A Dor Nos Une
4 Capítulo IV – Sangue e Lágrimas
Notas iniciais
Capítulo IV – Sangue e Lágrimas
Temari acordou na manhã seguinte, encontrando os lençóis enrolados em torno dela, percebendo que ela deve ter se revirado durante toda a noite. Ela suspirou e levantou-se, foi se vestir e lavou o rosto, que anteriormente estava manchado de lágrimas. Ela estava determinada a não deixar que Kankuro soubesse sobre o que aconteceu. Ela não queria que ele se envolvesse nisso, com medo de que Gaara pudesse matá-lo também, se ele soubesse.
Ela colou um sorriso em seu rosto quando ela foi descer as escadas, encontrando Gaara e Kankuro já na sala de estar. Ela acenou para seus irmãos em silêncio enquanto ela caminhava para a cozinha para tomar o café da manhã. Seus irmãos a seguiram silenciosamente. Eles comeram em silêncio, evitando se olharem. Quando eles terminaram, Temari retirou o prato dos três e colocou-os na pia, enquanto Gaara voltava para a sala de estar, sentando-se em um dos sofás de lá, e Kankuro permaneceu em seu lugar.
De repente, ouviram uma batida da porta da frente. Kankuro levantou-se imediatamente, indo com pressa atender. Ele abriu a porta, revelando Baki, que aparentava estar muito irritado.
– Kankuro – Baki chamou secamente. – Você tem uma missão com o esquadrão de marionetistas. Está previsto para ficar fora por vários dias. Faça seus preparativos, e informe ao escritório do Kazekage imediatamente para novas ordens.
– Hai – Kankuro respondeu gravemente e soltou um suspiro cansado.
Baki assentiu e desapareceu. Kankuro olhou para seus irmãos enquanto se dirigia para o andar de cima, se perguntando se era seguro deixar Temari sozinha com Gaara depois do que aconteceu durante a última missão, ao mesmo tempo, percebendo que ele não tinha escolha. O Kazekage jamais arriscaria uma missão só porque a vida de um de seus filhos estivesse em risco, embora ele se importasse com eles.
Cinco minutos depois, Kankuro desceu as escadas com suas marionetes amarrados em suas costas. Ele olhou para Temari assim que ela saiu da cozinha, enquanto Gaara ainda estava sentado no sofá.
– Temari, você vai ficar bem? – Kankuro perguntou da porta. – Você precisa de alguma coisa antes de eu sair?
– Eu estou bem, Kankuro – Temari respondeu, sorrindo com confiança para o irmão – Eu já estarei curada quando você voltar.
– Tudo bem – ele respondeu com um leve franzido de testa. – Vejo você daqui uns dias, então. – ele se despediu da irmã. – Você também, Gaara – acrescentou, recebendo nenhuma resposta de seu irmão mais novo.
Quando a porta se fechou, Temari encontrou-se olhando para Gaara, sem saber o que fazer. Ela permaneceu parada, esperando que ele faça alguma coisa. As palavras da noite anterior se repetiam em sua cabeça, e ela se perguntava se ele iria terminar tudo o que ele tinha planejado, agora que eles estavam sozinhos por vários dias. Ela viu os olhos de Gaara estreitarem ligeiramente enquanto ele a olhava.
– Você tem medo de mim, Temari? – ele perguntou.
Temari fez uma pausa, sem saber como responder isso a ele. Ela sabia que Gaara iria saber imediatamente, se ela mentisse, e provavelmente o deixaria com raiva. Mas dizer que ela tinha medo dele, provavelmente, iria irritá-lo também.
– Eu tento não ter – Temari respondeu finalmente, sua voz tremendo levemente.
– Talvez você devesse ter – Gaara disse frieza quando ele lentamente se levantou. Temari ofegou quando viu areia girando em torno dos pés de Gaara.
– O que você quer de mim, Gaara? – ela perguntou novamente, restringindo-se de recuar.
Gaara não respondeu quando ele estendeu a mão para ela lentamente. Temari não conseguiu evitar um grito quando a areia correu para ela, fechando-se em volta de seu torço e prendendo seus braços para cima. Ela não podia mover-se enquanto a parede de areia, que se formou atrás dela a restringia, e ela só podia assistir impotente, Gaara se aproximando dela, parando poucos centímetros à sua frente. Ele estendeu a mão, mas não chegou a tocá-la, sua mão pairava no ar com as partículas de areia girando em torno dele.
– Por favor, Gaara – Temari pediu suavemente. – Eu sou sua irmã.
– Eu nunca pensei em você como uma irmã – ele respondeu com indiferença.
– Não me machuque – ela sussurrou desesperadamente.
Gaara inclinou a cabeça para o lado um pouco, olhando para ela, quase como se ele estivesse considerando seu pedido. Ele assistiu seus olhos começaram a se encher de lágrimas, mas ela piscou de volta o líquido furiosamente, recusando-se a permitir que elas se derramem sobre o rosto. Gaara franziu ligeiramente a testa e os dedos se contraíram, fazendo a areia contrair um pouco mais apertado em torno de Temari. Ela deu um arquejo suave, mas recusou-se a gritar. Se ele ia matá-la, ela não iria dar-lhe a satisfação de ver a sua dor. Gaara sorriu perigosamente, vendo o olhar desafiante no rosto da irmã. Antes que Temari pudesse registrar o que estava fazendo, ele formou um selo e a areia deixou o corpo da garota, indo em torno dele ao invés, o teletransportando para longe da casa.
Temari tropeçou para o sofá e sentou-se, agarrando forte o braço do objeto, não conseguindo entender as ações do irmão. Ninguém nunca tinha sido capaz de convencer Gaara a parar. Uma vez que ele havia decidido matar alguém, ele iria fazê-lo, não importa o quê. Então, por que ele parou agora? Isso significava que seus motivos eram, na verdade, algo mais? Se fosse esse o caso, Temari não podia imaginar o que ele poderia querer dela. Apenas há alguns dias atrás, ele amplamente ignorava sua existência. E agora, a cada dia ele parecia encontrar novas maneiras de aterrorizá-la. Ela se perguntou se ele estava apenas brincando com ela, e o que ele faria quando ele ficasse entediado com isso.
Eventualmente Temari foi até o quarto dela, sentando-se na cama e passou o dia todo distraidamente polindo seu leque. Ela não se deu ao trabalho de descer para jantar, e ela não ouviu nada que indicasse que Gaara tivesse voltado — embora ele nunca fizesse qualquer barulho, então ela sabia que ele poderia já estar em seu quarto. Temari quase desejava que ele apenas fizesse o que quer que ele queira fazer para ela e acabasse com tudo logo. O suspense estava comendo-a ainda mais do que o medo que sentia quando estava cara a cara com ele.
Temari não conseguia fazer seus pensamentos se voltam em qualquer outra direção, e eventualmente, ela adormeceu com os braços ao redor de seu fã, desejando que qualquer coisa que fosse acontecer, terminasse em breve.
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Enquanto Temari se escondia em seu quarto, Gaara estava longe, sentado em uma duna de areia aleatória na parte abandonada da aldeia. Gostava de ver as casas quebradas quase engolidas pelo deserto interminável. Isso o lembrava de quão facilmente vidas poderiam ser destruída por sua areia, o quanto de poder que ele tinha sobre o mundo que o rejeitava.
Enquanto observava o sol brilhando, seus dedos se moviam levemente, fazendo pequenos filetes de areia torcer formas aleatórias no chão árido. O farfalhar da areia deu a Gaara uma estranha sensação de conforto, parecendo dominar o sussurro do bijuu dentro dele.
O que era incomum sobre esse dia foi que os pensamentos de Gaara foram totalmente consumidos por sua irmã. Enquanto observava o fluxo lento de areia frente a ele, a única imagem na frente de seus olhos era o rosto de Temari como uma única lágrima escorrendo pelo seu rosto. Ele quase podia ouvir sua voz suplicante quando ela pedia-lhe para não machucá-la. Esse pensamento quase o fez tremer. Ela tinha medo dele, ela queria que ele a deixasse em paz, ele quase a tinha feito chorar.
A mão de Gaara apertou instintivamente, fazendo a areia esmagar uma pedra deitada aos seus pés. Ele observou-a se desintegrar, distraído pensando que preferia esmagar algo que poderia sangrar.
Como se em resposta aos seus pensamentos, de repente ele sentiu alguém se aproximando. Gaara levantou-se lentamente e se virou na direção da pessoa estava vindo, cruzando os braços sobre o peito, casualmente. Ele viu como um ninja mascarado entrou em vista, parando bruscamente quando percebeu Gaara estava ciente de sua presença. Recuperando-se rapidamente de seu choque, o ninja correu para Gaara, jogando várias kunai em sua direção. As armas foram paradas sem esforço pela areia enquanto Gaara permanecia imóvel, observando como seu atacante chegou mais perto. Ele viu o surgimento de medo nos olhos do assassino quando ele formou um selo para um jutsu de vento, enviando um pequeno tornado em direção a Gaara. A areia rapidamente cobriu Gaara, impedindo qualquer dano.
Quando o vento passou, uma parte de areia caiu, permitindo que Gaara olhasse para o seu adversário. Seus olhos se estreitaram quando ele levantou a mão, forçando a areia a se rastejar até o corpo do ninja em um piscar de olhos. Gaara permitiu a areia a comprimir ao redor do assassino, o suficiente para impedir qualquer movimento, mas não o suficiente para matá-lo. Assim que o escudo de areia em volta dele caiu no chão, ele deu um passo em direção ao homem. Gaara o viu tremer em terror quando ele estendeu a mão, puxando o material que cobria seu rosto. Ele inclinou a cabeça para o lado um pouco, tentando lembrar onde tinha visto aquela pessoa antes, lentamente, lembrando que ele já foi o sensei de Temari antes dela ser designada para sua equipe com ele e Kankuro.
– Quem te mandou? – Gaara perguntou em voz baixa, sua respiração acelerando por um momento enquanto ele considerava a ligação do assassino com sua irmã.
– Nós temos uma organização – o ninja respondeu, sua voz tremendo visivelmente. – Nós existimos para acabar com sua existência – o homem balbuciou um pouco, com medo que o ruivo o machucasse mais por causa de sua ousadia. – O Kazekage-sama sabe disso. Ele não quis interferir, até pensou que seria mais fácil com o seu irmão em uma missão e sua irmã ferida.
– Naze? – Gaara questionou, falhando em ver como seus irmãos não tinham nada a ver com isso.
– Eles tendem a... Objetar quando descobrem essas missões – o homem falou com amargura.
– Então o Kazekage te enviou aqui, não? – Gaara indagou mais uma vez, mostrando indiferença.
– Não... – o homem engasgou, desesperado por ar. – Ele sabe da existência de nossa organização, mas ele realmente não se importa com o que atentemos, ele não obstrui a nada quando se trata de você.
Gaara franziu ligeiramente a testa, não inteiramente compreendendo o que isso queria dizer, mas decidiu que ele não se importava. Sem mais hesitação, ele apertou sua mão, forçando a areia a esmagar o corpo do assassino, um grito final, caindo de seus lábios antes dele cair no chão em uma poça de sangue. Gaara permaneceu imóvel, de pé sobre o corpo, observando a mistura de sangue na areia. Lentamente, ele agachou-se, estendendo a mão, hesitante antes de deixar seus dedos tocarem o líquido vermelho que parecia quase negro à luz falhando. Ele permitiu que o sangue manchasse seus dedos enquanto ele os arrastava através do fluxo constante, sentindo o calor do líquido contra sua pele. Mas antes que ele tivesse tempo para apreciá-lo, o sangue começou a esfriar, deixando apenas uma sensação desagradável de umidade em sua mão.
Gaara puxou a mão, involuntariamente lembrando a visão do sangue de Temari, quando ele derramava por cima de seu ombro ferido. Seu sangue parecia diferente. Parecia quente, ele quase podia sentir seu calor, quando ele estava na frente dela. Não era impuro e sujo como o sangue que agora contaminava seus dedos. Gaara se levantou abruptamente, deixando pequenas gotas de sangue cair de seus dedos para o chão. Sua areia lentamente acariciava sua mão, limpando os restos da mancha vermelha, deixando para trás apenas um leve cheiro de morte.
Ele começou a se mover em direção a sua casa, como sempre seguindo através dos telhados, e com a areia mascarando seu movimento. Quando ele estava perto o suficiente, ele formou um selo, permitindo que a areia transportasse-o para seu quarto. Gaara ficou parado por um momento antes de abrir a porta sem fazer barulho e sair para o corredor. Ele caminhou em direção ao quarto de Temari, parando em frente do aposento e começou a ouvir com atenção. Escutando apenas o som medido da respiração da irmã, Gaara abriu a porta, lentamente entrando no quarto.
Ele se aproximou da cama de Temari, observando ela espalhada em cima dos lençóis, segurando seu leque. Seus olhos se estreitaram um pouco, ponderando se ela tinha o leque ao seu lado em uma tentativa de se proteger contra ele. Ele achou que soubesse muito bem. Gaara estendeu a mão para ela, observando como areia recolheu sob seus dedos antes de voar para Temari. Ele analisou enquanto a areia fazia espirais em torno de suas pernas expostas, leve o suficiente para apenas fazer cócegas na pele. Temari franziu a testa um pouco em seu sono, mudando suas pernas inquietamente, como se estivesse tentando sacudir qualquer que fosse a intrusão que a incomodava.
Gaara permaneceu imóvel enquanto a areia continuou mais para cima das pernas de Temari. Passou sua saia curta, enrolando-se em volta da cintura fina. Os dedos de Gaara se contraíram um pouco, tornando a constrição da areia um pouco mais apertado, arrancando um gemido suave da loira deitada. Ele observou enquanto a areia subia mais, rastejando sobre o corpo, chegando até os seios. De repente Gaara retirou sua mão, chamando a areia de volta para ele. Sem outro olhar para ela, ele virou-se, saindo do quarto e deixando a porta aberta.
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Temari acordou de manhã com um suspiro, sentando-se na cama e segurando seu leque contra o peito. Seus olhos imediatamente caíram sobre a porta, lembrando-se claramente que ela estava fechada quando ela adormeceu. Ela sabia que havia apenas uma pessoa que poderia ter aberto a porta — nenhum funcionário ousaria chegar perto demais de qualquer um dos três filhos do Kazekage — e então a única resposta que ela tinha era a de que só podia ter sido Gaara, e o pensamento a fez estremecer profundamente por dentro. Ela se perguntava o que Gaara tinha feito enquanto ela estava dormindo, encontrando-se surpresa pelo fato de que ela ainda estava viva.
Ela levantou-se e desceu as escadas, deixando seu leque para trás, ela se perguntou se deveria dizer alguma coisa a Gaara ou fingir que nada aconteceu. Ela estava mais confusa do que nunca sobre a sua motivação, e ela se perguntou se ele poderia simplesmente deixá-la em paz se ela fingisse que estava tudo normal.
Claro que, para Gaara, que realmente sabia o que era normal?
Temari encontrou a sala de estar deserta. Ela até contemplou o pensamento de tomar café da manhã, mas decidiu que seus nervos não permitiriam que ela conseguisse comer, de qualquer forma. Então ela abandonou esse pensamento. Não encontrando mais nada para fazer, ela sentou-se no sofá, pegando o livro de cima da mesa de café no centro, abrindo na página que estava marcada e os olhos verdes começaram a deslizar sobre as linhas sem realmente ler qualquer coisa. Temari percebeu o tremor em seus dedos enquanto ela segurava o livro, interiormente repreendendo-se por sua fraqueza. Ela tinha vivido com Gaara quase toda a sua vida, então era tolice ter tanto medo dele agora. Sempre soube dos riscos, e ela sempre soube que não havia nada que ela pudesse fazer sobre isso. Talvez se ela não mostrasse que tinha tanto medo, Gaara iria perder o interesse e permitir que ela vivesse.
Ela foi sacudida para fora de seus pensamentos quando ouviu passos na escada. Ela olhou para cima, vendo Gaara se aproxima. Seus olhos encontraram os dela, enquanto ele vinha em direção a ela em silêncio, a expressão em seu rosto ilegível como sempre. Temari se forçou a permanecer imóvel, mesmo enquanto ela se encolhia interiormente quando Gaara chegou mais perto, parando de pé ao lado dela perto do sofá. Ele a analisou por um momento antes de repente se sentar ao lado dela. Temari colocou seu livro de lado no braço do sofá, sem tirar os olhos de Gaara, incerta do que ele estava fazendo, mas com muito medo de dizer qualquer coisa. Ela lutou para manter uma aparência confiante enquanto ele parecia examinar ela.
– Você se lembra de seu antigo sensei, Temari? – Gaara perguntou de repente.
Temari balançou a cabeça, franzindo a testa, surpresa com o assunto incomum.
Gaara parou por um momento, olhando seu rosto, verificando os olhos dela para ver se havia algum reconhecimento neles. O olhar confuso da irmã sugeria que ela não sabia nada sobre o ataque, parecia que o assassino tinha dito a verdade. Quando Gaara falou novamente, sua voz era baixa, quase sensual.
– Eu o matei ontem à noite.
– Naze? – Temari perguntou, suprimindo um arquejo e mal conseguindo manter o medo de pavimentar-se em seu rosto.
– Ele não era como você – Gaara falou, ignorando a pergunta de Temari. – Ele não sangrava como você.
Temari fez um gesto quase imperceptível de se afastar antes que ela pudesse se conter. E isso não passou despercebido por Gaara.
– Você está com medo de mim – ele afirmou.
– Você torna difícil não ter medo – Temari disse calmamente, interiormente chutando-se assim que as palavras saíram de seus lábios.
– Você quase chorou – ele falou, inclinando a cabeça para o lado um pouco enquanto ele a observava. – Eu nunca vi você chorar antes.
– Eu não choro – Temari protestou, com o rosto de repente furioso, sentado ereta, encontrando a coragem que ela estava procurando para enfrentá-lo.
Sua determinação foi quebrada assim que Gaara moveu-se em sua direção. Instintivamente Temari se afastou, com as costas pressionando contra o braço do sofá, sem querer, prendendo-se. As mãos de Gaara descansaram em cada lado dela enquanto ele pairava sobre ela, nunca a tocando, mas mantendo-se próximo o suficiente para fazer com que os pequenos cabelos na parte de trás de seu pescoço se arrepiassem.
– Eu quero que você chore – disse ele, a voz baixa, cheia de uma emoção que lembrava sede de sangue.
– Naze? – Temari perguntou de novo, incapaz de manter a voz de tremer quando ela se encontrou apenas centímetros de distância de seu irmão mais novo. – O que você quer de mim, Gaara?
– Temari, eu só quero ver você... Sangrar – ele respirou contra ela.
07/03/14
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