A Exterminadora De Youkais

6 Capítulo 6 - Sentimentos humanos.


Notas iniciais
Olá, pessoal! Mais um capítulo *-* Admito que gostei muito de escrever esse capítulo. Espero que gostem *-* Boa leitura :))
Ps: Em itálico está um trechinho de um capítulo de InuYasha, okay?

Capítulo 6 – Sentimentos humanos.

Depois da passada na caverna do Toutousai, Sesshoumaru, Jakén, Rin e Noboru finalmente iniciaram sua jornada. Precisavam chegar o quanto antes no vilarejo, pois estava claro que enquanto o “chefe” não fosse derrotado mais e mais youkais atacariam e aquilo não teria fim. Andavam por horas todos os dias. Estava certo que o vilarejo de Noboru ficava bem longe.

Sesshoumaru entendia que Rin era humana e não tinha tanta resistência quanto ele. Mas, mesmo que eles caminhassem e lutassem por horas a garota não reclamava, não se queixava. Ele se sentia orgulhoso dela. Habilidosa com a espada, uma ótima exterminadora. Mas, apesar dela não falar nada ele percebia os sinais de cansaço nela: ela corria mais devagar nas lutas, embaixo dos seus olhos estavam profundas olheiras e ele percebia que o sono a castigava. Decidiu parar um pouco. Estavam caminhando, só parando para dormir algumas horas, a uns 3 dias. Se continuassem naquele ritmo ela não iria aguentar.

- Vamos parar aqui. Só voltaremos a caminhar amanhã de manhã. – falou Sesshoumaru por volta das três da tarde.

- Mas, Sesshoumaru-sama, precisamos continuar senão...

- Não, Rin. Vamos parar por aqui hoje. Precisamos descansar. Vamos ficar aqui, não fica muito longe daquele vilarejo – falou o dai-youkai apontando para o vilarejo vizinho – se quiser, poderá ir lá comer algo.

- Obrigada, mas se a parada for por minha causa peço que não se incomode.

Ele nada falou, mas a repreendeu com o olhar. Aquilo era uma ordem e ele não aceitava ser contrariado ainda mais quando essa ordem era para o próprio bem dela.

A garota se afastou um pouco atrás de uma fonte termal. Precisava tomar um banho. Apesar de não concordar em parar estava até aliviada. A verdade que ela se sentia realmente cansada. Desde quando começaram a caminhar ela não tinha tempo para dormir o suficiente. Sua musculatura doía absurdamente. Mesmo assim não reclamava. Não queria parecer fraca. Mas, para o lord perceber que ela precisava de descanso ela devia está “acabada”. Terminou seu banho, sentia-se até melhor, mas seu corpo clamava por comida. Vestiu um kimono branco com lindas e delicadas flores amarelas. Sorriu ao vesti-lo. Aquele havia sido um presente de Sesshoumaru. Foi no seu aniversário de 18 anos. Lembrava-se perfeitamente daquele dia. Um pouco menos de 2 anos haviam de passado, mas aquele aniversário foi um dos mais perfeitos que já teve.

~Flashback on~

Era um lindo dia, as flores estavam belíssimas, o sol estava forte e as pessoas pareciam sorrir sempre. Bom, pelo menos era assim que Rin estava enxergando o mundo, pois era o aniversário. Em todos os seus aniversários parecia que o mundo ficava mais bonito. Era um dia muito especial. Todos demonstravam carinho por ela. Ela se sentia mais amada. O vilarejo todo a conhecia (quem não a conhecia sabia pelo menos que ela era a “menininha do Sesshoumaru) e nesse dia a “tenda” da Kaede-sama ficava sempre cheia com visitas. Rin se sentia maravilhada com aquilo. Em todos os seus aniversários, no final da tarde, Sesshoumaru lhe fazia uma visita. Aquilo fechava o dia com chave de ouro. Principalmente porque depois de alguns anos o príncipe diminuiu sua quantidade de visitas à humana até que elas ficaram sendo uma vez ao ano (todas as vezes em seu aniversário). Claro, ele nunca explicou o motivo e isso deixava Rin angustiada e com uma saudade imensa. Nesse dia foi diferente. Ele não veio no cair da tarde e sim na manhã e passou com Rin o dia inteiro. A jovem estava radiante. Não dava tanta atenção a outras visitas porque a visita mais esperada estava ali com ela. Ele mal falava, como de costume, mas sua presença já bastava para a aniversariante. No cair da tarde eles sentaram numa árvore. Rin indagou:

- Por que viestes tão cedo?

- Não queria a minha presença? –perguntou o príncipe.

- Oh, não! Não me interprete mal, Sesshoumaru-sama. É que pensei que viria no fim da tarde como o de costume.

- Hoje é um dia especial. – falou em um tom baixo. – Você não é mais uma garotinha Rin, agora você é praticamente adulta. – falou nostalgicamente.

- O tempo passou tão rápido... – falou Rin.

- Espere-me aqui. Volto rápido. – falou o príncipe dando as costas.

Rin ficou confusa. Onde estaria o lord? Como havia dito voltou rápido e em suas mãos havia um embrulho. Rin abriu curiosa e lá estava um lindo kimono branco com delicadas flores amarelas. Ela ficou contentíssima.

- Oh, Sesshoumaru-sama! É lindo! É incrível! – falou com um sorriso enorme.

- Que bom que gostou. Agora preciso ir. – falou Sesshoumaru já dando as costas para a garota.

- Espere, por favor! Não vá agora! Leve-me com o senhor, por favor! Eu te suplico! Sinto tanto a sua falta... – falou a jovem se agarrando ao kimono de Sesshoumaru. Ele, meio sem jeito, afagou os cabelos morenos da garota.

- Não, Rin. Ainda não é tempo.

- Mas, o senhor mesmo disse que eu já era adulta. Por favor... – a voz ficou embargada e as lágrimas teimavam em rolar no seu rosto.

- Espere mais um pouco, não vai demorar...

Apesar da tristeza que sentia, no fundo do seu peito brotava a esperança. Aquilo era uma promessa, ele iria voltar. Só não sabia quando.

No ano seguinte ele não apareceu em seu aniversário e aquilo foi como uma espada rasgando seu peito. A partir dai Rin decidiu ir atrás dele e procurou Sango. Precisava aprender a se defender. Por isso a ideia de ser uma exterminadora. Mas, a final de contas, por que o dai-youkai não foi vê-la em seu aniversário? A verdade é que para ele a despedida da última vez tinha sido dolorosa demais.

~Flashback off~

Rin se dirigiu ao vilarejo. Precisava comer algo. Sua barriga roncava. Sua espada estava na bainha. Precisava está sempre na defensiva. Ultimamente parecia que os youkais estavam caçando-a. Entrou no vilarejo. Os olhares das pessoas estavam nela, pois era uma estranha. Caminhando distraída não viu quando esbarrou numa garotinha. Ela tinha longos cabelos morenos e seus olhos eram grandes e negros.

- Desculpe-me, garotinha. Não vi você – falou Rin simpática.

- Oh... Você é tão linda! – falou ela meio atrapalhada.

- Obrigada, você também é linda. Como é seu nome?

- Tsubaki e o seu?

- O meu nome é Rin, Tsubaki.

A menina sorriu. Em alguns pontos lembrava a própria Rin: a simpatia, o sorriso largo e até mesmo o jeito meio atrapalhado. Rin ia pergunta-lhe onde era sua casa, mas foi impedida. Novamente um youkai apareceu e estragou tudo. “Droga...” pensou.

- Tsubaki, fique mais atrás! Não venha para cá.

- Rin, você luta? – a menina estava com o desespero estampando em seus olhos.

- Sou uma exterminadora, acho que não te falei. – deu um sorriso confiante para a criança, pegou a espada e apontou para o youkai.

- Quer dizer que além de boa lutadora ainda defende os fracos e oprimidos? – era o youkai.

- Deixe de suas ironias idiotas. Não estou com muito tempo. – falou Rin confiante.

- Sua fama está crescendo, exterminadora. Todos falam de uma garota que anda com youkai poderoso. Todos falam de seu jeito incrível de lutar. Pena que sua fama vai acabar aqui e agora.

- Veremos. – falou e começou a atacar.

Atrás dela Tsubaki tremia de medo, mas seus olhos brilhavam. Como podia uma garota tão meiga quanto a Rin lutar tão bem? Era incrível, simplesmente. Ela golpeava, chutava, socava, defendia-se. A luta demorou alguns minutos. O youkai caiu morto. Rin olhou para a garota.

- Tudo bem, Tsubaki-chan?

- Rin-sama, você é demais! – falou a menina dando palminhas.

- Oh, obrigada, mas não precisa me chamar de “Rin-sama” não. Onde fica sua casa? Vou levá-la.

- Rin, a senhorita já jantou hoje? – Tsubaki perguntou meiga.

Na caverna Jakén havia feito uma fogueira e roncava profundamente. Noboru havia acabado de tomar uma espécie de sopa cheia de coisas estranhas. Sesshoumaru estava sentando esperando o retorno de Rin. Por que a demora? Ela havia saído fazia quase uma hora. Por que demorava tanto? O príncipe pensou em procurá-la. Saiu da caverna em direção ao vilarejo. Aquele cheiro de humanos era incômodo. Mas, de repente em meio a todos aqueles cheiros impertinentes o de Rin sobressaiu. Era um cheiro diferente. Era um cheiro agradável ao olfato aguçado de Sesshoumaru.

- Rin, por que demorou? – ela não precisou responder ele logo percebeu que estava lutando. O kimono estava sujo e seu cabelo estava bagunçado. – Machucou-se?

- Ah, não! Eu demorei mais porque fui convidada para jantar na casa de uma garota muito simpática. Espero poder vê-la novamente. – falou sorrindo.

- Como vocês podem se apegar tão facilmente a outras pessoas? – falou sério. Em todos esses séculos de existência aquilo não havia acontecido muitas vezes. Sabia que era apegado a Rin. Mas, diferente dela não se apegava a todas as pessoas que via.

Ela riu histericamente e ele não entendeu nada.

- Por que está sorrindo? Só lhe fiz uma pergunta. – falou. Rin se lembrou do dia em que se conheceram:

“ – O que aconteceu com seu rosto?

A garota abriu um sorriso

- Por que está sorrindo? Só lhe fiz uma pergunta.”

- Sesshoumaru-sama, é uma pena que não entende nada de sentimentos humanos. – falou e entrou na caverna.

“Sentimentos humanos... Eu, Sesshoumaru, não preciso disso. Não mesmo!” Pensou o príncipe.

Notas finais
E aí? Gostaram? O trecho em itálico se encontra no episódio 35 de InuYasha, justamente o episódio quando Rin e Sesshoumaru se conhecem. Quem quiser ver pra matar a saudade do anime, tá aí, episódio 35. Particularmente, um dos meus preferidos *-* Outro episódio que eu a-m-o é o 9 de InuYasha Kanketsu-hen. Vale a pena rever *-* Beeijos e até o próximo capítulo :))