A Escolhida.
8 Capitulo 8 - Um começo.
Notas iniciais
Acordo preocupada com o que poderia ter acontecido durante meu cochilo. Estou no sofá infestado de poeira, minha cabeça apoiada em um dos braços e há um cobertor fino cobrindo minhas pernas e minha cintura. Me sento devagar e olho ao redor. Não vejo ninguém, será que ele me abandonou ou me deixou aqui? Nada disso Zoe, ele deve estar por ai. Mas antes mesmo de pensar em me levantar o ouço.
– Acordou dorminhoca? – Pergunta ele intimamente, sorrindo. Agora ele está sem camisa e de bermuda. Segurando uma caneca em uma mão e um livro na outra. Seu cabelo penteado e usando óculos. – Dormiu bem? – Ele pergunta de um jeito meigo.
– Estou ótima, acho que finalmente consegui descansar. – De repente me dou conta que devo estar um trapo, e me sinto envergonhada.
– Percebi pelo jeito que apagou no sofá velho. – Ele repousa a caneca vazia na mesa, fecha o livro e diz. – Só poderia estar bem cansada porque você dormiu em um sofá duro. – Ele dá uma daquelas risadas gostosas.
– Desculpe me ... – Não me lembro o nome dele. – Eu acho que já vou.
– Que nada. – Diz ele sorrindo, mostrando os dentes perfeitamente claros e limpos. – Pode ficar o tempo que quiser. E a propósito meu nome é Nicolas, e muita gente me apelidou de Nico.
– Nicolas, prazer. – dou um sorriso torto. – Sou Zoe.
– Que em grego significa vida, bonito. – Ele me encara sério e surpreso. – banquei o filho de Atena agora né? – E então passa a mão nos cabelos de um modo sensual.
– Que nada. – Sorrio. – Bem, eu ficaria se desse mas estou me sentindo suja e deveria trocar de roupa. – Digo meio que resmungando.
– Que nada, tome um banho e vista uma de minhas blusas grandes. Vou ver se acho roupas novas em um bazar aqui perto. – Diz ele sorridente e indo buscar a camisa.
Quando ele sai do quarto vestindo uma social azul e ele me olha e depois sai pela porta atento, levando uma adaga nas mãos.
Como ele disse fui ao banheiro e tomei uma ducha gelada. Foi muito bom sentir a água limpando o meu corpo, a minha alma, tirando tudo o que me preocupava. Foi como eu renascesse. Então enxuguei o cabelo e me enrolei na toalha. Fui para o quarto dele.
O quarto era mais alegre. Era azul claro e era limpo. A luz entrava através da cortina, em frente a grande janela. A cama de casal estava com lençóis de bolinhas coloridas. O armário de madeira era pequeno comparado ao de livros. Eram muitos livros, tantos que a estante lotava. Tinha todos os temas, volumes, itens de colecionador. Abri o guarda roupa e vi a arrumação perfeitamente estranha que ele fez. Das claras para as escuras. Sorrio. Visto uma azul clara enorme, que chega até um palmo e mais uns centímetros abaixo da cintura.
Escovo os cabelos e pego um livro chamado : O Teorema de Katherine. Comecei a ler. Ele é um livro muito bom, nem me lembro quanto tempo perdi lendo. Só voltei a realidade quando o Nicolas voltou com um vestido florido e umas coisas a mais que me senti envergonhada só de saber que ele sabe escolher.
– Fui no bazar da Afrodite. – Ele me entrega as roupas e tranca a porta. – É um bazar mais pra ela fofocar das notícias. E ela me ajudou a escolher a roupa. – Diz ele passando a mão no cabelo novamente.
– Obrigada! – Depois de um tempo ele me observa de cima a baixo e sorri. Fico tímida e empurro a camisa mais pra baixo. Ele percebe e encara meus olhos.
– Ficou bem em você. – Diz ele fazendo minhas bochechas esquentarem novamente. – Sabia que ficou bonita desse jeito? – Diz ele se aproximado. Ele encosta a mão na minha bochechas me arrepiando.
Nicolas puxa meu rosto lentamente até o dele, depois me beija. Dessa vez um beijo longo e demorado. Seus lábios doces e macios. Delicadamente ele põe a outra mão em minha cintura. Recuo um pouco mas ele continua firme. Por impulsiva do jeito que sou, ponho as mãos em sua cintura. Ele sorri o que me faz arrepiar. Depois ele põe as mãos na minha nuca, emaranhando o meu cabelo.
O abraço gostando daquele momento. Não queria mais nada além dele e seus beijos, seus abraços e toques que me faziam arrepiar. Mas então uma voz soou na minha mente tão clara como se estivesse no meu lado. E ela dizia: “O amor é tentador, querida, mas você não pode deixar o resto do mundo para trás. Pense, reconsidere, espere. Querida há uma guerra a caminho, cuidado com quem você irá ferir. ”
Aquilo foi pequeno e direto. Só uma pessoa poderia teria a capacidade de burlar a tentação do amor. Lady Ártemis. Ela queria me avisar das conseqüências. Muito obrigada, pensei. Então aos poucos diminui a intensidade daqueles beijos calorosos e deliciosos. Até ir para o selinho e então disse:
– Ainda acho arriscado isso. – Tinha que falar algo, precisava desabafar. Contar uma mentira não seria nada bom. Magoaria ainda mais. – Desculpe mas não quero feri lo.
– O fácil nunca me atraiu. – Ele disse. Isso de certa força era um elogio. – Mas vou respeita La. – Disse ele quase como um sussurro. Fazendo minha mente e meu corpo delirar. Aquilo com certeza é amor.
– Vou trocar de roupa. – Sorrio e depois o beijo. Entro no banheiro e visto a Lange ri escolhida por Afrodite, que com certeza pensava em segundas intenções, por ela ser uma tão sexy. Vesti o vestido de manga curto florido e rendado. Branco com flores pretas. Depois um tênis social preto. Sai do banheiro e fui até o quarto.
Ele estava lá, deitado na cama, lendo um livro até quando cheguei. Ele parou no exato momento que cheguei a porta e se endireitou. Depois me olho da cabeça aos pés. Sorri. Ele se levanta e chega perto de mim, pega minha mão e me gira.
– Nossa! Você está tão linda. – Depois ele me beija.
– Obrigada! – Meu estomago ronca e eu não consigo evitar e acabo dizendo. – Vamos comer?
– Vamos. – Diz ele sorrindo. Depois pega minha mão e sussurra: — Vamos lanchar fora hoje. Que tal Mc Donalds?
– Poder ser, estou com uma fome. – Digo tímida mas ele entende. Antes de sairmos ele fala algumas regras quando sairmos, quase nem ouço o que ele diz porque fico fascinada em suas características perfeitas, em seguida me dá uma adaga que prendo em uma parte da calçinha. É, isso mesmo, numa parte da calçinha.
Saímos do pequeno prédio, era noite. Uma noite linda, estrelada e com a lua minguante. Sorrio pra lua pensando em Lady Artemis. Caminhamos lado a lado, de mãos dadas sorrindo. Caminhamos olhando ao redor.
Sempre evitando pessoas sozinhas e becos, ruas, vielas escuras. Chegamos no Mc Donalds, como sempre suas letras grandes em neon chamando atenção. Entramos e comemos cada um, 1 BigMac e uma soda pra nós dois. Conversamos e rimos muito. Me senti tão normal aquela hora.
Depois de cerca de meia hora, quando Nicolas disse que era melhor irmos para não ficar até tarde da noite sozinhos por ae. Andamos uns metros quando tivemos que passar em um beco escuro. Estava tudo calmo quando um sussurro chamou nossa atenção. Nicolas ficou na minha frente com a adaga em posição e eu o imitei. De repente vejo uma figura de um homem cansado mais como um morto vivo, no começo estranhei a figura horripilante. – Obvio né, você está andando durante a noite, por um lugar escuro e uma figura horripilantemente estranha aparece. Lógico que você fica apavorado. – Continuando...
Quando a silueta aparece por completa e é iluminada a luz fraca eu perco meu medo e corro para abraça lo. De inicio ele cambaleia depois me abraça forte, viro para Nicolas e digo:
– Nicolas conheça meu primo de segundo grau, Nico. – Digo sorrindo. Eles se cumprimentam e Nico começa.
– Me chame de Di Angelo, Nico é de antigamente. – Ele sorri. – Vim apenas ter notícias de uma fujona que mata os pais de preocupação.
Aleluia, eu estava sentido falta desses sentimentos. – mentira. – Por mais uma vez seguida a culpa me invade e junto dela um ódio imperdoável. Encaro o chão por momentos refletindo o que eu fiz até Nico quebrar o silencio.
– Vou dize los que está viva e bem acompanhada.- Diz olhando Nicolas. – Mas fique sabendo que a louca da Thalia vai vir atrás de você! – Ele avisa depois some nas sombras.
Sim, essa foi uma visita estranha mas boa. Muitos anos não via o Di Angelo, como ele prefere ser chamado. Ele é legal, como o Leo. Ah meus deuses e o Leo? Não o vejo desde o que acontecerá no acampamento, como ele estará? Vivo? Bem? Magoado? Machucado? O que eu sou? Como fui esquecer isso? Meus deuses, me perdoem. Sou tão distraída.
– Zoe? – Ele pergunta olhando preocupado e me trazendo de volta a realidade. – Vamos? – Ele estende a mão. A pego e ando do lado dele até chegar ao prédio.
Minha cabeça girava, meu coração palpitava mas uma onde de insegurança me dominava. Já dentro do apartamento era mais como uma sensação de segurança temporária. Meu sexto sentido estava agitado, chamando me de volta a realidade. Dormi aquela noite pensando no que e de quem me afastei e como deixei as pessoas depois da fuga. Minha vida estava cada vez mais complicada.
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