A Exterminadora De Youkais

12 Capítulo 12 - O nascer para uma nova vida.


Notas iniciais

Oii, gente *-* Chegamos ao último capítulo da fanfic né? Ai, está um capítulo muito legal. Eu escrevi esse capítulo ao som de Legião Urbana e Djavan, então podemos dizer que eu estava com ótimas companhias rsrsrsrs'. Ah, antes de iniciarem a leitura gostaria de fazer menção a algo que está nesse capítulo. As duas irmãs Aiya e Aiko fazem uma participação nesse capítulo. Para quem não se lembra delas, elas tiveram sua primeira aparição no capítulo 8 - Suspeito! Então, quem não lembra delas, vale a pena dá uma lida rápida no capítulo 8 para refrescar a memória. Sem mais enrolações, vamos ao capítulo.

Sesshoumaru carregou sua pequena nos braços com muito cuidado e entrou no vilarejo. As pessoas olhavam para o nobre meio-irmão do hanyou InuYasha. Todos conheciam InuYasha, o youkai esposo da bela sacerdotisa Kagome, que sempre protegia o vilarejo e que alguns anos antes tinha derrotado o temível Naraku juntamente com Sango, Miroku, Shippou, Kagome e é claro o majestoso Sesshoumaru. E consequentemente, todos conheciam Sesshoumaru e muitos tinham medo do príncipe, por seu jeito frio e amedrontador.

Sesshoumaru ignorava todos aqueles olhares. Estava preocupado demais com Rin. A cada passo que dava rumo a casa de Kaede a garota ficava mais pesada em seus braços. Nada haveria de substituir aquela garota na vida do lord. Ela era tão preciosa para ele. Ela era alguém que Sesshoumaru precisava proteger. Ela era a única pessoa que faria verdadeiramente falta na vida dele. Por isso, ela não podia morrer. Não podia. "Não pode, não pode." Pensava Sesshoumaru.

Estava chegando na casa da velha quando sentiu o cheiro do hanyou InuYasha e logo em seguida ouviu a voz dele:

- Sesshoumaru! O que está fazendo aqui? Você nunca... — Inuyasha viu a Rin sendo carregada por seu meio-irmão mais velho. Pode sentir o cheiro do sangue. — O que aconteceu? — perguntou aproximando-se.

- Não lhe devo explicações. — falou o mais velho com a frieza típica de sempre.

- Sesshoumaru! — gritou inutilmente, pois o lord já havia entrado na pequena casa de Kaede-sama.

A casa tinha um cheiro de ervas medicinais. A velha estava fazendo algum tipo de sopa ou qualquer outra coisa que Sesshoumaru não estava prestando atenção. A senhora olhou para o lord com um ar assustado:

- Sesshoumaru, o que aconteceu com nossa Rin? — perguntou preocupada.

- Faça alguma coisa por ela. Tenho certeza que ela não está bem.

- Deite-a no futon, por favor. E depois, conte-me o que aconteceu. Preciso que me diga para saber o que vou fazer com os ferimentos.

O lord obedeceu, colocando a jovem no simples futon cautelosamente. Depois contou em meias palavras o acontecido. A sacerdotisa escutou com atenção, em seguida saiu da casa.

- InuYasha, chame Kagome. Rápido! — ela mal terminou de proferir as palavras e InuYasha correu atrás da esposa. Não demorou muito e o hanyou chegou com Kagome nas costas. Ela apressadamente, entrou para olhar o acontecido. Viu o lord Sesshoumaru ao lado da jovem Rin que tinha uma perna que sangrava sem parar, além de hematomas no pescoço e nos braços.

- Rin-chan... — murmurou. — Sesshoumaru, não se preocupe. Faremos o possível por Rin. Logo, logo ela estará bem de novo.

Ele não respondeu, saiu da casa e afastou-se do vilarejo. Sentou à sombra de uma árvore e esperou. Esperou sua menina vir correndo com aquele jeito alegre, aquela vivacidade, aquele sorriso que ele tanto gostava, aquele brilho no olhar. Nada aconteceu, somente o vento frio e forte. Somente a expectativa. O lord fechou os olhos, lembrando-se dos momentos ao lado da pequena.

Lembrou-se de sentir o cheiro do sangue dela, logo após ter conhecido-a. Trouxe a garotinha de volta à vida. Nunca imaginou que estaria ganhando uma companheira pelo resto de sua vida. Olhou para o seu kimono e viu o sangue da garota lá devido ao machucado na perna. Sentiu uma profunda tristeza. Não conseguiu protegê-la o suficiente? Lembrou-se da vontade de tê-la beijado logo no início de viagem até o vilarejo de Noboru. O que Rin estava fazendo com aquele youkai? O que Rin estava fazendo com aquele dai-youkai que, há um tempo atrás, só buscava poder, poder e mais poder? Nem mesmo ele sabia.

A noite já havia chegado e Kagome olhava preocupada para a menina. Ela estava pálida. Kagome sabia que aquilo era anemia, por que a exterminadora tinha perdido muito sangue. Kaede-sama,juntamente com ela, tinha preparado alguns remédios e fortificantes a base de plantas para a garota. Agora, ambas, Kaede e Rin, encontravam-se dormindo. Kagome não havia pregado o olho de tanta preocupação. Viu quando InuYasha entrou na casa e sentou-se a seu lado.

- O que acha de dormir um pouco? — perguntou mumurando, a fim de não acordar as mulheres que estavam descansando.

- Ah, InuYasha. Estou preocupada com Rin-chan. — falou suavemente. Ele abraçou a jovem sacerdotisa.

- Não fique tão preocupada. Rin é tão forte quanto você. Ela vai ficar boa em pouco tempo, fique mais tranquila. Não quero que fique doente também.

- Assim eu espero. — ela suspirou.

- Vamos dormir?

- Mas eu tenho que ficar vigiando ela. Se qualquer coisa acontecer eu já estarei aqui.

- Não vai acontecer nada e eu sei que existe outra pessoa que vai vigiá-la a noite toda. Vamos? — InuYasha não precisou dizer quem era,

Kagome já sabia perfeitamente de quem ele estava falando.

Eles saíram de mãos dadas em busca do merecido descanso. Não demorou muito, Sesshoumaru silenciosamente entrou no recinto onde estava Rin adoentada. Aproximou-se dela e suavemente tocou os cabelos da jovem. Ah, eles eram tão macios. Tão delicados. Pode sentir os fios passando por entre os dedos dele. Depois tocou o rosto pálido da jovem. Tão quente. Então ele segurou a mão da jovem e assim passou à noite toda até a madrugada. Logo cedo saiu.

Assim que ele saiu, a jovem abriu os olhos vagarosamente. Sentiu a cabeça doer, a perna latejava. Olhou em volta, reconhecia aquele lugar. Era a casa de Kaede. Mas, onde estava...

- Sesshoumaru-sama? — murmurou. — Sesshoumaru-sama? — seus olhos encheram-se de lágrimas. Será que ele havia deixado ela novamente? Não, não podia.

- Rin? Que bom que acordou, minha filha. Estávamos preocupados. Como se sente? — era a voz simpática de Kaede-sama.

- Kaede-sama, minha cabeça e minha perna doem. Eu... Kaede-sama, onde está o Sesshoumaru-sama? Ele não me deixou, não é? — ela perguntou com a voz embargada.

- Não, Rin. Ele não te deixou. Ele está esperando sua melhora.

- Eu tenho que ir atrás dele e... — falou a garota querendo se levantar.

- Não! Você vai ficar deitada. Se estiver melhor de tarde, poderá ir vê-lo. — Rin parou de chorar. Ela o veria, só não sabia quando.

O dia estava passando lentamente. Ela se alimentava para ficar forte novamente. As ataduras em sua pernas já haviam sido trocada e ela recebia diversas visitas. Numa dessas vistas a surpresa foi maior. Duas senhoras que ela reconhecia bem: as irmãs Aiya e Aiko. Aiya sempre com aquele doce jeito. Aiko já era mais ríspida.

- Rin, minha querida. Como está, heroína? — Aiya falou sorrindo.

- Muito bem, Aiya-sama. Obrigada por sua visita. Estou muito contente. Aliás, estou contente por vocês duas estarem aqui. — falou Rin com seu jeito meigo.

Aiya olhou para Aiko. Gostaria muito que sua irmã se pronunciasse.

- Eu... — Aiko respirou e engoliu seu orgulho. — Eu tenho que pedir desculpas por ter dito todas aquelas coisas sobre você. Você não é uma maldição, você é uma heroína. Obrigada por ter salvo a todos nós.

- Aiko-sama, eu nem me lembrava mais disso. — ela deu um sorriso. — Mesmo assim, foi bom ter ajudado. Eu é que sou grata pelo carinho e atenção de vocês.

- Antes de irmos, eu tenho algo pra lhe dar. — falou a velha Aiya entregando uma rosa bem parecida com aquela que a mesma entregou a Rin no dia em que se conheceram. Lembrou-se do que a senhora havia lhe falado: Pegue esta rosa. Ela parece com você. Delicada como você. Querida, vejo um futuro lindo para você. E eu sei que você é merecedora.

- Agora temos que ir. — disse Aiko. — Melhoras, Rin.

E as duas senhoras seguiram seus caminhos.

InuYasha procuravam inutilmente seu meio-irmão. "Sesshoumaru, otário. Onde você está? Idiota! " Já havia andando por todo o vilarejo e estava começando a ficar cansado. Foi aí que viu o dai-youkai repousando à sombra de uma árvore.

- Sesshoumaru! Sesshoumaru! Eu tenho algo para lhe contar. — o lord olhou impaciente para o hanyou. — Rin acordou! — como o fogo, a alegria incendiou o coração gélido do dai-youkai. Ele, como de costume, não deixou tranparecer nada. Simplesmente levantou-se e seguiu para o vilarejo.

- Sesshoumaru, essa não é a direção da casa de Kade.

- Cale-se! — Sesshoumaru não iria ver Rin. Não agora. Ele esperaria ela voltar para ele.

- Rin, querida, está acordada? — perguntou Kaede.

- Sim. Eu acho que já dormi o suficiente. — ela falou brincalhona.

- Tem uma moça querendo te ver.

- Quem?

- Não conheço. Nunca a vi.

- Mande-a entrar, por favor.

Entrou uma moça jovem, alta e bonita. Rin viu que era uma exterminadora, mas não a reconhecia.

- Olá, Rin. Sei que você não me conhece, mas eu conheço você. Eu sou Keiko.

- Keiko?

- Sim, eu sou esposa de Noboru. — Rin sentiu o coração gelar. Aquela era a mulher que havia feito Noboru começar com uma ideia louca de matar os humanos. — Ah, não se preocupe. Eu não vou lhe fazer mal. Nem ele, eu lhe garanto. Eu vim aqui pedir desculpas em nome dele, principalmente. Ele ficou receoso de vir aqui depois da ameaça de Sesshoumaru -ela deu uma risadinha. — Espero que se recupere logo, Rin.

- Ah, muito obrigada pela visita.

- Rin, saiba que Noboru está profundamente arrependido. Eu virei visitar você sempre. Ele pede sempre notícias suas. Espero que você possa perdoá-lo um dia. Agora eu tenho que ir.

- Eu acredito que Noboru esteja arrependido. Agradeço sua visita. Mande lembranças a ele, por favor. — disse Rin.

- Eu sabia que você era uma ótima pessoa. Até logo, Rin.

- Até logo, Keiko. E eu tenho certeza que seremos amigas.

A jovem Keiko deu um sorriso e saiu. Rin estava sozinha. Kaede havia saído. Era sua chance. Iria atrás de Sesshoumaru. Com muita dificuldade levantou-se e, agarrando-se às paredes e tudo que via na sua frente, saiu da casa.

"Ah, o sol. Como é bom senti-lo." Pensou a jovem. Com uma dificuldade absurda foi caminhando e procurando o youki de Sesshoumaru. Por sorte, ele estava por perto e viu quando a moça tentava caminhar. Ele correu e segurou-a, depois a colocou em seus braços. Colocou a exterminadora, que já estava com as bochechas vermelhas, sentada na grama verde do vilarejo. Ele sentou ao lado dela.

- Devia estar descansando. Não está recuperada ainda. — ele falou sério.

- Eu precisava ter a certeza de que o senhor não havia me abandonado.

- Eu não a abandonaria, Rin. — ele a fitou. Ela se perdeu mais uma vez naqueles olhos dourados.

- B-bem, eu gostaria de agradecê-lo. O senhor me salvou mais uma vez. Eu não fui forte o suficiente. Eu não pude lutar sozinha. Como fui fraca! Perdoe-me. — falou querendo chorar.

- Não, Rin. Você não é fraca. Você é uma heroína. — ele se aproximou da garota e tocou seu rosto. Aquilo era carinho? Sesshoumaru não sabia. Só sabia que precisava fazer aquilo. Ele podia ouvir as batidas aceleradas do coração humano de Rin. Podia ver as bochechas vermelhas dela. Suavamente ele se aproximou mais e mais e finalmente selou um momento com um beijo. Rin era uma heroína não só porque lutou contra Noboru, mas também porque conquistou o coração mais frio de toda a Era Feudal. Quanto a Sesshoumaru, ele fora corrompido pelo sentimento mais forte dos humanos: o amor. Agora sabia exatamente o que seu pai e seu meio-irmão sentiram. Era algo forte demais para ser controlado. Amava aquela humana e nada podia deter isso.

Quanto a Rin, ela já sabia que amava aquele dai-youkai a muito tempo, mas não sabia que poderia ser correspondida. O estranho é que a sensação doce do beijo dele não parecia ser inédita o que era um absurdo, pois para ela, aquele era o primeiro beijo entre os dois. Ela então encostou-se no ombro dele.

- Rin, olhe para mim. — ela olhou. — Posso compreender agora os sentimentos de meu pai e de InuYasha. Eu... — pela primeira vez em séculos ele se sentiu envergonhado. — Eu acho que te amo. E eu quero compartilhar todos os momentos restantes de minha vida com você, Rin. Eu tenho absoluta certeza do que eu quero agora: quero você como minha esposa.

Rin sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Aquilo era possível? Bom, parecia que sim.

- Eu te amo, Sesshoumaru-sama! — eles se beijaram mais uma vez.

Talvez ninguém nunca pudesse imaginar que o frio Sesshoumaru no final se renderia ao amor que ele sentia por uma humana. Mas, a Rin era o sol na vida dele. O sol que pôde aquecer o coração gélido do dai-youkai. Ela era o sol na vida dele. Ele era a proteção na vida dela. Assim, o amor que eles sentiam um pelo outro se sustentou por muito tempo.

FIM.

Notas finais
E aí? Como ficou a conclusão da nossa fic? Espero que tenham gostado. Eu já estou com saudades de escrever A Exterminadora de Youkais. Muito obrigada a todos que leram, que acompanharam minha fanfic. E quem sabe, no futuro, eu não faça uma continuação? Muito obrigada, mesmo. Estou muito contente de ter completado a minha primeira fanfic. Peço desculpas, pelos errinhos de gramática ou pelo atraso nas postagens dos capítulos. Agradeço a todos de coração. Um grande beijos a todos ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!