A Enviada

2 Descobertas part. 2


Pensou em correr e tentar fugir daquele lugar medonho, não sabia o porquê e nem como fora parar ali, mas talvez conseguisse escapar. Como se ele lesse sua mente outra vez, disse em um tom calmo:

– Não tenha medo criança, não pense em sair daqui correndo. Você não iria querer esse tipo de atenção agora, não antes de saber o que precisa. A minha intenção não é te machucar, mesmo que quisesse não teria como não é mesmo? Estou aqui para ajuda-la, para orientar você.

Mas que diabos ele estava dizendo? Tudo estava tão confuso em sua cabeça que ela ficou quieta por um momento. O estranho parou a sua frente e lhe estendeu a mão. De perto ele não parecia tão ameaçador, mas ainda não poderia lhe dar a sua confiança de imediato.

– Não preciso que me guie. Só me dizer o caminho que irei até lá – balbuciou ela.

– Tudo bem – ele deu um sorriso no canto da boca – Então me siga.

– Posso pelo menos saber o seu nome? – falou hesitante.

– Todos me conhecem por Gaspar – e então ele sumiu de vista. Ela apressou o passo para conseguir acompanhar o “não-tão-estranho” agora.

Atravessou um corredor cujas paredes eram vermelhas, o que deixava um ar de sombrio por todo o trajeto. Não havia quadros ou qualquer outra peça de decoração. Logo a frente ela pode visualizar uma sala. Não se dava bem para distinguir o que havia lá, pois, antes da entrada dessa sala, existia outro corredor bem mais estreito que o principal. Eles viraram a direita parando à outra porta só que dessa vez feita de madeira escura. Gaspar tirou um molho de chaves e a destrancou virando-se de lado para deixa-la passar

– Aqui você encontrará tudo que precisa. Depois que estiver pronta você poderá me encontrar na outra sala à direita. Estarei esperando por você – então ele se foi.

Hesitou por um momento. Não sabia o que existia lá dentro e nem queria correr o risco de acabar sendo trancada novamente. Mas não era uma covarde, juntou toda sua coragem e entrou. Apertou um interruptor atrás de si e a luz se propagou pelo local dando-lhe uma melhor visibilidade.

Aquele cômodo continha muitas roupas, tanto para homem quanto para mulher. Algumas eram muito elegantes, como ternos e vestidos do tipo que se usa em uma formatura ou em festa de casamento. Como aquele homem poderia ter uma “coleção” dessas? Era mais uma dúvida a ser esclarecida. Escolheu um vestido simples preto que lhe coube perfeitamente e então foi ao encontro do “não-tão-estranho” como mentalmente o acabou apelidando.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.