A Escolhida.

4 Capitulo 4 - Medo, confusão e problemas parte 1.


Notas iniciais
Gente esse capítulo é mais interessante. Tem mais ação e essas coisas. Comentem sua opinião.

Você pode pensar que a animação rola solta no acampamento dia e noite, mas não. Poucas vezes o dia amanheceu animado, geralmente é mais calmo de manhã e bem mais agitado de tarde, como hoje. Amanheceu meio que nublado, mas aos poucos o sol ia parecendo, e o friozinho da manhã então, me dava vontade de corre para cama e não sair de lá nunca.

Estava caminhando para praia onde eu e um pequeno grupo iríamos nos reunir e fazer uma longa corrida. Mesmo com a minha grossa calça legging preta, eu sentia frio nas pernas. Era incrível só sentir frio ali, porque naquele momento ventava e eu usava um tope de maga cumprida de tecido fino. É você deve estar se perguntando o porque de eu estar toda de preto só para uma corridinha. De certo modo era pra representar o luto de ter acordado cedo e que era minha única roupa de ginástica – Sim, as pessoas que organizaram o mini evento disseram para usar essas roupas, motivo? Não faço a mínima idéia. Ah e eu usava tênis também, claro.

Encurtando, quando consegui avistar a praia fui atingida por um objeto pesado na barriga que me fez cair sentada. Mico 1. E quando me dei conta de que era um bastão, meio que surtei por ter caído — Normal, temperamento adolescente. Doeu ta?

Então quando eu ia me levantar uma voz se direciona a mim.

– Oh! Desculpe. — A voz era de menino. Então me arrisquei a encara lo. Ele tinha cabelos loiros claros, seus olhos eram como os meus, cinzas tempestuosos. Ele me lembrava a versão masculina de minha mãe. Um filho de Atena, pensei. – Eu não queria ter te acertado. – Diz ele oferecendo a mão como apoio, que lógico eu peguei.

– Não precisa se desculpar. – Digo tentando sorrir, naquela hora eu já tinha meio que corado por causa da beleza dele. Botei a mão onde o bastão me atingiu, doía um pouco. – Ai! – Falei.

– Tudo bem? Te machuquei? – Ele perguntou preocupado. Ai que fofo.

– Não, um pouco. – Eu não sabia como responder. – O que foi isso que me acertou?

– Um bastão feito de espuma e algo mais, o chalé de Herfesto que fez. – Ele sorriu. Mais que sorriso lindo cara.

– Sério? Só de espuma? – Deu uma risada meio louca. Mico 2. – Tinha que ser o chalé de Herfesto. – O papo tava assim sabe, meio esquisito então pra distrai chequei meu relógio. Estava quase meia hora adiantada, mas fingi que não. – Olha hora! Eu tenho que ir, bom te conhecer e cuidado com isso. – Então sai correndo.

De longe consegui escutar sua voz pedindo desculpas mais uma vez. Ele era lindo, eu corei. Meus hormônios precisam de controle. Quando cheguei me surpreendi ao ver Gabriela na praia se alongando. Normalmente filhas de Afrodite não fazem exercícios desse tipo e muito menos acordam cedo assim. Fiquei a observando e lembrei que elas estavam sendo treinadas pra ser mais agressivas. Foi mais ou menos nessa hora que ela me olhou.

– Oi! – Disse ela sorrindo. – Vai se alongar pra corrida? – Eu olhei ao redor, a maioria que já estava ali se alongava, resolvi fazer o mesmo. – Então? O que achou. –Ela perguntou.

– O que?

– Do menino – Ela riu, como se fosse obvio. – O filho de Atena, que te derrubou. O garoto que eu e Milena mencionamos a você.

– Era ele? – Perguntei olhando para trás. Ele era o mais novo semideus do acampamento? – Gatinho. – Disse. Mico 3.

Minha sorte foi que Sr. D disse que deveríamos correr até o fim da faixa de areia e depois de descansar alguns minutos partir para o Anfitreatro, para não sei o que. Então começamos a correr, um perto do outro mas que depois iam se dispersando.

Chegamos a metade do caminho quando de repente um grito e por fim uma explosão. Todos nós paramos e procuramos o local de onde isso partiu. Algo perto dos campo de morango e a floresta. Corremos para o local.

Já ali, se concentrava uma multidão de campistas ao redor. Eu, curiosa do jeito que sou abro caminho entre as crianças. No exato momento que vejo o que aconteceu me arrependo de ter aberto caminho. Um garoto mais ou menos de nossa idade, 14 a 16, está no chão meio chamuscado e um machado está cravado em seu peito. Por incrivel que pareça ele sangra, muito. O chão e metade da plantação estão queimados. O cheiro é horrível.

Todos ficamos ali encarando, sem saber o que fazer. Até que Quíron chega. Ele também fica surpreso e quase chora. Ve lo assim, dá medo. Mas mesmo com aquilo tudo acontecendo eu não desviava olhar. A cena me abalara demais. Finalmente Quíron começa tomar providencias.

– Semideuses, campistas. – Ele grita. – Fora daqui, representantes de chalés de olho aberto. Cuidado, quem fez isso pode estar por ai ainda. – Todos o obedecem.

De repente uma intuição me leva a sentar ao lado do morto. Algo me chama atenção. Em uma de suas mãos está um telefone celular. Mas que eu me lembre semideuses não podem ter um assim, isso chamaria muita atenção de monstros. Peguei e desbloqueei. Havia um vídeo que acabava de ser gravado. Sem querer clico e ele começa a rola.

No vídeo aparecem um Minotauro, duas Empousas, dois semideuses. – O garoto morto e outro moreno, de cabelos enrolados e olhos vermelhos. Ele ri e grita para câmera do celular. Algo parecido com : “ Nós sabemos da Peça Sombria e a queremos, eu e meus amiguinhos aqui viemos dar avisos mas outros viram para buscar o resultado. E nada de resistência! Sabe por que?” – Nesse momento ele aponta para as Empousas que seguravam o menino até ali vivo, quando de repente o Minotauro enfia o machado no peito dele. O menino grita e se debate. “ Hahaha, sabe o que mais ? Um de aviso, mas se houver resistencia haverá mais como ele”. O moreno aponta para o menino que num passe de mágica está em chamas e de repente um estrondo. Fim da gravação.

Quíron arranca o telefone de minhas mãos e clica para ver o vídeo de novo. Ele fica aterrorizado e de repente me olha. Quíron se vira para Gabriela e um pequeno grupo de semideuses que ficava no local. Ela como se lesse a mente dele me puxa para longe do corpo e começa a me arrastar para longe.

– Quíron! – Grito mais alto que precisava. – O que aquilo significa? O que aquilo era? – Me debato enquanto falo, tentando me salvar das mãos de Gabi.

– Um aviso querida, um aviso. – Ele encara o corpo. – Gabriela a leve pra longe.

– Não! – Grito me debatendo. – Quíron o que era a Peça Sombria? – Me debato mais um pouco e de repente mãos fortes me seguram. Viro e vejo Léo com a cara serrada.

– Calma Zoe. – Ele me agarra mais forte. Agora era impossível escapar. – Vamos. E assim, a força caminho até o refeitório.