Notas iniciais
Heey pipou! Bom, eu não posto aos fins de semana, então... Desculpa por não postar na segunda, realmente não tive tempo! Estou resolvendo uns problemitos aqui, então pode acontecer que eu não poste direitinho essa semana e a outra. Maaaas depois disso, normal! Boa-Leitura, espero que gostem!

Quase como um relâmpago uma sombra negra com olhos roxos desceu do céu. Peter Pan me observou, devia estar tentando saber o que eu estava pensando ou algo assim. Senti um medo repentino quando a sombra se aproximou de nós. Daiane devia ter arrancado parte do meu cérebro junto com o cabelo, só pode!

– E então Clarissa? — Peter Pan, se eu tivesse sem uma parte do cérebro mesmo ele devia ser um mendigo – Você vêm?- disse segurando uma das mãos da tal sombra, que agora mostrava ser uma espécie de espírito ou sei-lá-o-que.

Observei o espírito-sombra, ferrou. Tive vontade de dizer: "Eu não acredito, não! Pode voltar pro buraco de onde você saiu querido!" mas eu correria o risco de ser transformada em pó. A sombra estendeu a mão. "Segura na mão da sombra e vai!" pensei. Mas resolvi não dizer isso.

Segurei a mão da sombra, já em plena consciência que iria morrer. Mas a sombra começou a flutuar cada vez mais alto, me deixando com os pés fora do chão- literalmente- Pronto, agora essa coisa vai me largar daqui de cima e eu vou morrer, só isso! Resumindo: Adeus, vida!

Mas não foi isso o que aconteceu. A sombra começou a voar entre os prédios que ali tinham, formando uma vista linda lá de cima. Eu estava encantada com aquela vista, nunca havia visto nada tão lindo! Pelo menos eu ia morrer feliz, ou não.

A sombra começou a ir em direção ao mar. Agora decidiu me afogar. Voava em direção ao mar aberto, deixando a cidade para trás. Eu observava o mar abaixo dos meus pés, pensei ter visto uma sereia, tirei os olhos do mar e direcionei para adiante. Estava vendo coisas.

Passado um tempinho avistei uma ilha. Peter Pan apontou para ela entusiasmado.

–Terra á vista! – exclamou , seu destino devia ser a ilha (avá!).

A sombra começou a voar em direção á ilha. Pousou na areia, que por sinal parecia irradiar magia, e nos deixou ali. Depois seguiu em direção á floresta. Estávamos em uma ilha selvagem. Ótimo!

– Bem-vinda á Terra do Nunca- disse Pan (iria chama-lo assim, Peter Pan era muito longo) apresentando a ilha.

–Como? — perguntei, ele só podia estar brincando! Mas considerando todas as coisas malucas que haviam acontecido de uma hora para cá, aquilo era normal, ou o mais normal que pode ser visitar a Terra do Nunca.

Observei a floresta, a areia tinha algo mágico, isso eu podia sentir. Mas a floresta¿ Mais parecia uma mata sem fim e sem nada interessante. Mas infelizmente, Pan queria me mostrar o interior da mata. Não podia ser tão ruim, né?

Então ele entrou mata á dentro, seguindo sempre em frente. Eu o seguia, sem nem um pouco de entusiasmo, preferia ficar na praia onde não era tão escuro. Andamos por cerca de 10 minutos até que se ouviu um ritmo de batidas que pareciam algum tipo de ritual indígena. Ele estava me levando para uma tribo de índios? Mas quando nos aproximamos e eu finalmente consegui enxergar vi que não eram índios. Eram adolescentes, com roupas de trapos esfarrapadas e máscaras. Quando chegamos mais perto eles pareceram nem notar nossa presença. Dançavam feito loucos ao redor da fogueira, pareciam estar fazendo um ritual, talvez eles fossem indígenas.

Pan estalou os dedos e todos, imediatamente foram parando de dançar. Pareciam voltar de algum transe. Depois que todos voltaram a si me lançaram olhares curiosos. Percebi que eles eram todos garotos, não havia notado por conta de suas máscaras, deviam estar imaginando o porquê de uma menina entre eles, pois não pareciam muito felizes com minha presença.

– Esta é Clarissa, agora se ela quiser, claro, fará parte de nossa família – disse Pan.

Família, aquela palavra causava um efeito desconfortável em mim. Nunca tivera uma família, sempre vivi em um orfanato onde ninguém gostava de mim, era difícil ouvir essa palavra e não sentir dor, não sabia se tinha mãe ou pai. Fora encontrada na beira da estrada numa noite. Não tinha ninguém para me amar. Controle-se. Você não pode assustá-los.

Família. Será que eu finalmente teria algum lugar que me aceitasse?

Notas finais
Eu sei, minúsculo! Mas ficou assim por falta de criatividade mesmo, estou meio sem criatividade. Esgotada. Mas continuem acompanhando, vou escrever mais a partir de Março, este mês esta complicado! Até a próxima pandinhaaas! Sonhem com os unicórnios! (eu sei, ta de tarde, mas amo dizer isso).