A Escolha É Sua! Essa Foi A Minha! Romance Lesbico
3 Capitulo 2
Juliet
Eu já estava dentro da ambulância indo pra algum hospital, os dois garotos estavam comigo eu não sei se devo confiar neles porque um deles é irmão dela. Eles me deram uma anestesia meus olhos ficaram cada vez mais pesados e minhas pálpebras foram se fechando até que adormeci, estava cheia de hematomas ele me bateu também. Quando acordei estava com muita dor de cabeça mas não sabia onde estava, até que as lembranças me veio a cabeça como uma tsunami e comecei a chorar as poucas lágrimas que ainda tinha.
–Calma...calma eu estou aqui- ouvi uma voz conhecida e virei para olhar.- Sou eu seu tio- ele deu meio sorriso e pude ver algumas lágrimas caírem de seu rosto quando percebeu limpou rapidamente.
–Tio!- eu exclamei.- Por favor nunca mais me deixe...eu fui muito ingênua achando que elas finalmente fossem minhas amigas, agora não sei em quem confiar- o abracei.
–Meu amor me desculpa- ele disse fazendo carinho no meu cabelo.
–A culpa não é sua...eu sou uma idiota- falei o soltando.
–Pare de se culpar, a verdadeira culpada é aquela garota!- ele falou batendo a mão com força no criado-mudo.
–Tio para....não foi só ela- eu falei olhando pra ele assustada, eu parecia uma criança de cinco anos depois de assistir um filme de terror e achar que tem demônio em tudo que é canto.- Tinham outras garotas.
–Quem mais? Quem mais Juliet?!- ele perguntou alterado.
–Com licença Senhor Henrique- falou um médico entrando na sala.- Sua sobrinha tem outras visitas você terá que sair.
–Tudo bem, tenho que ir princesa mais tarde eu volto, ok?- ele perguntou e eu assenti fazendo sim com a cabeça.- Com licença.
Eu o vi saindo por aquela porta e senti um vazio depois me perguntei quem seria que queria me ver, quando olho pra porta e vejo os garotos que me ajudaram entrando e se sentando em duas cadeiras perto da minha cama.
–Oi, como você está?- perguntou o garoto que chamou a ambulância pra mim.
–Estou bem quero dizer muito obrigador por terem me ajudado e não agido de outra forma- me sentei na cama e olhei pros dois.- Muito obrigada.
–Que tipo de pessoas seriamos que agíssemos de outra forma?- perguntou o outro com um sorriso.- Aproposito me chamo Sean e esse é meu amigo Rafael.
–Vocês já sabem meu nome quando eu falei no quarto e vocês....- eu não terminei envergonhada.
–Juliet....precisa nos contar oque aconteceu- disse o Rafael olhando pra mim.
–Eu não quero falar sobre isso agora- falei me deitando e viram pro outro lado da cama onde encontrei meu olhar com a luz do sol que saia de uma janela.
–Certo daremos o tempo que precisar pra você- falou Sean.- Ainda tem outra pessoa que quer falar com você. Ela não falou nada pra gente.
Ela? Ela quem? Espero que não seja quem eu estou pensando....
Amy
Eu sou a pior pessoa do mundo! Estou me sentindo suja! Eu não sabia eu....eu....juro que eu não sabia, aquelas garotas elas são as culpadas disso tudo! Estou andando pra mesa onde eu vejo duas cabeças de cabelo rosa e uma verde, tenho sorte que elas tenham cabelo colorido assim é bem mais fácil de achar essas patricinhas.
–Oi Amy!- falou Amber com um sorrisinho no rosto, me deu vontade de pegar aquele rostinho lindo e arrancar tudo um por um: olhos, boca, sobrancelha, pele, tudo bem devagar.
–Sua vadia! Você não me disse que iria fazer aquilo!- eu exclamei enquanto as outras tomavam café normalmente como se estivessem tomando chá com a rainha da Inglaterra.
–Você concordou, não acha que tem uma porcentagem de culpa?- ela perguntou com um sorriso e em seguida deu um gole no seu capuccino.
–Eu não sou a culpada de nada! Você que fez tudo aquilo! Eu achei que era uma brincadeirinha inofensiva! Me devolva as chaves!- falei com certeza apesar de estar com a mente confusa, será mesmo que eu posso ser a culpada?
–Amber deu a hora- falou a Isabela se levantando junto com as outras garotas.
–Eu continuo a nossa conversa depois, temos manicure agora, além do mais a culpa na verdade é toda sua- se levantou pegando sua bolsa.
–Como você pode ser tão cínica? Como consegue dormir a noite sabendo oque fez?- perguntei indignada.
–Como um bebe- respondeu saindo antes segurei o seu braço.- Me solta!
–Não vou deixar você sair assim! Eu vou colocar todas vocês na cadeia!- falei.
–Se formos você vai junto- ela consegui se soltar e saiu me deixando desnorteada.
Ouvi meu celular tocando olhei no visor e vi que era meu irmão me recompus, coloquei um sorriso falso no rosto e atendi:
“Oi maninho! Como vai a viagem?”
“Eu voltei pra casa Amy” deu pra ouvir o tom serio na sua voz.
“Você foi pra nossa casa?” perguntei entrando em desespero.
“Eu estou no hospital”
“Aconteceu alguma coisa?”
“Conosco não com a Juliet sim” ele falou e minha ficha caiu: eles descobriram.
“Sean eu posso explicar!”
“Claro que pode! Porque você vai explicar! Por que fez isso Amy?! Não pensou nas consequências?!” ele gritou do outro lado da linha e eu comecei a chorar.
“Sean....eu não sabia....eu achei que era uma brincadeira inofensiva!” tentei me explicar.
“Eu quero ver você falar isso olhando nos meus olhos! Vem agora por hospital! Sabe o que eu tenho?! Tenho nojo de você! Minha própria irmã!” desliguei o telefone não aguentaria mais ouvir as palavras dele.
Fui pra diretoria pedir minha saída e eles concordaram meu irmão já tinha ligado pra escola, chamei um táxi e seguimos o caminho do hospital no percurso lembrei oque meu irmão havia dito ao telefone “Sabe o que eu tenho?! Tenho nojo de você! Minha própria irmã!” aquilo foi como uma facada no meu peito, meu próprio irmão falando aquilo de mim e pra mim. Agora eu tenho nojo de mim mesma como vou falar isso pro meus pais? Eles também vão ter nojo de mim, nunca mais vão sentir oque sentiam antes. Comecei a chorar novamente e o motorista perguntou:
–Está tudo bem moça?
–Sim estou bem- falei limpando as lágrimas que insistiam em cair
Quando cheguei ao hospital meu irmão estava na recepção junto com um cara que eu não conhecia e o Rafael, quando ele me viu veio logo na minha direção e disse uma única palavra:
–Comece.
–Sean eu juro que eu não queria que nada disso tivesse acontecido!- falei chorando
–Então explica isso pro tio dela!- falou apontando pro cara que eu não conhecia.- Explica pra ele! Explica pro Henrique Amy! Você por acaso sabe pelo que ela passou? Ela perdeu os pais Amy! Quando ela tinha 5 anos! E você fez isso com ela!- ele gritou, eu fiquei em choque eu não sabia que isso tinha acontecido.
–Eu não sabia....desculpa- falei como uma criancinha que não sabia que não podia colocar o dedo na tomada.
–Não é pra mim que você tem que pedir desculpas- ele falou virando de costas e saindo em direção ao amigo.
Andei até uma das cadeiras da recepção o hospital estava vazio, me sentei e olhei para o tio da Juliet acho que se chama Henrique sentado a duas cadeiras ao lado de mim ele estava com a mão na testa de cabeça baixa batendo o pé freneticamente. Olhei pro Rafael que percebeu o meu olhar, veio até mim se agachou ficando da minha altura e disse.
–Por que fez isso?- olhou nos meus olhos com um olhar de reprovação.
–Sua irmã também está envolvida nisso- ele ficou surpreso com a minha resposta.
–A minha irmã?!- ele exclamou chamando a atenção.
–O que você disse Amy?- perguntou meu irmão vindo até mim.
–Amber também está envolvida nisso- falei.
–Quem é Amber?- falou Henrique.
Fiquei calada depois disso, dois minutos depois um médico veio falar com a gente sobre a Juliet.
–Ela está bem, só vai precisar de muito repouso se ele tivesse dado socos mais fortes poderia ter fraturado algum osso- ele disse.- Senhor Henrique pode entrar para vê-la depois os outros.
Quando todos já tinham falado com ela foi a minha vez de entrar, eu não sabia oque falar como agir.
–Oi- disse entrando no quarto e me sentando, ela estava de costas.
–O que está fazendo aqui?- ela se virou olhando pra mim com um olhar de ódio.
–Eu quero saber se você está bem- falei eu ia acariciar seu cabelos mais ela bateu na minha mão.
–Não me toque- ela respondeu fria.
–Eu tentei te ajudar!- exclamei.- Eu vou ajudar você a coloca-las na cadeia.
Ela me olhou com desconfiança fiquei a encarando e me afundando naqueles olhos verdes lindos.
–Vai embora- ela falou se virando novamente.
Eu peguei no seu ombro e a puxei para olhar pra mim, ela se assustou com meu gesto.
–Eu juro Juliet que vou te ajudar! Vou fazer de tudo para coloca-las na cadeia e vou junto se for preciso!- o olhar dela mudou me começou a me olhar de um jeito que não consegui identificar, não sei oque deu em mim mas comecei a me aproximar lentamente dela, minha mão subiu para o seu pescoço e eu fui chegando cada vez mais perto até meus lábios encontrarem os dela.
Foi um beijo calmo e lento, ela parecia que me conhecia que conhecia cada coisa, cada canto, cada segredo meu eu senti uma conexão a qual eu nunca havia sentido com nenhum pessoa. Ela parou o beijo e falou:
–Vai embora- eu comecei a ver as lágrimas saindo de seus olhos.
Eu obedeci, virei de costas e saí, não sei oque deu em mim nunca senti isso antes. Depois daquele beijo eu....eu me sinto diferente.
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