A Dor Que Vaga Como Sombras.
2 Capítulo 2 - Alma perdida
Notas iniciais
Quando eu estava deitado nesta noite fria de novembro,era uma terça feira se não me engano,eu vi uma silhueta enquanto tentava dormir.Foi uma coisa boba mas que me deu muita aflição.O meu quarto fica quase que de frente para o banheiro,então como tenho medo de escuro,deixo a luz do banheiro acesa.Mas não devia ter deixado naquele dia.
Vi na luz que batia na parede a sombra de um homem,me era familiar,mas não dava para reconhecer só pelo contorno.Muitas pessoas que eu conheci morreram e não é possivel saber seu destino,mas para ter certeza de que sua alma foi condenada,sua sombra aparecerá e sussurrará no ouvido da sua pessoa mais amada que ainda vive.
Mas aquela sombra só ficou ali parada,como se estivesse planejando cortar minha garganta com uma foice,as vezes,dava alguns passos.Era muito difícil ignorar aquilo pois era muito perturbador.
Passei a noite em claro,e no outro dia a sombra já havia sumido.Ainda lembro disso hoje e me pergunto se era um de meus pais,mas,eles eram fiéis,então eles deveriam ter tido um final melhor.
Hoje é sexta,é dia do encontro de fiéis aqui onde eu moro,mas hoje está diferente,esta tudo muito silencioso,e a atenção de todos estavam voltadas para mim.
De repente o sacerdote veio até mim:
_Aconteceu algo triste com você não é garoto?_perguntou ele
_Do que o senhor esta falando?_perguntei
__Sobre os seus pais meu filho_afirmou
_Sim mas...Já faz tempo e eles ainda não apareceram,devem ter tido o melhor dos destinos_falei quase chorando
_Engano seu meu filho_disse ele sério_Escondemos a verdade de você por muito tempo,está na hora de conta-la.
Todos ficaram em extremo silencio,e olhavam para baixo,inclusive meus avôs.Vi na cara de todos uma expressão opaca,simplesmente como se fossem estátuas quebradas.O silencio permaneceu por alguns segundos.Então o sacerdote se dirigiu até eu e me disse:
_Filho,o mundo está prestes a acabar.Todos nós estamos vivendo como prisioneiros aqui nesta colonia,parece que é o fim dos tempos.Mas nós ainda temos uma esperança,você já deve imaginar que é você.
Na hora eu fiquei pasmo,mas ainda não sabia qual era a seriedade da conversa.
Então ele olhou para mim e disse:
_Você é o ......
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