa Mundial de Quadribol.

Você tem estado de férias há mais de 5 meses, devido à sua gravidez, mas eu quero te convidar para jogar amanhã.

Poderemos usar alguns truques para disfarçar a barriga e, além disso, estaremos te dando uma oportunidade de jogar mesmo sem ter comparecido aos treinamentos.

Devo informar que, devido à sua ausência nos treinamentos, você terá que participar desse jogo, caso contrário terei, infelizmente, que te convidar a se retirar do time.

Mande uma resposta o mais breve possível.

Atenciosamente,

Carl Clearwater

Treinador do Time Harpias de Holyhead.

Peguei-me sorrindo ao terminar de ler a carta.

Estava louca para participar desse jogo. Peguei uma folha de papel em branco e rabisquei uma resposta rapidamente. Entreguei à coruja que trouxe a carta e a despachei.

Depois de tentar várias vezes dormir, desisti e peguei o celular para saber onde o Harry estava, pois já estava anoitecendo.

Disquei o número, ele atendeu no terceiro toque, mas estava fazendo muito barulho, então imaginei que fossem as crianças.

- Oi amor! – ele atendeu animadamente.

- Oi. Onde vocês estão, Harry?

- Estamos no Ministério. Decidi trazer os meninos pra eles verem onde eu trabalho.

Nesse instante, ouvi uma voz de mulher mas não pude distinguir o que falava.

- Quem está aí, Harry? Eu ouvi voz de mulher.

- Ah, é a Cho. Ela está brincando com os meninos.

Uma fúria nasceu dentro de mim.

- Estou indo aí. – falei, friamente.

- Ok, amor, até daqui a pouco. – assim que ele respondeu, eu desliguei.

O que ela pensa que está fazendo com Harry e meus filhos? É hoje que eu pego essa atirada!

Me vesti rapidamente com um vestido elegante, e aparatei no Ministério.

Estava, como sempre, lotado.

Encontrei meu pai enquanto andava até a sala de meu marido.

- Oi, pai!

- Oi, Gina. Veio ver o Harry?

- Sim. Desculpe, pai, mas estou com um pouco de pressa. Depois falo com você. – dei um beijo em sua bochecha e saí.

Passei pela mesa da recepção da sala de Harry, e vi que estava vazia, o que significava que Cho estava com ele.

Abri a porta sem cerimônia, e encontrei Harry e Cho fazendo cócegas em Alvo, enquanto Tiago revirava cada canto da sala.

- Mamãe! – Tiago correu e me abraçou.

Harry, que não havia me visto quando eu entrei, levantou e me deu um beijo na bochecha.

- Oi, Gina! – falou Cho, com um tom de voz visivelmente forçado – Seus filhos são lindos! Estávamos nos divertindo bastante!

- Oi, Cho. – falei, séria.

Sentia minhas orelhas esquentarem de raiva.

- Harry, acho que já está ficando tarde, é melhor irmos pra casa.

- Tudo bem, amor.

Os meninos, para a minha raiva, abraçaram Cho antes de sair.

O caminho pra casa foi silencioso. Harry percebeu que eu tinha ficado chateada, e ficou quieto.

Entramos em casa e, após jantarmos, pedi que os meninos fossem para o quarto e chamei Harry até a sala.

- Tenho uma novidade. – falei.

- Qual? – perguntou ele.

- Meu treinador de quadribol me enviou uma carta pedindo que eu participasse da Copa Mundial de Quadribol amanhã.

Harry hesitou.

- O que você quer dizer com participar? – perguntou ele.

- Ele quer que eu jogue.

- De jeito nenhum, Gina. Você está grávida!

- Isso não me impede em nada, Harry. Ele disse que daria um jeito de disfarçar minha barriga, provavelmente usará o feitiço de desilusão.

- Gina, você irá colocar sua saúde e a da nossa filha em risco!

- Claro que eu não vou, Harry! É só um jogo!

- Também era só um jogo quando você inventou de fazer isso quando estava grávida do Tiago, e ele quase nasceu no meio de um campo de quadribol! – falou ele, elevando a voz.

Senti a fúria tomar conta de mim.

- Olhe aqui, esse é o meu trabalho e eu não vou abrir mão dele! O treinador disse que eu teria que participar ou estaria fora da equipe!

- Gina, eu ganho o suficiente pra nós dois! Você não pode fazer isso, você já está com 8 meses!

- Olhe aqui, Harry, você fica implicando com meu trabalho mas quando eu apareço no seu vejo você com a Cho!

- Você viu a Cho brincando com nosso filho! E não mude de assunto! – a essa altura já estávamos praticamente gritando um com o outro.

- Deixe eu ver a carta que ele mandou. – ele pediu, com raiva.

Subi rapidamente as escadas e desci com a carta na mão.

Ele leu, e sua expressão era de cada vez mais raiva.

- Responda que não, Gina!

- Eu já respondi que iria! Eu não vou abrir mão do meu trabalho, quer você queira ou não!

- Bom saber que você se importa mais com o TRABALHO do que com a sua FAMÍLIA!

Lágrimas grossas desciam pelos meus olhos!

- Você demonstra se importar coma minha gravidez e agora está gritando comigo, podendo fazer mal a mim e a Lílian. – falei, sem pensar, e percebi a burrada que eu tinha feito.

- Ótimo então, Gina, você não vai mais ter que se preocupar com isso!

Dizendo isso, ele começou a subir as escadas, deixando-me sozinha na sala.

Pov Harry

Subi as escadas sem olhar pra trás. A raiva que eu estava sentindo estava deixando minha visão turva e eu percebi que meus olhos estavam cheios de lágrimas.

Como ela pode ser tão egoísta?

Fui até o meu quarto e abri o guarda roupa. Nunca pensei que um dia teria que fazer isso, mas, pelo visto, esse dia tinha chegado.

Peguei uma mala e comecei a enchê-la com minhas coisas. Algumas coisas desnecessárias acabaram ficando no guarda-roupa, por não caber na mala.

Enquanto andava até o quarto de Alvo, ouvi os soluços altos de Gina. Por um momento, pensei em desistir, mas o orgulho não deixou, nem a raiva, é claro.

Abri a porta e vi meu pequeno dormindo.

Iria sentir tanta falta dele e de Tiago! Fiz uma promessa silenciosa de que viria visitá-los o máximo que eu pudesse.

Andei até ele com lágrimas, dessa vez de tristeza, encharcando meu rosto.

Beijei sua testa e saí, em direção ao quarto de Tiago.

Encontrei Monstro na porta e o chamei para um canto para falar em voz baixa, para que somente ele ouvisse:

- Eu estou indo embora, Monstro. Cuide dos meninos e, se Gina sentir alguma dor na barriga ou você receber a notícia de que minha filha está nascendo, me avise imediatamente. Entendeu?

Monstro assentiu, e eu entrei no quarto do meu mais velho.

Diferente do irmão, ele não dormia. Estava com um olhar assustado e lágrimas molhavam seu rosto. Eu o abracei.

- Por favor, papai, não vá embora! – ele pediu, chorando.

- O papai tem que ir, filho. Eu prometo que vou vim ver você e seu irmão sempre que puder. Agora vamos combinar uma coisa.

- O quê? – perguntou ele.

- A partir de agora, você será o homem da casa. Prometa que vai cuidar do seu irmão e da mamãe.

- Eu prometo papai. – ele falou, chorando de novo.

Eu o abracei e beijei sua cabeça.

Pov. Gina

Como isso poderia estar acontecendo? Em um momento tudo estava bem e, no outro, tudo estava se acabando.

Ver meu marido sair com uma mala do nosso quarto fez eu perder minhas forças e energias. Comecei a chorar, não me importava no barulho que eu estava fazendo.

Ele foi até o quarto de Tiago e Alvo, e agora estava descendo a escada.

Baixei a guarda:

- Harry, por favor, não vá embora!

- JÁ CHEGA, GINA! Eu não agüento mais isso. Você vai para o trabalho mesmo quando seus filhos estão doente, e agora ainda quer participar de uma competição que vai pôr a nossa filha em risco!

- EU NÃO VOU, ENTÃO, HARRY! Por favor, deixe essa mala aí. Não vá embora. Eu estou grávida de sua princesinha! Você não pode deixar agente! – falei, entre soluços.

- Você deveria ter pensado nisso um pouco antes, Gina! Antes de ter respondido aquela carta, e antes de dizer que eu estava fazendo mal a você e a Lílian. Eu não estou deixando meus filhos, Gina, eu estou deixando a mãe deles!

Ele andou até a porta e eu simplesmente não consegui me mexer pra impedir.

Minha garganta estava seca, meus pés estavam colados no chão e minha cabeça girava.

Ele saiu, deixando-me sozinha.

Segundos depois, a ficha caiu e eu tentei correr pra alcançá-lo. Mas tudo que encontrei foi uma chuva forte de uma noite fria.

Entrei em casa de novo. Com muito esforço, subi as escadas e entrei em nosso quarto.

Fui até o guarda-roupa. Ele havia levado quase tudo.

Em um canto, vi uma blusa que ele provavelmente havia esquecido de pegar.

A segurei em minhas mãos e deitei no chão, abraçada a ela.

Não sei quanto tempo fiquei ali, mas sei que quando abri os olhos novamente, o dia já estava claro.

Notas finais
Gente, eu sei que o cap foi um pocou triste, mas tinha que ser assim. Apesar disse, espero que tenham gostado. Comentem, beijos :*