A Dor No Desejo
2 Call me Maybe?
Notas iniciais
Os 40 minutos que Felipe levou para chegar no hospital foram passados em completo silêncio.
Regina mexeu no celular o caminho inteiro, ignorando as 3 mensagens que Mal havia lhe mandado, ela não estava com humor para lidar com a mulher agora. Já Emma passou o caminho inteiro com a cabeça encostada na janela direita do carro ignorando sua acompanhante. Como ela estava sentada, sua mini saia, que já não cobria nada, cobriu menos ainda. Regina teve que se forçar para não ficar admirando as longas pernas da loira.
“Chegamos, Senhora Mills” Felipe disse enquanto saía do carro para abrir a porta para as duas mulheres no banco de trás. Um hábito que Regina fazia questão que todos os seus motoristas tivessem. Teria de lembrar de mencionar isso ao próximo. Ela assentiu na direção do seu quase ex motorista e fez menção para que ele ajudasse a loira por conta de seu tornozelo. Ele não teve tempo nem de se mover pois ela falou.
“Eu não preciso de ajuda” Disse enquanto saia do carro claramente precisando de ajuda.
“Não seja ridícula,” Regina revirou os olhos. “Felipe ajude a Srta. White” Ela ordenou. Foi a vez de Emma de revirar os olhos, porém ela aceitou a ajuda do motorista.
Assim que eles passaram pela porta principal do hospital duas enfermeiras vieram ao seu encontro.
“O que nós temos aqui?” Regina abriu a boca para explicar mas Emma a cortou.
“Eu cai,” Emma disse firmemente. “Acho que torci meu tornozelo ou algo assim”
A enfermeira logo assentiu e sai andando dizendo que iria buscar uma cadeira de rodas. Emma revirou os olhos novamente.
“Não precisava ter mentido, Srta White” Regina disse indignada. Com o que ela não poderia explicar.
“Ok, primeiro,” Emma se virou em sua direção. “Pare com essa coisa de Srta White. Meu nome é Emma” Ela disse firmemente. “Segundo, se eu tivesse dito o que realmente aconteceu nós perderíamos a noite aqui nesse hospital e como você mesma disse você não tem a noite inteira, e francamente, nem eu.” Ela terminou enquanto a enfermeira chegava com a cadeira de rodas para levá-la.
“Como você quiser,” Regina provocou “Srta. White”
Emma cerrou seus olhos em sua direção.
“Ok,” A enfermeira interrompeu. “Eu vou levá-la para fazer uma radiografia mas eu preciso que alguém fique aqui e preencha a documentação dela” Ela terminou fitando Regina.
“Eu?” Regina disse “Você deve estar brincando certo?” A enfermeira balançou a cabeça em um sinal negativo. “Eu não sei nada sobre ela” A morena continuou.
“Você está com algum documento em mãos?” A enfermeira Daise, de acordo com seu crachá, perguntou agora se dirigindo a Emma.
“Sim,” Emma sussurrou relutante enquanto enfiava a mão dentro do sutiã onde ela mantinha seus documentos e dinheiro o que fez com que a parte de cima dos seus seios ficassem amostra. Regina desviou o olhar. “Aqui. Toma”
Daise entregou os documentos à Regina e seguiu levando Emma para fazer os exames que deveriam ser feitos.
Os vinte minutos seguintes da vida de Regina Mills foram passados preenchendo papéis para uma completa desconhecida. Não que a morena não esteja acostumada a preencher papéis, é basicamente o que ela faz para viver, mas é a parte do desconhecida que a deixa receosa. Sua esposa a estava esperando em casa e ela estava em preenchendo papéis para uma mulher que ela está completamente atraída.
Regina pouco se importou.
O que lhe mais lhe chamava a atenção no momento eram os documentos da loira. Ela tinha se aprentado como Emma White. Sua identidade diz que ela é Emma Swan. Na mente de Regina isso só reforça sua teoria de que Emma é sim uma prostituta.
Regina espera que ela seja, talvez assim, ela possa contratá-la por uma noite e se livrar dessa atração estúpida de uma vez por todas.
Ela sempre achou que ela fosse fiel, mesmo não amando sua esposa, a morena nunca a havia traído. Uma das suas únicas qualidades. Mas agora ela está começando a achar que talvez ela só não tenha sido tentada o suficiente. Seus pensamentos foram interrompidos quando ela viu a enfermeira Daise se aproximar.
“Ela está bem,” Ela logo disse. “Ela realmente só torceu o tornozelo. Demos um remédio pra dor e ela já está liberada pra ir pra casa desde de que alguém se responsabilize.” A enfermeira a fitou novamente.
“Você só pode estar brincando comigo,” Regina murmurou mais para si mesma do que qualuqer outra coisa.
“Ela está medicada.” Daise continuou. “Pode estar meio groge, não podemos liberá-la sem um acompanhante.”
“Sim sim,” Regina se apressou. “Vamos logo com isso eu não tenho a noite inteira e essa besteira,” Ela continou agora se dirigindo ao seu quase ex motorista “já tomou grande parte da minha noite e provavelmente vai me tomar grande parte do dia já que vou ter que ouvir as reclamações de Mal por uma semana...” Regina continou reclamando enquanto assinava o termo de alta da loira. Quando ela se virou e viu a mulher parada atrás dela.
“Quem é Mal?” Emma perguntou, sua fala meio devagar.
“Minha esposa,” Regina comentou destraída enquanto apressava os dois em direção a saída. “que provavelmente já me mandou mensagem umas 15 vezes desde que desliguei o celular.”
“Não sabia que você era casada,” Emma insistiu. “Não está usando aliança.”
“Para uma pessoa que está sob o efeito de medicações você é bem observadora não é Srta. White?” Regina levantou a sobrancelha em sua direção. “Ou devo dizer Srta. Swan?” finalizou enquanto entrega os documentos da loira de volta.
Emma ficou pálida por um segundo.
“Ah,” Regina sorriu com maldade. “Não se preocupe, Srta Swan” Se aproximou mais da loira enquanto Felipe seguiu para abrir a porta do carro. “É o nosso segredinho” Ela sussurrou bem próxima a bochecha da mulher, sentindo sua respiração no seu pescoço. Parou por um segundo e se afastou.
“Srta Swan, diga a Felipe onde devemos deixá-la.” Ela disse e logo entrou no carro. Viu Emma dando as intruções ao motorista e logo a loira a seguiu.
“O que você quer de mim?” Emma perguntou lentamente mas sem rodeios e a fitou olho no olho assim que a porta do carro se fechou. “Não minta, eu sei que você quer alguma coisa.” Ela continuou. “Algo me diz que uma mulher que nem você não teria largado tudo como você largou para ajudar uma desconhecida,” Ela riu. “Mesmo que tenha sido sua culpa.”
Regina a encarou com interesse.
‘’Você é mais esperta do que eu lhe dei crédito, Srta Swan.” Regina disse com um sorriso nos lábios e Emma a encarou mais forte devido ao uso do seu verdadeiro nome. “O que eu quero? É isso que você quer saber?”
Emma assentiu.
“Você” Regina disse com um sussurro, chegando mais perto do rosto da loira, tão perto que apenas um movimento e suas bocas se encontrariam. Regina mordeu os lábios.
Emma fechou os olhos por alguns segundos.
“E então?” Regina insistiu. “Não gostou da minha resposta?”
Emma continou de olhos fechados mas um pequeno sorriso se fez presente em seus lábios.
“Eu provavelmente vou me arrepender de dizer sim,” A loira começou. “Mas eu posso culpar os medicamentos mais tarde.” Ela abriu os olhos e se deparou com uma imensidão castanha a fitando de volta.
Regina assentiu e fez um gesto com o pescoço. “Quanto você cobra?”
Emma ficou em silêncio por um bom tempo. Mais que segundos. Porém por alguma razão Regina estava paciente. Talvez porque a mulher tinha concordado em passar a noite com ela.
Regina se assustou com o movimento que Emma fez para tirar um papel de dentro das suas roupas. Ela o entregou a Regina.
“O meu preço é esse,” A loira disse enquanto viu que se aproximava do local que ela tinha indicado que iria ficar. O carro parou.
“O meu telefone também está anotado,” Ela continuou.
Emma se aproximou até ficar na mesma distância que Regina a tinha quando fez a proposta. Regina suspirou e a loira passou a lingua nos lábios da morena sem nenhum maior contato.
“Você pode me ligar a qualquer momento.” Disse enquanto saía do carro.
Regina lambeu os seus lábios e era se como pudesse sentir a língua da loira passando por eles mesmo que tenha sido apenas por um segundo.
‘Eu vou ter essa mulher’ Ela pensou enquanto se virou para Felipe.
Ele viu tudo. Regina não ligou. Amanhã ela já teria um motorista novo.
“Me leve pra casa, Felipe.” Ela disse irritada.
“E tente não atropelar mais ninguém dessa vez.”
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