A Fabulosa Cova Da Incoerência
5 O cara dos livros e meios.
Notas iniciais
– Deixa eu apostar, você é a excluída, não é?
– E você é um daqueles personagens de livros de romances?
O ser humano é um bicho interessante, sempre achei. Essa capacidade de se aproximar dos outros, de ajudar, por pena. Pena. Eu sou um pássaro. Por que eu não voo, então? Esses humanos que chegam perto de você como um caçador chega perto da caça. É impossível confiar, mas também é impossível desprezar. Essas pessoas que gostam de bancar as heroínas. Jorge parece ser uma dela; Essas pessoas deselegantes.
– Posso sentar perto de você?
– Talvez, o chão é público.
– Ha, você é engraçada...
Hum, o dia está realmente agradável hoje. Por que o dia sempre é quente nas aulas de educação física? Deve ser porque o Sol goste de exercícios...
– Eu falei com algumas pessoas sobre você... Qual é seu nome?
Eu odeio. Essas pessoas desagradáveis que tentam se aproximar de você. Não, você não vai me salvar. Não, você não é um herói dos livros.
– Pode me chamar de Mimi...
– Mimi? — Não se impressione. Era meu apelido de infância. Ele está sentado ao meu lado, como os gatos fazem quando vão fazer serenata, no chão abaixo de uma árvore no pátio de minha escola. Eu não dormi direito hoje.
– Apelido de infância. — digo, tentando evitar a conversa que está próxima de acontecer. — Se quer saber meu nome, temos lista de chamada.
– As pessoas dizem outras coisas...
– "As pessoas", Jorge, não moram comigo... — Vou anotar essa também...
– Só parecia, sei lá, querem um amigo...
– Ela já tem uma amiga.
Anonyme, por que aparece nas piores horas? Não, por que piores horas existem? Afinal, pra quê horas? Eu não entendo, por que eu só digo que não entendo? Existe algo que está subindo rapidamente. Não é como um verme que devora tudo, mas é como o Sol, que vai levantando lentamente no horizonte como uma rosa nasce.
Alegria.
– Jorge, uma pergunta.
– Sim?
– Você é como um pequeno príncipe, e eu uma raposa?
– Ora, por que?
– Você esta tentando me cativar...
– Bem, posso tratar isso como um tipo de cantada?
Ele não existe, não pode ser isso tudo. Só existe isso em livros. Talvez seja algo como Anonyme, mas, como teu consigo sentir seu toque? É real.
– Mimi. — diz Anonyme, ao meu lado. Ela está nervosa. Não existe motivo aparente. — Eu pousarei o avião na sala de novo...
– Ei, diga-me, Mimi. — Diz Jorge. Seus dentes parecem tic-tac's. — Como assim um Barão Vermelho pousou na nossa sala?
Alerta.
Iooooooooooon.
– Eu devo ir, Jorge, ou melhor, Maluco-do-meio...
– Não grita se não espalha.
A medida que eu me afastava de Jorge, Anonyme caminhava ao meu lado. Sua roupa estava mui diferente. A graciosa roupa de aviador deu lugar a um smoking púrpura e uma rabo de cavalo curto; isso significa problemas.
– Não acredite nisso, Mimi. — ela me diz até o fim das aulas. — Esses caras só existem nos livros. Tentam bancar os defensores dos oprimidos. Pessoas machucam, você sabe. Quer aquilo de novo?
Sim, pessoas machucam. Mas, será que elas sabem mesmo que fazem isso? É como um tigre dócil que tenta de abraçar, mas as garras arranham e ele não tem noção que te cortou ao meio. Acho que nessas horas, é melhor dizer ao tigre o problema e cortar suas unhas. Mas e se ele gostar delas, o que fazer? Roupas de proteção não proporcionam a mesma coisa. Talvez Anonyme esteja certa, ou eu estou delirando. Eu já disse que não queria isso...
Quando eu sai da escola, não correspondi o aceno de Jorge, e Anonyme sorriu satisfeita com meu ato ignorante.
O homem sujo ainda me segue...
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