Notas iniciais
Toda história tem dois lados... Só basta olhar de maneira diferente.

28 de maio, setor Alfa, diretoria da Bio Frag.

Um salão enormecom um tapete vermelho e comprido indo da entrada até uma mesa onde um homem de cabelos lisos e negros, vestido com um terno preto estava sentado pensativo apoiando a cabeça sobre as costas de suas mãos. Atrás dele havia uma garota de, aparentemente, 15 anos de idade que estava sentada numa cadeira de rodas elétrica olhando a paisagem, além da vidraça do tamanho da parede, do mar batendo ferozmente nas rochas na base da montanha em que eles se encontram. Ela se virapara o homem, preocupada.

- O que foi papai? Por que você está tão pensativo? – Perguntou ela. Sua boca não se mexia. Ela falava psiquicamente com o pai. – To ficando com medo... – Diz ela num tom infantil.

- Não foi nada querida. – Confortou-a, o homem sem mudar sua posição. Embora tivesse dito aquilo para tranqüilizá–la, seu tom de voz era extremamente severo. – Mas eu nunca achei que isso chegaria a esse ponto.

- Do que... Você está falando? – Diz a garota um pouco ansiosa.

- Arma corp... Eles pediram um dos fragmentos. E nós ingenuamente demos pra eles. Devia ter avisado dos riscos. Droga... Agora, parece que eles perderam o controle e os acidentes com os fragmentos triplicaram... Temos que fazer algo... Só não sei o que...

- Por que não os matamos? – Perguntou inocentemente a garota.

- Quem me dera se fosse tão fácil... Mas isso chamaria muita atenção... Não, precisamos de um jeito de extrair os fragmentos... E destruí-los.

- Mas... Por quê?

-... Não acho que precisamos de mais fragmentos nessa terra.

- Mais... Fragmentos? – Diz a garota. Seus olhos roxos brilharam com mais intensidade.

- Exato. Há suspeitas de que a Arma corp desenvolveu uma esfera com os fragmentos. – O homem apertou firmemente as mãos. — Mas ainda não temos certeza.

A porta do grande salão abriu. Dela saiu uma mulher usando roupas formais marrom de cabelos curtos e Lilás trazendo uma papelada.

- Senhor diretor, aqui esta a pesquisa que me pediu. – Disse a mulher entregando a papelada ao senhor dela. O diretor levantou a cabeça mostrando seus olhos cerrados e negros que fitavam a papelada como se não houvesse mais nada na sala.

- Obrigado, Senhorita Dora. – Agradeceu ele. A mulher saiu da sala calmamente.

- Papai, o que é isso? – Perguntou a garota curiosa se aproximando do pai.

O diretor não respondeu. Pegou alguns dos papéis e começou a folhear. A garota continuava a fitar os papéis com curiosidade.

-... Achei. – Disse o diretor quando parou de esfoliar. – Hmm... Como eu temia...

- O quê? – Perguntou a garota.

- Eles criaram uma “anti-esfera”. Diz aqui que o experimento foi um fracasso, pois aesferas era imperfeita. Eles acabaram gastando trilhões e ainda por cima falharam... Isso vai acabar nos atingindo por temos cooperado... Tolice a minha... Mas, isso é o de menos...

- Eles estão à busca de outro trilhão em dinheiro para tentar de novo... – Disse a garota num estado de transe.

- Meadara, Quantas vezes já te disse pra não ler a mente das pessoas?! – Disse ele se virando para Meadara. – Lembra-se do que aconteceu da última vez?! Eles percebem o que você está pensando também!

- Me desculpe papai. Eu também quero ajudar... – Diz ela voltando a si.

- Então ajude não atrapalhando! – Disse ele severo, voltando a sua leitura.

- Sim... – Concordou ela de cabeça baixa.

-... Isso é grave... Uma corrida contra o relógio, e já estamos atrasados. – Disse o diretor. Ele pegou o telefone e apertou um botão. -... Supervisor Oswaldo? ... Sim. Precisamos de um rastreador.

- Está falando do número 5 alfa? – Disse uma voz masculina calma e sigilosa no telefone.

- Exato. Isso é uma situação de risco.

- Fala dos incidentes? Já estou informado sobre o caso. Já esperava que o senhor ligasse.

- Vejo que está atento como sempre... Ótimo. Preciso que envie o número 5 alfa a busca de um possuidor da anti-esfera que possua o poder de destruí-las.

- Não vamos precisar delas para estudo? Podemos lucrar muito com isso, você sabe...?

- Esse é um risco o qual eu não quero correr. Se quisermos novos fragmentos, nós mesmos criamos.

- Mas a Arma corp está envolvida nisso, não está? Quais são suas ordens caso ela descubra?

- Devemos nos esconder nas sombras enquanto o “escolhido” faça sua parte. Faça o máximo possível para que nada escorregue pelos seus dedos. Entendeu?

-... Entendido. Vou mandá-lo agora para a busca. – Disse a voz um pouco irritada.

- Excelente. – Disse o diretor desligando o telefone.

- E agora, papai? – Disse Meadara, nervosa.

- Esperamos. Preciso que fique em contato com o número 5 alfa para que ele não se desvie de novo. Pode fazer isso?

- Com prazer! – Disse Meadara animada.

Notas finais
Não muito o que falar. Só que espero que tenham gostado e que fiquem atentos pelo proximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.