Ele logo se deu conta de seria impossível codilhar com Harpia, então, em vez disso, apenas apreciou o silêncio da mata ao passo em que a clareira da cachoeira se aproximava mais e mais. E continuou pairando pelos ares até que ele teve o primeiro vislumbre da cachoeira e... soltou um palavrão. Ou um grasnado — era difícil dizer, dadas as circunstâncias.

— Pela Deusa, o que foi?

— Isso é o que estou pensando? — retrucou, sobrevoando a margem do rio.

Harpia ergueu a cabeça. E sorriu.

— Ainda acha que é apenas luz, docinho? — declarou, encarando o horizonte.

A cachoeira brilhava feito ouro.