A Face Da Destreza - A Empresa
2 O orfanato
Notas iniciais
Meu nome é James, isso mesmo! James Sou russo e...não sei como continuar isso! Acho que vou começar desde o começo, vejamos...
Fui abandonado no orfanato Salles David Franco,na Rússia, segundo a monitora que me encontrou a Senhora Patrícia Samodello (me criou como um filho, só não me adotou por falta de tempo e dinheiro) fui abandonado com uma menina e um bilhete que dizia:
Aqui estam os meus filhos James e Demetria, por favor cuidem bem deles !
E em baixo uma assinatura meio apagada, mesmo assim dava pra ver o sobrenome: Zartrov.
Eu não lembro muito de meus pais, nem de meus familiares só sei que fui abandonado com 5 anos na porta de um orfanato dentro de um cesto que ainda guardo ( o cesto, uma manta, e o bilhete)
Ah! já ia me esquecendo! eu e minha irmã crescemos juntos e unidos,ao completarmos 12 anos, aconteceu um atentado de um terrorista que entrou no orfanato e matou 10 pessoas entre elas...Senhora Partrícia. Naquele dia meu chão sumiu, não tive forças nem pra ficar em pé, os policiais entraram no nosso quarto e disseram para arrumarmos nossas coisas porque seriamos transferidos imediatamente, tudo passou tão depressa, por isso, tenho apenas resquícios de memória do acontecido, lembro-me de um tumulto, correria pessoas ensanguentadas jogadas no chão, e...Patrícia, ah! Patrícia! morreu como uma heroína tentando esconder as crianças na sala do zelador nos fundos, mas infelizmente, após colocar toda turma da creche pra dentro, alguém acionou o protocolo de emergência fechando automaticamente todas as portas do orfanato,desesperada, correu em direção a saída, pobre Patrícia, não viu o covarde vindo por trás.
Desabafos à parte, o resto da memória daquele nebuloso dia vem com minha retirada de lá,
5 horas depois estávamos num avião em direção ao Orfanato Home sweet home no Canadá porque já estudávamos inglês desde que entramos lá no Salles David.Quando cheguei meus pensamentos ainda se condensavam num mar de emoções, tudo era tão novo e tão velho, quer dizer, por um momento, lá estava eu novamente num orfanato, por outro lado, aqui é o Canadá, o que pode dar errado? então, decidi esfriar a cabeça, lutar e remoer o passado não traria Patrícia de volta, tomei um banho, sentei na cama e raciocinei... Sem um assunto específico, apenas raciocínio. Foi aí que me decidi que de qualquer maneira deveriamos sair dalí. O tempo ia passando... 1 ano, 2, 5! quando finalmente achei um modo de sair. Eu falei pra Demetria que tinha um plano ela prontamente ouviu-o.Depois disse:
–E se não conseguirmos?- Falou franzindo a testa.
–Se não der cetro... aí ... eu volto pra te buscar-Eu ajeitava a sua franja enquanto falava
No dia seguinte eu acordei 5 da manhã, arrumei minha mochila e acordei Demetria e disse:
–Hoje sim, hoje sim!
Ela me olhou e disse:
–Haja o que houver, não me abandone!- Eu sorri e disse:
–Fique calma, nada vai acontecer!
Corremos para o corredor escuro onde ainda pairava o frio sereno da madrugada, esse, dava acesso ao muro cujo fundo era a saída,eu disse:
–Demy, haja o que houver, eu não vou te deixar nunca-tentei terminar a frase antes dos olhos lacrimejarem, mas era tarde. ele segurou meu rosto com as duas mãos, e disse:
–Eu sei, mas não é hora de choro, okay?
, então ela fez isso quando eu estava perto de alcança-la, eu ouvi passos em nossa direção então eu pulei para o outro lado e falei num tom que ela pudesse ouvir:
–Eu vou voltar, não se preocupe!
Estava eu lá, livre! eu só pensava em tirar minha irmãzinha daquele lugar, ah como eu pensava!
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