A Dor Nos Une

12 Capítulo XII – Você é Mais Quente por Dentro, Nee-san


Notas iniciais
Boa leitura! (=

Capítulo XII – Você é Mais Quente por Dentro, Nee-san

Assim que as palavras saíram de sua boca, Temari imediatamente tentou se afastar, apenas para perceber que os braços dele estavam presos firmemente em torno dela, impedindo qualquer chance de fuga. Seus olhares se encontraram e o pânico completo em sua expressão fez lábios de Gaara transformaram-se em um sorriso animalesco. Ele queria mais, ele queria ver o medo destruí-la. Ela não teve tempo para protestar quando ele empurrou-a, os grânulos de areia envolveram-se ao redor dela para arrastá-la pelo chão enquanto ele se movia com fluidez em cima dela. Seus olhos perfuram-na com um olhar de fome pura. Os braços de Temari ainda estavam presos em torno dele, com as mãos instintivamente apertando forte, agarrando a camiseta dele em uma tentativa vã de encontrar algum apoio.

– Gaara, por favor, não... – ela sussurrou, tentando ignorar o peso dele em cima de seu corpo, o toque de seus dedos ao longo de sua cintura. – Você é meu irmão.

– Essa é a sua única desculpa? – ele perguntou com um leve sorriso perverso, sua mão fechando em torno do seio dela, vendo a misturado de medo e ansiedade que ela não conseguia esconder em seu olhar.

– Eu... – Temari começou, mas interrompeu-se abruptamente. Ele saberia se ela mentisse. Ele a tinha presa, ela não podia dar qualquer resposta satisfatória. – Não é isso... – ela terminou desesperadamente.

Gaara ignorou-a. Suas mãos continuaram o seu progresso ao longo do corpo da irmã, carícias leves alternando com arranhões em toda a pele sensível, onde as feridas ainda sangravam, fazendo-a ofegar e gemer quase simultaneamente. Sem pensar, Temari se moveu em uma tentativa de aliviar a pressão que ele exercia sobre o seu corpo, conseguiu somente suceder em abrir mais as pernas, posicionando Gaara entre as coxas expostas. Ela não podia mais ignorar a excitação dele, o volume dentro da calça, enquanto ela observava os lábios dele se moverem em algo que parecia com um grunhido silencioso enquanto ele pressionava contra ela.

Quando novas lágrimas derramaram pelo rosto de Temari, Gaara se inclinou em direção a ela, capturando seu lábio inferior entre os dentes. Aquilo ainda não era realmente um beijo, era apenas os dentes dele perfurando a pele dela, puxando os lábios manchados de sangue em sua boca, provocando a ferida enquanto passava a língua sobre ela. Ainda era impessoal, ainda desapegado. Até o momento em que ela deixou um gemido escapar de sua garganta, até o momento em que ela permitiu que suas costas arqueassem, pressionando-se contra ele.

Até o momento em que ela se inclinou para encontrá-lo, seus lábios selando um no outro, os olhos dela lentamente se fechando, enquanto suas mãos agarravam no tecido da camisa dele. Ela manteve os olhos fechados quando ele se separou, como se ela pudesse fingir que não era o seu irmão mais novo, que a situação em si, não era tão terrível como ela sabia que realmente era.

– Você quer isso, Temari – ele respirou contra ela.

– É errado – ela suspirou em resposta. A única justificativa que ela poderia dar.

– Olhe para mim – Gaara sibilou.

O ódio em sua voz fez com que os olhos dela se abrissem imediatamente, os cílios aglutinados com lágrimas, sua visão embaçada e turva.

– Eu quero ver a sua dor – ele murmurou, sua voz agora sensual, quase amorosa. Seus lábios se moviam para pressionar contra sua bochecha, ficando manchada com as lágrimas dela. – Sentir a sua dor... – mais para baixo, até o pescoço. Os dentes raspando em sua pele. – Provar sua dor...

Gaara mordeu na junção do pescoço e do ombro, os dentes afundando no músculo, fazendo o grito de Temari ecoar pelas paredes vazias. Um pequeno filete de sangue correu sobre os lábios dele, sua língua traçando as perfurações na carne dela, como se ele estivesse saboreando a agonia dela. Quando ele puxou de volta, desta vez ela olhou-o nos olhos, não escondendo nada de sua dor, sua ansiedade. Seu olhar se moveu para as gotas de sangue nos lábios dele e ela se inclinou para lambê-las, nem mesmo fingindo recuar quando Gaara entreabriu os lábios, permitindo que as suas línguas entrelaçassem, enquanto ele a empurrava de volta para o chão. Desta vez, realmente foi um beijo, atado com sangue e lágrimas, dor e desejo — ódio e amor.

– Você quer isso – ele repetiu, seus lábios se movendo contra os dela.

Ela acenou com a cabeça, derrotada. Era tarde demais para negar seus sentimentos.

Seus dedos descansaram nos quadris dela, as unhas começaram a arranhar a pele antes dele lentamente arrastar suas mãos para cima, arranhando linhas rasas ao longo de seus lados. O som suave que escapou dos lábios de Temari poderia ter sido um gemido ou um choro. Ela agarrou-se a Gaara desesperadamente, agarrando-se aos últimos resquícios de sanidade, tentando freneticamente encontrar alguma razão para dizer a ele para parar.

– Eu posso parar se você quiser – ele falou, de repente, como se estivesse lendo a mente da loira. Os olhos de Temari arregalaram em resposta. – Eu posso deixá-la ir embora.

– Nani? – ela perguntou, incrédula.

– Se você quiser... Eu nunca vou tocar em você de novo – Gaara continuou calmamente, suas mãos agora se arrastando ao longo da parte de trás de suas coxas, traçando um caminho para seus joelhos. – Eu nunca vou falar com você de novo. Nunca vou olhar para você de novo – ele manipulou, perfeitamente, as palavras para que pudessem levar sua irmã exatamente ao ponto que ele queria.

– Não – ela respondeu imediatamente, sem compreender plenamente com o que ela estava, inadvertidamente, concordando.

Ela não queria. Ela queria. Ela não queria que ele a tocasse. Pelo menos, não desta forma. Tudo o que aconteceu se misturava em uma grande nuvem de névoa e confusão na mente dela, não sabia o que pensar, o que fazer, o que sentir. Mas com ele as coisas eram assim, sempre foram e sempre seriam. Sim ou não, tudo ou nada, vida ou morte. Temari desejava mais que tudo que ele parasse, mas ela não queria deixar de ouvir sua voz, deixar de vê-lo. E ela não deixaria de se aproximar dele, mesmo que para isso, precisasse sacrificar seu próprio valor moral e ético.

Temari não sabia, realmente, se ela a estava testando. Ou se ele sequer pararia se ela pedisse. A ideia de negá-lo isso havia passado por sua cabeça, mas ela temeu e não arriscou a chance de enfurecê-lo. Gaara era mimado, ela sabia. Se ele quisesse, ele teria. Então, por que ele havia feito tal pergunta? Ele só estava tentando fazê-la achar que ela tinha uma escolha? Que tudo dependia apenas dela? Ela não sabia se era realmente isso, ou se ele havia dado a ela a chance de deixar tudo voltar a ser como era antes. Sendo isso ou não, ela já havia feito a escolha, não havia mais como voltar atrás. Pelo menos, não agora.

Os dedos dele escavaram na parte de trás dos joelhos dela, pressionando o tendão, fazendo Temari estremecer antes de suas mãos se arrastarem para baixo novamente, com um pequeno redemoinho de areia sob as pontas dos dedos, cortando a pele dela. Ela podia sentir o sangue quente escorrendo por suas pernas, sobre as coxas, gotejando silenciosamente no chão.

– Eu pensei que você não chorasse – Gaara murmurou com um leve sorriso sádico quando outro soluço escapou dos lábios da irmã.

– Só para você – Temari sussurrou em resposta.

– Bom – ele sussurrou com satisfação.

Suas mãos passearam sobre os quadris dela, deslizando ao longo do osso saliente, traçando um caminho mais para baixo de seu estomago, as mãos dele escorregando até o meio de suas pernas. Antes que ele chegasse a aquele ponto, os dedos enterraram-se na carne, encontrando o ponto de pressão que a fez gritar e arquear em direção a ele, na tentativa de escapar da dor, mas sucedendo apenas em fazê-lo enterrar mais suas unhas em sua pele. Somente quando o calor do sangue havia atingido as pontas de seus dedos, ele finalmente arrastou as mãos para cima, desenhando novas linhas de sangue por todo o estômago dela.

–E isso? – Gaara questionou, seus olhos travados na dela, alimentando-se de sua angústia. – Esta dor, este... desespero?

– É tudo para você... Gaara – Temari respondeu sem fôlego.

Suas mãos viajaram ao longo da linha de suas costelas, fazendo-a gemer em protesto enquanto seus dedos pressionavam sobre os nervos sensíveis. Ela cerrou os dentes, as mãos fechadas em punhos atrás das costas, tentando forçar seu corpo a relaxar, forçando-o a ignorar este abuso.

– E a sua vida? – Gaara perguntou, sua voz tremendo um pouco agora, o brilho em seus olhos mostrando que ele estava à beira de perder o controle.

– Minha vida sempre foi sua – Temari respondeu com vaga tristeza.

Seus lábios se curvaram em algo que poderia ter sido quase um sorriso, se não fosse o ar malicioso que Gaara emanava. Sua mão viajou até o pescoço dela, os dedos serpentearam sem esforço em torno dele, apertando lentamente — apenas o suficiente para restringir a respiração dela, apenas o suficiente para mostrar o poder dele.

– Então... Você vai morrer... Para mim – ele sussurrou suavemente.

Sua boca se fechou sobre a dela antes que ela pudesse responder, capturando a língua, mordendo-a. Seus dedos pressionaram mais profundo em seu pescoço, e ele podia senti-la começar a engasgar até mesmo enquanto ele continuava a beijá-la. Temari arrastava suas unhas ao longo das costas dele desesperadamente, como se ela pudesse detê-lo. Ele a soltou antes que ela tivesse tempo para realmente entrar em pânico. Ele moveu as mãos para o rosto dela, descansando-as atrás de sua orelha.

– Faça-me sentir – Gaara sussurrou, sua voz sem emoção e desesperada, dominante e pedindo ao mesmo tempo .

Seu dedo do meio enterrou-se no ponto atrás de sua mandíbula, fazendo Temari gritar mais uma vez, jogando a cabeça para o lado automaticamente para escapar da dor. As unhas de Gaara imediatamente cortado sua pele, arrastando-se bruscamente, junto do redemoinho de areia, pelo pescoço e parando logo abaixo da clavícula. O sangue se misturava com as lágrimas que continuavam a cair-lhe pelo rosto, encharcando em seu cabelo, deslizando para a parte de trás de seu pescoço. Ela virou-se para encará-lo com relutância, a submissão silenciosa em seus olhos mostrando sua aceitação sobre isto — o que qualquer um só poderia chamar de tortura.

As mãos dela buscaram o material da camisa dele por trás das suas costas, lentamente começando a arrastar a roupa para cima. Se ele pudesse dar-lhe apenas a dor, ela lhe daria carinho. Talvez em algum lugar entre tal situação, ela fosse capaz de reter pelo menos um resquício de sua sanidade.

Gaara não protestou quando ela deslizou a camisa e a rede subjacente para fora de seu corpo, levantando os braços para permitir que a peça fosse posta de lado. Quando seu peito pressionou contra ela de novo, a sensação dos seios dela contra sua pele o fez soltar o fôlego. Temari moveu as mãos debaixo dos braços dele, abraçando o corpo do irmão, os dedos deslizam suavemente ao longo de sua pele impecável. Ele a olhou com curiosidade por um momento, parecendo quase confuso, como se ele não conseguisse entender a ternura de seu toque. Quando ela se inclinou para capturar seus lábios mais uma vez, a mão dele se moveu para cobrir o seio dela, demorando um pouco, antes de movê-la, novamente, para prender o mamilo entre o polegar e o dedo, arrancando um gemido silencioso dela quando ele apertou um mais agressivamente.

O som parecia apenas servir para seduzi-lo ainda mais, e ele quebrou o beijo para observar o rosto dela enquanto ele raspou as unhas ao longo de seu mamilo, a outra mão foi descansar em sua cintura, segurando o corpo dela. Os olhos de Gaara estreitaram-se ligeiramente quando em vez do grito que ele tanto ambicionava, Temari só gemia. Convocando a areia mais uma vez, ele criou imediatamente um corte através de seus seios, o sangue esguichando para seus dedos, o grito familiar agora ressoando em seus ouvidos. Sua palma pressionou firmemente sobre a ferida, forçando mais sangue, mais dor. A maneira que as mãos dela cuidadosamente acariciam os músculos nas costas dele em resposta a dor que é oferecia, o fez parar por um momento.

– Diga que você quer isso – Gaara ordenou, mostrando os dentes em um sorriso maligno e expressão obscura.

Ele queria vê-la quebrar, queria vê-la parar de lutar, queria que a última esperança desesperada com a qual ela se agarrou a realidade desaparecesse de seus olhos. Ele queria vê-la se afogar em dor, queria que ela não tivesse mais nada para viver... Exceto ele — para dar a ele essa sensação de estar vivo, de sentir a sua própria vida através dos batimentos cardíacos dela, extinguindo sua própria dor através da dela... A sensação de calor, mesmo que apenas por um momento. Como se ele não estivesse verdadeiramente sozinho.

– Eu quero isso – Temari respondeu suavemente, a desolação, a tristeza em seus olhos parecia crescer a cada palavra. – Eu quero você.

A mão dele deixou a cintura dela, deslizando entre seus corpos e viajando para baixo de sua barriga, passando ao longo do ventre e passeando, parando para descansar entre as coxas dela. Os dedos de Gaara esfregaram levemente contra ela, a umidade lá fazendo um sorriso de malicia surgir em sua face. Ele traçou lentamente ao longo dos lábios, o gemido escapando dos lábios de Temari parecendo falar apenas de dor e desespero. Seu polegar roçou seu clitóris, enviando um choque através de seu corpo, fazendo-a arquear contra ele involuntariamente.

– Gaara... – ela murmurou baixinho, os olhos se fechando por um momento antes dela se forçar a olhar para ele de novo, para lembrar que era seu irmão mais novo fazendo isso com ela.

O polegar dele circulou cuidadosamente seu clitóris, uma carícia leve e suave em primeiro lugar, em seguida, aplicou mais pressão lentamente. A outra mão traçou ao longo do corte em no seio dela, criando uma misturando de soluços e suspiros entre seus gemidos cada vez mais desesperados, tornando-se impossível dizer se o toque dele estava trazendo dor ou prazer a ela. Gaara não deu qualquer aviso antes de deslizar dois dedos dentro dela bruscamente, transformando um gemido silencioso em um grito surpreso quando suas unhas rasparam ao longo da carne intima tenra. Ele se inclinou para correr sua língua ao longo dos lábios dela, nunca parando o movimento do polegar em sua intimidade, enquanto empurrava seus dedos o mais longe que podia dentro dela.

– Você é quente, Temari – ele sussurrou contra seu choro silencioso. – Devo fazer você sangrar? Deixar você mais quente?

– Não – Temari murmurou uma resposta silenciosa, percebendo tarde demais que era a resposta errada.

Os dedos de Gaara contorceram-se dentro dela, as unhas afiadas cravando-se nela, a areia, que cobria o dedo, raspando contra a carne macia e delicada. Com um movimento rápido, ele arrastou os dedos quase o caminho todo, deixando para trás duas linhas de dor exasperada e um grito lancinante enchendo a sala. O sangue que derramou em sua mão e escoou sobre ela parecia ser ignorado por Gaara quando ele forçou seus dedos dentro de sua irmã novamente, esfregando habilmente contra as feridas frescas, substituindo qualquer sensação de prazer com a de dor imediata. As unhas de Temari instintivamente cravaram-se nas costas dele, só para receber em resposta um escudo de areia, impedindo-a de devolver quaisquer das torturas dele.

Quando os dedos dele começaram a se mover dentro dela, o polegar esfregando sem piedade contra seu clitóris, só havia um único pensamento coerente que Temari poderia ter era de que Gaara era excepcionalmente bom nisso. Ela se perguntou como ele poderia aprender algo assim, quando ele tinha apenas doze anos, quando o único contato humano que ele já tinha tido era o que ela havia permitido que ele fizesse. Sua resposta veio quando ele se inclinou em direção a ela, com a voz estranhamente sensual enquanto ele soltava as palavras que ela sabia que nunca seria capaz de esquecer.

– Ele me mostrou algo uma vez – ele murmurou baixinho, os lábios se movendo contra a orelha dela para que ela pudesse sentir o sorriso sádico dele, sem ter que ver seu rosto. – Algo que outro Jinchuuriki fazia. Ele poderia matar uma menina com apenas isso, fazê-la sangrar tanto que ela nunca iria se levantar de novo.

Temari só poderia estremecer com suas palavras — outro lembrete de que ele realmente era, de que o bijuu era o seu único companheiro de verdade. Não importa o que ela havia feito, o que permitiu que ele fizesse com ela, ela nunca poderia realmente alcançá-lo. Mesmo em seus braços, ele estava fora de seu alcance, além de sua ajuda. Era tarde demais para falar de ser uma família, tarde demais para fingir que o que ele fez com ela era outra coisa senão outra demonstração de sua desumanidade.

Gaara se moveu ligeiramente, colocando a boca sobre a anterior marca de mordida na base do pescoço da irmã, seus dentes, mais uma vez afundaram na carne já machucada. A tensão imediata do músculo dela apenas foi retribuída com um aperto violento dos dentes dele, o grito exausto contestou com um movimento firme do polegar dele em seu clitóris, transformando o som em um gemido de desespero. Temari já não podia dizer se ela ainda estava chorando, o tremor de seu corpo parecia vir de uma mistura pouco natural da reação inevitável dos movimentos dos dedos dele e da dor cruel surgindo através de cada terminação nervosa dela.

Seus dentes finalmente soltaram a carne protestante, a língua arrastou-se suavemente sobre a ferida, quase como se ele estivesse acalmá-la, em completo contraste com os dedos ainda cortando como facas dentro dela, ainda machucando-a tanto quanto a levando a insanidade. As mãos de Temari deslizaram instavelmente pelas costas de Gaara, deixando caricias sobre a pele mais uma vez. A resposta do toque dela ainda era suave — mesmo quando o toque dele era agressivo e vil — parecendo servir apenas para excitá-lo mais como um sinal de aceitação tácita. Seus lábios se moviam pelo pescoço alvo da garota, a respiração dele contra a carne manchada de sangue e lagrima dela, fazia pequenos arrepios correr-lhe a espinha.

– Eu vou despedaçar você – ele murmurou as palavras cruéis carinhosamente. – Você é mais quente por dentro.

A única resposta dela foi o ligeiro aperto de seus braços ao redor dele, o sussurro trêmulo de seu nome, o pressionamento de seus quadris contra os dele — quase como se a concordando, para dizer que ela queria aquilo também. Não havia mais tempo para fingir que isso poderia ser qualquer coisa, alem de dor e dominância. Pelo menos, ela poderia se entregar a ele dispostamente, tentar sentir algo do que ele sentia. Talvez, então, ele se lembraria dela quando ela morresse, talvez isso até fosse especial — uma memória estimada.

Ouvindo o suspiro suave dela, sentindo sua rendição calma, Gaara se afastou para olhar para seu rosto, um sorriso feroz distorcendo suas feições quando seus olhares encontraram.

– Você quebra de forma tão perfeita, Temari – ele sussurrou, o sangue de seus lábios gotejando sobre seu queixo dela.

– Só por você – ela respirou em resposta.

O rosnado dele poderia ter sido entendido como concordância, como um sinal de sua aprovação, o ousadia de seus dedos aumentando cada vez mais um pouco, o movimento se tornando mais nítido, mais áspero, as juntas dos dedos batendo com força contra os ossos. Os gemidos dela podiam ser produzidos por prazer ou dor, o aperto lento de seus músculos em torno dos dígitos dele eram como um protesto vão da indicação da gratificação dela. Gaara continuou a observá-la atentamente enquanto seus sons suaves eram transformados em suspiros desesperados, os músculos contraindo quase dolorosamente, tremores silenciosos passam através de seu corpo. As palavras dele cortaram através do pico de seu clímax, destruindo dela o último fio frágil de razão que lhe restava.

– Eu quero ver o brilho em seus olhos apagar.

Quando a última onda de orgasmo atravessou seu corpo, Temari realmente sorriu. Ela não podia negar que ela havia permitido que seu irmão mais novo trouxesse-a a este ponto, que ela havia permitido tal resposta de seu corpo, mesmo quando ele havia dito que queria ver sua morte. Havia algo quase sensual nisso, algo totalmente insano, porém atraente. Ela não podia fingir que ele não havia distorcido sua mente completamente, que ele não havia feito-a se submeter inteiramente aos seus desejos degenerados. O que a assustava mais do que qualquer coisa era que, naquele momento, ela havia realmente gostando, que ela havia se sentido quase como se ela o entendesse.

Os dedos de Gaara deslizaram para fora dela, permanecendo pressionados sobre sua carne inchada, agora escorregadia com a mistura de sua umidade e seu sangue. O sorriso casto dela foi recebido com um sorriso igualmente psicopata de Gaara, quase como se neste ato eles fossem os mesmos — não o sádico e sua presa, não o monstro e sua vítima. Como se não fossem irmãos. Por um momento, foi como se estivessem unidos pela depravação dele, infiltrando-a como um veneno. Por um momento, ele poderia quase ter sido algo próximo a um humano.

Sua mão finalmente deixou o seio dela, poupar a carne marcada apenas um breve olhar antes de sua palma ser plantada no chão ao lado dela. Temari podia sentir sua outra mão se mover para abrir a calça, libertando-se das limitações de suas vestes, pressionando-se contra ela. Gaara assistiu a submissão completa nos olhos dela quando ele pressionou contra ela, as duas mãos agora descansando em cada lado dela, apoiando-se.

– Diga que você precisa disso – ele disse com frieza, indiferença e ódio voltando para sua voz mais uma vez.

– Eu preciso disso. Preciso de você, Gaara – Temari respondeu com fervor. Já não havia mais como voltar atrás, tarde demais para fingir o contrário do que ela sentia. – Por favor – ela acrescentou em um tom mais suave.

Ele respirou afiadamente, quase como se ele não esperasse tal resposta dela, como se aquilo fosse muito. A hesitação foi apenas momentânea, uma pausa que durou apenas um piscar de olhos, antes que ele empurrasse dentro dela, esticando os músculos tensos, rasgando a carne já ferida. O grito excruciante dela parecia quase rasgar os sentidos dele, agarra em sua consciência, fazendo-o se forçar ainda mais fundo, empurrando contra ela até onde ele poderia ir sem quebrar seus ossos. Só então ele hesitou, apenas quando a dor dela quase alcançou seu interior, o sangue dela cobrindo a parte mais sensível dele, quase queimando sua pele.

Temari não tinha certeza se a visão dele sobre ela estava nebulosa por causa das lágrimas em seus olhos, ou porque ela estava perdendo a consciência.

– Talvez eu precise disso também... – Gaara murmurou baixinho. – Onee-san.

A ironia dessa única palavra era mais dolorosa do que o toque de pele contra os nervos expostos por todo o corpo dela. A primeira vez que ele a chamava assim — agora, desta forma. Temari se perguntou se ele realmente a via como uma irmã agora, quando ela estava sob ele, quando ele estava dentro dela, tomando-a, ou se ele estava simplesmente dizendo isso para que ele possa quebrá-la da forma mais completa possível. Mas quando ele começou a mover-se lentamente, as pernas dela se prenderam ao redor dele instintivamente, levando-o mais profundamente dentro dela. Ela realmente não importava. Ela já havia dado tudo para ele. Não havia mais volta para pensar em como isso era errado.

– Gaara... – ela gemeu baixinho, arqueando as costas para satisfazer seus impulsos.

As mãos de Temari deslizaram ao longo da pele dele, os dedos sentindo os músculos das costas, seus seios esmagados contra o peito dele enquanto ela se inclinava para beijá-lo. Os braços de Gaara escorregaram ao redor das costas dela, segurando-a contra ele, as unhas arranhando seus ombros, dentes afundando no lábio inferior dela mais uma vez. Os gemidos angustiados da loira foram abafados contra a boca do irmão, a sensação dele deslizando para dentro e para fora dela estava deixando-a tonta, seu corpo tremia em êxtase. Era quase demais para ela imaginar como ele estava se sentindo, o grunhido silencioso dele quase a levando ao seu limite.

Quando as investidas dele cresceram em intensidade, Temari só podia gritar a aprovação dela, quebrando o beijo para jogar a cabeça para trás, expondo o pescoço para ele. Quase como se ele não pudesse recusar o convite, Gaara se inclinou para adicionar mais dor à ferida já pulsante no pescoço da garota, o volume de seus gritos aumentando exponencialmente a cada movimento hábil do quadril dele, com cada movimento de sua língua contra a pele machucada dela.

Poderia ter quase parecido afetuoso — a forma como o sangue dela se grudou na pele dele, a forma como ela o segurou enquanto ele a violava. De alguma forma doentia, isso poderia até ter parecido amor... Se não fosse pelas lágrimas ainda manchando o rosto delicado, o ódio ainda queimando nos olhos azul-esverdeados dele. Não era realmente estupro — ela pediu por isso, mesmo que ele de certa forma a tenha forçado a pedir, ela queria isso, mesmo que ela preferisse morrer a viver com a memória do que ela havia permitido acontecer.

Tudo terminou muito cedo para Temari, seu grito prolongado ressoando pelas paredes enquanto Gaara empurrava contra ela com uma força de quebrar os ossos, rosnando baixo em seu ouvido enquanto seus dedos cravaram nos ombros delicados, puxando-a mais para ele. Temari sentiu-se tremer, uma vez que ela se agarrou a ele desesperadamente, deixando as ondas restantes de prazer passar sobre ela e destruir o pouco de sanidade que lhe restava.

Gaara nunca cessou os movimentos, continuando com as brutas e violentas investidas mesmo depois de perceber a indisposição da irmã. Indo o mais fundo que ele poderia, acertando-a com uma força inumana, sem se importar se a machucava ou não. Inclinou-se sobre ela, deslizou a língua para fora dos lábios sensualmente e lambeu as lágrimas que escorriam depravadamente pelo rosto da loira. Ele sentiu-se perto do pico, aumentando a intensidade com que ele a tomava. O calor que ela passava a ele só trabalhava junto com os músculos internos de Temari, se comprimindo ao redor do membro do ruivo, apertando contra ele. Pedindo para que ele se despejasse dentro dela, implorando para senti-lo.

E ele não segurou. Um último golpe poderoso de seu quadril contra a pélvis dela o fez chegar ao seu êxtase, o prazer completo, liberando-se no interior da irmã. Ouviu-a gemer quietamente, respirando pesado.

Quando finalmente acabou, ela escondeu o rosto em seu ombro, com medo de olhar em seus olhos agora, com medo do que ele poderia dizer, do jeito que ele iria vê-la agora, depois de tudo. Surpreendentemente, Gaara parecia contente em deixá-la ficar assim, descansando seu peso contra ela, sua respiração acariciando o pescoço dela a cada vez que seu peito abaixava, soltando o ar dos pulmões.

Ela não havia percebido que ela tinha começado distraidamente a acariciar suas costas, a brincar com o cabelo ruivo dele, ou que seus lábios estavam pressionados levemente contra a pele pálida. Ela não havia notado que o aperto dele já não era vicioso, que ele estava realmente segurando-a contra ele em um abraço suave. Só uma consciência profundamente enraizada na parte de trás de sua mente ainda registrava seu medo remanescente, impedindo-a de relaxar completamente, de falar palavras que certamente iriam romper esta fachada pacífica.

Uma eternidade pareceu passar antes de Gaara, finalmente, se afastar. Quando seus olhares se encontraram, era tudo do que ela tinha medo. O olhar arrogante e distante no rosto dele mesmo quando ele ainda a segurava a fez se arrepender simultaneamente de tudo o que aconteceu e desejar que ele nunca a soltasse. Temari quase disse isso quando o sorriso cruel dele fez as palavras morrerem em seus lábios.

– O que você quer agora, Temari? – Gaara perguntou calmamente, sua voz fria completamente não afetada por tudo o que aconteceu.

Ela perguntou-se vagamente se ele estava se referindo ao seu comentário anterior, se ele esperava que ela pedisse a ele para matá-la. Ela não podia realmente coletar seus pensamentos o suficiente para decidir se ela realmente queria a morte agora. Havia apenas uma resposta que ela poderia dar honestamente.

– Você – ela respondeu baixinho. – Sempre.

Gaara fez uma pausa, parecendo ser pego de surpresa por essa resposta. Ele franziu a testa ligeiramente, como se estivesse aflito. Depois de mais um momento, ele se inclinou em direção a ela, roçando seus lábios nos dela levemente. Seus braços se apertaram ao redor dele suavemente, segurando-o como se eles pudessem ficar assim para sempre.

– Temari... – ele murmurou baixinho, parecendo incerto sobre o que ele queria ou o que ele pretendia dizer com ela.

Demorou mais alguns instantes antes de Gaara finalmente se afastar dela, seus dedos roçando suas feridas mais sensíveis quando ele voltou para a posição de joelhos no chão, entre as pernas dela. Temari quase estendeu a mão para ele, quase tentou puxá-lo de volta para ela. Mas quando os olhos deles se estreitaram em um olhar mortal muito familiar, ela parou, incapaz de se fazer a dizer-lhe como ela realmente se sentia quando ele ainda era tão frio, tão cruel, tão indiferente .

Só quando ele finalmente levantou, pegando a camisa e erguendo suas calças enquanto se levantava, Temari se permitiu sentar-se. Só quando ele se virou sem outra palavra para ela, ela abruptamente ficou de pé e deixou o quarto antes que ele pudesse fazer qualquer outra coisa, ela nem mesmo se preocupou em pegar os restos esfarrapados de suas roupas ou seu hitai-ate descartado. Ela correu para o chuveiro para lavar a evidência de quão baixo ela havia afundado, até onde ela havia ido apenas para provar que ela poderia brincar de irmã mais velha ate mesmo com alguém tão desumano quanto Gaara.

27/07/14

Minna, queria me desculpa profundamente com vocês. Me perdoem, de verdade.

Eu sinto muito por ter demorado tanto tempo para, enfim, atualizar a fic.

Não queria que isso tivesse acontecido.

Mas uma coisa que realmente me chateou, foi saber que alguém “plagiou” a história, ou seja, repostou ela. E ainda teve a cara de pau de fazer isso aqui no mesmo site, dizendo que eu era uma autora ruim, que não me importava com meus leitores, que eu era uma irresponsável e coisa e tal. Que ela “planejava” continuar a fic desde o capítulo doze, escrevendo-o ela mesma.

Quero deixar claro que eu penso em vocês, sim! E muito, ok?! Eu também acho que é irresponsabilidade minha demorar tanto para atualizar, mas as vezes não tenho tempo.

De qualquer forma, o problema já foi resolvido, e agradeço a aqueles que me avisaram. Eu vou fazer meu melhor para garantir que isso não aconteça novamente. Mas eu tenho uma vida, e há muita coisa acontecendo ultimamente, mas prometo que vou tentar melhorar.

Espero que me desculpem, e que gostem do capítulo... Só não detalhei, pois, não sei... Este foi o primeiro hentai da fic e eu estou meio cansada. Desculpem-me pela porcaria de capítulo, vou fazer melhor nos próximos, espero eu.

Já nee!! (=

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.