A Escolha É Sua
19 Encontros
Notas iniciais
– Califórnia, 22:30 PM
Regina estava na casa de Eric sentada no sofá em frente a lareira, fazia frio lá fora. Apesar da Califórnia ser um lugar quente, havia chegado o inverno e a temperatura começava a cair ao anoitecer.
Regina estava entre as pernas de Eric com Olivia em seu colo. Ela fazia carinho em seus cabelos negros enquanto observava a garotinha dormir profundamente e observava o novo objeto em seu dedo anelar da mão direita. Aquele momento era especial para ela, afinal era o mais próximo que ela havia chegado de ter uma família de verdade e tinha acabado de ser pedida em noivado.
De vez em quando ela tinha alguns sonhos de uma realidade distante, como se ela pertencesse a outro local. Por diversas noites ela sonhará com uma terra distante no qual arrancava corações e causava o caos, já havia sonhado até mesmo que devastava reinos. Mas o sonho sempre terminava da mesma maneira: A rainha lançando uma maldição.
Por mais que parecesse ser nada de mais, aqueles sonhos a perturbavam. Ela não era uma pessoa ruim, era?
Ás vezes que ela dormirá na casa de Eric e ele a acordava a noite e á ajudava a pegar no sono depois desses sonhos. Ele não a questionava, nem mesmo perguntará o que ela havia sonhado. Ele sabia que se ela estivesse confortável ou mais calma ela falaria.
Regina se pegou sorrindo sozinha com as lembranças. Ele tinha sido tão bom para ela de uma maneira inexplicável e Olivia sempre a fazia sorrir. Ela lembrou de quando eles foram conversar com ela sobre o relacionamento deles, a menina ficou sorridente e animada. Ela tinha se apegado muito mais a Regina do que já era e isso a deixava feliz.
– Acho melhor colocar ela na cama, já esta tarde. — Disse Eric, tirando Regina de seus pensamentos.
– Oh, sim.
Ela sentou no sofá e observou Eric pegar Olivia no colo e se dirigir ao quarto da pequena e seguiu logo atrás. Eric era um excelente pai, isso ninguém poderia dizer ao contrário.
Por um momento ela deixou sua mente imaginar como seria ter um filho com ele? Como seria ser oficialmente casada com ele? Como seria ter uma família completa? Ela queria ser amada, e ele parecia ama-la. Eric era um bom homem, sempre ajudava as pessoas. Ela queria fazer algo para ele. Será que ela o merecia? Algo em seu interior não parecia certo, mas suas dúvidas nunca passaram de apenas duvidas nunca esclarecidas.
Ela interrompeu seus pensamentos quando viu Eric depositar um beijo na testa da filha e sair do quarto caminhando até ela junto ao batente da porta. Logo ele caminhou até ela e lhe deu um beijo terno nos lábios, mas ela não queria que acabasse por ali. Regina queria expressar a sua felicidade e ela sabia muito bem o que queria e o clima estava perfeitamente romântico e seria um ótimo fim de noite.
Ela desceu os beijos para seu pescoço deixando clara sua intenção.
– Storybrooke, 22:50 PM
Finalmente David havia conseguido sair da cidade. Agora nada iria impedi-lo de encontrar sua Regina. Ele tinha que traze-la de volta. Isso era a coisa certa a ser feita, não era?
Ele não sabia ao certo como iria encontra-la, mas faria de tudo para que pudesse acha-la. Lembrou-se de quando Katherine iria estudar em Boston, era a cidade mais perto de Storybrooke. Talvez ela teria ido para lá, não? Afinal havia alguns hospitais em Boston e com seu diploma impecável de medicina, possivelmente ela poderia estar trabalhando em um, ao menos se ele estivesse com sorte.
David pedia mentalmente para que ela não quisesse mata-lo quando se lembrasse de tudo. Ele havia feito um acordo com Gold. Em troca de respostas, ele havia lhe dado a poção para recuperar as lembranças de Regina. Seu dialogo ecoava em sua mente como se tivesse acabado de acontecer...
" — Porque você quer trazer a rainha de volta?
– Porque Henry precisa dela.
– Henry parece ter superado. Então porque insistir em traze-la de volta?
– Porque esse é o lugar dela.
– Mas ela saiu.
– Bem, talvez eu a queira de volta.
– Agora sim... Mas talvez, meu caro príncipe, você esteja sendo egoísta.
– Como assim?
– Já se perguntou, se ela está feliz? Se ela realmente conseguiu ser feliz sem as memórias da sua antiga vida, com apenas memórias substituídas que apagariam seu passado obscuro? Que possivelmente dando isto a ela poderia apenas trazer sua dor de volta? "
David respirou fundo tentando apagar esse pensamento de sua mente. Ele pensou nisso, mas ele tinha que fazer. Ela não deveria ter fugido. Ele queria concertar, mas como? Ele tinha Snow ao seu lado. Henry tinha Emma... Quem ficaria ao lado de Regina?
Ele queria dizer que ele ficaria. Que ele estaria lá para ela. Mas e se não tivesse? A verdade é que ele não sabia... Ele não poderia abandonar Snow, afinal ela deveria ser o seu amor verdadeiro, não existem divórcios ou separações em seu mundo e o mesmo deve valer para este não é?
David limpou seus pensamentos quando estacionou o carro em frente ao primeiro hospital de Boston.
Ele adentrou o local e se dirigiu a recepção.
– Olá, o que o senhor deseja? — Disse a atendente.
– Eu gostaria de saber se Regina Mills trabalha neste recinto!
– Qual a ocupação dela?
– Ela é médica.
– Um momento que vou checar em nosso sistema.
Enquanto a recepcionista checava no banco de dados do hospital, David observava o locar e rezava mentalmente para que ela estivesse ali.
– Sinto muito senhor, não há nenhuma médica com esse nome trabalhando aqui. Nem mesmo residente. Lamento.
– Obrigado.
A busca iria ser longa... Mas no fim ele acreditava que valeria a pena. Por hora ele precisasse descansar, já era tarde e ele teria o dia seguinte inteiro para checar os demais hospitais da cidade.
***
Após chegar ao suposto antigo apartamento de Katherine e deitar-se na cama ele começou a se lembrar da última conversa que teve com sua esposa. Ele não estava preparado para ser pai novamente. Ele simplesmente não podia. Perder o crescimento de sua filha mais velha e um filho com a mulher responsável por ele ter perdido o crescimento de Emma, o fez pensar se ele era realmente capaz de ter um.
Ele culpou Regina. Ele culpou-a por ter arruinado sua vida. Culpou-a por ter perdido a infância de Emma. Culpou-a por ter perdido seu filho que ela carregava e a culpou por tê-lo deixado.
Mas como ele poderia? Oque ele tinha feito para mudar isso? Ela era uma mulher de coração partido e isso leva pessoas a fazerem coisas horríveis. Ele não conheceu a rainha má, mas conheceu Regina. A verdadeira mulher por de trás de toda aquela máscara de crueldade e rancor. A mulher que ele poderia amar. A mulher que engravidou de seu filho. E o que ele fez? A desprezou. Pisou nela, jogou todos os seus erros no passado como se fosse no futuro. E ainda ameaçou tirar seu filho...
Como pode ser estúpido o suficiente para fazer isso? Ele não se reconhecia mais. Aquilo não seria uma atitude de caráter. Ele queria desesperadamente se redimir com ela, só esperava que não fosse tarde demais. Por mais que ele tentasse negar, sabia que tinha sentimentos por ela. Fez de tudo para esconder, mas quando ela saiu da cidade foi como se ele despertasse e tivesse tido consciência de tudo que fizera. E ele poderia afirmar com toda a certeza:
Ele tinha feito a pior burrada de sua vida.
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