A Esposa Perfeita

38 A Linha de Sangue


Notas iniciais
Antes de começarmos o capítulo de hoje, eu preciso falar uma coisa...OBRIGADA, meus amores! ❤️ Ontem, às 23h59, o evento "Missão: A Mentira Perfeita" chegou ao fim e eu ainda estou tentando acreditar no resultado. ✨ A Esposa Perfeita ficou em 1º lugar! ✨ Sinceramente? Eu estou nas nuvens. Quando comecei essa história, jamais imaginei que ela chegaria tão longe. Ver Edward, Bella, Charlie, Charlotte e toda essa família conquistarem o carinho de tantas pessoas é algo que não consigo colocar em palavras. Mas essa vitória não é minha...Essa vitória é nossa. De cada leitora que a acompanhou, comentou, recomendou a história, surtou comigo nos capítulos, chorou, passou raiva do Jasper e acreditou em A Esposa Perfeita até o final. Vocês transformaram um sonho em realidade. E como se isso já não fosse incrível o suficiente... 🏆 Bem-vindos à Heide terminou o evento em 4º lugar. 🏆 Before You terminou em 7º lugar. Três histórias do nosso cantinho entre as mais lidas e comentadas do evento. Eu não poderia estar mais feliz. Então, antes de qualquer coisa...Obrigada por caminharem comigo nessa jornada. ❤️ Agora peguem os lencinhos porque chegou a hora de viver um dos capítulos mais importantes de toda a história. Boa leitura, meus amores! ✨

💍 A ESPOSA PERFEITA

Capítulo 38 — A Linha de Sangue

A tempestade que castigava a zona portuária de Seattle parecia querer arrancar as telhas de zinco do velho galpão abandonado. O som do vento uivando contra as frestas de ferro misturava-se ao gotejar constante da água que batia no chão de cimento batido. Lá dentro, a atmosfera era sufocante, impregnada com o cheiro de óleo queimado, ferrugem e, agora, o odor metálico de sangue fresco.

Jasper Whitlock havia cruzado a última fronteira da sanidade. Ele andava em círculos ao redor da cadeira onde Bella estava amarrada, rindo baixinho, conversando com vozes que existiam apenas em sua mente fragmentada. Suas mãos, sujas com o sangue dos espancamentos que desferira contra a prima, tremiam tanto que ele mal conseguia segurar a pistola 9mm. Ele passava a manga da camisa amassada pela testa, limpando o suor misturado à poeira, parecendo um espectro assustador sob a luz fraca de um único refletor industrial pendurado no teto.

— Eles acharam que podiam me apagar... — Jasper sibilou, os olhos arregalados e injetados fixos no vazio. — Mas eu sou o arquiteto. Sem mim, o Cullen Group não é nada. Sem você, Bella... eles não são nada.

Amarrada à pesada cadeira de ferro, Bella Swan Cullen estava no limite absoluto de suas forças físicas e mentais. O blazer escuro que usara com tanto orgulho no shopping estava rasgado, expondo um ombro severamente machucado. Seu rosto, antes de uma beleza serena, exibia cortes profundos e um hematoma arroxeado que fechava parcialmente seu olho esquerdo. Estilhaços de vidro de uma lâmpada que Jasper quebrara durante o surto estavam presos em seus cabelos castanhos.

Mas a verdadeira tortura não vinha das agressões na carne. Vinha de dentro.

Uma nova contração uterina, violenta e dilacerante, atingiu o baixo ventre de Bella. Suas costas curvaram-se em um arco rígido contra o encosto de ferro. Ela cravou os dentes no próprio lábio inferior com tanta força que o sangue escorreu pelo queixo, recusando-se a dar a Jasper o prazer de ouvi-la gritar novamente. Suas mãos amarradas para trás apertavam-se contra as cordas, enquanto ela sentia o fluxo morno de sangue e líquido amniótico escorrer por suas pernas, encharcando o tecido de seu vestido de maternidade.

Charlotte, ela pensava, em um clamor mental desesperado. Fique viva, minha filha. Por favor, aguente firme. O papai está vindo.

Jasper parou de andar. Ele aproximou-se de Bella por trás, segurando-a pelos cabelos com violência para erguer sua cabeça. Ele deslizou o cano gélido da pistola pela bochecha ferida de Bella, descendo-o lentamente até repousá-lo contra a curva proeminente de sua barriga de sete meses.

— Sabe o que é mais poético, cunhadinha? — Jasper sussurrou, o hálito quente e alcoolizado batendo no ouvido dela. — O contrato original que você assinou com o Edward... ele previa uma multa por quebra de cláusula. Acho que esta noite, nós vamos fazer o cancelamento definitivo dele.

Bella abriu o único olho que conseguia, sustentando o olhar demoníaco do primo com uma dignidade que a dor não conseguia destruir.

— Você... já perdeu, Jasper — ela sussurrou, a voz saindo fraca, mas carregada de um desprezo letal. — Você já está morto... só esqueceu de deitar.

O rugido de um motor de alta cilindrada rasgou o som da tempestade do lado de fora.

Antes que Jasper pudesse reagir ou caminhar até a janela, o mundo ao redor deles explodiu em um espetáculo de estilhaços e destruição.

Em uma entrada digna das maiores telas de cinema do mundo, a caminhonete blindada de Emmett McCartney arrombou os portões principais de ferro do galpão. O impacto foi monumental. Os portões duplos foram arrancados de suas dobradiças, voando para o interior do galpão em meio a uma chuva cinematográfica de faíscas, metal retorcido e uma nuvem densa de fumaça preta.

Os faróis de milha de LED da caminhonete acenderam-se simultaneamente, cortando a penumbra do galpão como lâminas de luz branca e cegante, iluminando diretamente a silhueta de Jasper e Bella no centro do salão.

Antes mesmo que o veículo parasse por completo, a porta do carona foi aberta. Edward saltou com o carro ainda em movimento.

Ele avançou pela fumaça como um anjo da morte. Não havia qualquer vestígio do homem de negócios ou do pacato morador de Forks; suas roupas estavam encharcadas pela chuva, os cabelos colados na testa e os olhos verdes transformados em duas pedras de puro ódio e desespero. Ao vê-lo, Jasper entrou em pânico. Ele puxou a cadeira de Bella para trás com um solavanco, posicionando-se atrás dela, usando a mulher grávida e ensanguentada como um escudo humano enquanto pressionava a boca da pistola contra a têmpora de Bella.

— DÊ MAIS UM PASSO E EU ESTOURO A CABEÇA DELA! — Jasper urrou, a voz falhando em um tom histérico. — EU ATIRO, EDWARD! EU JURO POR DEUS QUE EU ATIRO!

Edward parou a exatos quatro metros de distância. Suas mãos subiram devagar, espalmadas no ar, em um gesto de súplica que contrastava violentamente com a fúria que emanava de seu corpo. Seus olhos desceram para o rosto machucado de Bella e, depois, para o sangue que pingava no chão de cimento sob o vestido dela. O coração de Edward quebrou em mil pedaços dentro do peito.

— Jasper... Jasper, olhe para mim — Edward pediu, a voz trêmula, o desespero cru arranhando sua garganta. — Esquece a empresa. Esquece as ações. Eu te dou tudo. Eu assino o que você quiser. Mas solta ela... por favor, solta a Bella. Ela está sangrando, Jasper. A nossa filha está morrendo ali dentro. Foca em mim. A sua guerra é comigo!

— A minha guerra é com tudo o que você ama! — Jasper gritou, rindo em meio ao surto, o dedo indicador curvando-se milimetricamente ao redor do gatilho da pistola. — Eu venci, Edward! Olhe para você, de joelhos e implorando! Eu tirei tudo de você!

Carlisle e Emmett desembarcaram da caminhonete, mantendo-se estrategicamente afastados, com Carlisle avaliando o estado crítico de Bella com os olhos cheios de horror médico. Jasper estava completamente imerso em seu próprio monólogo de grandeza e loucura, gritando contra o teto, preparando-se para descarregar a arma contra a cabeça de Bella para colocar um fim ao seu plano doentio.

Ele não prestou atenção nas sombras.

Vinda por trás das estruturas de ferro e dos canos oxidados da lateral do galpão, uma silhueta moveu-se em silêncio absoluto.

Era Alice.

Ela havia pego a pistola de emergência que Emmett mantinha guardada no porta-luvas da caminhonete. Suas mãos miúdas seguravam a arma pesada com as duas mãos. Suas lágrimas lavavam seu rosto, mas seus olhos pretos estavam fixos no homem com quem ela havia compartilhado a vida, o homem que ela agora via como o executor da dor de sua família.

Alice deu o passo final para fora das sombras, revelando-se a poucos metros da lateral de Jasper. Suas mãos tremiam, mas a firmeza em sua postura era a de quem estava prestes a resgatar a própria alma.

— Jazz— Alice chamou, a voz saindo baixa e gélida.

Jasper congelou. Ele começou a girar a cabeça e o cano da arma na direção da esposa, os olhos arregalados ao vê-la armada.

— Alice? O que você...

Ele não teve tempo de terminar a frase.

Alice não hesitou, ou muito menos não chorou por ele. Ela não vacilou e em um movimento preciso, ela estabilizou os braços e puxou o gatilho.

EXTREMO.

O estampido do disparo ecoou pelo galpão industrial como um trovão enclausurado, uma explosão de fogo que iluminou a escuridão por um milésimo de segundo. A bala de calibre pesado atingiu o ombro direito de Jasper com um impacto brutal, estalando o osso e rasgando os tendões.

A força do tiro jogou o corpo de Jasper para trás. A pistola voou de sua mão, tilintando no cimento, enquanto ele desabava de costas contra o chão imundo, soltando um urro de dor agonizante antes que seus olhos revirassem e ele perdesse os sentidos devido ao choque do impacto e à perda de sangue.

O monstro havia sido neutralizado. Pela mão da própria mulher que ele tentara usar como joguete.

No mesmo milésimo de segundo em que Jasper atingiu o chão, Edward voa na direção de Bella. Ele caiu de joelhos diante da cadeira, suas mãos movendo-se com uma agilidade desesperada enquanto ele usava uma faca tática que trazia no bolso para cortar as cordas que prendiam os pulsos e os tornozelos da esposa.

No momento em que a última corda cedeu, o corpo de Bella desabou para a frente. Edward a amparou contra o próprio peito, envolvendo-a com os braços, trazendo-a para o calor de seu corpo enquanto soluçava de forma descontrolada, beijando os cabelos dela, o rosto machucado, as mãos feridas.

— Eu estou aqui, meu amor... Eu estou aqui. Você está salva, o caos já passou — Edward sussurrava, a voz embargada pelas lágrimas que lavavam a poeira do rosto de Bella.

Bella abriu os olhos devagar, focando no rosto do marido. Ela levou uma das mãos trêmulas e sujas de sangue até a bochecha de Edward, deixando uma marca vermelha ali, enquanto uma nova contração excruciante a fazia gemer de dor.

— Edward... a Charlotte... — Bella sussurrou, a respiração saindo em estertores curtos. — Ela vai nascer... agora. Tira ela... daqui...

Carlisle correu até o casal, ajoelhando-se imediatamente no cimento ao lado deles. Suas mãos médicas tocaram o abdômen de Bella, sentindo a rigidez extrema do útero e avaliando a hemorragia ativa que escorria pelo chão.

— Emmett, abaixe a tampa traseira da caminhonete e pegue o kit de trauma cirúrgico no banco de trás! Agora! — Carlisle ordenou, a voz de autoridade médica assumindo o controle absoluto do caos. Ele olhou para Edward com uma gravidade devastadora. — Edward, o descolamento da placenta é total. Nós não temos dez minutos para chegar ao hospital de Seattle. A Charlotte está em sofrimento fetal agudo e a Bella está perdendo muito sangue.

Edward olhou para o pai, o pânico paralisando seus pulmões.

— Pai... o que isso significa?

— Significa que nós vamos ter que fazer o parto dela aqui mesmo, Edward. No chão deste galpão. Agora.

Ao longe, cruzando a barreira da tempestade, o som distante das primeiras sereias da polícia e das ambulâncias finalmente começou a ecoar na zona portuária. Mas ali dentro, sob a luz do refletor e os faróis da caminhonete, a linha de sangue entre a vida e a morte estava estendida, e Edward teria que ser o porto seguro de Bella para o milagre que insistia em nascer em meio aos escombros da guerra.

— Emmett, os faróis! Foque as luzes de milha diretamente aqui! — a voz de Carlisle ecoou pelo galpão, precisa e desprovida de qualquer hesitação.

Emmett saltou para a cabine, manobrando a caminhonete blindada em um ângulo perfeito. Os feixes potentes de luz branca cortaram a penumbra, transformando o chão de cimento imundo ao redor de Edward e Bella em uma mesa de cirurgia improvisada e intensamente iluminada. Alice, ainda estática com a arma na mão, foi puxada por Emmett para longe da poça de sangue onde Jasper jazia inconsciente, enquanto o grandalhão descarregava o kit de emergência médica e estendia uma lona térmica estéril sobre o piso.

Edward, com o coração marcando o compasso do seu desespero, acomodou a cabeça de Bella em seu colo. Ele usou o próprio paletó encharcado para improvisar um travesseiro, segurando as mãos trêmulas da esposa.

— Olhe para mim, Bella. Foca na minha voz, meu amor — Edward suplicava, o rosto colado ao dela, sentindo a pele de Bella progressivamente mais fria devido à perda de sangue. — Nós estamos aqui. O meu pai está aqui. Você vai conseguir.

— Edward... está queimando... está rasgando tudo... — Bella chorou, os olhos castanhos dilatados fixos nos dele, as unhas cravando-se nos calos das mãos do marido.

Carlisle rasgou a parte inferior do vestido de Bella com uma tesoura cirúrgica. O cenário médico era alarmante: o sangramento decorrente do descolamento prematuro da placenta era ativo. Charlotte estava em sofrimento fetal e o útero de Bella expelia o bebê prematuro de sete meses em uma resposta de pura sobrevivência biológica.

— Bella, escute o meu pai — Edward pediu, limpando o suor e as lágrimas do rosto dela.

— Bella, o colo do útero está totalmente apagado. A Charlotte já encaixou— Carlisle explicou, calçando as luvas cirúrgicas de látex com um estalo rápido. Ele olhou nos olhos da nora, transmitindo uma segurança que apenas um médico com décadas de experiência possuía. — Na próxima contração, eu preciso que você empurre com toda a força que restar no seu corpo. Nós precisamos tirar a sua filha daí agora.

O corpo de Bella tencionou imediatamente. Uma onda invisível e violenta de dor contraiu seu abdômen. Um grito agudo, rouco e dilacerante rasgou a garganta de Bella, ecoando pelas paredes de ferro do galpão enquanto ela jogava a cabeça para trás, quebrando a resistência física de seu próprio limite.

— Força, Bella! Empurra! — Edward clamava, chorando junto com ela, sentindo a dor dela ecoar em sua própria alma. — Vai, minha vida,meu amor, traz a nossa menina ao mundo!

— Mais uma vez, Bella! Eu já consigo ver o topo da cabeça dela! — Carlisle anunciou, a voz firme elevando-se acima do barulho da tempestade que desabava lá fora. — Vamos Bella!

Bella sugou o ar com dificuldade, o peito subindo e descendo de forma caótica. O cansaço extremo tentava fechar seus olhos, mas o instinto de mãe, a força primitiva de proteger Charlotte a qualquer custo, acendeu uma última centelha de energia em seus músculos. Ela prendeu o fôlego, fechou os olhos feridos e empurrou com um esforço tão monumental que os vasos sanguíneos de seu pescoço saltaram.

O silêncio que se seguiu por um milésimo de segundo dentro do galpão foi sufocante.

E então, às 2h45 daquela madrugada de tempestade, o milagre aconteceu.

Com a assistência precisa das mãos de Carlisle, o corpinho frágil e avermelhado de Charlotte Swan Cullen deslizou para o mundo. Carlisle imediatamente limpou as vias aéreas da recém-nascida com uma gaze estéril.

Por dois segundos terríveis, nenhum som foi ouvido além do vento. Edward prendeu a respiração, o mundo parecendo congelar ao redor do casal.

Até que um choro agudo, estridente e perfeitamente vital ecoou pelo galpão industrial.

Waaaaah! Waaaaah!

Era o som da vida vencendo a morte. O som do legado de Charlie Swan reivindicando o seu lugar no futuro.

Edward soltou um soluço alto, cobrindo a boca com uma das mãos enquanto lágrimas grossas inundavam seus olhos. Carlisle sorriu, a expressão aliviada de quem acabara de realizar o parto mais difícil de sua carreira. Ele clampeou o cordão umbilical rapidamente com os instrumentos do kit e envolveu a pequena Charlotte, que chorava com energia apesar dos sete meses de gestação, em uma manta térmica aquecida.

— Ela é perfeita, Bella. Uma guerreira — Carlisle disse, com a voz embargada pela emoção mista de avô e médico, deitando a bebê cuidadosamente sobre Bella.

No segundo em que o calor da pele da mãe tocou a recém-nascida, o choro de Charlotte diminuiu para um resmungo baixinho. Ela moveu as mãozinhas minúsculas, os dedinhos frágeis tateando o ar até encontrarem o tecido da blusa de Bella.

A cena que se seguiu era de uma beleza poética devastadora. No chão de um galpão imundo, cercados por metal retorcido, faróis de milha e vestígios de uma guerra corporativa sangrenta, havia apenas pureza.

Bella, com o rosto desfigurado pelos hematomas, abriu um sorriso fraco, o sorriso mais iluminado que Edward já vira em toda a sua existência. Ela ergueu os braços trêmulos, envolvendo o corpinho miúdo de Charlotte contra o seu coração.

— Oi, minha filha... — Bella sussurrou, a voz falhando, um fio de som carregado de um amor infinito. — A mamãe está aqui. O papai está aqui. Você está salva, meu amor...

Edward inclinou-se sobre as duas. Ele estendeu o dedo indicador e, instantaneamente, a mãozinha minúscula de Charlotte fechou-se ao redor dele com uma força surpreendente. Edward chorou abertamente, colando sua testa à de Bella, dividindo o mesmo ar, enquanto depositava beijos suaves na bochecha ferida da esposa e na cabecinha úmida da filha.

— Obrigado... obrigado por não desistir de nós, Bella — Edward declarou, os lábios colados à pele dela. — Você salvou a nossa família. Eu amo você. Eu amo tanto vocês duas.

Bella olhou para o marido através da névoa de sua visão que começava a escurecer. Ela viu o amor real nos olhos verdes dele, viu a filha deles respirando em seu peito e soube, com absoluta certeza, que a tempestade havia finalmente passado. O contrato havia sido rasgado,o império já não importava. Eles eram reais...

— Nós... vencemos, Edward... — Bella balbuciou, o sorriso permanecendo em seus lábios enquanto seus olhos castanhos pesavam.

O esforço hercúleo, a perda de sangue e a descarga extrema de adrenalina finalmente cobraram o seu preço. A mão de Bella que acariciava as costas de Charlotte amoleceu, caindo devagar sobre a lona. Seus olhos se fecharam e sua cabeça pendeu para o lado no colo de Edward, desmaiando em um estado de exaustão absoluta e profunda.

— Carlisle! — Edward chamou, o pânico ameaçando voltar.

— Calma, Edward. É apenas exaustão crônica e o efeito do choque — Carlisle acalmou-o imediatamente, já aplicando a medicação intravenosa para conter o restante do sangramento uterino e pegando a pequena Charlotte nos braços com cuidado. — O sangramento está sob controle. Ela só precisa ir para o hospital agora...

As portas do galpão foram invadidas logo em seguida pelos paramédicos da primeira ambulância e pelos policiais civis de Seattle, as luzes vermelhas e azuis dos giroflex misturando-se aos faróis da caminhonete. Mas para Edward, que segurava o corpo adormecido de Bella enquanto Emmett o amparava pelo ombro, o mundo já havia encontrado o seu eixo. Charlotte Swan Cullen havia nascido, e nada no mundo seria capaz de separar aquela família novamente.


💍 RECADO ESPECIAL

Se você chegou até aqui, fica também o meu convite para conhecer as outras histórias do nosso universo:" Before You" & "Bem-vindos à Heide"

E para quem já acompanha as três...Eu só posso dizer uma coisa: Vocês são absolutamente incríveis! Muito obrigada pelo carinho! ❤️

Nos vemos nos capítulos extras de A Esposa Perfeita e confiem em mim...Ainda temos algumas emoções guardadas antes de dizer adeus. ✨

Notas finais
Eu terminei de escrever este capítulo e fiquei alguns minutos olhando para a tela sem conseguir processar. Porque nós chegamos até aqui. Depois de contratos... Depois de mentiras... Depois de guerras corporativas... Depois de despedidas... Charlotte Swan Cullen finalmente nasceu. ❤️ E eu sinto que, em algum lugar, Charlie Swan está sorrindo. Mas antes de encerrar, eu quero agradecer mais uma vez. Obrigada por terem colocado A Esposa Perfeita em 1º lugar no evento "Missão: A Mentira Perfeita". Obrigada por levarem Bem-vindos à Heide ao 4º lugar e por colocarem Before You no Top 10, conquistando o 7º lugar. Vocês não fazem ideia do quanto isso significa para mim. E agora vem a melhor parte...👀 Atendendo aos inúmeros pedidos de vocês...SIM! A Esposa Perfeita terá 2 CAPÍTULOS EXTRAS! E podem respirar aliviadas porque, depois de tudo o que esse casal sofreu, os próximos capítulos serão de felicidade, família, amor, maternidade, paternidade e momentos que eles merecem viver. Mas conhecendo esta autora aqui...Talvez eu tenha guardado uma ou duas surpresas na manga. 😏 E quando eu digo surpresa... Eu quero dizer um plot inesquecível. 👀 Então não vão embora ainda. A nossa despedida de Edward, Bella e Charlotte ainda não chegou. Nos vemos no próximo capítulo, minhas leitoras maravilhosas. ❤️✨ E, mais uma vez...Obrigada por realizarem esse sonho comigo.