Notas iniciais
Gente, aqui está o primeiro capítulo, eu não tinha certeza se ia postar ou não, mas um impulso veio e eu resolvi postar, então cá estou. Espero que gostem, eu me esforcei pra fazer alguma coisa que não ficasse entediante como quase todos os começos de fic, tirando raras exceções, então por favor me falem o que acham, ok? Até lá embaixo minhas lindas e lindos (se tiver algum por aqui hahaha)

Atenção passageiros do vôo JJ4006, com destino a Berlim, Alemanha, última chamada. Embarque imediato" a voz irritante soava no aeroporto. Eu tinha vontade de mandar aquela mulher ir se ferrar toda vez que ia ao aeroporto, mas infelizmente não podia.

— Filha, para de fazer careta e vem logo — minha mãe chamou. Nós estávamos correndo em direção ao nosso portão, o 99. Era uma sorte que a nossa família tinha, viu.

Meu irmão de repente passou correndo ao meu lado balançando as malas de mão em cima da sua cabeça, enquanto meu pai chamava a peste de volta e eu e minha mãe não sabíamos se íamos atrás ou esperávamos meu pai.

Eu olhei para ela sem parar de andar e entendi a mensagem de "vai atrás do seu irmão" em seu olhar e saí correndo, mesmo estando com um salto enorme e calças muito apertadas, enquanto ela estava de tênis e uma calça velha que ela sempre usava para viajar.

Quando o alcancei ele estava esperando impaciente na frente do guichê e bufou ao ver nossos pais longe.

— Desse jeito a gente perde o voo! — ele reclamou e eu revirei os olhos rindo. — Olha a velocidade deles! — ele balançou um braço na direção deles que vinham, no máximo, andando rápido, e ainda estavam a quinze portões de distancia.

— Calma maninho, sem a gente eles não vão — eu falei rindo de leve não querendo mostrar minha insegurança a ele.

— Como você quer que eu fique calmo? — ele gritou andando em círculos enquanto nossos pais se aproximavam. — Esqueceu da tia Elena? Eles foram sem ela num voo ano passado!

— Mas ela tinha feito o check-in quando o voo estava a ponto de decolar — eu argumentei e ele revirou os olhos.

— Vai dizer agora que nós estamos adiantados — e bufou. Mas que menino estressado! Ele jogou os braços para o alto e soltou um grito meio desesperado. — Anda logo, vocês dois — ele gritou para nossos pais, que já estavam chegando.

— Vai dar tempo filho, fica calmo — minha mãe pediu ao passar por ele com nossos cartões de embarque.


Ele bufou ao meu lado e eu revirei os olhos rindo e balancei o cabelo dele, fazendo-o me mostrar uma careta.

No fim, deu tempo de tudo. O voo saía onze da noite. Nós fomos os últimos passageiros a embarcar, as dez para as onze, mas embarcamos.

Era um voo longo e como todo voo longo, chato e cansativo. E isso quando não tem um menino hiperativo ao seu lado que quebra televisão umas sete vezes num voo de oito horas, sendo que dormiu durante umas quatro.

— A gente já tá chegando? — ele perguntou depois que amanheceu.

— Quase — eu respondi e ele começou a quicar na cadeira. Cinco minutos depois:

— A gente já tá chegando?

— Daqui a pouco — eu respondi bufando. O pouso sempre é a parte mais emocionante do voo e não estou conseguindo aproveitar por causa desse menino! Da próxima vez a mamãe que fica do lado dele, não quero nem saber.

— A gente...

— A gente vai chegar quando chegar! — eu ralhei com ele e ele deu de ombros.

— Não precisava ser grossa — ele falou se virando para a janelinha e eu olhei pra ele incrédula.

Resolvi levantar e ir ao banheiro, antes que o meu irmão me irritasse mais um pouco e eu acabasse dando uma voadora nele. Aquele garoto me tirava do sério, não sei como meus pais aguentam ele.

O único banheiro livre em todo o avião era o do fundo, o último de todos. Suspirei ao ver isso e fui em direção à cabine.

O banheiro era um lugar deprimente. Tudo branco, nenhum som exterior podia ser ouvido. Realmente, era muito chato ficar lá.

Saí rapidamente e fui de volta ao meu lugar, mas dei de cara com um homem alto, a roupa social toda preta, o cabelo loiro dourado, a pele tão clara que chegava a ser quase branca.

— Desculpe — eu murmurei olhando para a chã constrangida e ouvi-o dando uma leve risada.

— Não tem problema — ele respondeu. Sua voz era baixa e grossa, uma coisa quase assustadora. Ele olhou dentro dos meus olhos e passou por mim como se nada tivesse acontecido.

Senti um leve tremor percorrer a minha espinha depois desse encontro no mínimo estranho e voltei para o meu lugar ao lado do meu irmão lá na frente.

— Por que demorou tanto? — ele perguntou quando sentei e eu dei de ombros.

— Tinha fila no banheiro — eu menti e ele concordou com a cabeça. Não ia falar pra ele do homem loiro, ele não precisava saber, só ia confundir mais a cabeça dele.

Meu irmão me tirou dos meus pensamentos me cutucando como se ele fosse um pica pau e eu uma árvore.

— Que foi? — eu perguntei com a voz cansada e ele me olhou sorrindo.

— Olha! — ele quase gritou, fazendo meio avião olhar para nós dois, mas até que valeu a pena.

Do lado de fora só se via o aeroporto todo iluminado, as luzinhas da pista acesas indicando o caminho e a grande construção em si, toda iluminada por holofotes brancos.

Não resisti ao impulso de tirar uma foto, o que fez meu irmão ralhar comigo. Ele não entende essa minha vontade de tirar fotos, na verdade, acho que ninguém entende.

Eu não sei porque, mas as câmeras e celulares são tão fascinantes. Colocam tudo o que vemos numa tela, que pode ser repassada a qualquer um. Podemos por efeitos nessas imagens, para melhorá-las. São coisas simplesmente magnificas.

“Tripulação, pouso autorizado" a voz do piloto do avião ecoou pelos alto-falantes e eu sorri. Agora só alguns minutos nos separavam do pouso e eu me sentia cada vez mais animada.

No meio do meu sorriso, as rodas da aeronave tocaram o chão e aquela sensação na barriga de que o avião vai bater em uma parede e está brecando para isso não acontecer me invadiu.

— Bem vindo a Berlim — eu disse a meu irmão e sorri. Com certeza essas seriam ótimas férias.

Notas finais
Gente, espero que tenham gostado, de verdade, e por favor comentem, ok? Gosto de saber o que vocês pensam :D (sim, sei que já disse isso milhões de vezes)

Beijoooooooooooooooooooo e até o próximo :D

~a luz do fundo do palco apaga, um cara manda ela sair e ela sai com o olhar esperançoso~