Caso Nr. 1

(A ilusionada)


Historias de amor.

Historias onde a garota acaba encontrando sua cara metade. Era exatamente esse tipo de contos que uma certa Rose Weasley amava.

Ela sonhava que um dia, encontraria o garoto certo. Aquele que seria sua alma gêmea.

Era tudo que desejava, tudo que queria era alguém que a amasse do jeito que era.

Que adorasse todas suas qualidades, que gostasse de seus cabelos ondulados, cheios e ruivos. Que olhasse em seus olhos e achassem sua cor azul maravilhosa. Que acreditasse que suas sardas (que eram várias) fossem fofas.

E por acima de tudo, que aturasse e até gostasse de seus defeitos.

Alguém que pudesse viver com sua mania de ser perfeccionista, com seu jeito mandão e competitivo.

Ela era uma pessoa que acreditava em tais coisas, que lia vários livros de romance romântico e amava cada um deles.

O sonho dela era exatamente esse. Viver sua própria historia de amor.

Por esse motivo, ela desde o quarto ano, começara a sair com garotos diferentes de distintas idades.

Nenhum encontro dera certo. às vezes ela até se ilusionava e acreditava que havia quimica com certa pessoa, quando na realidade não.

Seus melhores amigos, tinham opiniões diferentes quanto o plano de Rose e como ela o aplica.

Lily, por exemplo, era uma bela garota de 15 anos que tinha longos cabelos ruivos e lisos e belos olhos castanhos. Rose sabia, mesmo que sua prima nunca a tivesse contado, que ela tinha um grande afeto por seu irmão. Afinal, ela e Hugo tratavam um ao outro como se fossem namorados. Qualquer um que não soubesse que estes dois eram melhores amigos e primos, poderiam jurar que são duas pessoas apaixonadas agindo como um velho casal. Como a ruiva, assim como Rose adorava uma boa historia de amor, esta sempre appiava a prima apaixonada a encontrar seu principe.

Albus, irmão de Lily e seu melhor amigo, era um garoto de olhos verdes e cabelos curtos e negros. Ele não dava muita opinão o assunto era possiveis namorados de Rose, mas ela sabia que ele não tinha nada contra à sua procura pelo amor verdadeiro, pois ele mesmo estava atrás de uma bela e esbelta garota do sexto ano, o qual ele sentia que estava extremamente apaixonado apesar dela não ter aceitado nenhum de seus convites para Hogsmeade.

Jamile, também uma grande amiga de Rose, era uma corvinal igual a ruiva. Ela tinha quase todas as mesmas aulas que Rose. Esta diferentemente dos amigos, tinha um namorado, o qual ela está junta faz quatro anos. Ela, diferentemente de Lily, se cansa das inumeras historias de Rose sobre encontros. Apesar de ocasionalmente se irritar, ela dá bons conselhos para sua amiga.

Agora... Existia alguém que se irritava com às centenas de tentativas de Rose encontrar sua cara metade. Esse não era ninguém a menos que Scorpius Malfoy.

Scorpius era um garoto galanteador, loiro e com lindos olhos cinzas. Ele fazia muito sucesso entre as garotas e quase toda noite tinha um encontro diferente. Mas, achando que tinha boa experiencia, ele procurava dar a Rose boas dicas sobre como é que ela deveria avaliar um garoto, mas por outro lado, Rose sempre se recusava a ouvir. Não gostava de pensar que aceitaria o conselho de um cara que não teve um relacionamento sério que durasse mais que um suco de abóbora.


– Então esse é o plano! — terminou Rose.


Lily e Jamile se entreolharam. As duas pensando a mesma coisa.


– Esse é seu plano mirabolante? — perguntou Jamile irritada voltando sua atenção a melhor amiga — Com você correndo atrás de nós dizendo que tinha uma ideia maravilhosa, achei que seria algo mais interessante.


– O que tem de errado?


– Rose, isso não é um plano! — exclamou a garota de cabelos morenos dando um tapa na testa da amiga. Rose deu um passou para trás e esfregou o lugar dolorido olhando feio para a outra. — Isso se chama normalidade! Esperar um cara depois dele comer o café da manhã para conversar com ele, não é um plano!


– Que plano? — entrometeu-se Scorpius que acabara de chegar. Aparentemente mais uma vez acordara tarde e estava ficando com fome.


– Oh! Rose tem um plano incrivelmente complicado e mirabolante! — explicou Lily com um grande sorriso no rosto. — Ela poderia até tentar ensinar como se aplica algo tão dificil de aprender... Mas parece que nossas mentes são fracas demais para compreender tanta genialidade.


– AHH! Chega! — Rose virou-se de costas para o portão da Sala Principal e apontou para seus amigos. — Parem de zoar! Minha vida pode muito bem depender desse exato momento! Talvez meu problema seja que nunca tomei a iniciativa, oh cale-se! — gritou apontando o dedo em direção ao nariz de Lily, pois a prima estava prestes a argumentar — Eu sei que você vai dizer! Sim, Lily! Ele tomou a iniciativa para me convidar até o Três Vassouras e tivemos um bom momento juntos. Só que me refiro a iniciativa de conversar com ele depois do encontro! Esse é onde me engano, todas às vezes fico na esperança de que meu possivel amor venha conversar comigo e dessa vez não irei fazer o mesmo erro!


– Perdi alguma coisa? — questionou Scorpius sem realmente entender o que sua amiga falava.


– Oh nada — comentou Jamile aborrecida — Só Rose sendo Rose.


– Por isso mesmo — continuou a ruiva seu longo sermão sendo que nenhum deles estava mais ouvindo — Eu irei falar com ele!


A ruiva colocou as duas mãos na cintura decidida. Sorriu firme. Respirou fundo. E...

BAM.

No momento que se virara para entrar no salão, às portas se abriram e Rose bateu contra alguém. Não, não com alguém... Com ele.


– R-R-R-Robert!


– Ai! — exclamou o garoto sem ter ainda realizado quem acabara de se tombar com ele. — Olhe por onde... Ah oi! — seus olhos se arregalaram.


As bochechas da garota ficaram escarlates. Por um momento ela olhou de esguelha para seus amigos, os quais continuavam parados no mesmo lugar. Os três sorrindo e acenando alegremente, por um momento se sentira como em um teatro onde sua vida era a peça.


– Encontro. Legal foi.... Sou Rose, a propósito... Espera, isso você já sabia... Ahm... Já disse que o encontro bom ser? aI; isso esteve gramaticalmente errado... Digo... disse que meu nome é Rose?


– Pois é, Rose... — ele olhou confuso para ela, mas estava mais interessado encarando assustado o trio que os olhavam com suas caras de pessoas assistindo um bom pedaço teatral de comédia. — Ultimo encontro foi interessante.


– Mesmo!? — questionou surpresa.


– Sim, deveriamos repetir qualquer dias desses.


– Ok! Então... ahm... deveria te encontrar depois das aulas ou...


– Oh não! Eu manterei contato — disse dando uma piscadela.


– Ok, então.


– A gente se vê.


E sem dizer mais nada, Robert se foi. Assim que ele deu uma curva, Scorpius começou a gargalhar.


– Ah! — gritou Rose praticamente pulando de alegria em direção as duas amigas — Não disse que daria certo, não disse?


– Quem diria! — exclamou Jamile surpresa — Dar uma de completa idiota e humilhar a nossa querida Corvinal, realmente faz que garotos gostem de você... — ela sorriu amavelmente, mas disse com uma voz fingidamente arrogante — Por sorte nunca precisei disso. John é o melhor namorado do mundo.


– Exceto pelo fato de que esse tal de Robert não será em hipotese nenhuma namorado de Rose — comentou Scorpius finalmente parando de rir.


– Oh, cale-se! — exigiu a garota — Para a sua informação, como você viu, ele disse que manteria contato comi-


– Manteria contato com você — terminou a frase — Sim, ELE vai manter contato com você, o que significa que ele não quer você o perseguindo e... quer parar de fazer isso?


Rose estava tampando os ouvidos e cantarolando. Sempre que Scorpius procurava ajudar a amiga e lhe dar conselhos de relacionamente, só havia uma coisa a se fazer. Ignorar completamente a sabedoria do escorpião.


– Guarde minhas palavras. Rose vai acabar indo atrás dele, pois este nunca vai entrar em contado com ela. Se isso acontecer, provavelmente irá convidá-la para sair, como vamos a Hogsmeade esse fim de semana e Rose é apressada, aposto que será no Três Vassouras. Ela vai comparecer, mas ele vai deixá-la sentada. E quando isso acontecer, diga-a que tentei avisá-la. — pediu o loiro para Lily. A ruiva estreitou o olhar e cruzou os braços.


– Como você pode ter tanta certeza? Talvez ele realmente mantenha contato e queira sair com ela! E se esse for o caso, sem dúvidas irá comparecer!


– Lily, Lily, Lily... — falou o sábio negando com a cabeça e dando de ombros — Sou um garoto... Certas coisas, somente nós entendemos.


Essa frase até teria sido convincente e de certo modo insultante se um garoto de cabelos negros e olhos verdes não estivesse saindo do Salão Principal gritando atrás de uma linda menina do sexto ano.


– Deixe-me carregar seus livros, Charlotte! Eu tenho que ir por esse caminho também! — quando a garota se distanciava mais, Albus gritava mais alto e andava mais rápido — Espera, Charlotte!


– Ta, talvez certas coisas nós não entendemos — admitiu Scorpius enquanto Lily ria altamente e Rose cantarolava com os olhos fechados e os ouvidos tapados.


x-x-x-x


Caso Nr 2

(Relacionamento que vai a lugar nenhum)


Lily carregava pelo menos dez livros de uma vez. A pilha movia-se levemente a cada passo com o perigo de cair.

Tudo estava andando bem, até que está tropeçou em seus próprios pés. Os objetos voaram pelos ares.


– Ops! — exclamou uma pessoa a alguns metros de distancia. Em uma mão segurava sua varinha com a qual fez os livros flutuarem antes que chocassem contra o chão enquanto que com o outro braço ele agarrou a ruiva.


Lily por um momento levou um susto quando pensara que iria cair, mas então percebera que estava presa nas mãos de seu primo, que por sua vez a encarava com aqueles olhos azuis que ela conhecia tão bem.


– Sempre salvando o dia, hã? — brincou a garota soprando uma mecha que estava fora do lugar.


– Eu vivo dizendo que estudar é perigoso — Hugo zombou soltando a prima e devolvendo os livros.


– Não tenho escolha, tenho? — aborreceu-se — Os NOM's estão por vir.


Hugo acenou com a cabeça em concordância e arrancou os livros das mãos da prima.


– Ei! Eu estava levando!


– Não senhora! — contradisse — Damas nunca devem ser obrigadas a levarem objetos pesados por si mesmas! Principalmente uma delicada flor como você.


– Você acaba de insultar as mulheres, dizendo que somos fracas e ainda assim foi capaz de ser fofo. Como você consegue?


– Oh, cale-se! — pediu o garoto. — Você quer ajuda, ou -


Antes que ele terminasse a frase, Lily lhe deu um beijo na bochecha.


– Obrigada — agradeceu entrelaçando seu braço entre o dele, enquanto apoiava sua cabeça nos ombros do primo.


Era sempre assim.

Dois amigos andando lado a lado pelos corredores.

Dois primos entrelaçados.

Às vezes de mãos dadas.

Outras, somente um empurrando o outro no meio de risadas.

Primos. Melhores amigos.

Era isso que eles eram.

Nada mais.


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Caso Nr. 3

(Enganando a si mesma)


– Onde você esteve?


O garoto que estava distraido, encarou a dona da voz.

Claro que era ela, quem mais poderia ser?

Aquela de olhos verdes, cabelos castanhos e longos. A auto dominada "namorada"


– Estava só... andando por aí.


Jamile sorriu e o agarrou dos braços.

Algo estava diferente nele.


– Você... está usando colonia? — perguntou a corvinal para o grifinório.


– Hã?


– Está... com um cheiro diferente.


O garoto pareceu surpreso por uns segundos, mas então voltou a manter a calma rapidamente, passando despercebido pela namorado. Pelo menos isso que achara.


– Sim... Minha mãe me mandou de presente.


– Sei.


Jamile pareceu convencida. Ninguém suspeitaria de nada. Ninguém suspeitaria a verdade.

A verdade que no fundo ela sabia. Aquela que preferia fingir não saber.

Sabia fingir tão bem que até mesmo acreditava na própria mentira que inventara.

Afinal, para que cutucar uma ferida?

Às vezes, é melhor pretender.

Pretender que está tudo bem.


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Caso Nr. 4

(Invisivel)


Seus cabelos loiros brilhavam no sol.

Seus lábios eram levemente vermelhos.

Seus cílios enormes e negros.

Olhos verdes.

Sim, ela era bela.

Mas não era por isso que Albus Potter a admirava tanto. Não pela sua beleza, como muitos pensariam. Afinal de contas, ele não era futil. Ah não... Era pelo motivo mais bobo do mundo.

Ela não gostava dele.

Talvez não faça sentido, provavelmente realmente não faz. A verdade pode ser engraçada e esse era o veridito.

Charlotte, a garota mais linda do sexto ano, aquela a qual o coração de Albus batia... Ela sempre o ignorava.

Era diferente das outras, que muitas vezes só se aproximavam perto dele por ser filho do famoso Harry Potter,

Mas ela? Ela não se importava pela sua fama. Ela nem sequer se importava com ele.

Era isso que a fazia interessante.

Ele era o invisivel.


Charlotte Maison conversava com uma amiga. Era na realidade uma garota da Lufa Lufa. Albus a conhecia, seu nome era Heaven. Uma garota um tanto desgonçada, possuia um corte de cabelo em forma de channel castanhos. Seus olhos eram azuis e possuia várias sardas em torno das bochechas e do nariz. Sim, Albus a conhecia. Aparentemente era uma das melhores amigas de Charlotte, o que de certo modo era estranho, afinal esta estava no mesmo ano que Albus, no sétimo.

Por algum motivo que Potter, não conseguiu ouvir, Charlotte se levantou e se despediu da amiga.

Cego pela loira, Albus procurou mais uma vez tentar convencê-la a levar seus livros. Nem suspeitava que atrás dele uma certa pessoa suspirava decepcionada.

Sequer sabia que naquele corredor ele não era o único invisível.



Notas finais
Como a Rose é a protagonista, o caso dela é o maior de todos hahaha.
Como podem ver, apesar da fanfic ser baseada no filme "Ele nao está tao afim de você", a historia nao é exatamente uma cópia ;P
Pelo menos estou tentando que nao seja.
Posso dizer que ultimamente tenho adorado escrever ALbus? O que é estranho afinal nao gosto de Harry como personagem.
Me pareceu tao injusto ao escrever esse cap, que o caso 1 seja enorme o resto pequeninho. Mas amei escrever!
A partir daqui, é que veremos quem sao as regras e quem sao as excecoes, que serao explicadas mais para frente, por ninguém menos que nosso sábio e maravilhoso Scorpius hahaha.
Beijos e espero que estejam gostando ;)