Notas iniciais
Aqui onde eu moro tá muuuuuito frio. Só falta nevar. E eu volto com mais um capítulo dessa história que você provavelmente já sabe o nome. Fato desnecessário: Eu estava na aula de ciências quando percebo uma palavra digna de ser meu novo palarão ''FUNGI''. E penso ''Cara... Que belo palavrão!'', então é assim que eu saio chamando todo mundo de fungi. Obrigada. '-' Boa leitura.

Carmenny Edmond

Eu acordei super disposta, com vontade de fazer novos amigos e tals.

Mentira. Eu acordei com uma cara de bicho que não come há semanas, e que estava prestes a atacar alguém. E esse alguém quase foi minha querida tia.

Carmenny! Acorde! Hora de ir para a escola.-minha tia me acorda cantarolando.

Caralho, tia. Tu não tem amor no coração?-eu falo, estreitando os olhos pela luz da janela.

Claro que tenho. E é esse amor que me faz acordar à essa hora para levar minha querida e educada sobrinha para a escola.-ela fala, no final dando um sorriso fofo.

Hum... Tá.-eu falo, tirando as cobertas com força e percebendo que está mais frio do que Netuno.-Meu deus! Nós nos mudamos para a Antártica e eu não me lembro?

Não. Você deveria ter se lembrado do clima bipolar de Livertown antes de decidir fugir para cá, Anny.-ela fala, indo para a porta.

Aham, claro.-eu falo, me levantando e levando as cobertas junto para o closet esquisito. De ricos.

Escolho a roupa menos bonita que encontro. Uma blusa regata preta, um blusão azul forte, um moletom verde escuro e uma calça moletom. Impressão que eu vou passar muito calor depois, mas o que vale é o presente.

Desço as escadas lentamente, porque se eu cair dali, eu morro.

Carmenny! Vai se atrasar!-minha tia grita quase no meu ouvido.-Ah, desculpe. Não sabia que você estava descendo.

Aposto que sabia. Eu quero café. Sem açúcar. Obrigada.-eu falo, me sentando.

Ui. Não esqueça que eu não sou sua empregada.

Não estou nem aí. Você tem braços para mexerem, não para apodrecerem.

Você também, querida.-ela fala, dando um sorriso de headshot.

Como eu disse, não estou nem aí.-eu falo, sorrindo igual a ela.

Ela se vira, me ignorando.

Fico pensando em como eu poderia ser na escola. Simpática ou eu...

Ser eu é bem melhor e fácil. Decidido.

Aqui está seu café, senhorita.-minha tia traz o café até mim como se eu fosse uma dama. Eu rio.

Obrigada, empregada. Vou aumentar seu salário, está educada hoje.-eu falo, fazendo um aceno com a cabeça.

Não se acostume, Anny.-ela fala, se virando e subindo as escadas.

Deixo metade do meu café na mesa e em seguida subo as escadas. Entro no quarto procurando uma mochila e não acho.

Tia! Cadê minha mochila?-eu pergunto gritandogrito perguntando.

Procura, querida. Você tem tempo.-ela fala e eu olho para o relógio em cima do criado mudo. Sete e vinte, minha aula começaria às sete e meia.

São sete e vinte!

Procura.

Eu saio feito louca procurando minha mochila que nem sabia de que cor era. Procurei em todos os lugares possíveis, menos no quarto da minha tia.

Vou até lá ofegando e bato na porta. Minha tia abre e eu entro quase como um cachorro que usou LSD.

Acho uma mochila preta, simples. Que amei, mas perdeu um ponto por eu quase morrer procurando.

Vou te matar, tia.-eu falo, lançando meu olhar de assassina á ela.

De nada, Anny. Agora corra!-ela fala, eu olho para o relógio que tinha na parede do quarto e eram sete e trinta e três. Arregalo os olhos e saio correndo.

Melhor você não estar em casa quando eu chegar!-grito, descendo as escadas.

Pego meu café pela metade e abro a porta e corro sem fechar.

Com dificuldade, tomo o café e fico em dúvida. Aquela caneca poderia ser importante, ou não? Com certeza foda-se. Joguei ela no mato e segui correndo.

Mas eu me dei conta de que não perguntei à minha tia onde era a escola.

Fudeu.

Merda.-murmuro, olhando para os lados e vejo um garoto correndo com uma mochila.

O sigo, sem me importar se ele é da mesma escola que eu.

Ofegante, chego na frente de uma escola de cor azul escuro com vermelho. Entro recebendo olhares raivosos e curiosos de várias garotas. Pisco para elas, dando meu melhor sorriso. Elas arregalam os olhos.

Percebo uma risadinha ao meu lado, mas ignoro e sigo até algum lugar que não sei onde fica.

Perdida?-eu garoto pergunta, atrás de mim. Pelo menos a voz é masculina.

É tão evidente?-me viro. Ele é loiro, olhos azuis. Típico de popularzinho da escola.

Você tá dando voltas faz tempo. A secretaria é ali.-ele aponta para uma porta escrito ''Secretaria''. Me sinto uma idiota.

Hum...-vou até a porta. E ouço um ''De nada'' atrás de mim. Ignoro. Odeio ser educada.

Bato na porta e quem abre é uma senhora baixinha e feiosa.

O que deseja, senhorita?

Quero saber onde é minha sala. Meu nome é Carmenny Edmond.-eu já sabia dos esquemas de novatos.

Deixa eu ver... Sala B, querida. No fim do corredor.-ela fala, sem olhar para minha cara. Mal educada... Na verdade não posso falar nada, eu também não sou educada.

Saio e deixo a porta aberta mesmo, foda-se. Corro até o fim do corredor.

Abro a porta e recebo vários olhares, femininos e masculinos. Dá até medo.

Você deve ser a senhorita Carmenny Edmond. Pode se apresentar para a sala?-ele abre caminho para mim.

Olho a sala com meu olhar assassino e a maioria arregala os olhos, e a minoria dá risada, a minoria era uma garota loira com olhos verdes. Confesso que até eu pegaria ela.

Meu nome é Carmenny Edmond, tenho dezesseis anos e vim para essa escola porque fugi de minha cidade e minha tia me acolheu.-falo, no final dando um sorriso e me dirigindo a uma cadeira vazia, ao lado da garota loira.

Oi. Meu nome é Isabelle.-ela fala, se inclinando um pouco.-Você é bonita.

Eu sei disso. É o que eu ouço quase toda hora...-eu falo em um tom de ironia. Ela ri.

Carmenny e Isabelle, querem explicar a matéria?-o professor grita, olhando para nós duas, mais especificamente para Isabelle.

Eu até explicaria, professor. Mas como você deu a opção de escolher... Não, obrigada.-eu falo, dando um sorriso no final. Escudo risadas da sala inteira, algumas debochadas, das garotas, e outras de achar graça, dos garotos e da Isabelle.

O professor me olha feio. Fico até com medo.

Na próxima, você vai para a direção, senhorita Edmond.

Não falo nada. Se eu falasse, não ia mudar muita coisa. Minha tia só iria me colocar para lavar a louça e limpar a casa.

Fico assistindo o resto da aula em silêncio, às vezes recebendo olhares de meninas feiosas.

O sinal toca e a sala inteira sai, como se transbordasse alunos. Eu espero a sala ficar vazia.

Quando fica vazia, eu guardo meu material na mochila e saio.

Caramba. Aí está você! Fiquei te procurando pela escola inteira.-Isabelle fala, caminhando até mim.

Hum... Quero que saiba que não sou sua amiga e nem vou ser, ok?-eu falo, caminhando na frente dela.

E você, querendo ou não, vai ser minha amiga.-ela fala, andando mais rápido ao meu lado.

Então tá, vamos ver quem será a amiga primeiro.-eu falo e ela para um pouco, como se estivesse pensando. Aproveito e fujo para a porta de saída, lançando um belo foda-se à ela.

Avisto um ser humano com cabelos azuis e com uma jaqueta preta enorme ao lado de um carro preto também enorme, também conhecido como minha tia.

Corro até o carro, passando reto por ela e abrindo a porta, quer dizer, tentando abrir uma porta trancada. Ela ri.

Não sabia que iria me buscar.

Eu fui ver uma amiga e aproveitei para vir aqui.-ela fala, em seguida abrindo o carro.

Hum...-abro a porta.-O que vai ser de almoço?

Um negócio que comprei no mercado. Acho que é alguma daquelas coisas nada saudáveis congeladas, sabe?

Sei. E é bom pra caralho.-ela ri.

Ela liga o rádio e ficamos o caminho inteiro em silêncio, ou seja, menos de três minutos em silêncio.

Desço do carro correndo e abro a porta, deixando a mesma aberta. Subo as escadas também correndo e entro em meu quarto, quase morrendo, já que sou sedentária.

Me jogo na cama e durmo, me esquecendo do almoço. Minha tia com certeza não iria deixar um pedaço pra mim.

Notas finais
EAEEEEEE Que bom que você leu '- ' Você é legal. Até logo, amos você.