A Escolha Errada
1 Então ... nunca nos falamos antes
Notas iniciais
Já passou por alguém e notou que aquela pessoa não lhe era estranha ... Já havia a visto , em algum lugar , ou não ? seria apenas imaginação ? Foi assim que tudo começou :
— Ah , olá , passo por você quase todos os dias e nunca nos falamos — Daniel diz um pouco envergonhado.
— Ah , oi , então ... — A garota sorri — Me chamo Pamella , tudo bem ?
— Satisfação Pamella , sou Daniel.
— Satisfação Daniel.
— Bom eu preciso ir indo , foi bom falar com você.
— Igualmente.
Pamella se vira para sair indo em direção a rodovia , quando olha para trás , os olhares dos dois se cruzam porém por menos de segundos . Até onde isso iria ?
Daniel segue em direção a sua casa , cansado , pois havia trabalhado o dia inteiro , mais um dia longo no hospital com vários casos graves e muitos bizarros . A garota da rua , Pamella , não havia saído de sua mente , porque ela lhe parece tão familiar , da onde ele a conhecia ? Tecnicamente de lugar algum...
TOC
Os pensamentos de Dan são cortados com uma batida na porta nisso ouvindo a voz familiar de sua esposa ele grita :
— ENTRA...
— Onde você estava Daniel ?
— No trabalho , cheguei a pouco tempo , vim andando.
— Ata , até parece , não sabe nem mentir , sinceramente não sei porque comecei o namoro contigo.
— Se você nem sabe , muito menos eu.
— Ah quer saber garoto , fica ai com suas infantilidades que eu tenho mais o que fazer.
Nisso Brenda se vira para sair quando Daniel a segura e diz um pouco mais calmo :
— Perdoe-me.
A mulher ainda com raiva respira fundo e se virá para ele falando :
— Aprenda com seus erros.
Após dizer isso Brenda sai atravessando a porta as presas fazendo um enorme barulho após bate-lá as forças.
O que ainda estou fazendo com ela ? Eu nem sei se a amo , não da mesma forma , ou talvez ame ...
Inumas coisas passavam pelo pensamento do rapaz , perguntas sem respostas , peças de um quebra cabeça que não conseguiam se acertar.
Por outro lado da história — Pamella chega cansativa pois havia sido mais um dia corrido com as preocupações do dia a dia , lembranças de seus exs rondavam sua mente , até onde ela iria suportar aquela dor , dor de uma perda , dor de uma pessoa que havia feito seus sentimentos de brinquedos .
Henrique havia ido para não voltar , disso ela sabia , até porque ela não iria voltar para ele , não com todos os erros , com todos os medos e dessintendimentos , realmente não daria mais certo.
A resposta para essa imensa dor em seu coração seria um novo amor ? Uma pessoa teria esse poder de preencher seu coração novamente ? Ou mais uma vez ela seria um mero Chucalho na mão de uma criança...
Perguntas sem respostas...
Nesse momento ela não queria saber de nada , apenas tomar um banho e ir deitar pois a canseira a matava de dentro por fora.
Após um banho relaxante , a cama á aguarda , um colchão macio e uma boa noite de sono...
Já de manhã . Daniel acorda assustado , mais pesadelos e mais uma noite mal dormida , seria assim todos os dias ? O que o atormentava tanto assim?
— Bom dia amor — Brenda diz vindo da cozinha em uma roupa de doméstica.
Assustado ele diz:
— Onde passou a noite?
— Na casa de uma amiga cheguei agora de manhã.
Um pouco pensativo ele apenas concorda e logo levanta-se para mais um dia de trabalho.
Brenda segue para a cozinha já reclamando por o marido não lhe dar um bom dia , nisso Daniel apenas despede-se após se arrumar correndo e segue até o carro , colocando o cinto e seguindo para sua velha e costumeira rotina...
Pamella acorda morta de preguiça , como todos os dias e logo se veste para ir até a casa da irmã fazer uma visita , com sono e com cara de zumbi ela anda vagamente pela casa vazia e silenciosa , apenas ouvindo o barulho dos carros ao lado de fora.
Pensativa , ela caminha até o ponto de onibus , vestida formalmente , quando avista pela janela de um carro o jovem de cabelos ruivos que estranhamente a parou no meio da rua , no dia anterior...
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