A Escolhida (Dramione)
27 Ao Ataque
Notas iniciais
Pov´s Draco Malfoy
Sai do salão comunal arrasado e não sabendo o que fazer... Caminhei sem destino pelos corredores de Hogwarts... Eu estava sendo rasgado ao meio a cada passo dado para longe da minha companheira.
Minha visão estava turva e meu coração parecia sangrar mais e mais ao lembrar-se do pedido dela: “De um jeito de evitar me encontrar, sei que pode fazer isso” – Relembro suas palavras e fechei os olhos fortemente quando outra pancada de dor consumia meu peito.
Ela não me queria mais por perto! Suas palavras foi o fim do nosso relacionamento para sempre e engolindo em seco tentei segurar o choro que ameaçava subir pela minha garganta a fora.
Consegui me arrastar até a floresta e agora encostado á uma arvore... Forcei minha respiração tentando fazer meu coração parar de bombeia tão rápido sobre meu peito.
Exausto emocionalmente, olhei para cima fitando céu e não conseguindo mais me segurar deixei fluir as lagrimas livremente por meus olhos enquanto a dor diminuiu um pouco.
Eu a tinha perdido! Cada segundo que se passava longe dela é como se eu estivesse sendo torturado que cresce mais e mais em mim... Aos poucos sentir a incônscia me tomando e em questão de segundos cai no sono profundo com meu corpo ainda cansado.
Acordei com o som da floresta e ao abrir meus olhos olhei em volta ainda sonolento e as lembranças da noite anterior me atingiram como um soco bem merecido... Se eu tivesse lhe contando dês do primeiro momento tudo poderia ser diferente.
(...)
Farejei o ar e senti o seu cheiro pelo salão, não tendo escolha dei a meia volta indo direto para o salão principal onde comeria algo após o café da manhã segui para aula implorando para ela ir à aula onde poderia vê-la... Soltei o ar dos pulmões ao reconhece o seu cheiro na primeira aula do dia.
Só o tempo vai dizer como será minha vida daqui em diante sem ela... Ontem me sufocou de amor e me encheu de sorrisos... Hoje me sufoca de saudade e solidão. Estava absoluto nos meus pensamentos que só foquei minha atenção na sala para olha-la e não fiquei surpreso ao vê-la firme com a pose de que nada a abalar.
“Ela tem essa pose de ‘Nada me abala’ Mas no fundo, bem lá no fundo... Hermione é tão mole quanto uma gelatina, tão doce quanto um pote cheio de mel é tão delicada quanto uma pétala de uma rosa” – Penso comigo mesmo enquanto a encarava e pude sentir seu incomodo com meu olhar sobre ela... Desviei a atenção lhe dando o espaço que me pediu na noite anterior.
Duas semanas já se passaram e minha vida nesse momento se resumia em apenas nas funções: Acordar, lamentar, sofrer, chorar e volta a dormir... Parecia que a vontade de viver tinha se esvaziado de mim e de alguma forma estou ciente de que não posso e nem quero viver sem ela ao meu lado.
Não posso simplesmente deixa-la sair da minha vida sem provar que realmente a amo antes mesmo da transformação... Vou prova-la que amo e depois deixarei nas mãos dela a decisão de como ficaríamos nós dois.
(...)
Encontrei Hermione na biblioteca e parando em sua frente lhe chamei a atenção – Hermione... – Lhe chamo e quando ela não me olhou a chamei de novo – Hermione, você não pode me ignorar para sempre – Comento a fazendo me olhar finalmente.
– Claro que posso – Responde ela me fitando por um breve segundo – Alias eu fiz isso durante quase seis anos perfeitamente – Comenta com os olhos sobre o livro que ela insistia em usar como desculpa para não me olhar nos olhos.
– Para com isso Hermione – Digo mesmo sem ela me olhar – Eu sei que você está sofrendo como eu – Exponho – Sabe como sei disso? Porque eu sinto o mesmo e o meu sofrimento aumenta ainda mais ao ver você sofrer – Digo sincero esperando ela me olhar.
– Draco... Por favor, vai embora – Pede ela Sussurrando sem tirar os olhos do livro – Achei que fosse respeitar minha decisão – Comenta ainda sem me olhar.
– Mas que decisão? Você está decretando o fim do nosso namoro? – Vou jogando as perguntas a ela – É isso? – Lhe pergunto, mas uma vez ao vê-la em silencio – Hermione! – Digo seu nome firme esperando ela me fitar.
Ela levantou o olhar e quase chorei de emoção ao depois de duas semanas sem vê-la finalmente tinha seus belíssimos olhos castanhos avelãs presos aos meus que aposto está cheio de emoção nesse momento.
– Eu preciso pensar – Diz ela finalmente depois de um longo tempo – Você me escondeu a verdade sobre ser sua companheira... E eu ainda tenho duvidas dos seus sentimentos – Completa ela me encarando fixamente.
Suspirei – Foi por isso que eu não te contei antes – Argumento – Reafirmo que meus sentimentos são verdadeiros e viveram aqui dentro – Coloco a mão ao peito – Antes mesmo da transformação – Digo sem tirar meus olhos dos dela.
– E porque se aproximou? Já que segundo você mesmo... Não tinha intenção nenhuma de deixar os sentimentos falarem mais alto em você – Pergunta ela firme.
– Eu contei a você que a transformação aconteceu há quatro anos... – Relembro a fitando – Pensa comigo, se eu já sabia que você era minha companheira naquela época porque não me aproximei assim que descobri? – Lhe pergunto sabendo que atiçaria sua curiosidade.
– Eu não sei... – Murmura ela me encarando fixamente – Por quê? – Pergunta a própria curiosa e receosa se fez certo ao perguntar isso.
Sorri antes de responder – Não foi porque você é nascida trouxa ou por causa da minha educação – Explico – Eu não me achava merecedor de você... E até hoje acho sinceramente que não vou ser – Digo já bem próximo a ela.
– Draco... – Sussurra ela meu nome enquanto posicionava suas mãos sobre o meu peito e para mim só me restou fechar os olhos ao sentir seu toque depois de duas semanas de saudades.
– Eu te amo – Me declaro a ela e ao ver seus olhos se arregalar de surpresa não lhe dei chance tomando sua boca em um beijo que há tanto tempo anseio.
Nossos lábios não se moviam e com os olhos ainda bem abertos nós encaramos fixamente e nos olhos um do outro pudemos ver o quanto essa distancia nós fez mal.
– Que saudades... Meu amor – Digo a olhando nos olhos e não aguento mais ter seus lábios sobre os meus sem beija-la... Deixei o desejo me guiar.
Minha língua invade sua boca com uma calma que eu desconhecia e gememos na boca um do outro quando ambas as línguas se conectam e querendo mais um do outro colamos nossos corpos um ao outro.
Hermione demostrava uma saudade absurda é eu não ficava para trás nesse aspecto, sua língua vasculhava minha boca com desejo e sedação... Nossas bocas se moviam em uma perfeita dançar... Buscávamos e queríamos mais um do outro. Exigente e muito quente.
O beijo tornou-se minha âncora, a própria razão da minha existência enquanto nós beijávamos de uma forma doce mais tão intensa e apaixonante.
– Não me deixe – Murmuro com sua boca colada a minha.
Hermione se afastou e apenas me encarou chocada – Foi você... – Sussurra ela com o coração acelerado no seu peito.
– Eu o que? O que foi que eu fiz dessa vez? – Pergunto frustrado por temos parado na melhor parte do beijo.
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