A Estrela

7 Capítulo 6.


Notas iniciais
Não é miragem não, eu voltei! Eu sei que disse que ia postar com mais frequência e tals... mas eu não tive tempo amores, minhas férias estão muio corridas, mas eu prometo que agora eu vou postar com mais frequência. Enjoy xoxo!

Eu estava correndo em direção aquele brilho azul.

O corredor era escuro, e eu escutava urros monstruosos e nada naturais atrás de mim.

O que só me fazia correr mais rápido é claro.

Sem me atrever olhar para trás eu corri em direção ao que tanto me atraia, mas o vestido não estava ajudando.

Enrolei a barra do vestido com a mão e corri mais rápido.

Os passos atrás de mim estavam só acelerando.

– Christine você sabe que é nossa...

Eu escutei uma voz sobrenatural gritar, mais a adrenalina me dominava, e pulsar nos meus ouvidos estava bem mais alto então não deu para ouvir o resto.

O corredor já estava chegando ao fim, e eu via a estrela mais ao meu alcance.

Estiquei as minhas mãos tentando tocar a estrela.

– Christine.

– Christine! – tinha alguém me chamando. – Christine acorda.

– Hum?

– Amiga você está suando. – eu abri os meus olhos vagarosamente.

– Que foi? – eu olhei para o rosto da minha amiga que estava com um semblante preocupado.

– Você estava sussurrando coisas sem sentido, e tava tremendo. Acho que estava tendo um pesadelo.

Eu me sentei, e abracei minha perna.

– É... Eu tava mesmo. – falei enquanto a lembrança do sonho esquisito voltava a minha mente.

– Olha toma um banho e depois vem para sala. – ela falou já na porta do quarto.

– Por quê? – perguntei. Ela saiu sem responder a minha pergunta.

Eu me joguei na cama e gemi, aquele sonho tinha sido muito esquisito.

Eu olhei pela janela, agora o sol já estava se pondo e o céu estava em um tom meio rosado, o lance de olhar tudo com zoom ainda tava rolando.

Suspirei, e se tudo aquilo fosse verdade? Ser estranha não te faz derreter metais, acerta um alvo que estava a quilômetros – eu sei super exagerado. – de distancia, e ver as coisa com todos os detalhes que a vida pode te proporcionar.

Seguir o coração. Essa frase estava começando a fazer sentido.

Levantei-me e procurei as roupas intima que eu tinha guardado no armário da Kiera, para situações de emergência, como ela dizia.

Tomei um banho relaxante de banheira, lavei bem o cabelo e sai me sentindo uma princesa. Com a toalha enrolada no meu corpo eu me penteei e me olhei no espelho.

Agora eu consegui ver cada poro do meu rosto, cada detalhe da minha íris azul, cada fio de cabelo, todo o meu rosto que eu não achava perfeito antes, agora tinha mais defeitos.

Sai do banheiro e vesti a calça, e a blusa da sede. Não queria pegar as roupas da Kiera, mesmo ela sendo a minha melhor amiga, era abuso demais.

Abri a porta do quarto dela e sai. Quando cheguei à sala tive uma surpresa, o meu sequestrador estava sentado no sofá.

Eu congelei. A Kiera me olhou preocupada.

– Ele falou que se eu não abrisse ele ia arrombar a porta Chrissy. – minhas bochechas ficaram vermelhas de raiva.

– Como ousa vim aqui e ameaçar a minha amiga?

– Acredite a culpa foi sua. Se não tivesse fugido eu não estaria aqui, ameaçando civis. – respondeu ele casualmente.

– Vai. Embora. – eu disse entre dentes.

– Eu vou, mas você vem comigo Chrissy. – ele disse sorrindo maliciosamente.

– Para você é Christine.

– Como queira. Agora vamos, para não demorar a viagem, eu aproveitei e peguei as suas coisas. – ele falou apontando para duas malas minhas, que eu nem tinha visto perto da porta.

– Seu abusado, quem disse que você podia mexer nas minhas coisas. – falei com a raiva subindo a minha cabeça.

Ajoelhei-me, puxei uma das minhas malas e a abrir, tinha roupas, roupas intimas, e produtos de higiene, jogadas de qualquer jeito.

Eu fiz um som de irritação e olhei para ele, que só fez levantar uma sobrancelha. A Kiera levou uma xícara de alguma coisa fumegante para o inimigo.

– Obrigada. – ele agradeceu dando meio sorriso.

– Traidora. – sussurrei.

– Educada. É diferente. – rebateu.

Fechei à primeira, e peguei a outra a abrindo. Nela tinha mais algumas roupas, o meu celular com o carregador, e os fones de ouvido, uma foto do meu pai com a minha mãe, e outra minha. As fotos que ficavam na cabeceira da minha cama.

Tinha o Luth, o ursinho que a minha mãe deixou para mim, ele era marrom, macio e sempre ficava em cima da minha cama.

Eu tirei e o coloquei perto do meu nariz, o cheiro que o meu pai sempre disse ser o da minha mãe ainda o impregnava.

Percebi que eles estavam me olhando, a Kiera com o olhar cheio de compreensão ela sabia a historia, e o dele era ilegível.

Guardei o urso na mala, e voltei a olhar o que mais tinha dentro.

Tinha quatro pares de sapatos, um tênis, uma sandália, uma bota sem salto, e uma sapatilha.

– Só isso de sapato? – Kiera perguntou

– Ela tem muito sapatos desnecessários, não vai ser confortável lutar de salto. – respondeu Harding.

– Lutar com estilo, já ouviu falar?

– A sede vai dar sapatos certos para ela. – rebateu ele.

– Não importar, eu não vou precisar – eu falei encarando ele. – eu não vou com você.

– Você é teimosa mesmo – ele disse e suspirou alto. – olha você vai comigo.

Eu dei um olhar de me obrigue.

– Eles vão te matar e matar a sua amiguinha que sabe demais – ele falou apontando para Kiera. – que ideia idiota de contar para ela.

– Eu confio nela.

– Você precisa vim comigo, ou vai morrer, precisa treinar e se preparar para seguir o seu destino.

– Amiga, ele está certo – se pronunciou Kiera. – você sempre disse que precisava se encontrar. Encontrar o seu destino, talvez seja esse.

– Encontrar uma profissão, não me transformar numa caçadora de monstros.

– Você já deve estar mudando, e isso só vai crescer mais e mais. – ele disse.

– Como assim?

– Ficar mais alta, mais forte, melhorar a visão, a audição, seus poderes vão querer mostrar que acordaram. Vai melhorar seus instintos, reflexos e etc. – ele listou nos dedos. – os primeiros sentidos que mudam são a visão, e a audição.

– Uau – exclamou Kiera chamando a nossa atenção. – e quase como se você fosse se transformar em uma vampira de Crepúsculo.

– E por isso que você tem que vim comigo.

Meus joelhos começaram a ficar amortecidos então mudei de posição, me sentando no chão. Ele estava certo, não era normal o jeito como eu estava vendo as coisas, nem se eu fosse superdotada.

E se ele diz que isso só vai crescer, eu preciso ir com ele.

– Eu vou com você.

*

Depois de ter vestido o uniforme completo da sede, eu voltei para sala. A Kiera estava conversando animadamente com o – eu descobri graças a Kiera que perguntou o nome dele. – Zachary.

– Então, o Barack Obama é um Hunter infiltrado no governo americano?

– É. Mais você não pode contar nada que você sabe para ninguém. Se você pronunciar a palavra Hunter perto de alguma criatura, eles podem te matar em um beco escuro, e vai ser enterrada como indigente.

– Que legal.

O Zachary levantou uma sobrancelha surpreso. E eu revirei os olhos.

– Estou pronta. – avisei chamando a atenção dos dois. – e não adianta, nada assusta essa garota.

Ele me avaliou descaradamente de cima a baixo. Ignorando o seu olhar eu sentei ao lado de Kiera.

– Você não pode dizer nada do que eu te contei para ninguém – eu falei enquanto segurava suas mãos. – eu confio em você por isso te contei, mas como prezo por sua segurança, eu me arrependo muito.

– Não se preocupa amiga – ela falou apertando minhas mãos. – minha boca é um túmulo.

*

O carro do Zach era uma BMW preta. Sentia-me da Cia com aquelas roupas, e dentro daquele carro.

A Kiera quando viu o carro fez um escândalo dizendo que ele tinha que um dia a deixar dirigir. Depois de uma breve despedida conseguimos sair do estacionamento, e voltamos para sede.

– Como você saiu. – Zach perguntou olhando para a estrada.

– Pelo elevador. Eu apertei no T, e ele subiu e eu sair. – falei indiferente.

– Fácil.

– Foi moleza.

– Isso é estranho, o elevador tem um sensor que não deixa o primeiro ano subir assim. – quando ele ficava pensativo, um leve vinco aparece na sua testa. O que eu estou falando?

Eu voltei a olhar para frente depois que eu percebi que estava há muito tempo o encarando.

– Olha... Eu sei o que você deve estar pensando – como assim ele sabia, ele lia mentes? Droga! – você pode achar que a sede não é o seu lugar. Mas é sim.

Ah claro a sede, ainda bem não é?

– As pessoas não parecem gostar de mim. Principalmente as garotas. – comentei.

– É como se fosse o ensino médio. As garotas sentem raiva e inveja quando aparece uma garota mais bonita que elas. – eu o olhei e senti as minhas bochechas esquentarem.

O olhar que ele me dava era muito íntimo. Era como se eu tivesse sem roupas e vulnerável na frente dele.

– Então como são as criaturas, que os tais Hunters tanto caçam? – eu perguntei mudando de assunto.

– Horríveis.

– Seja mais especifico.

– Eles se escondem em formas humanas, depois se transformam em criaturas horríveis, em verdadeiros demônios. – ele disse apertando o volante do carro, e deixando os nós dos seus dedos brancos.

– Quantas vezes você já encontrou algum deles? – perguntei curiosa.

– Poucas. Apenas três – respondeu ele me olhando. – quem ainda não é um Hunter formado, não pode sair em muitas missões.

– E quando entrou nessas missões?

– Eu fui chamado no segundo ano, disseram que eu era o melhor daquele ano. E no começo desse ano eu fiz as outras duas. – respondeu ele.

– Como foi à primeira?

– Curiosa. Mais uma coisa que eu sei que você é. – ele falou e mexeu o dedo como se estivesse escrevendo no ar.

– Já entendi não quer contar. – eu falei levantando as mãos.

– É que você entra em terrenos perigosos com as suas perguntas – explicou. – as missões são ultra secretas e se alguém descobre que eu te contei vão fazer você esquecer.

– Me fazer esquecer?

– Tem Hunters com poderes da mente no covil, eles podem ler, podem mexer com a sua mente, e te fazer esquecer as coisas – ele me deu um olhar de aviso.

– Se eles descobrirem que a Kiera sabe sobre vocês, eles vão mexer com a mente dela? – perguntei preocupada.

Ele se remexeu desconfortável.

– Que aula você já teve? – perguntou mudando de assunto e não olhando para mim.

– De atirar. Eles vão fazer coisa pior ‘né? – perguntei sem mudar o assunto.

– O que você achou da aula? – ele continuou tentando mudar de assunto.

– Legal. Quase acertei uma adaga no rosto de uma garota. Vão mata-la? – ele não ia me enganar.

– Insistente. Teimosa. Agressiva. Curiosa. Essa lista só aumenta – ele suspirou alto. – você está entrando em terreno perigoso de novo Christine.

– Então me responde para que eu possa sair dele – ele me encarou. – se você não quer me contar eu descubro.

– Duvido que alguém vai te dizer.

– Duvido que não me digam.

Ele apenas deu um sorriso de canto, e me olhou em desafio. Encostei minha cabeça na janela fria.

Agora a noite já tinha chegado, e uma chuva tinha começado.

Notas finais
Eu espero que tenham gostado do capítulo a gente se vê no próximo. Vamos lá pessoal comentem!! A falta de interesse de vocês de comentarem, de avaliarem me deixou bem triste, porque eu tenho leitores mais vocês não comentam. Essa é uma dica que você precisa levar para vida, deixe as suas criticas na fanfic, isso mantem o autor feliz para continuar a postar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.