Notas iniciais
Um pouco de no-sense, comédia e uma resolução que talvez faça sentido... Ou não hein? KKK

Espero que gostem!

Era um dia completamente comum para Kuchiki Rukia. A pequena shinigami saiu do armário de Ichigo, esfregando os olhos.

Não havia sinal do morango revoltado.

“Ele deve ter saído com a família” – Ela pensou, dando de ombros.

Vestiu-se e em seguida desceu as escadas e preparou seu café. Só então, depois de ter comido, percebeu que a casa inteira estava vazia.

– Que estranho – Exclamou em voz alta – Eles provavelmente me avisariam se fossem sair.

Mas não avisaram e Rukia estava completamente só na casa dos Kurosaki. A moça estava entretida em seus pensamentos quando um forte barulho a fez pular de susto.

– Quem está aí? – Perguntou.

– Ai, Kuchiki, será se tem pratos em todo lugar dessa casa?! – Uma voz conhecida se referiu a ela.

Quando Rukia observou a janela da cozinha, num segundo anterior, nada havia. Mas agora Hitsugaya Toushirou estava em pé sobre uma pilha de pratos destruídos.

– H-Hitsugaya Taichou?! O que está fazendo aqui?

– Eu não faço a mínima idéia – Ele pareceu ainda mais confuso que ela.

– Mas foi o senhor que apareceu aqui! – Ela retrucou.

– Eu só me lembro de estar brigando com a Matsumoto e depois de maneira misteriosa parei aqui – Ele disse furioso.

– Pois Hitsugaya Taichou, eu é que não faço idéia do que está acontecendo – Rukia massageou as têmporas enquanto observava o pequeno Taichou. E por falar em pequeno a moça começou a ficar na ponta dos pés para constatar que se crescesse alguns centímetros conseguiria ser maior que Hitsugaya.

– Que diabos você está fazendo, Kuchiki? – O garoto levantou as sobrancelhas flagrando a ação.

– Er... Nada – Disse voltando a posição normal.

– E então? O que fazemos agora? – Ele perguntou, mas antes que ela respondesse, um grito foi dado pelo próprio – ICHIMARU!

Rukia bufou irritada. Desde quando as coisas pararam de fazer sentido mesmo?

– Ora, ora, se não é a Rukia-chan e o Chibi Taichou? – O homem falou descendo da pilha de pratos.

– MALDITO ICHIMARU! – Hitsugaya grita.

– Pareeeeeeeeem!

Os dois olharam para a pequena que acabara de gritar. Sua face estava vermelha e nos seus olhos deixavam transparecer coisas que não seriam muito adequadas de serem ditas...

– Escutem aqui, senhores: Não sei o que está acontecendo. Vocês entraram caindo do céu como vacas e...

– Rukia-chan, vacas não voam.

– Nem caem do céu. Você devia saber disso – Hitsugaya repreendeu.

– Eu sei disso! Foi uma força de expressão! – Retrucou.

– Não conheço essa... – Gin disse.

– Nem eu – O outro concordou.

A garota deu outro grito irritado.

– Num momento vocês estavam se matando aqui e depois começam a concordar sobre um ditado!

– Só por que somos rivais de morte não podemos concordar com nada?! – Hitsugaya repreendeu-a.

– Não se pode julgar as pessoas assim, Rukia-chan!

– Você é um assassino descarado, maldito, filho de uma... – Rukia ia dizendo.

– Ei! Isso magoa sabia! – Gin respondeu.

– E ele ainda está sorrindo para você! Pare de ser sem coração!

– Caso você não tenha notado: ELE SEMPRE SORRI! Isso foi algum botox malfeito! – A pequena retrucou.

– Na verdade foram milhares de cremes da Avon em excesso... – Gin revira os olhos.

– Tá vendo?! Como você pode confiar num assassino? E ainda pior, um cara que quase teve uma overdose de cremes da Avon?!

– Só acho que não devemos ser preconceituosos... Afinal a Avon melhorou a vida de muita gente – Hitsugaya respondeu.

Rukia bate a mão na cabeça.

– Não me lembro de ter ingerido drogas em nenhuma fase da minha pós-vida...

– Mas vamos sair dessa casa cheia de pratos! Vamos à praia! – Gin sugeriu com um sorriso de coringa que ganhou na loteria três vezes.

– Boa idéia, maldito! – O outro respondeu, sem humor – Semana passada roubaram meu protetor solar!

– Compre outro! – Rukia disse.

– Mas ele não terá o mesmo valor sentimental do que um outro protetor – O “coringa Taichou” responde – Você deveria parar de ser tão insensível!

– Eu não sou insensível! Vocês é que estão me causando um tormento aqui!

– Você deveria ser mais educada com seus convidados, menininha – Hitsugaya diz ríspido.

– Menininha?! Com todo respeito, Taichou, mas o senhor não tem nem dois centímetros a mais que eu!

Foi a gota d’água.

– INSINUOU DE ALGUMA FORMA OBSCURA QUE EU SOU BAIXINHO?! – Vociferou.

– Não, eu insinuei que quero que os dois saiam da minha casa! – Rukia diz.

– A casa não é sua, é do Kurosaki – Ele responde.

– Mas ele é um molenga, então quem manda aqui sou eu!

– Já estou imaginando essa frase daqui a alguns anos... – Gin responde.

– Bom, então vamos a praia. Mas ficarei na barraca comendo bolinha de peixe! – Hitsugaya disse a contra gosto.

– Não seria Caranguejo? – Gin indagou.

– Sou alérgico a crustáceos...

– Como você vive no Japão sendo alérgico?! É só isso que vende aqui! – Rukia rebate.

– Nem sempre. Agora há MacDonalds em todas as esquinas. E alias, eu vi seu irmão lá, Rukia-chan! – Gin ri.

– Nii-sama? Como?

– Ele não é dono do MacDonalds? E da Microsoft? E da Casa Branca?

– Sabe que o que você está dizendo não faz o mínimo sentido? — Diz massageando as têmporas – Só falta aparecer o Aizen.

– Ah, o Aizen-sama gostaria muito de aparecer. Mas teve uma reunião do chá no clube das escoteiras – Gin responde.

– O Aizen é uma ESCOTEIRA?! – Hitsugaya arregala os olhos.

– Ele é o chefe dos escoteiros. Os biscoitos deles são ótimos! Vocês pensam que ele é vilão em todas as horas do dia? – Ichimaru disse.

– Ah! Desisto de entender isso. Provavelmente eu devo ter desmaiado em alguma batalha e vou acordar a qualquer momento!

– Não estamos em guerra, Kuchiki. Mas eu ainda vou cortar a cabeça desse maldito Ichimaru!

– Mas vamos – O próprio diz ignorando o comentário – Pisem nesses pratos e eles nos levarão a praia!

– Parece que tinha algo mais do que chocolate nos biscoitos do Aizen... – Rukia diz.

– E como vamos chegar lá, só pisando nos pratos do Kurosaki? – Hitsugaya pergunta.

– Isso é... O poder da amizade! – Brilhinhos ao redor de Gin se formam de maneira misteriosa.

– Ah, por favor... Nem a morte é tão ruim quanto suas frases! – A moça revira os olhos.

– Ah, não tenho culpa se eu não tenho um irmão podre de rico e não posso esfregar isso na sua cara – Ele sorri, mas a intenção não era bem essa... – Pisem nos pratos quando eu disser já!

– E por que VOCÊ tem que dizer? Por que eu não posso?

– Por que eu sou maior e sempre tenho razão! – Ichimaru disse.

– AAAAH! ICHIMARU!

– Já!

E no meio dessa confusão no-sense, Rukia acaba sendo tentada a pisar na pilha de pratos, que misteriosamente foi parar no chão.
Como naqueles filmes malfeitos, toda a paisagem muda de maneira repentina e o cenário de praia é revelada aos três protagonistas.

– Eu disse que funcionaria – Gin disse confiante.

Rukia começa a rir nervosa e a abraçar a si mesma, julgando-se louca. Enquanto isso, Gin se afasta um pouco saindo das vistas de ambos.

– Anda Kuchiki, pare de doença e tire as coisas daquele carro – Hitsugaya disse.

– Carro?! Quem trouxe um carro?

– Ah, eu acabei de assustar um bando de turistas e eles deixaram o carro – Disse com seu sorriso estranhamente permanente.

– Isso é roubo!

– Não... Só me deixa mais bonito! – Faz pose.

– Céus, pensei que você fosse mais assustador – Ela diz ainda mais irritada.

– Anime-se, Rukia-chan! Qual foi a última vez que você curtiu a praia com seus dois melhores amigos? – Gin fala.

– Acontece que se eu falar com um de vocês duas vezes a cada 80 episódios é muita coisa! – Rukia retruca.

– N-Não é para tanto...

– ICHIMARU!!

– Que foi menino? – Ele pergunta.

– Nada, é que é divertido ficar gritando o seu nome com um profundo ódio.

– Nunca diga meu nome em vão!

– O que houve com o mundo... – A moça cai no chão.

– Ele só virou mais colorido, Rukia-chan!

– Vai Restart... – Hitsugaya revira os olhos.

Gin, que poderia ter feito uma careta mas convenhamos que isso é impossível, foi até o carro e tirou três objetos.

– Olha que roupas descoladas que eu achei aqui galerinha! – Ele chama.

– Pare com essas gírias da moda que não cola, Ichimaru – Hitsugaya mesmo assim olha para a peça que lhe é estendida.

– Tem um para você também, Rukia-chan!

– Nem vem! Isso parece um saco plástico rosa!

– Ficaria tão bonitinho em você! Oh... – Gin acaba de receber um soco no estômago – Que... Menina delicada é você, Rukia-chan... Ai.

– Agora entendo por que o Hitsugaya Taichou vive te chamando de maldito.

– Seu maldito.

– Onde está o mar então? – Rukia perguntou – Já que estamos na praia...

– Mas que mar? Aqui não tem mar! – Gin olhou para ela como se esta fosse louca.

– MAS NÃO É UMA PRAIA?! – Ela vociferou.

– Tenha calma, menina!

– AH! ESTOU FARTA DISSO! PRATOS TELETRANSPORTADORES, AIZEN ESCOTEIRA, PRAIA SEM MAR E AGORA O QUE VEM?!

– Pode até ser... Mas olha como eu estou estiloso com essa roupa! – Ichimaru aponta para a peça que vestiu por cima.

– ICHIMARU!

– Taichou! Desde que esse pesadelo começou o senhor só fala ICHIMARU, ICHIMARU, ICHIMARU! O que está havendo?! – Os olhos de Rukia quase saltavam das órbitas.

– A globalização faz isso com as pessoas... – O dono de um sorriso não tão invejável disse.

– Não mude de assunto!

– Eu não agüento mais! – A pequena shinigami põe as mãos no cabelo em desespero – Que diabos é isso?! Será se eu morri de novo e fui pro inferno?

– E eu lá tenho cara de capeta? – Gin indaga.

– Tem! — Hitsugaya responde.

– Tu não sabes o que é pergunta retórica não?

– E tu não sabes o que é cara de pau?

– E vocês não sabem o que é AVC? Pois se não sabem vão me ver ter um agora! – Ela grita.

– Coitado do Kurosaki, ter que aguentar uma shinigami tão histérica! – Gin diz.

– Imagine quando vierem os menininhos e menininhas histéricos! – Hitsugaya revira os olhos.

– Não vamos ter menininhos e menininhas!

E de repente uma voz misteriosa surge.

– Quem não vai ter menininhos e menininhas? – Era a voz de Ichigo.

– NÓS! – Rukia responde.

– Você tá grávida?! – Ele grita – Como?! Rukia, volta para realidade! Eca, você está babando!

– Babando?

E de repente a moça sente uma sacudida forte no corpo e tudo aquilo vai ficando cada vez mais distante.

– Até a próxima, Kuchiki.

– Bye bye Rukia-chan!

Kuchiki Rukia acorda atordoada no chão do quarto. Sua boca está meia molhada e a sua frente estava um rapaz de cabelos laranjas.

– Vamos mesmo ter menininhos e menininhas?!

– Que...? Não!

Ele suspira.

– Ufa, fiquei com medo de ser sonâmbulo.

– O que você anda sonhando, Ichigo?!

– Eu é que pergunto, sua estranha – Ele desconversa.

– Hum... Tudo bem. Deixa para lá.

– Ah, deixaram um pacote para você.

– Sério? – Rukia então recebe uma caixa verde das mãos de Ichigo.

Ela desembrulha e vê uma pequena nota:

“Com amor para nossa melhor amiga, Rukia-chan.

Ichimaru Gin e por livre e espontânea pressão, Hitsugaya Toushiro”

Era um pacote com os biscoitos de escoteira do Tio Aizen.

– NÃÃÃÃÃO!!

Terá sido mesmo apenas só um sonho?

----- Fim ----

Notas finais
Mudei um pouco meu estilo de comédia nessa fic, mas espero que tenha agradado (não valorizando muito o dinamismo e sim os detalhes).

Mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!