A Encantadora De Serpentes

4 Capítulo 4 - Um dom raro e perigoso


Notas iniciais
Marie descobre algo que pode ser bom, ou pode por muitas vidas em risco.

Pansy Parkinson apareceu ao lado de Marie e Draco instantâneamente. Ambos olharam a morena esperando ela dizer alguma coisa. Pansy olhou Marie com uma careta, a ruiva espantou ela com outra.

_Não tenho medo dessa sua cara feia._disse Lewis. Pansy nada respondeu, apenas se virou para Draco e disse:

_Malfoy, Blaise está te chamando na Biblioteca para te entregar uma coisa._dito isso a menina apenas virou-se e saiu. Draco olhou para Marie como se pedisse para esperar. Ela disse:

_Estarei na torre de Astronomia._ela sorriu juntando as coisas.

Draco foi até a Biblioteca para encontrar Blaise. Ao encontrá-lo, os dois conversaram por pouco tempo e o rapaz lhe entregou um livro. Era o diário de Tom Riddle que ele havia encontrado. Ele disse a Malfoy que sabia que ele precisaria do diário, se o perdesse, estaria morto. e terminaram a conversa.

Lewis o esperava na torre. Ele chegou com o diário nas mãos. Ela o olhava, sentada em um cantinho ali.

_Ah, o livrinho que você achou que eu tinha pego por maldade._ela ironizou.

O loiro sorriu, lembrando que foi bobagem.

_O diário de Tom Riddle._ele falou sério._Marie, eu preciso te contar uma coisa.._contornou ele tentando contar a ela sobre Voldemort.

Marie suspirou já sabendo que ele ia contar sobre Voldemort, e suavemente disse.

_Eu sei o que você é..._ela disse séria.

_Diga, sussurre..._ele pedia, a ruiva aproximou-se mais dele e olhou em volta para ver se não havia ninguém perto. Colou os lábios no ouvido dele e disse

_Comensal da morte...

_Não ainda, mas quase...Você deve saber a história, não é?_ele quis saber.

_Grace Lecoeur, minha amiga. Me contou tudo. Passamos horas conversando._ela apoiou sua cabeça no ombro dele, que o fez sorrir.

Após muito conversarem sobre essa história de bruxos das trevas, eles foram almoçar, que já estavam com fome, e após o almoço Draco recebeu um aviso de sua mãe, que queria vê-lo para dizer algo importante. Era Voldemort, que planejava um ataque a Hogwarts na noite do baile, e Narcisa disse a Draco que todos ali estariam em perigo. Ele logo pensou em Marie, teria que protegê-la.

Lewis, naquela tarde, iria estudar sozinha na biblioteca, sobre defesa contra as artes das trevas, pois sabia que se precisasse, lutaria contra Voldemort para proteger Draco. Estava atenta, e não havia muitas pessoas na biblioteca, quando ouviu um estranho barulho. Um sussurrar, como se falasse em uma língua diferente. A ruiva levantou-se e seguia o sussurrar, para ver aonde a levaria. Até que ela chegou ao banheiro feminino, aonde vivia Murta que Geme. Ao chegar lá, o sussurrar parou. Ela só ouvia o silêncio, e mesmo assim aguardava para ver se ouviria de novo. Foi quando o fantasma da Murta que Geme apareceu, assustando-a sem querer.

_Olá, Marie!_disse Murta, fazendo a garota recuar assustada.

_Ah, meu Merlin, Murta._a ruiva suspirou._Uma hora você me mata de susto._ela sorriu levemente para o fantasma da garota.

_O que faz por aqui?_indagou Murta.

_Eu ouvi um barulho... Não foi bem um barulho, parecia mais um sussurrar...

Murta a olhava atentamente. Quando o sussurrar começou novamente.

_Ouça..._falou a garota para o fantasma. Naquele momento, apareceu uma serpente de tamanho normal, na frente dela, iria atacá-la. Foi quando Grace chegou no local, procurava a amiga há um bom tempo pelo castelo. Chegou e parou para ver o que estava acontecendo e viu uma cena incrível. Enquanto isso, Marie encarava a serpente sem medo e começou a falar alguma coisa que tanto Murta como Grace, nenhuma das duas entendia. Ela falava num sussurro, como a voz que ela ouvia, ela não tirava os olhos da serpente, estava concentrada. A serpente circulou devagar envolta de onde estava Marie, e virou-se para Grace, como se fosse atacá-la. Marie disse algo que nao era possivel entender, e a serpente rastejou-se para os canos adentro. Grace estava boquiaberta.

_Por quê essa cara, amiga?_indagou a ruiva.

_Amiga, o que você acabou de fazer?_falou a morena ainda perplexa com o que tinha visto.

Marie olhou em volta como se perguntasse "o que".

_Você é ofidioglota!_exclamou a veterana.

_Como assim? Eu nem sei o que é isso._disse Lewis sem nem mesmo entender o que tinha feito._Eu estava dizendo para a serpente não atacar você.

_Pode até ser mas não foi no nosso idioma. Falava em sussurros, como se fala em ofidioglofia._explicou a amiga.

_E por quê este espanto? Acho que qualquer outro aluno conseguiria... ou sei lá...

_Não._protestou Grace._Os ofidioglotas são raros. O último de quem se ouviu falar foi... o Lord Voldemort, talvez. Pode ser que tenham outros, mas poucos...

_Deixe-me adivinhar... dom herdado de Salazar Sonserina?_disse Marie com cara de "ja sei".

_Exatamente._confirmou a morena.

As duas terminaram a conversa e Grace disse a amiga que isso poderia ser bom, ou ruim. E ja que Marie estava se dando tão bem com Draco, ela poderia contar a ele o que houve, e ele lhe daria uma solução. As duas separaram-se naquela tarde. Grace foi imediatamente contar a Malfoy, que estava a irritar alguns grifinórios no jardim do castelo. A morena chegou apressada.

_Malfoy!_exclamou ela. O loiro a olhou chegar repentinamente e se perguntava por dentro qual motivo dela estar falando com ele.

_O que quer, Lecoeur?_ele respondeu ríspido.

Grace olhou em volta e virou-se para Malfoy.

_Podemos conversar agora?_ela cruzou os braços. Malfoy deu alguns passos a frente com Grace e agora esta podia falar.

_O que houve?_ele indagou sério.

_Marie Lewis é ofidioglota._ela desabafou.

Draco fez um olhar surpreso, como se precisasse ouvir de novo para processar a informação que acabara de receber.

_Mas como assim?

_Hoje a tarde, a procurei por todo canto e não encontrava. Disseram que ela estava na biblioteca mas saiu de lá e foi em direção a banheiro feminino. Quando eu cheguei lá, ela estava conversando com uma serpente, tentando induzí-la a algo._ela pausou pouco ofegante._Talvez a não me atacar, pois a serpente vinha armando bote na minha direção.

_Eu preciso encontrá-la._disse o sonserino saindo apressado, deixando a colega sozinha.

_Ela está na Sala Comunal de nossa casa!_gritou Grace, vendo que ele apenas ouviu sem se virar para olhá-la.

Malfoy chegou na sala comunal e encontrou Marie cochilando no sofá. Sem querer ele a chamou alto, assustando a garota.

_O que foi agora, Draco?_ela disse o nome dele e ele não segurou o sorrisinho de canto, enquanto a via esfregar os olhos despertando de seu sono leve. Ela sentou-se no sofá e ele nem se aproximou, apenas disse.

_Preciso que me acompanhe, é urgente!_em seguida saía apressadamente da sala comunal da Sonserina. A menina seguia atrás, sem entender o que ele queria. Havia pouca gente nos corredores. Ela tentava acompanhar os passos rápidos do loiro que parou bruscamente em frente a uma parede. Ela quase esbarrou nele. De repente materializou-se uma porta que se abriu, o loiro a puxou lá pra dentro e logo a porta se fechou, como se não existisse. A garota logo procurou respostas.

_Pode me dizer o que está havendo?_ela o olhava, ele afrouxou a gravata do uniforme sem olhá-la.

_Lecoeur me contou que você é ofidioglota.

_Ah sim, e eu sou herdeira de Salazar Sonserina...não me diga.._ela ironizou como se fosse apenas uma coincidência.

_Mas se Voldemort souber... ele pode querer forçá-la a ser uma comensal. Isso seria uma vantagem para ele.

_Draco, por quê tão apreensivo?

_Faça um pacto comigo, que não contará nada a ninguém._ele falou se aproximando da garota e encarando seus olhos verdes.

_Pacto aceito._ela respondeu, olhos fixos nos dele.

Ele nada mais falou, apenas aproximava-se dela deixando a menina sem saída, encostou-a na parede segurando seus braços, a beijou suavemente, mas com aquele jeito bruto que ele tinha. Ao desenrolar do beijo, ele percorreu as mãos pela cintura dela, deixando que ela acariciasse seu rosto, passando a mão nos cabelos do loiro, e na nuca. Ele parou o beijo e ainda com rostos bem próximos, olhou-a nos olhos e se afastou.

_Ele planeja atacar Hogwarts na noite do Baile.

A ruiva colocou as mãos na boca e estava perplexa. Pra descontrair, ela teve uma ideia. Tirando a varinha de seu bolso.

_Diga-me aonde ele está, eu irei detê-lo agora!_dizia ela._Reducto!_ela atingiu uma estátua de mármore que havia ali na sala precisa.

Draco balançou a cabeça negativamente e tomou a varinha das mãos de Marie por uns segundos, dizendo.

_Ainda não está na hora da batalha, guerreira._ele devolveu a varinha a ela, dando as costas.

Ela guardou a varinha no bolso e o seguiu. Saíram da sala precisa e voltaram a Sala Comunal da Sonserina. Preparando-se para o jantar.

Notas finais
Este capítulo foi menos longo, para o bem estar dos leitores, espero que leiam mesmo, se possível divulguem, e comentem por favor, podem mandar sugestões de continuidade da história, quem sabe eu possa incluir sua sugestão... Obrigada *-*