Notas iniciais
Bom, essa é a minha primeira fic, espero que gostem e que a acompanhem heheh ♥ Vou postar o 2º capitulo em poucos dias, e me disculpem se esse ficou meio estranho rs

Há três anos, eu e meus pais estamos passando por maus bocados, meu pai foi demitido do emprego, e desde então mudamos para uma cidadezinha pequena no norte de Santa Catarina, mas não deu certo. Então pouco mais de 1 ano depois, voltamos para nossa cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim-ES. – Alguns já devem ter escutado esse nome em algum especial do Roberto Carlos na TV, pois é a cidade natal dele também. O que eu duvido muito, pelo fato de poucas pessoas realmente gostarem desses especiais. – E quando tudo estava parecendo se acertar, recebemos a notícia do falecimento da minha avó materna. Eu nunca fui muito próxima de nenhum de meus avós, a não ser dela. Foi ela quem sempre cuidou de mim para que meus pais trabalhassem, devo tudo que eu sou hoje á ela, e se tem algo de que eu me arrependa, é de nunca tê-la dito que a amo. Minha avó era uma mulher excepcional. Se alguém lhe pedisse ajuda, ela não hesitaria em fazê-lo, porque ela era assim, ajudava sem querer nada em troca, bastaria um sorriso de gratidão, ou apenas um “Obrigado” sincero e tudo estaria bom pra ela.
Depois disso, meus pais começaram a brigar mais. Digamos que a minha família materna não gostava muito do meu pai, acho que é pelo jeito “Nervosinho” dele, eu dizendo assim, vocês devem estar achando que ele é bem bravo não é? Mas não é bem assim. Eu sou muito parecida com ele nesse sentido, ele não é bravo, muito pelo contrário, ele é até quieto demais, mas quando o deixa bravo, ele não economiza palavras. Não é de sair muito e nem de falar muito, ele é... Bem, um pai, que já sofreu muito por não ser o “favorito” na família, porque todos sempre preferiam seu irmão mais novo a ele.
Alguns meses atrás ele foi demitido de novo... De novo... E de novo. Então decidimos construir uma vida nova, em um lugar novo. Tudo ficou melhor, quando recebemos uma ligação de um primo da minha mãe que mora no Rio, dizendo que havia uma vaga no banco onde ele é gerente, e que ele ficaria feliz se meu pai tentasse. Acho que de todos da minha família materna, Luiz era o mais próximo de meu pai, provavelmente pelo fato de eles se conhecerem desde a juventude.
Há vários tipos de amigas. Tem aquelas que são conselheiros, cupidos, e outras que são “Pau pra toda obra”. De todas as minhas amigas ia sentir mais a falta da Isadora, minha Isa. Eu a conhecia desde o jardim da infância, e éramos amigas desde então. Tinha também a Yasmin, ela era meio maluca sabe, ela tinha uma coisa que atraia os garotos, acho que tinha jeito com eles. E a Mariana – Mari – Ela é a melhor conselheira que eu já conhecia, ela tem uma tranquilidade e uma animação, que deixa qualquer um melhor, animado. Se eu dissesse que minhas amigas são normais... Seria muita mentira! São malucas, todas, e eu amo elas desse jeito.
Depois da morte da Minha avó, Meu avô, Jorge, veio morar conosco e ficou feliz ao saber que nos mudaríamos, decidiu então nos acompanhar também ao invés de ficar com um de meus tios.
Eu estava animada com a ideia de ir morar num apartamento perto de uma praia, e mesmo sendo alugado e meio pequeno, nos ajeitaríamos. Ao chegar, fiz questão de abrir a porta, e era lindo. Não era grande, e eu sabia que não seria, mas era nosso, iríamos pagar mensalmente, mas na minha cabeça, era o nosso lar. Na sala tinha uma varanda que dava para a praia, uma sala aconchegante, na qual se localizava dois sofáres, um tapete que eu reconhecia bem, e um Rack, com uma TV de 32 polegadas em cima.
Era incrível como aquele “apertamento” era ainda mais fofo com nossos móveis nele. Havia três quartos, e como já avisado antes, apenas um era suíte, o dos meus pais é claro, os outros dois eram pequenos, que na verdade era apenas um quarto grande que foi dividido ao meio á pedido de meus pais, para que eu pudesse ter meu próprio canto, e vovô o dele.
...
Penteei meus cabelos antes de sair, pretos ondulados com franja, olhos castanhos claros, assim eu sou.
– Que tal dar uma volta lá embaixo Clarisse? Talvez encontre alguém pra conversar — Pude ouvir meu avô dizendo na porta do meu quarto.
– Parece uma boa ideia, obrigada vovô – Disse gentilmente para aquela figura com rosto enrugado, parado na porta do meu quarto. Ele sorriu, e saiu dali.
Naquela noite, decidi sair e ficar lá embaixo, sentada, olhando as estrelas como gostava de fazer. Ao entrar no elevador do prédio, me deparei com lindos olhos verdes, que me fitaram ao entrar, e o garoto logo perguntou:
– Você é nova aqui, não é? – Percebi a sua feição envergonhada ao deixar que as palavras escapulissem, acho que ele percebeu o quão clichê estava sendo, com uma cantada tão antiga assim.
– Não mais. Me mudei pra cá hoje de manhã.
– Ah! então era a sua mudança que me acordou com os barulhos hoje cedo. – Disse o garoto, deixando escapar uma risadinha que soou como de deboche.
– Sim, mas espero que os outros garotos daqui, que eu provavelmente também acordei com minha mudança barulhenta e irritante, consigam me agradar mais que você. – Sorri de lado.
– Então a garota se acha? Só perguntei por curiosidade, mas eu sei que não tá nem aí mesmo. – Ele deu uma risada, uma risada linda, se posso dizer.
– E-E não estou mesmo. – Foi o que consegui dizer.
A porta se abriu, fiquei ali parada por um instante, e me recuperei somente ao ver que a porta estava fechando, corri e saí de lá, sentindo minhas bochechas corarem de vergonha. Pude vê-lo se virar dizendo:
– Ah! Espero ver você de novo. – Disse ele, e então se virou e continuou andando com um sorriso malicioso no rosto, enquanto eu ainda me recuperava daqueles lindos olhos verdes, parada ali, feito uma estátua.
Se eu dissesse que não tinha o achado bonito, estaria mentindo, ele não era maravilhoso, mas era charmoso. Tinha lindos olhos verdes – Já disse isso, eu sei, mas é que adoro garotos de olhos verdes –, devia ter 1,73 de altura, com um sorriso charmoso, mas malicioso ao mesmo tempo. Seu cabelo era castanho escuro, meio grandinho arrepiado, mas não que chegasse a ser “Justin Bieber”. Um típico carioca. Será que ele morava ali? Eu esperava que não. Depois da minha cara de tonta, ele deve estar achando que sou mais uma de suas admiradoras, e pra falar a verdade, eu tinha mais o que fazer do que gostar de alguém: Precisava me enturmar urgentemente! Eu era uma desconhecida naquele lugar, não conhecia ninguém a não ser o garoto metido do elevador, e eu não o conhecia também, nem seu nome sabia. Pronto, agora mesmo é que não conheço ninguém.
...
Resolvi não pensar mais naquilo. Naquela noite, sentei do lado de fora do prédio, e fiquei olhando as estrelas como sempre gostei de fazer antes de dormir, eu sabia que no dia seguinte uma nova vida começaria, mas com o mesmo "eu". Escola. Uma palavra que estava odiando, principalmente depois dos dois meses das férias de verão. Normalmente as pessoas sentem falta da escola no fim das férias, sentem falta dos amigos, e até dos professores... Mas eu não. Não daquele jeito, não naquela ocasião.
As estrelas daquela cidade não eram tão brilhantes, deve ser a poluição, mas me esforcei pra vê-las, senti-las brilhando. E pensei por uns minutos: Será que em algum lugar, eu vou encontrar alguém que me lembre uma estrela sem ter que esperar a noite cair e olhar no céu? A MINHA estrela, que ainda não encontrei. Uma estrela perdida. Depois disso, meus pais começaram a brigar mais. Digamos que a minha família materna não gostava muito do meu pai, acho que é pelo jeito “Nervosinho” dele, eu dizendo assim, vocês devem estar achando que ele é bem bravo não é? Mas não é bem assim. Eu sou muito parecida com ele nesse sentido, ele não é bravo, muito pelo contrário, ele é até quieto demais, mas quando o deixa bravo, ele não economiza palavras. Não é de sair muito e nem de falar muito, ele é... Bem, um pai, que já sofreu muito por não ser o “favorito” na família, porque todos sempre preferiam seu irmão mais novo a ele, e ele não era o único, ele é o 2º de 5 irmãos.

Alguns meses atrás ele foi demitido de novo... De novo... E de novo. Então decidimos construir uma vida nova, em um lugar novo. Tudo ficou melhor, quando recebemos uma ligação de um primo da minha mãe que mora no Rio, dizendo que havia uma vaga no banco onde ele é gerente, e que ele ficaria feliz se meu pai tentasse. Acho que de todos da minha família materna, Luiz era o mais próximo de meu pai, provavelmente pelo fato de eles se conhecerem desde a juventude.

Há vários tipos de amigas. Tem aquelas que são conselheiros, cupidos, e outras que são “Pau pra toda obra”. De todas as minhas amigas ia sentir mais a falta da Isadora, minha Isa. Eu a conhecia desde o jardim da infância, e éramos amigas desde então. Tinha também a Yasmin, ela era meio maluca sabe, ela tinha uma coisa que atraia os garotos, acho que tinha jeito com eles. E a Mariana – Mari – Ela é a melhor conselheira que eu já conhecia, ela tem uma tranquilidade e uma animação, que deixa qualquer um melhor, animado. Se eu dissesse que minhas amigas são normais... Seria muita mentira! São malucas, todas, e eu amo elas desse jeito.

Depois da morte da Minha avó, Meu avô, Jorge, veio morar conosco e ficou feliz ao saber que nos mudaríamos, decidiu então nos acompanhar também ao invés de ficar com um de meus tios.

Eu estava animada com a ideia de ir morar num apartamento perto de uma praia, e mesmo sendo alugado e meio pequeno, nos ajeitaríamos. Ao chegar, fiz questão de abrir a porta, e era lindo. Não era grande, e eu sabia que não seria, mas era nosso, iríamos pagar mensalmente, mas na minha cabeça, era o nosso lar. Na sala tinha uma varanda que dava para a praia, uma sala aconchegante, na qual se localizava dois sofáres, um tapete que eu reconhecia bem, e um Rack, com uma TV de 32 polegadas em cima.

Era incrível como aquele “apertamento” era ainda mais fofo com nossos móveis nele. Havia três quartos, e como já avisado antes, apenas um era suíte, o dos meus pais é claro, os outros dois eram pequenos, que na verdade era apenas um quarto grande que foi dividido ao meio á pedido de meus pais, para que eu pudesse ter meu próprio canto, e vovô o dele.

...

Penteei meus cabelos antes de sair, pretos ondulados com franja, olhos claros, assim eu sou.

– Que tal dar uma volta lá embaixo Clarisse? Talvez encontre alguém pra conversar — Pude ouvir meu avô dizendo na porta do meu quarto.

– Parece uma boa ideia, obrigada vovô – Disse gentilmente para aquela figura com rosto enrugado, parado na porta do meu quarto. Ele sorriu, e saiu dali.

Naquela noite, decidi sair e ficar lá embaixo, sentada, olhando as estrelas como gostava de fazer. Ao entrar no elevador do prédio, me deparei com lindos olhos verdes, que me fitaram ao entrar, e o garoto logo perguntou:

– Você é nova aqui, não é? – Percebi a sua feição envergonhada ao deixar que as palavras escapulissem, acho que ele percebeu o quão clichê estava sendo, com uma cantada tão antiga assim.

– Não mais. Me mudei pra cá hoje De manhã.

– Ah! então era a sua mudança que me acordou com os barulhos hoje cedo. – Disse o garoto.

– Sim, mas espero que os outros garotos daqui, que eu provavelmente também acordei com minha mudança barulhenta e irritante tenham cantadas mais originais. – Sorri de lado.

– Então a garota se acha? Só perguntei por curiosidade, mas eu sei que não tá nem aí mesmo. – Ele deu uma risada, uma risada linda, se posso dizer.

– E-E não estou mesmo. – Foi o que consegui dizer.

A porta se abriu, fiquei ali parada por um instante, e me recuperei somente ao ver que a porta estava fechando, corri e saí de lá, sentindo minhas bochechas corarem de vergonha. Pude vê-lo se virar dizendo:

– Ah! Espero ver você de novo. – Disse ele, e então se virou e continuou andando com um sorriso malicioso no rosto, enquanto eu ainda me recuperava daqueles lindos olhos verdes, parada ali, feito uma estátua.

Se eu dissesse que não tinha o achado bonito, estaria mentindo, ele não era maravilhoso, mas era charmoso. Tinha lindos olhos verdes – Já disse isso, eu sei, mas é que adoro garotos de olhos verdes –, devia ter 1,73 de altura, com um sorriso charmoso, mas malicioso ao mesmo tempo. Seu cabelo era castanho escuro, meio grandinho arrepiado, mas não que chegasse a ser “Justin Bieber”. Um típico carioca. Será que ele morava ali? Eu esperava que não. Depois da minha cara de tonta, ele deve estar achando que sou mais uma de suas admiradoras, e pra falar a verdade, eu tinha mais o que fazer do que gostar de alguém: Precisava me enturmar urgentemente! Eu era uma desconhecida naquele lugar, não conhecia ninguém a não ser o garoto metido do elevador, e eu não o conhecia também, nem seu nome sabia. Pronto, agora mesmo é que não conheço ninguém.

...

Resolvi não pensar mais naquilo. Naquela noite, sentei do lado de fora do prédio, e fiquei olhando as estrelas como sempre gostei de fazer antes de dormir, eu sabia que no dia seguinte uma nova vida começaria, mas com o mesmo "eu". Escola. Uma palavra que estava odiando, principalmente depois dos dois meses das férias de verão. Normalmente as pessoas sentem falta da escola no fim das férias, sentem falta dos amigos, e até dos professores... Mas eu não. Não daquele jeito, não naquela ocasião.

As estrelas daquela cidade não eram tão brilhantes, deve ser a poluição, mas me esforcei pra vê-las, senti-las brilhando. E pensei por uns minutos: Será que em algum lugar, eu vou encontrar alguém que me lembre uma estrela sem ter que esperar a noite cair e olhar no céu? A MINHA estrela, que ainda não encontrei. Uma estrela perdida.

Notas finais
E aí, gostaram? Se sim, aguerdem por mais haha! E comentem, pra mim saber oque acharam ^^ beijos, e até o próximo capitulo xx s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.