A Família Da Minha Namorada

1 A Família Da Minha Namorada


Notas iniciais
Yo! Presente de dia dos Namorados! HOHOHO' Apesar de não ter um namorado...
Boa Leitura.

A Família da Minha Namorada.

Classificação: +16 (Contém: Linguagem Imprópria./ Insinuações de Lime./ CrossOver./ OOC.)

Shipper: SasuXSaku.

CrossOver: (Natsu Dragneel) Fairy Tail & (Kusajishi Yachiru) Bleach.

Capítulo Único: A Família da Minha Namorada.

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O pior de um relacionamento, não são as brigas, por mais que muitos pensem que sejam.

No caso, era aquele momento frustrante o qual para-se um amasso, mas não um simples amasso. “O AMASSO”. Estava faminto por aqueles doces lábios, e ela me vinha falar sobre isto naquele exato momento? – Não que eu seja egoísta, muito pelo contrário, afinal, eu a amo e quero defender a sua honra, integridade e respeito, mas...


– Sasuke-kun! – Fitou-me com os lábios avermelhados, o que me deixou extremamente excitado. – Você precisa conhecer os meus pais.

A excitação passou.

Observei o chão amuado. Puxa! Estávamos em um momento tão bom...


Recostei-me no sofá mirando o teto. Sakura com certeza estaria esperando por uma resposta minha, mesmo assim não proferi nenhuma palavra. Senti seu olhar curioso sobre mim.


– Sasuke-kun! – Chamou-me tocando em meu ombro. – Você vai? – Perguntou manhosa.


– Hn. – Resmunguei.


Oras! Conhecer a família de alguém é um saco, principalmente a família da sua namorada, já não bastava a minha?

– Sasuke-kun! – Chamou-me novamente. – Você não quer nada sério comigo, não é verdade?


Pude ver seus perfeitos olhos verdes marejados. Yare! Yare! É hoje. Suspirei pesadamente e lhe respondi derrotado.


– Claro Sakura... Eu irei! Tudo por você...


Percebi que no exato momento em que disse tais palavras suas lágrimas foram substituídas por um enorme sorriso. Maldito Itachi!

Por que tinha que ser tão bom ator? Por que tinha que ser professor de teatro da Sakura?


– Sasuke-kun! Sabia que não iria me decepcionar!


Rapidamente, sentou-se sobre meu colo e rodeou seus braços delicados em torno de meu pescoço. Começou a fazer uma trilha de beijinhos por todo meu rosto, testa, bochechas e queixo.

Se toda vez que falasse que iria fazer algo por ela fosse retribuído assim, não me importaria em tornar-me mordomo, escravo, ou, qualquer coisa do tipo.


Pouco a pouco suas carícias tornaram-se mais ousadas.


Ela distribuía beijos, mordidas e lambidas por toda extensão de meu colo. Senti um arrepio na espinha ao perceber sua língua quente e macia contra minha nuca em movimentos circulares. Apreciei seus suaves lábios subindo até o lóbulo de minha orelha dando uma leve mordida, enquanto uma de suas mãos passeava por dentro da minha camisa social semiaberta desabotoando mais alguns botões.

Passei um de meus braços em torno de sua cintura fina, e com uma das mãos me pus a alisar delicadamente suas lindas coxas, grossas e torneadas – para uma garota de apenas dezesseis anos.

Adentrei com essa mesma mão por dentro de sua saia colegial azul marinho, pude sentir seu gemido abafado contra meu tórax deixando um rastro de saliva até meu queixo e por fim abocanhando-o sem qualquer pudor.


Até que enfim! Seria a primeira vez em duas semanas sem.


Lentamente, levantei sua blusa branca do uniforme e me coloquei a percorrer toda superfície de sua barriga lisinha.


Eis que então ela se levanta abruptamente e totalmente ruborizada, deixando-me “desbundado”. Como se nunca tivéssemos feito algo assim...


– Sasuke-kun! – Olhou para o chão ajeitando a blusa amarrotada. – Já está tarde... Pode me levar para casa?


Sinceramente, não. Justo agora que havia me animado novamente?


Jamais.


Queria trancá-la em meu apartamento e fazê-la minha. Isso lhe ensinaria a não brincar com fogo e mexer com o leão.

Mas se o fizesse, poderia sair no fim das contas, como um pedófilo, um maníaco estuprador que alicia menores e mantêm mocinhas – não tão inocentes. – em cárcere privado.


Talvez um relacionamento oficializado não me gerasse tais problemas ou preocupações, certo?

X


É sábado pela manhã, e como Sakura e eu havíamos combinado, iria almoçar com os pais dela.

Okay, como ser aceito com êxito pela família dela?


Teria que estar apresentável. – o que não seria um problema, por ser extremamente atraente, responsável e decente. Além de muito humilde!


Peguei o blazer marrom escuro – já que ainda era fim de inverno. – e as chaves do carro.


Que venham os desafios!


Percorri o caminho até a sua casa lentamente, ao chegar à rua da minha pequena, pude reparar alguns vizinhos curiosos a esgueira dos portões de suas residências.

Certo, além de conhecer parentes – que nem são meus, mas que um dia serão! Talvez, quem sabe. – teria que conhecer também os vizinhos?

Desci do carro rente à calçada e fui em direção à porta, notei que além dos olhares dos vizinhos fofoqueiros, dentro da própria casa, branca e salmão, estava sendo vigiado. Diversos pares de olhos colados na janela, escondendo-se sorrateiramente sob a cortina carmesim.

Respira! Respira!


Que venham os desafios!


Estendi a mão para tocar a companhia, mas não pude fazê-lo, pois na velocidade em que a porta foi aberta, nem consegui piscar.


Linda.

Maravilhosa.

Perfeita.


Era a imagem da mulher à minha frente. Um tomara que caia rosa até os joelhos, com o friso largo do busto em branco.


Divina.


Perdi-me naquela imensidão esverdeada em seu mais intenso brilho. Seus cabelos rosados soltos caiam como cascata sobre seus delicados ombros. E para completar aquela adorável garotinha de cabelos rosa claro segurando a barra do vestido de Sakura.

Ela me olhou com seus enormes olhos castanhos cintilantes e abriu um grande sorriso. Sempre causei esse efeito nas mulheres – de todas as idades pelo visto.


TOU-SAN! A VÍTIMA CHEGOU! – Ela gritou e saiu correndo com os braços levantados para dentro da casa.


Sakura me puxou pela mão e com um sorriso sem graça fitou-me. Confesso que depois dessa fiquei apreensivo.


– Este é o Sasuke-kun! – Ela fechou a porta e enlaçou seus dedos aos meus.


Observei minuciosamente cada figura sentada no sofá.


Uma mulher loira com seios enormes que pareciam que não iriam caber naquela blusa que estava vestindo.

Um homem de cabelos longos e brancos estava sentado ao lado da “peituda” – já que não faço a mínima ideia de qual seja o seu nome. – Ele me lançava um olhar sugestivo e escondia certa perversão no fundo de seus olhos. Definitivamente ele estava olhando pela janela.

Havia também um homem realmente estranho, com seus cabelos espetados numa tonalidade de rosa queimado, exibia uma tatuagem vermelha de algo que não consegui identificar em seu braço direito. Um gato azul – isso mesmo, azul. – repousava em seu ombro.

Ele me fitava com os olhos apertados e o gato estranho também, mas aquilo parecia que sorria... Por Kami! Algo me diz que não será tão fácil.


– Estes são meus tios, Jiraya e Tsunade! – Ela apontou para o velho com olhar pervertido e para a peituda, os respondi com um simples aceno de cabeça o qual foi retribuído.


– Estes outros dois aqui são Natsu, meu irmão e o gato idiota dele... – Murmurou.


– Happy não é idiota! Ele é da família! – O tal Natsu disse com uma expressão de decepção.


– Aye! – E o gato respondeu.


Não sabia que gatos faziam tais sons, se bem que aquele gato não era nada normal, ele era azul, seu miado era parecido com um “Aye” e perecia que estava sempre sorrindo. Está aí o porquê de seu nome ser Happy.


– Sakura! Você escolheu muito bem... Ele é lindo! E tem um carro mais lindo ainda... – A loira riu, deixando Sakura completamente vermelha.


Antes que Sakura ou eu pudéssemos replicar algo, aquela garotinha vinha correndo descendo a escada.


–SAKURA-NEE-SAN! TOU-SAN FALOU QUE É PARA DEIXAR O NATSU-NII-SAN TER UMA CONVERSA COM O PORCO ESPINHO! – Ela gritou.


– YACHIRU-CHAN! O QUE EU TE FALEI! AI! POR KAMI! – A voz grossa descia as escadas ecoando por toda sala.


– Yachiru-chan! Eu falei para ser mais discreta... – Sakura pegou-a pela mão e ia em direção à cozinha acompanhada dos tios. – E também falei nada de apelidos!


A sala havia ficado vazia, aquele garoto de cabelos rosados estreitava seus olhos sobre mim, bateu levemente a mão sobre um dos lugares do sofá ao seu lado, fazendo menção de que era para eu me sentar. Não hesitei.


– E então, Sakuse... – Ele começou.


– É Sasuke! – Respondi irritado.


– Sakuse, a Sakura é minha irmã mais nova... –Me ignorou totalmente.


Certo eu teria que ser avaliado pelo irmão mais velho super protetor e surdo... Posso sobreviver a isso.


– Sabe... Eu não gosto de pessoas que fazem as outras de bobas... Principalmente a minha família. – Ele me encarou.


– Aye! – O gato respondeu, novamente.


– Nunca faria tal coisa com ela! – Respondi no mesmo tom.


– Você quer entrar para os Haruno? – Concordei. – Você pretende honrar a minha irmã e o nome Haruno? – Concordei. – Você promete que quando sujarem o nome Haruno irá defendê-lo? É digno de se tornar um Haruno? – Concordei.


O silêncio pairou no recinto. Certo, agora eu tinha que defender duas famílias... Posso sobreviver com isso.


– Você me lembra uma pessoa... – Eu sorri, talvez seja um amigo. – Eu o odeio!


– Hn. – Resmunguei, não era um amigo.


– Maldito Gray! Ele vai ver na segunda-feira o que o espera! — Ele falava cerrando os punhos, seu rosto parecia entrar em chamas. – Principalmente quando ele vier tirando a maldita roupa! Aquele fraco, pervertido, fedorento que não tem nada pra fazer! – Se debatia em extrema raiva.


– Aye!


Certo, me comparar com esse tal “Gray” não significou uma coisa boa. E esse gato já está me irritando...


– Sasuke-kun! Natsu! O almoço já está pronto... – Minha rosada veio em nossa direção lançando-me um enorme sorriso e sentando-se em meu colo. – O que vocês dois estão conversando?


– Ele estava me contando sobre um cara, ou algo do tipo... – Respondi. Ele me fitou com a expressão de incredulidade.


– Por Kami, Natsu! É por isso que você apanha de mulheres... – Ela se levantou agitada.


– Oi, eu não apanho de mulheres! – Resmungou irritado.


– Claro que sim! Você fica falando desse seu relacionamento... Fala sério, vocês têm um caso!


– Eeh?! Se fosse para ter um caso, seria com alguém bonito! – Sakura e eu o olhamos com descrença. – Não foi isso que eu quis dizer!


– Aye!


– Por Kami, que horror! Vem Sasuke-kun! – Ela me puxava possessivamente em direção à cozinha. – TOU-SAN! PARE DE SE ESCONDER E VENHA ALMOÇAR! – Gritou.


X


O almoço passou em silêncio, ninguém ousava abrir a boca até que o senhor Haruno, — um homem alto com cabelos grisalhos e grandes olhos verdes – desse a primeira palavra.


Certo!


Continuamos em silêncio, enquanto a senhora Haruno, — uma cópia exata de minha mãe. – servia a sobremesa.


Sakura segurava fortemente a minha mão, pelo visto ela já havia percebido o quão nervoso estava, suava frio, e não era atoa. Afinal, seu pai estava me olhando como um predador.


Kami! Por que não me relaciono com mulheres da minha idade? Ou mais velhas?


Talvez assim não recebesse olhares obscenos ou letais, — vide seu tio, Jiraya, e seu pai.


– Então... – Enfim pronunciou-se o patriarca. – Uchiha Sasuke...


– Sim senhor... – O respondi prontamente, parecia que estava falando com meu pai. Por Kami!

– Filho do Capitão da Força Policial de Konoha, Uchiha Fugaku. – Concordei. — Como um homem, herdeiro de tal sobrenome, conheceu minha filhinha?


– Eu a vi junto com meu irmão na porta do... — Fui interrompido, ó educação!


– Pensei que você tivesse me dito que ele não era um colegial, Sakura!


– E não sou senhor! – Respondi. – Meu irmão havia combinado de ir me buscar na delegacia, mas... – Ó educação!


– Sakura! Justo um criminoso?! Seu pai deve sentir muita vergonha por ter um filho assim. — Todos na mesa me observavam intrigados.


Mas o que este homem estava falando? Eu nunca... É onde eu trabalho, oras! O que ele pensou que eu era?


– De maneira alguma! – Falei nervoso. – Estou cursando o ultimo período de Direito, trabalho com meu pai na delegacia...


– Eeh?! – Natsu parecia confuso. – Você não me parece um aspirante a policial...


– Aye! – O gato está tirando uma com a minha cara, só pode...


– Hn?


– O SONIC PARECE SER DAQUELES ALMOFADINHAS QUE VIVEM ÀS CUSTA DOS PAIS! NÉ, NII-SAN?


Até aquela... CRIANÇA! Estava tirando um com a minha cara...


– Haha! Yachiru-chan! Nada de apelidos e palavras ofensivas... – A mulher de cabelos negros parecia “sentida”? Pelo que estava passando. – Sasuke-kun! Você disse que estava no oitavo período de Direito, que lindo! Tão jovem e tão interessado...


– Oitavo período de direito... OITAVO? — O Haruno berrou. – Quantos anos você tem? Espera o que você fazia numa porta de delegacia, mocinha? Sabia que jovens da sua idade têm problemas com ervas...


– Eeh?! – Sakura espantou-se, oras ela não tinha problemas com ervas! – Eu não tenho problemas com ervas! E não foi bem assim... Itachi-senpai é meu professor de teatro, como teatro é uma aula extracurricular eu tive que ficar até tarde. Demo... Estava chovendo muito então, eu pedi uma carona para ele, mas ele tinha que passar para buscar o irmão...


– OH! POR KAMI! – Ele colocava as mãos na cabeça em desespero. — Eu te mando para escola para estudar, não para encontrar namorados! Meu Kami! Que filha eu tive para se prestar nesse ping-pong entre irmãos...


– Não senhor! Itachi é noivo e tem Sakura como uma futura Meryl Streep, um verdadeiro prodígio das artes cênicas!



Sakura sorriu ruborizada mordendo o lábio inferior, enquanto seu irmão nada agradável fazia uma careta de nojo, gesto que era imitado pela pequena Haruno. Hmpf, irritantes!


– Hn... Quantos anos você tem mesmo? – Foi a vez da peituda se pronunciar.


– Vinte e dois!


– Muito novo! – Resmungou a loira.


– QUE VELHO! – Aquela garotinha já estava me dando nos nervos. – VEGETA-KUN É MUITO VELHO! VELHO! VELHO! VELHO!


Se eu sou velho tenho medo do que ela considera o tio...


– Yachiru-chan! O que eu... ITAI!


Certo, ela havia acabado de morder a Sakura, com todos os dentes! É uma “canibalzinha”, com seus apelidos, Porco Espinho, Sonic e Vegeta... — Daqui a pouco serei todo Dragon Ball!


– YACHIRU! – A matriarca repreendeu a canibalzinha, amém! – Sasuke-kun parece ser um bom rapaz, eu aprovo totalmente esse namoro!


UMA SOGRA QUE ME AMA! – não que as outras não gostassem de mim, mas a senhora Haruno gosta de mim com a filha dela... As outras gostavam de mim para ficar com elas.


– Eu não aprovo! – Ó Deus, suspeitei desde o princípio. –A ideia de um homem enfiar a língua na boca da minha filhinha não me agrada!


– Ou pior tou-san! Enfiar algo indevido na boca da sua filhinha! – Natsu ria escandalosamente enquanto batia na mesa.


– Aye!


– OU MELHOR! – Falou em sacanagem, aquele Jiraya se pronunciou. – ENFIAR ALGO INDEVIDO EM UM LUGAR MAIS INDEVIDO AINDA!


Tal comentário fez o pai de Sakura cair da cadeira, aumentando ainda mais as risadas de Natsu. Sakura e eu estávamos completamente constrangidos por tais comentários, se bem que aquele depravado havia sugerido algo muito bom...


– QUE ALGO INDEVIDO? EM QUE LUGAR INDEVIDO? – Yachiru gritava, que péssimo hábito que ela tinha, hein...


– He... Yachiru-chan, quando você ficar mais velha irá entender! – A mãe tentava conter o desespero da filha. – TSUNADE!


– MAS EU QUERO SABER AGORA! – Gritou.


– OLHA O QUE VOCÊ FAZ! – A peituda gritou diferindo uma tapa ao marido que por conta foi ao chão.


Já deve dar para imaginar o caos, certo?


Uma criança aos berros “QUE COISA INDEVIDA?”, dois homens ao chão, um estático e o outro corrompido com os olhos revirados contendo uma hemorragia nasal, um moleque escandaloso rindo de se acabar, uma mulher raivosa pronta para matar o marido, outra mulher bestificada com a situação e por fim, Sakura e eu, duas pessoas com uma perfeita cara de paisagem.


Onde eu fui amarrar meu burro?! Por Kami!


X


– Peço desculpas pelo ocorrido de outrora, Sasuke! – O Pai me disse mais uma vez. – Mas quero que entenda que não aprovo esse relacionamento, você tem vinte e dois, vai fazer vinte e três e Sakura tem apenas dezesseis anos!


– Querido, você é nove anos mais velho que eu! – Retrucou a mãe, UMA SOGRA QUE ME AMA!


– Não é só isso. – Respondeu sem jeito. – Ele está no ultimo período da faculdade, enquanto a minha filhinha mal acabou de começar o segundo ano do ensino médio! Fora que, a carreira que ele escolheu para seguir é perigosa.


– Desconsidere tudo isso, seu velho chato! – Tsunade disse bebericando do copo de sake. – Ele tem um carro...


Isso, eu tenho um carro! E um apartamento também...


– Por que essa sina por carros, mulher? – Jiraya perguntou enfadado.


– Porque você vendeu o nosso para publicar seus livrinhos eróticos falidos! – Ela bebeu mais um gole de sake. – Agora eu tenho que me locomover de ônibus ou de taxi... Eu fico com dor nas costas!


– E O QUE ISSO TEM A VER? – Perguntou exasperado.


– E O QUE ISSO TEM A VER? E O QUE ISSO TEM A VER? – Largou o copo, certo, ela com certeza tinha problemas com bebidas. – VOCÊ NÃO SABE COMO É DIFÍCIL CARREGAR TODA ESSA COMISSÃO DE FRENTE! VOCÊ NÃO SE IMPORTA COMIGO, SÓ SE IMPORTA CAM AS SUAS PORNOGRAFIAS!


– Espere! Você escreve a série Icha-Icha? – Perguntei e seus olhos brilharam.


– É UM NINFOMANÍACO! – Para que eu fui abrir minha boca. — NÃO! ELE QUER DESVIRGINAR MINHA PRECIOSA PEPITA! – Olhava incrédulo para a esposa. – NÃO! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!


Uma nova confusão se instalou, Tsunade e Jiraya discutiam por causa de carros, o senhor e a senhora Haruno discutiam sobre a futura possível defloração de Sakura – Por mais que ela já houvesse sido desflorada.


– VOLTA PARA CASA SAKUSE! – Depois de três horas ouvindo meu nome diversas vezes ele ainda não havia acertado?


– TORA-KUN! VOLTA PARA CASA! — Aquela pestinha havia me dado mais um apelido. – TOU-SAN! NÃO DEIXE ENTRAR NA FAMÍLIA! ELE VAI USAR TODO O GEL DO NATSU-NII-SAN!


Isso já havia passado dos limites!

CHEGA! TODOS VOCÊS! – Vociferei recebendo olhares assustados. – MEU nome não é SAKUSE! É SASUKE, SA-SU-KE! Não é Sonic, Goku ou Vegeta! – Falei irritado para os dois irmãos.


– EU NÃO TE CHAMEI DE GOKU, SASU-KUN!


Suspirei. Todos ainda me olhavam curiosamente.

– Eu não sou ninfomaníaco! — Disse fitando os orbes confusos do pai. – A primeira vez foi Sakura que me atentou...


– Disse algo? – Ele me olhou desconfiado, talvez ele tenha escutado, só sei que Sakura escutou me devolvendo um olhar céptico.


– Meu professor de direito penal vive para cima e para baixo com um livro desses! Só sei que ele é um grande fã, Jiraya! – Respondi fazendo-o sorrir ainda mais.

– Viu como tenho fãs, Tsunade?


– Grande porcaria, um depravado... – Resmungou irritada.


– Com que direito acha que pode gritar comigo, com meus filhos? – Começou o Haruno. – Por acaso acha que depois dessa lhe darei o consentimento?


– Tou-san, por favor! – Replicou Sakura, sabia que nunca iria dar certo.


– Por favor, eu digo! – Cortou ele, estava perto... Droga. – É um insolente! Desrespeitou-me em meu próprio lar, me envergonhou na frente de meus entes queridos! Jamais! JAMAIS, lhe darei tal benção!


– Queira me desculpar... – Indignei-me. – Mas em nenhum momento quis ofender nem ao senhor, muito menos sua família... Em nenhum momento proferi palavras torpes ou libidinosas à sua presença. – O Haruno ia rebater, mas continuei. – Em nenhum momento me ocorreu que por tentar a perduração de tais discutições iria te afrontar...


– Rapaz, escute. – Cortei-o, todos nos olhavam com certo espanto.


– Não, escute o senhor! Independentemente do que eu escolhi para seguir, independentemente da minha idade ou se tenho carro... – Pausei e olhei para “a peitos”. – Independente de tudo de falei ou fiz à sua presença, hoje e agora. Não aceitarei um “não” como resposta.


– Se eu não mudar minha palavra? – Perguntou duvidoso.


– O próprio estaria condenando sua filha à infelicidade... – Eu estava mentindo? – Se eu não a amasse não estaria aqui, se ela não me amasse não teria insistido para que viesse... Nunca a machucaria e jamais faria qualquer coisa que ela não quisesse! Não posso imaginar como seria estar tão perto de alguém tão rara e não poder tê-la.


Um minuto de silêncio.

Todos me olhavam boquiabertos, oras! Família irritante! Pai irritante! Tios irritantes! Irmãos irritantes!

Se eu estava ali, era para ser aceito...


O Haruno me estava me fuzilando com os olhos, oras! Eu não menti, menti? Ele continuava me olhando sentado na poltrona bege, mas por fim abriu um enorme... Sorriso?


– Rapaz, bem vindo à família! – Levantou-se e deu-me um abraço, não entendo mais nada. – Sabe Uchiha, nós não queríamos que a nossa Sakura namorasse um “fracote”!


Todos da sala abriram um sorriso, incluindo Sakura... Traidora! Quer dizer que todos eles estavam fingindo? E eu de otário?


– Desculpe Sasuke-kun! – Rosada irritante! Fez-me passar por tudo isso... – Meus pais disseram que tinham que saber se você era capaz de me proteger!


Foi tudo um plano! UM PLANO!

ELES NÃO SABEM O QUANTO ME SEGUREI PARA NÃO MATAR CADA UM! EU SOU SENSÍVEL A FORTES EMOÇÕES! INFERNO!

INTERPRETADO COMO UM COMPLETO IDIOTA!


– Oi, Sasuke! – Natsu veio até mim, eu ia grudar no pescoço dele se ele voltasse a me chamar de “Sakuse”... – Sem resentimentos... Sabe como é né! O irmão mais velho protetor, a irmã mais nova inconveniente, a mãe passiva, o tio pervertido, o pai autoritário... A tia bêbada...


FOI TUDO FINGIMENTO! MALDIÇÃO! EU SOFRENDO, ACREDITANDO QUE NÃO PODERIA FICAR COM A SAKURA!

CALMA! EU NÃO VOU SURTAR! EU NÃO VOU SURTAR! EU NÃO VOU SURTAR!


– BÊBADA O CARAMBA, MOLEQUE! – Retrucou a bêbada, largando o copo de sake. – VOCÊ ME RESPEITE, EU SOU SUA TIA...


EU NÃO VOU SURTAR!

EU NÃO VOU SURTAR!


– Sasuke-kun?!


Por que está tudo ficando tão escuro?


– Rapaz você está bem?


Por que está tudo girando?! Eu não bebi nada!


Por que minhas pernas estão dormentes?!


Por que aquelas imagens anteriores estão passando diante dos meus olhos?!

Tudo está tão escuro...

Tão leve...

Tão...


– SASUKE-KUN!


– POR KAMI! ELE DESMAIOU!

– VEGETA-KUN! NÃO MORRA!


– ALGUÉM TRAZ UMA COMPRESSA DE ÁGUA BEM GELADA!


Definitivamente, eu não aguento com A Família Da Minha Namorada.

Owari.*

Dicionário

Palavras ou termos em itálico:

Tou-san: Papai, Otou-san: Pai, Com mais respeito e formalidade;

Chan & Kun: Forma carinhosa de referir-se a meninas ou meninos mais novos ou com mais intimidade;

Senpai: Alguém que é considerado um exemplo ou mais importante que você, num âmbito escolar ou trabalhístico;

Demo: Mas, no sentido de, porém, contudo, todavia.

Meryl Streep: É a atriz mais vezes indicadas ao Oscar na história. Recebeu em 2012 o prêmio de melhor atriz.


Personagens Citados:

Sonic: Personagem de jogos eletrônicos, manga/anime, Sonic the Hedgehog/ Sonic X.

Vegeta/ Goku: Personagens da saga manga/anime, Dragon Ball, criado por Akira Toriyama.

Toramaru: Personagem do anime/manga, Inazuma Eleven, criado por Tenya Yabuno.



Notas finais
Yo! Quem gostou faz barulho! Hehehe... Bem engraçadinha hoje, não é?
Agora eu venho pedir! He... Quem não pede?
Primeiramente peço que deem uma passada no meu outro especial NaruHina de dia dos namorado! *-*
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/232575/Dog_Walker
E tambem peço reviews... Sei que é errado, mas faço!
Bons Amassos!
É isso amores, espero que tenham gostado e boa pegação para vocês.
Oku No Kisu ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!