Departamento de Diagnósticos – House, M.D.

Antes de House se der conta, Chase, Foreman e LaBianca já tinham saído também, sendo assim, mais um não faria falta; ele procurou Angelina por todo o hospital, mas não achou nenhum vestígio da mulher misteriosa. Angelina era a única mulher que o deixava intrigado, principalmente por ela saber grande parte de seu passado, saber sobre Emma e Mary Kate. Ele bloqueou aqueles pensamentos como sempre fazia, chegou no seu escritório mais ranzinza e frustado do que de costume e encontrou Chase rindo e comemorando na frente da tela do notbook. Aquilo o deixou curioso.

Rapidamente, andou até o louro e ficou esperando ele perceber que o doutor estava ali, mas antes disso, viu por que o louro estava comemorando. E não era a toa, ele tinha achado o perfil da doutora gostosona num site de relacionamentos. Sua foto de perfil chamou bastante a atenção de House: Ela era totalmente diferente no trabalho, mas na internet ela estava quase que como uma prostituta oferecendo seus serviços.

Chase percebeu que o doutor também via o perfil da jovem, então fechou o notbook e lentamente, virou seu rosto para encarar seu chefe. Como sempre, House estava indecifrável, não se sabia se estava pensando, que emoção estava sentindo, ele era uma pedra. Estou em apuros, pensou Chase.

– Então você viu também? – Chase encarava o chão.

– Essa não parece a Angelina que temos aqui, não é mesmo? – House se praguejou por ter dito aquela frase para Chase, certamente ele contaria isso a doutora. – Como você conseguiu isso?

– Ela me passou. – Chase pegou o notbook e o colocou debaixo do braço, começou a andar até a porta quando House o interrompeu.

– O computador fica. – House disse. – Se você o levar, está demitido.

– Está bem. – O louro revirou os olhos e colocou o notbook em cima da mesa, depois disso apontou para House. – Se alguma coisa acontecer com ele – House o interrompeu.

– Mimimi, eu já sei disso. Não vou fazer nada com seu notbook. – Ele olhou para Chase, e depois para a porta. – Não estava com pressa? Agora pode ir.

Chase saiu do escritório marchando, estava furioso. Até quando House ficaria lá pra implicar sempre com o australiano? Uma hora isso tinha que acabar. Enquanto isso, House olhava para a foto sedutora de Hooper e pensava em todas as possibilidades que vinham a sua mente. Será que ela era prostituta? Quem será que Angelina é de verdade? Por que esconde sua identidade? E por que, justo ela, saberia tanto do passado misterioso de House?

Desistiu de pensar tanto, finalmente o status de Angelina passou de "offline" para "online", e House apertou logo o "+ ADICIONAR AMIGO (Robert Chase)", como num passe de mágica, ela aceitou o pedido, e house decidiu iniciar uma conversa.


Chase: oi Angelina, obg por me aceitar! :)
Angelina: Oi, Chase. Imagina! Pra qualquer coisa, estamos aqui.
Chase: fiquei pensando, será que vc aceitaria em sair comigo?
Angelina demorou talvez uns cinco minutos para responder, e isso irritou House.
Angelina: Talvez. Qdo?
Chase: se vc não tiver planos, hoje! :D
Angelina: pode ser, onde? e q hrs?
Chase: no Divinus Restaurant, as 6 horas, td bm pra vc?
Angelina: Claro! Nos vemos lá, beijo.
Chase: até lá, abraços.

House olhou nervosamente para o relógio, já eram quase cinco e meia! Se quisesse ir nesse encontro, teria que ser rápido. Pegou as chaves de sua moto e andou o mais rápido que pôde até o estacionamento. Ligou a moto e saiu até o Divinus Restaurant, por sorte, o restaurante não era muito longe do hospital, de modo com que House estava lá vinte minutos antes.

Divinus Restaurant

A recepcionista, uma jovem mulata com um sorriso no rosto, atendeu House.

– Boa tarde, senhor. Gostaria de uma mesa pra quantas pessoas?

– Para duas.

– Certo, siga-me. – A jovem a levou até uma mesa longe das janelas. – Aqui está bom pro senhor?

House concordou com a cabeça.

– Meu nome é Gabrielle Kee, vou chamar um garçom para atendê-lo.

– Mas antes disso, se uma jovem loura aparecer e perguntar sobre Robert Chase, a leve aqui, certo? – House deu um sorriso carismático. – Ela e eu... Temos uma história juntos.

– Pode deixar, senhor Chase.

Passados os vinte minutos, Angelina estava lá. Ela usava um vestido simples, preto, mas com seu corpo e sua beleza, não precisava mais do que aquilo. Quando Gabrielle a conduziu até a mesa, ela olhou incrédula pra House.

– O que você está fazendo aqui?

– Doutor Chase não pôde vir, então eu tomei a liberdade para vir a hora que eu quisesse. – House bebeu um longo gole de água, e depois olhou para Angelina. – Por favor, sente-se, eu quero muito conversar com você.

Angelina se sentou e encarou o doutor.

– O que você quer?

– Eu acho que sei quem é você. Você fez parte do passado em que eu insisti em esquecer. Por isso você está aqui.

– Isso é ridículo. – Bufou Angelina, visivelmente blefando.

– Ridículo é colocar uma frase de Dante Alighieri num perfil de relacionamentos. Você sabia que era eu que te mandaria um pedido de amizade, Chase é covarde e você sabe disso.

Acho que é hora de você se explicar. Revele-se.