A Duel Against the Past and Love.

12 12 Capitulo 12 - Dream Sweet King


Notas iniciais
*gritando pro mundo todo ouvir* AAAALOOOOUUUU PESSOAAAAAAAL!! EU VOLTEEEEEIII!! Quando saiu a noticia de que a Catedral de Notre Dame pegou fogo no dia 15 de Abril de 2019, pareceu ser o sinal definitivo para que eu voltasse a escrever esta fic, mas arranjar um dia para postar era quase uma missão impossivel. Varias vezes li, e relia o texto e pensava:"Não tá legal assim,não!" Todo mundo sabe que 2019 não foi um ano muito facil, não é mesmo? Mas depois de muito editar, reescrever este capitulo, estou entregando-lhes o ultimo capitulo: Cinco anos, e três dias depois da noticia de que a Catedral de Notre Dame de Paris foi reaberta! Ainda estou relutante em me despedir desta historia... mas vamos lá.

Cassandra e Clopin foram subitamente acordados por batidas desesperadas na porta da carroça.

O acerdiago e Madeleine com sua pequena criança nos braços, clamavam desesperados por ajuda.

Naquela noite, o céu da noite de Paris estava se tingindo de laranja e cinza.

O crepitar das chamas ecoava pelas ruas, e a fumaça densa sobe em espirais, obscurecendo as estrelas.

A majestosa catedral de Notre Dame, normalmente símbolo de força e fé, agora estava á mercê do fogo.

A multidão aglomerando-se na praça , um misto de cidadãos comuns, aristocratas e ciganos, todos unidos pelo horror compartilhado, observando com horror o incêndio que devorava um dos monumentos mais icônicos da cidade de Paris.

Alguns choravam, outros rezavam, mas todos estavam em choque diante da destruição.

O sino maior, Emmanuel, que há séculos anunciava o tempo e a glória, agora soava em desespero, ecoando pela cidade como um grito de socorro.

-Os sinos... Eles ainda estão tocando! — Lamentou uma mulher desesperada na multidão.

No alto da torre norte, surgiu Quasimodo, seu rosto deformado iluminado pelas chamas.

Ele carregava uma expressão de terror, mas também de determinação.

O fogo avançando rápido, lambendo as pedras antigas, tornando o chão escaldante sob seus pés.

As sombras das gárgulas que ele tanto amava agora pareciam mover-se ao ritmo frenético do fogo, como demônios dançando em um baile macabro.

Ele tossia e arquejava, seus pulmões queimando com a fumaça, mas seus olhos — aqueles olhos tão temidos e desprezados pelo povo de Paris — permaneciam firmes.

Ele não lutava apenas pela própria vida, mas pela alma de Notre Dame.

Ele segurou uma viga em chamas, tentando mantê-la afastada da porta de madeira que estava prestes a ceder.

Seus olhos vasculham a multidão abaixo, mas ele estava completamente isolado.

O povo gritando, impotente, até que uma figura surgiu correndo pelas ruas da praça: Esmeralda, a cigana que ele tanto amava.

— Ele ainda está lá! — gritou Cassandra, apontando para a figura no alto. Sua voz cortou o murmúrio coletivo, trazendo uma nova onda de ação. — Não podemos deixá-lo morrer!

Quasimodo! — Gritou Esmeralda — Viemos tirá-lo daí!

Ao seu lado, Clopin, o líder dos ciganos, organizava os homens, ordenando que trouxessem cordas, tecidos molhados e escadas improvisadas.

-Ele salvou os ciganos, e a catedral de um fanático... Agora é nossa vez de salvá-lo!- Disse Phoebo, o capitão da guarda para seus soldados.

Os cidadãos hesitaram por um momento, mas logo se juntaram ao esforço.

Esmeralda escalou a primeira escada com uma coragem indomável.

As chamas ameaçavam engolir tudo ao seu redor, mas ela não recuou.

Clopin e outros ciganos sobem logo atrás, gritando para Quasimodo.

-Aguenta firme, amigo! Estamos chegando!- Gritou Phoebus montando em seu cavalo Aquiles.

Enquanto isso, no alto, Quasimodo forçava seus músculos exaustos, escalando as gárgulas para fugir do calor infernal.

Suas mãos calejadas agarravam-se firmemente nas pedras que ele conhecia tão bem.

Em um último esforço, ele puxou-se para a beirada de uma das torres.

Uma explosão de faíscas aconteceu e uma das torres começou a desmoronar parcialmente.

Ele tentou descer, mas as escadas estavam bloqueadas pelos escombros.

Ele estava preso.

A multidão gritava em pânico.

Quasimodo estendeu a mão para Esmeralda e Cassandra, seus olhos repletos de medo e esperança.

-Eu não vou conseguir.- Dizia numa voz rouca e sem esperança.

_Nós não vamos te deixar aqui.- Ela agarrou sua mão com força, ajudada por Clopin e Cassandra.

Juntos, puxaram Quasimodo para uma área segura.

Enquanto desciam, as torres continuavam a ruir, mas o povo de Paris aplaudiu quando viram a figura desajeitada de Quasimodo ser salva por aqueles que ele pensou que o rejeitariam para sempre.

Ele estava exausto e coberto de fuligem.

Mas ainda estava vivo.

Os ciganos o levaram para um lugar seguro e lhe deram comida e água.

Ele estava grato por sua ajuda, mas seu coração estava partido pela destruição de sua amada catedral.

Lá embaixo, os cidadãos de Paris se revezavam em uma tentativa desesperada de salvar Notre Dame de Paris.

Formavam uma corrente humana, passando baldes de água de mão em mão, na esperança de conter as chamas.

O povo aplaudiu, lágrimas misturadas com fuligem escorriam de seus rostos.

A catedral ainda ardia, parecendo sucumbir cada vez mais ao poder destrutivo do fogo.

Mas no centro da destruição, a solidariedade e o espírito humano brilhavam como uma luz inextinguível.

Quando por fim, o incêndio foi combatido, a catedral, símbolo de fé e resistência havia ficado em ruínas, mas ainda estava de pé.

Quasimodo olhou para a catedral, seu coração cheio de tristeza.

Ele sabia que nunca mais seria a mesma.

Mas ele também sabia que a cidade de Paris não seria a mesma sem Notre Dame.

Ela era um símbolo de esperança e resistência, um testemunho da força do espírito humano.

Quasimodo e os ciganos se uniriam aos cidadãos de Paris para reconstruir sua cidade e seu espírito.

O grande sino da catedral, milagrosamente intocado pelo fogo, soou uma última vez naquela noite.

A ressonância do sino ecoou pelo Sena, um lembrete de que, mesmo em meio à destruição, a coragem e a solidariedade poderiam salvar vidas e manter viva a esperança.

_Eu tô só a fuligem.- Supirou Cassandra sacudindo as cinzas que haviam se espalhado em suas roupas.

-Mas hoje, Paris não perdeu seu coração!- sussurrou Clopin para Cassandra envolvendo-a em seus braços.

A determinação e a coragem dos parisienses haviam mostrado para ela que, mesmo diante da tragédia, a esperança e a solidariedade ainda brilhavam intensamente.


***

Clopin a levou para um canto afastado da cidade, onde debaixo de uma ponte, corria um rio de aguas limpidas, no qual a lua podia ser vista refletida.

Um ambiente perfeito que proporcionaria uma paz de espírito.

O som do rio correndo era uma melodia tranquila que embalava seus passos.

Eles se olharam com cumplicidade, um sorriso sereno nos lábios.

Cassandra se despiu lentamente com movimentos graciosos e lentos.

Clopin analisava cada detalhe daquele lindo corpo.

A pele pálida reluzindo com a luz da lua e das estrelas.

As raizes vermelhas no cabelo loiro um pouco despenteados de Cassandra estavam viziveis novamente.

Ao entrar no rio, as águas subiram devagar, abraçando sua pele com frescor.

Ela ajoelhou-se, sentindo a textura fria das pedras sob os pés descalços, e mergulhou as mãos nas águas límpidas.

Seu rosto, sereno e introspectivo, refletia uma tranquilidade rara, como se aquele momento fosse sagrado.

Movia-se com suavidade, como se pedisse permissão ao rio para estar ali.

Seus dedos tocavam a superfície da água, criando pequenas ondas que dançavam em círculos, como se compartilhassem sua alegria.

O banho não era apenas uma limpeza física, mas um ritual íntimo e profundo.

Cada gota que escorria de suas mãos parecia levar embora as marcas de cansaço, renovando-lhe o espírito.

Ela ergueu o rosto ao céu, deixando que o sol lhe aquecesse enquanto uma brisa suave bagunçava os fios molhados de cabelo.

Ao sair do rio, seus olhos brilharam.

Não era apenas água que a cobria, mas uma nova energia, como se a natureza lhe tivesse presenteado com um novo começo.

Clopin não sabia o que fazer vendo a mulher mais linda de sua vida nua nadando em um rio numa linda noite estrelada como aquela o deixava sem ideia do que fazer.

Ele não sabia se tirava a roupa, se tambem entrava nas aguas do rio, ou se continuava daquele jeito.

Não pensou mais de duas vezes, e tambem se deixou levar pela correnteza suave.

Clopin sentiu frio ao colocar os pés na agua, temeu ficar resfriado no dia seguinte, mas percebeu que valeria a pena ficar junto de sua amada esposa.

Não havia pressa, apenas o prazer simples de estar na natureza, de sentir a água acariciar suas peles.

Ficaram em silêncio por um momento, compartilhando a quietude e o som da água, que parecia carregar mais do que simples correnteza.

O mundo lá fora ainda existia, com todas as suas durezas e incertezas, mas ali, naquele instante, tudo estava em pausa.

Eles nadavam lado a lado, às vezes se afastando, às vezes se aproximando, como se dançassem uma dança silenciosa.

O rio era um refúgio, um lugar onde podiam ser livres, onde o mundo exterior não importa.

Eles se banham na pureza do momento, na conexão que compartilham, sem necessidade de palavras.

Clopin sentiu seu corpo roçando no dela, no movimento seguinte, enlaçou os braços na cintura dela e a apertou com força.

Sentindo aquele corpo macio, Cassandra olhou para Clopin nos olhos e o encarou com uma certa timidez.

Novamente o clima se mostrou propício para algo acontecer.

Ainda dentro d'agua, Cassandra se aproximou lentamente de Clopin como uma gata carente e começou a sentir um calor.

O calor emitido pelo corpo gostoso de Clopin.

Aqueles braços fortes, que mais se assemelhavam aos de um soldado.

Clopin apertou a cintura da cigana mais uma vez com aquelas mãos ageis.

E eles se beijaram.

O beijo tomou velocidade em questão de segundos.

Logo, os lábios e as linguas se moviam em total frenesi, volupia e extase.

As mãos de Clopin começaram a explorar o corpo de cassandra apertando toda sua pele, e ela estava gostando de sentir aquela delicadeza bruta.

Ao parar nos seios da cigana, ele começou a se deliciar e deixa-la ainda mais excitada.

Fazia cassandra emitir sons.

E estava gostando de ouvir aquilo.

-Você é tão linda. -Declarou num tom de voz cantante e musical.

Cassandra emitiu um suspiro e se agarrou nos braços fortes de Clopin.

Ele se inclinou lentamente, os dedos desenhando um caminho delicado pela pele dela, como se tentasse gravar cada detalhe na memória.

Era como explorar um território sagrado, não com pressa, mas com reverência.

Seus dedos continuaram a jornada, movendo-se com uma mistura de curiosidade e cuidado.

Ele sabia que aquele momento era mais do que o toque em si; era sobre ouvir o que o corpo dela tinha a dizer, respeitar os sinais, compreender os limites e as permissões.

Ela respirou fundo, e ele a observou como se aquele gesto contivesse um mundo de significados.

“Você é tão... incrível,” Ele murmurou, não como um elogio vazio, mas como uma verdade genuína que parecia sair de sua alma.

Os olhos dela brilharam.

“E você é gentil.” Ela suspirou.

Eles se perderam no tempo, suas vozes substituídas pelo diálogo silencioso de toques e olhares.

Não havia urgência, apenas a paciência de quem entendia que o verdadeiro segredo não estava em desvendar, mas em compartilhar.

Clopin cantava lindas canções de amor em Francês pra ela enquanto sons e toques eram trocados.

Cassandra percebeu que Clopin era irresistivel demais, como em um sonho.

Percebendo que ela respondia aos movimentos fortes, Clopin tomou as redeas do momento e ambos entraram em uma dominação e controle absoluto.

Chegando quase ao clímax, Clopin a deitou delicadamente em cima de uma pedra grande, com a agua na altura dos joelhos

A respiração de ambos estavam ofegante e Cassandra sentia milhares de arrepios ao ouvir os gemidos de Clopin.

Ao chegar ao apice dos gemidos, tonturas e movimentos, ambos começaram a sentir o corpo estremecendo.

Ele segurou com força o cabelo e a cintura dela.

Cassandra sentia o rosto em chamas.

E assim, a satisfação veio.

Com ela, o extase puro.

O momento foi incrivelmente sedutor.

Romântico.

Apaixonante.

***

Quando o sol começava a nascer, tingindo o céu de azul,lilás e rosa, eles sairam da água, renovados.

Sentaram-se na margem, observando o espetáculo do amanhecer, sentindo a brisa suave secar suas peles.

Não havia nada além do agora, do presente compartilhado, e isso era tudo o que precisavam.


***

Seis anos depois...


No acampamento cigano, a noite estava começando a cair, e as estrelas começavam a brilhar no céu.

Ao redor de uma fogueira, um casal de ciganos preparava um teatro de bonecos em sua pequena carroça.

Cassandra, com suas mãos habilidosas, ajustava os bonecos, enquanto Clopin, com um sorriso no rosto, organizava o pequeno palco improvisado.

O filho deles, Hector, um menino de olhos curiosos e cheios de vida, observava tudo com entusiasmo.

Ele sabia que aquela noite seria especial, pois seus pais iriam contar a história do Corcunda de Notre Dame, uma das suas favoritas.

— Mamãe, papai, posso ajudar? — perguntou o menino, com uma mistura de timidez e excitação.

A mãe sorriu e acenou com a cabeça.

— Claro, meu querido. Você pode ser o narrador. Vai ser maravilhoso ter sua voz para dar vida à história.

O menino então se posicionou ao lado do palco.

Com a voz cheia de emoção, ele começou a narrar a história de Quasimodo, o corcunda que vivia na catedral de Notre Dame.

Seus pais manipulavam os bonecos com maestria, fazendo-os dançar e se mover ao ritmo das palavras do filho.

A cada cena, o menino se envolvia mais, sua voz ganhando confiança e paixão.

A plateia explodiu em aplausos e risadas emocionadas, encantada com a entrega do menino.

Clopin trocou um olhar cúmplice com Cassandra, e ambos sabiam que Hector havia encontrado sua paixão pelo palco.

Os bonecos pareciam ganhar vida própria, e a história de amor, tragédia e redenção de Quasimodo e Esmeralda encantava todos que assistiam.

Quando a história chegou ao fim, com Quasimodo encontrando paz ao lado de sua amada catedral, o menino olhou para seus pais com um brilho nos olhos.

— Vocês foram incríveis! — disse ele, abraçando-os. Seus olhos brilhavam com o mesmo entusiasmo que tinha ao pedir para ajudar no início.

— E você foi um narrador maravilhoso — respondeu Clopin, beijando a testa do filho. -Parece que temos um novo contador de histórias na família.

Cassandra, com lágrimas de orgulho nos olhos, completou:

— Esta noite foi mágica, e tudo graças a vocês. — Disse Hector .

Quasimodo e sua amada Madeleine haviam assistido ao espetaculo e vieram cumprimenta-los.

Junto deles estava seu filho, que possuia a mesma idade de Hector.

A noite terminou com risos, abraços e a promessa de novas histórias no pequeno teatro dos sonhos.


Fim

Notas finais
Vou confessar que eu não consegui pensar numa melhor forma de terminar esta historia que não fosse desse jeito Sempre tive dificuldades para escrever os finais de minhas historias mas por razoes pessoais, este ja estava definitivamente na minha mente, eu já sabia aonde queria chegar e estes acontecimentos simplesmente me pareciam o certo a ser feito. Agradeço imensamente a todos que acompanharam, ate os que se esquecem de interagir, deixar votos, comentarios. (obrigada a todos os ghost readers que navegam neste site, viu? vcs são fenomenais!) É muito bom saber as suas reaçoes de cada parte da trama. Espero que vcs tenham gostado desta experiencia, e que parte dela continue na memória de vcs. E como já dizia Hugo, bem no final, no finalzinho da VHS de O Corcunda de Notre Dame da Disney: TCHAU TCHAU! HEHE! UUUH!! \o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.