A ESCOLA DOS SERES MÍSTICOS
5 Capítulo 5- a voz da floresta
O silêncio tomou conta da floresta.
Lyra sentiu o coração bater tão forte que parecia ecoar entre as árvores gigantes.
Os olhos brilhantes continuavam observando ela na escuridão.
— A… herdeira? — ela perguntou baixinho.
Nixie segurou o braço dela imediatamente.
— Ok. Não gostei dessa palavra.
Theo tentou rir, mas parecia nervoso.
— Talvez seja outra Lyra. Deve existir várias Lyras no mundo, né…?
Kael continuava olhando fixamente para a criatura escondida entre as sombras.
Sério.
Sem medo nenhum.
— Saia da escuridão — ele disse friamente.
As árvores começaram a tremer.
Então uma criatura enorme apareceu lentamente.
Parecia um lobo gigante coberto por marcas brilhantes prateadas. Seus olhos tinham a mesma cor da lua.
Lyra ficou paralisada.
— Uau… — Theo sussurrou.
A criatura se aproximou dela devagar.
Mas antes que chegasse perto—
*CRAAAAASH.*
Correntes mágicas surgiram do chão e prenderam o lobo instantaneamente.
A criatura rugiu.
Uma rajada de vento explodiu pela floresta.
— O QUE TÁ ACONTECENDO?! — Nixie gritou.
Uma voz conhecida ecoou atrás deles:
— Eu avisei para ninguém entrar aqui.
Diretora Selene apareceu no meio da névoa escura.
Os olhos dela brilhavam perigosamente.
— Vocês têm noção do que despertaram?
Theo levantou a mão lentamente.
— Honestamente? Não.
Selene suspirou irritada.
O lobo ainda encarava Lyra.
Então falou novamente:
— Ela carrega a marca da Lua Eterna.
O rosto da diretora mudou na mesma hora.
Pela primeira vez…
Ela parecia preocupada.
Lyra deu um passo para trás.
— Eu não tô entendendo nada!
Selene olhou diretamente para ela.
— Porque ainda não é hora de entender.
As correntes começaram a puxar o lobo para dentro da escuridão.
Antes de desaparecer, a criatura falou uma última frase:
— Eles mentiram para você, herdeira.
E sumiu.
O silêncio voltou imediatamente.
Nixie estava quase tremendo.
Theo parecia em choque.
Até Kael ficou sério.
Lyra olhou para Diretora Selene.
— O que foi aquilo…?
Selene per
maneceu quieta por alguns segundos.
Então respondeu:
— Um segredo que deveria ter permanecido enterrado.
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