A Escolha Certa

1 Quando precisamos de alguém para amar...


Notas iniciais
Espero que gostem e mande reviews

Shuuji Hanamoto é o meu querido professor, na verdade ele é bem mais que isso, ele é um pai. Sempre ele me protegeu e me amou, eu também o amo muito! Foi ele que me trouxe até aqui para estudar artes.

Takemoto era meu melhor amigo, eu o amava muito, apenas como um grande amigo. Ele sempre foi bem educado e cuidou de mim. Agora que estávamos na mesma classe, eu e ele estávamos cada dia mais próximos.

Yamada era a minha melhor amiga. Eu sempre quis ajudá-la em ralação ao Mayama, mas eu realmente não sabia o que fazer. Sempre gostei muito de cozinhar com ela, e misturar doces com salgados.

Mayama era quem Yamada gostava. Ele era o mais velho e já trabalhava, eu gostava muito dele. Ele trabalhava na empresa que a mulher que ele ama, Rika-san, é dona.

Morita era meu grande amor. Eu não sei explicar o porquê dessa paixão por ele, eu nem sei quando aconteceu. Eu não consigo comer perto dele, e me sinto nervosa, Ayu me disse que era paixão.

A partir desse dia, eu descobri que o amava, e quando ele me beijou, tudo mudou. Eu queria muito namorar e estar com ele, mas Morita parecia que não se importava tanto assim comigo.

O emprego dele era cheio de mistérios, e quase nunca nós víamos ele. Isso me deixava magoada, e eu não sabia mais o que fazer. Amá-lo a distância? Isso seria tão ruim...

Eu não queria deixar de amá-lo.

Depois de uma longa viagem de Morita, eu tive a certeza do que fazer em relação a isso. Ele veio com uma notícia, que mudaria todos os meus sentimentos.

Morita iria se casar.

Sim, ele ia. A princípio eu não acreditei, achei que fosse mais uma de suas idéias malucas. Quando veio o convite eu cai na real, ele iria se casar com uma moça linda.

Se apenas ele casasse com uma mulher normal, eu aceitaria melhor. Mas ele iria se casar com o grande amor de Mayama, Rika. Além de ele magoar meu coração, ele magoava de seu amigo.

Eu não sabia o porquê ele iria se casar assim do nada, nem sabia que ele tinha uma namorada. E o beijo que ele me deu? E os dias que passamos juntos? Tudo era mentira?

Ele nos contou que acabou se envolvendo com ela em um de seus trabalhos misteriosos. Ninguém entendeu muito bem, mas já que eles iriam se casar... Não podíamos fazer nada.

O broche que ele me deu, eu nunca soube se foi ele, mas eu tinha uma certeza dentro de mim. Por que ele me iludiu e me deixou com tantas expectativas? Por que Morita, por quê?

O professor e todos os meus amigos não sabiam por que eu estava assim, tão desanimada. Eu não saia mais da cama, não pintava mais. Tudo o que passava pela minha cabeça era o que Morita tinha feito comigo.

O casamento dele aconteceu e eu não fui. Mesmo se eu quisesse ir, eu não poderia, não poderia sair da cama nem para pintar, quanto mais ir a um casamento.

Pelo menos Ayu estava mais do que feliz com essa história! Ela estava radiante, a ainda aproveitou da tristeza de Mayama para se aproximar. No fundo eu estava muito feliz por ela.

Ayu me disse que foi maravilhoso o casamento, que Morita estava feliz. Sua noiva, estava maravilhosa. Ayu me contou que Morita perguntou de mim, ainda me chamou de ratinha.

Como eu gostava que ele me chamava assim. Ratinha.Era carinhoso, meigo até.

Tudo isso foi por água abaixo.

Perdi meu Amor.

Os dias foram se passando e eu fui ficando cada dia pior. Quase que eu ia repetir de ano, algo que me deixaria mais triste ainda.

Eu pintava agora, era obrigada. Eu queria mais do que tudo terminar meu trabalho de conclusão de curso e ir morar sozinha com meus quadros.

Takemoto percebeu minha tristeza. Ele não sabia o real motivo, mas sabia que eu tinha algum problema. Percebi que ele queria me perguntar, mas tinha medo de me magoar. Um dia ele resolveu se expressar:

- Hagu, você está bem? – Era uma pergunta difícil de se responder.

- Sim, eu estou. – Menti, não queria deixá-lo preocupado.

- Ah Hagu, fale a verdade! Eu sei que você está triste, só não sei o porquê! – Outra coisa difícil de falar, o porquê, por quem.

- Takemoto... Realmente eu não estou bem! – Resolvi confessar!

- Hagu, eu quero muito de ajudar! – Ele disse com muita expressão.

- Eu sei, mas não tem como me ajudar... – Era verdade, o que ele poderia fazer?

- Pelo menos se eu soubesse o motivo... – Era o que eu tentava não dizer.

- Takemoto, eu não gostaria de falar isso, sinto-me envergonhada... – Abaixei a cabeça para que ele entendesse.

- Você não confia em mim, é isso? – Não queria que ele pensasse isso, não era verdade.

- Claro que confio! Sabe... Vou te falar por quê. – Eu precisava dizer para alguém.

- Então diga. – Falou sorrindo.

- Eu gostava do Morita. – Como doía dizer seu nome.

- Eu já sabia. – Isso foi uma surpresa.

- Já?

- Já. Você está triste por causa do casamento dele não é?

- É... – Como era triste me lembrar.

- Isso também me surpreendeu muito, mas olhe, tente esquecê-lo.

- Eu estou tentando...

- Você vai conseguir, tenho certeza. Lembre-se que se ele te fez sofrer, pode ser que alguém já sofreu por você.

- É verdade, é tão ruim sofrer... Gostaria de não sofrer mais...

- Tente amar outra pessoa...

- Vou tentar... – Quem?

- Vem cá e me dá um abraço...

Abracei Takemoto com muita força. Ele era especial para mim.

No meio do abraço senti um aperto em meu coração, eu não sabia o que era. Era diferente do que eu sentia por Morita. Era uma sensação boa, de felicidade, como se eu tivesse completa.

Aquele abraço tinha sido especial.

Eu passei dias e mais dias pensando no que tinha acontecido. Tudo o que Takemoto me disse sobre amar outra pessoa para esquecer... Tudo isso pareceu encaixar bem no que estava acontecendo comigo.

Antes eu me sentia a vontade com Takemoto, eu comia perto dele, conversava com ele, sai com ele... Antes eu o via como amigo.

E agora?

Agora eu o via com amor.

Não o amor que sentia por Morita, algo mais forte. Um amor verdadeiro.

Agora que eu tinha descoberto quem era a pessoa que faria meu coração se aquietar, precisava ser amada. Eu não queria mais sofrer, mas eu também não queria que ele me fizesse sofrer.

Takemoto e eu ficamos muito próximos um do outro. Eu passava horas com ele, gostaria de ter coragem de falar, mas não conseguia.

Um dia, numa conversa, ele me contou seu maior segredo:

- Sabe Hagu, eu sempre quis te contar uma coisa...

- O que? – Perguntei curiosa, nem imaginava o que era.

- Desde quando eu te vi, eu guardo esse segredo.

- Sério? È algo ruim?

- E-Eu n-não s-ei. – Não entendi por que ele engasgou.

- Quer me contar hoje, ou prefere esperar?

- Eu não tenho mais forças para isso.

- Então diga, você está me deixando curiosa.

- Hagu... Eu te amo desde a primeira vez que te vi...

O que ele estava me dizendo? Isso era impossível! Ele me amava e eu amava ele? Era bom demais para ser verdade...

- Você está falando a verdade?

- Claro, eu nunca disse tanta verdade... Você não acredita em mim?

- N-não é bem isso! – Como eu iria dizer a verdade?

- E o que é então?

- Eu também te amo!

Depois dessa declaração, Takemoto foi lentamente chegando mais perto. Eu não sabia o que ele realmente queria fazer, isso nunca aconteceu comigo, não assim.

Ele encostou seus lábios nos meus. Foi uma sensação incrível.

Não foi como Morita, foi bem mais especial, bem mais intenso. Eu não me senti mal, não fiquei com febre nem nada, eu fiquei feliz.

Eu amava ele e ele me amava! Formávamos um casal perfeito.

Todas as magoas em meu coração morreram, e foram supridas pelo amor!

Meu Takemoto... Eu te amo tanto...

Notas finais
De um Up no seu Nyah, me mande reviews
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!