A Dominação De Lâminas

22 Wasting love, in a desperate caress


Notas iniciais
Tá. Demorei. De novo. Mas prometo que vou postar um outro capítulo esse final de semana. (Se eu achar a minha folhinha) ESSE CAPÍTULO CONTÉM HENTAI, se não gosta, pula. Sei lá. (Acho que me sai bem nessa parte, nunca tinha escrivinhado hentai.) Demorou pra sair mas foi o mais longo até agora... E eu queria colocar mais coisas nesse capítulo, só que achei que ficaria cansativo demais. Foi um bom capítulo no meu modo de ver, não sei. Gosto mais do próximo. :3 Vou dedicar à Psycho por esse um ano de fic! TE AMO NEGA! Meus amores, pela manhã eu leio os comentários ok? Eu estou bem cansada. EU AMEI A FANART DA SHI! *O* (Se ela autorizar, vou colocá-la no cap em qual acontece!) Shi, depois eu respondo a sua mensagem com calma ok? Eu não revisei, não gostei do hentai. Na verdade, eu nem iria fazê-lo. Mas como eu já fui tão longe (como disse a Anna), não seria bom deixá-lo passar em branco. Espero que gostem. Obrigada por lerem!

A Dominação de Lâminas

– Por que... Por que fez isso com meu pai? – As palavras proferidas por Amélia saíram como um berro.

Talon acordou suando. A visão do quarto escuro era quase como um alívio, um paraíso do qual ele se sentia na necessidade. Nos últimos dias que passaram sua mente parecia nublada, mergulhada em memórias da qual ele não queria se lembrar. Kavyn, Juliete e... Gauthier. Muitas pessoas haviam passado por sua vida, isso era verdade. Mas esses três nomes e a voz de Amélia em sua cabeça era como um sinal. Um aviso que Talon iria enlouquecer.

O limite da realidade em que vivia com o passado era nada mais que uma pessoa. E Talon se frustrava ao perceber isso. Katarina não era somente o limite, como também o fio que unia e interligava seu passado. O ódio misturado com desejo era quase uma tortura, Talon odiava desejá-la. Quando se humilhou à ela, pedindo desesperadamente para que lhe desse aconchego, ele viu nitidamente sua ira. Talon não dependeria de ninguém. Não se prenderia à ninguém.

Era apenas um rapaz contrariando a si mesmo, desejando odiar o desejo. Odiando desejar o ódio. Quando olhava a si, vendo o reflexo de seu próprio eu no espelho, ele sentia nojo de sua existência. Por ser fraco, por estar domado, por gostar de estar domado, por não resistir. Talon havia caído em conforto, e ele mesmo sabia que uma vez confortável, simplesmente o desassossego de seu passado parar libertá-lo.

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O conforto de um hospital havia sido trocado pelo simples cômodo na mansão Du Couteau. Claire estava em apuros até que ela mesma desconhecia: vida ou morte. Deitada numa cama em um pré-leito, não tinha ideia do sufoco que Talon e Katarina tinham passado parar retirá-la do labirinto. Sem dúvida, os paredões biológicos escondiam algo além da compreensão noxiana, talvez até humana.

Talon estava de frente a Marcus Du Couteau. Encontrava certa dificuldade para falar com ele, uma vez que já havia entrado na mira dos olhos verdes. Porém, ele se sentia totalmente sufocado, e também como um cão com o rabo entre as patas.

– Reporte. – O general disse em tom casual, dobrando os braços sobre a mesa e entrelaçando os dedos.

– Deixamos Claire com Esme Bayle e quando voltamos a casa estava em chamas. Claire estava no labirinto sem consciência. – Talon disse de uma vez.

– Entendo. – Marcus se levantou e ficou de costas para ele.

– General, peço desculpas. – Talon abaixou o olhar e esperou por palavras que não fossem monossílabas.

– Não há o que se desculpar. – Ele continuou olhando os livros.

– Foi erro meu.

– Se foi... Isso não importa mais. Está no passado. – Ele parecia escolher as palavras. – Sempre irão existir aqueles que discordarão de você – Ele se virou –, que arruinarão você. Pessoas contra o Alto Comando existem aos milhares. E é a partir de um erro... Uma brecha, lacuna... É mais que necessário para uma simples revolta ou uma farda vitória.

– Esme Bayle era contra a Invasão à Ionia? — Talon levantou a cabeça um tempo depois.

– Esme... – O general levantou a cabeça olhando o lustre. Uma mecha de seu cabelo castanho caiu pela face, e Talon viu ali um descuido. – Ela sempre foi bem astuta, igual aquela jovem daquele dia. Na verdade, quando olho Riven, eu vejo ali uma Esme mais nova. – Ele sorriu. Talon prendeu o ar com aquele sorriso. – Algumas pessoas querem mudar o mundo, Talon. Algumas pessoas se sacrificam para isso... Algumas, tentam persuadir pessoas influentes... Esse último era o caso dela. Quando a Katarina voltou depois de treinar com ela, minha filha estava mais rebelde. Mais sanguinária. Mais... astuta. Acho que esse é um grande jogo que Esme fez com a Kat, e não tenho a mínima ideia de como a mente dela pode ser perturbada por causa disso. Esme via vários defeitos no Alto Comando, a mandato dela, vários soldados se recusaram a várias coisas. Ela viu claramente uma oportunidade de me enfraquecer matando Claire e Katarina. Pena que falhou, a astucia de Katarina se fortaleceu com o tempo por causa dela.

– Te atacar? Mas vocês não eram... amigos?

– Fomos amantes, até. – O general se virou finalmente para Talon. — Lhe direi duas linhas divergentes de um mesmo pensamento, espero que considere isso um conselho para a vida.

– O que você quiser, general. – Talon concordou meio abobado.

– É sobre a mudança que as pessoas sofrem. – A última palavra saiu quase como uma ironia. – Ou alguém sofre alguma coisa muito radical, e se muda completamente com isso. Ou essa pessoa se esconde. Não sei se você entende o que eu quero dizer, são linhas complicadas. Entenda: Uma pessoa não muda. Ela esconde seus demônios... Ela se molda a necessidade enfrentada. Talvez nesse molde, ela se perca... Muda, mas não muda. Seu verdadeiro eu só fica em estado de dormência.

– Entendo. Guardarei suas palavras. – Talon sentiu como se algo florescesse algo de si. A concepção que tinha de Marcus Du Couteau era bem parecida como uma montanha-russa. Em um momento, Talon quase chegava o odiar por tudo que fazia com Katarina. Em outro, Marcus criava uma esfera de superioridade em torno de si, e Talon apenas conseguia admirá-lo, como um filho.

– Esme se encaixa nisso... Eu a conheci em estado de dormência. Ou talvez a sua dormência havia sido forjada... Isso eu não sei. Apenas sei que ela é apenas uma entre milhares que vão tentar parar a invasão.

– O que você acha sobre isso? É contra ou a favor? – Talon silabou.

– Não é óbvio que sou a favor?

– Não sei. – Ele sorriu de canto. – Talvez você esteja forjado também.

– É mesmo? – O general acompanhou seu sorriso. – Talon, você não deveria desconfiar de mim.

– Se te ofendi, desculpe. Não era a minha intenção. – O sorriso de canto aumentava. – Mas em qualquer posição que eu esteja, agora e no passado, não confio plenamente em ninguém.

– Nem mesmo em Katarina? – Aquela pergunta em tom de resposta o surpreendeu, e o general não deixou de notar.

– Katarina é como um furacão, levando e estragando tudo ao seu redor. Ela não tem controle. Às vezes, acho que a única coisa que ela sabe é estraçalhar. – Aumentando. Seu sorriso só aumentava. – Mas, do mesmo modo de um furacão. Ela é bela, me engloba na loucura que sente.

– Você confia nela? – A voz soou mais impassível que a anterior.

– De certo modo. – Seu sorriso se rachou e Talon se tocou do que falou. – Não plenamente. Ela também não confia em mim. Pensou que eu fugiria.

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A voz de Talon era calma. Katarina não sentiu nenhum tremor quando ele falara dela. Ele estava confiando em seus sentidos e suas percepções. Ela sentia seu coração diminuindo, sendo espremido pelas palavras de Talon. De certo, ouvir a conversa de trás da porta nunca havia sido a melhor opção.

Mas era Talon que era o que ele disse.

Ele que a machucava.

Ele que não se importava.

Ele que não confiava.

Que mentia.

Que escondia.

Que se escondia.

Mas Katarina não entendia, e havia razão para isso...

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O quarto de Claire estava escuro, a noite havia caído mas Katarina não tinha pra onde ir. Não acendera a luz, não queria ter que enxergar o rosto da irmã bastarda. Tudo o que havia acontecido dava à ela uma vontade horrível de chorar. Ela não conseguia entender porque a vida havia se tornado tão complicada conforme os atos iam se fazendo. De certo, tudo se transformara com a chegada de Talon. Suas obrigações mudaram, sua cobiça mudara, seu comportamento, temperamento, e aparência também. As missões deixaram de ser apenas divertimento e faziam a sangrar. A sangrar quase até a morte, como aconteceu com Garen. Sangrar por fora e por dentro. Às vezes, ficava irritada com o próprio comportamento fraco. Aquela cicatriz era uma constante lembrança de que nunca seria fraca de novo. Podia ser por causa de seu trabalho, sua família, e até mesmo seu coração, mas ela não fraquejaria.

Mas ao pensar em seu coração, Katarina sentiu-se sangrar novamente. Há quanto tempo ela sangrava em silêncio? Lembrou-se de quando estava no chão sangrando e Talon beijando Mirian. Sua lembrança era mais vaga que uma brisa de verão. Mas, naquela hora, no quarto de Claire, lembrando de tudo o que havia passado, ela sangrou. Ela sentiu vontade de chorar.

Chorar pelo seu passado.

Chorar porque pelo passado dele.

Chorar porque queria chorar pelo passado dele.

Chorar por seus erros.

Chorar porque era fraca.

Chorar por seu sentimento.

– Acenda a luz. – Talon falou atrás de si, a porta estava aberta e Katarina só via sua silhueta refletida no vidro da janela.

– Por que? – Ela disse sorrindo sem se virar.

– Escureceu. – Katarina olhou para cima e buscou controlar as lágrimas que queriam sair.

– Realmente, escureceu. – Ela disse em bom tom. – Escureceu há tanto tempo...

– Acenda. – Ele rosnou de irritação ao vê-la.

– É tão importante para você? – Ela se virou com um sorriso fraco. Talon sentiu seu coração rachar com a visão. Ele teve certeza que ela sabia o que ele tinha falado dela.

– Não. – Não respondeu de imediato. Apenas via o branco de seus olhos, o verde estava completamente apagado.

– Deixe escuro. Acender a luz não vai mudar nada. – Mudar. Aquela palavra chegou ao ouvido de Talon como uma lança afiada. Ele fechou os olhos e a puxou pelo pulso, tirando-a daquele quarto escuro.

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– O que você pensa que está fazendo? – Ela disse rápida. Sua voz não chegou a ser um berro, mas Talon a sentia tensa. – Me solta! – Ele a soltou quando chegaram ao quarto dela. Olhou as pupilas verdes e respirou aliviado.

– Ela tem que descansar. – Foi a primeira coisa que apareceu em sua mente. Simplesmente não aguentou ver Katarina sozinha naquela escuridão, e a tirou de lá sem pensar.

– Por que você é assim, Talon? – Ela falou o fitando. – Por que você quer ficar sozinho mais não me deixa sozinha?

– Aquele não era lugar para ficar sozinha.

– Pare com as suas mentiras! – Ela disse em tom de choro. Suas mãos estavam trêmulas e ela não sabia como ainda estava de pé com suas pernas bambas.

– Eu não estou mentindo, Katarina! – Rachar. Talon disse em bom tom. Suas pupilas dilataram um pouco e seus olhos podiam ser totalmente negros naquele momento.

– Está sim! – Ela falou e agarrou a blusa dele. – Você só mente! Mente, mente! – Rachar. Ela falou com uma voz de choro sem deixar as lágrimas rolarem.

– Eu não estou mentindo! – Ele a pegou pela nuca e a beijou. A beijou porque sabia que ia quebrar, a beijou porque sabia que ela ia quebrar. A beijou tão forte que a sentiu derreter. Mas não era somente ela, ele também.

– Não... – Ela disse entre o beijo. – Não... – Mas conforme as palavras iam saindo, Talon como Katarina não acreditavam nelas.

Quando Katarina passou a mão em seus fios castanhos, Talon urrou para sua sanidade. Ele continuava errando. Mas estar com Katarina era realmente um erro? Ele não conseguia pensar, não quando ela correspondia seus beijos de uma forma tão quente. A empurrou para a cama e continuou a beijando. No momento que sentiu segurança para largar seus lábios, trilhou um caminho de beijos até chegar em seu sutiã. A fitou com seus olhos queimando em luxúria, e não resistiu quando os orbes verdes tinham um intenso brilho. Rasgou a blusa branca que estava de fora do sobretudo preto. A visão dos seios contidos pelo sutiã branco o tirou fora de si, o fazendo a beijar com mais volúpia.

Na cabeça de Katarina só existia uma coisa, ou melhor, um nome. Talon. Ela não conseguia parar. Ela não conseguia se mexer ou dizer não. Ela estava apenas ali, presente. O desejava, mas todas as suas memórias estavam sendo lembradas em sua cabeça como um gongo. Essas batidas se confundiam com as batidas descontroladas de seu coração.

– Talon... – Ela sussurrou enquanto ele mordiscava o bico de seus seios. Ele a ignorou, se sentindo mais extasiado com a doçura da qual ela se pronunciava. – Por favor.

– Hm? – Ele a olhou enquanto a mordia. Seus olhos castanhos atingiram seu coração, e Katarina sentiu que estava a ponto de rasgá-lo.

– Para... – Katarina sussurrou com toda a força que tinha. O brilho de seus olhos se transformou em uma lágrima solitária escorrendo por sua face branca. Talon congelou e perdeu toda a sua excitação.

– O que houve? – Ele sussurrou frustrado. Deitou ao seu lado e viu sua lágrima rolar.

Aquelas palavras ecoaram em sua mente. O que estava de errado? Por que seu coração batia como um gongo? Por que ela simplesmente não conseguia sair dos braços de Talon? Era por causa dele que os batimentos estavam acelerados, sempre era. Ele a salvara, de certo. Ele beijara outra mulher, ela viu com seus olhos. Ela queimou de fúria, com Monique, com Mirian, até mesmo com Cassiopeia. Foi à loucura quando soube de Juliete. Seu ciúme estava estampado em sua pele, fervendo seu sangue. Katarina olhou para seu passado e tentou criar um futuro. Ela só conseguia lembrar de tudo que passara com Talon, e só conseguia imaginar momentos com ele. Ela suspirou fundo, e se lembrou das palavras de Esme. Aquilo a fez tremer, outra lágrima escorreu e Katarina praguejou.

– Eu estou apaixonada. – Ela ouviu a verdade sair de sua boca em um tom quase leviano. Rasgou seu coração com um punhal, sem se importar com tanto que sangraria. Afinal, já estava escuro.

– Eu sei. – Talon retrucou no mesmo tom sem pensar muito. Ele a viu corar lentamente e encostou sua testa com a dela. – O que te impede?

– É por você. – Ela olhou para seu peito, desviando o olhar.

– Eu sei disso, Katarina. – Ele desencostou dela e Katarina soltou outra lágrima apenas com o afastamento dele.

– Desde quando? – Ela perguntou ainda olhando para seu peito.

– Não sei. – Ele riu e sentou na cama. – Já sabia algum tempo. Você não é muito boa em esconder seus sentimentos, Katarina.

– Nem eu sabia... – Ela sussurrou e se levantou, conseguindo olhar os orbes negros. – Por que você disse aquelas coisas hoje, sendo que é você quem me estilhaça? – Talon se pudesse, teria rido. Mas a única coisa que fez foi a puxar pela nuca novamente e grudar seus lábios.

É pra você não se machucar. Mas aquelas palavras morreram em sua garganta. Talon havia enlouquecido. Sua mente estava nublada, e uma vez que havia começado, não iria parar por nada no mundo. Sentiu a língua de Katarina com mais vivacidade, sentia-a o tocando com mais vontade. Sem dúvida, colocar aquilo para fora a deixou mais tranquila.

Katarina agarrou seus cabelos enquanto mordia seus lábios. Essa sim era a mulher que ele desejava, e não a fraca de anteriormente. Talon sorriu por dentro, soltando os lábios de Katarina e lambendo sua orelha. A ouviu dar um pequeno gritinho, mas não ligou. Uma mão ainda segurava em sua nuca e a outra apertava o seio esquerdo. Lambeu toda a extensão de seu ouvido e desceu seus lábios para a nuca dela, indo em direção ao seu outro seio. A mão de Talon largou o seio esquerdo e seguiu o tecido do sutiã, tentando encontrar o feixe. Tentou soltar duas vezes e desistiu. Maldito seja aquele negócio.

– Eu não consigo abrir essa porra. – Ele grunhiu para ela, e a viu riu. Katarina retirou o sobretudo e a blusa branca rasgada. Os olhos castanhos de Talon deixaram de transparecer todo o desejo que sentia naquele momento, Katarina corou de leve. – Não. Espere, eu consigo abrir. – Ele a puxou entre suas pernas e colocou os fios vermelhos de lado, beijando os ombros brancos e distribuindo mordidas leves até chegar o sutiã branco.

– Tem certeza que você consegue? – Ela riu e pegou as mãos de Talon, entrelaçando seus dedos.

– Isso é sério? – Ele sussurrou em seu ouvido e abafou uma risada contra sua pele. – É claro. – Talon fechou os dedos de Katarina em sua mão e pressionou sua virilha contra as costas dela, a trazendo mais perto de si. Katarina sentiu a língua de Talon deslizar por seus ombros e em um simples momento, sentiu que a pressão que o sutiã fazia não existia mais.

– Oh, você conseguiu. – Ela se virou para encarar as pupilas castanhas e tentou soltar seus dedos. Talon a soltou e passou a mão por dentro de seu sutiã, fechando os olhos de prazer por ter seus seios em suas mãos.

Depois de algum tempo apenas os apertando, Talon seguiu suas mãos para a calça de couro de Katarina. Seus lábios trilhavam suas costas e deixavam pequenos roxos na pele branca. Ele a colocou de joelhos para tentar retirar sua calça. Ele abriu o zíper e foi a abaixando junto com sua calçinha enquanto mordia cada pele que era exposta. Quando as nádegas brancas apareceram, Talon contou até dez para controlar sua sanidade e não subir em cima dela naquele momento. As lambia com força, e quando Katarina gemeu seu nome alto, ele não resistiu a mordê-las. Ao descer a calça até os joelhos de Katarina, Talon a deitou no colchão e passou a língua por suas pernas enquanto olhava os olhos verdes ardendo de luxúria. Quando se viu chegando perto de sua intimidade, Katarina ficou tensa.

– Se você não tirar a merda da sua roupa, quem vai tirar ela sou eu! – Katarina grunhiu e se ficou de joelhos na cama, fazendo Talon quase se esquecer de respirar com a visão que tinha. A luz do luar refletia na pele branca, deixando-a com um leve tom azulado. Os longos cabelos vermelhos ainda estavam jogados apenas de um lado, e a face de Katarina podia ser confundida com aquela cor.

– Então é melhor começar. – Ela sentiu o tom malicioso com qual ele se pronunciou.

Katarina se aproximou calmamente e pegou a face de Talon em suas mãos, o fazendo olhá-la. Ficaram um bom tempo apenas se olhando, o verde sobre o castanho. Quando o desejo de Talon começava a se acalmar, Katarina o puxou para um beijo quente, lembrando-o de que aquela guerra não acabara.

Ela passou a mão por dentro da jaqueta de couro que Talon usava e sentiu o calor que emanava dele. Gemeu contra seus lábios e começou a lentamente a retirar a jaqueta, fazendo movimentos circulares em seu peitoral.

– Kat... Vai logo. – Talon sussurrou ainda contra seus lábios, e a única coisa que ela fez foi continuar a retirando. Quando a jaqueta estava jogada do outro lado da cama, Talon a pegou pelo pulso e a fez cair em cima de si com as pernas abertas. Foi quando Katarina sentiu o membro dele pulsando contra sua virilha, dando adeus à sanidade que ela tentava manter. – Você é lerda. – Ele sussurrou contra seus ouvidos, e rapidamente retirou a blusa cinza que usava. – Eu deixo a calça pra você.

Katarina apenas piscou duas vezes, encarando o sorriso que crescera nos lábios de Talon. O beijou mais intensamente, mais afobadamente, como se fosse a última vez que o beijava, ou como se sua via dependesse disso. Ao sentir que o seu momento de loucura havia passado, começou a copiá-lo, dando aos seus beijos o rumo do pescoço dele. Passava a língua pelo peitoral de Talon, sugando um pouco da pele e depois assoprando, deixando Talon em um estado de excitação no qual ele ainda não conhecia. Ela estava o torturando.

– Depressa. – Sua voz saiu mais rouca que o normal e Katarina voltou sua atenção total a face de Talon. Os olhos castanhos estavam fechados, seu cabelo estava bagunçado e caía nos ombros largos. A face tinha um leve tom avermelhado e ele mordia os lábios enquanto segurava com força os lençóis.

Por mais que Katarina tentasse controlar seus instintos, sua boca voltou a se encontrar com a dele, numa carícia desesperada. Suas mãos trilharam desde o tórax até o começo da virilha dele, quando Katarina se deparou com a calça jeans. Os dedos trêmulos desabotoaram o botão e abriram o zíper. Ela arfou quando sentiu o volume na cueca preta de Talon e o sentiu rir entre seus lábios.

Seus dedos calmamente foram entrando de baixo do tecido e em poucos segundos, Katarina tinha o pênis de Talon em sua mão. Abriu os olhos verdes e viu as pupilas castanhas a encarando. Corou um pouco, e começou a movimentar sua mão. Ouviu um leve gemido vindo de Talon e o olhou com um nó na garganta. Ele abriu um sorriso e Katarina prosseguiu aumentando a velocidade. Talon gemeu mais alto e voltou a beijá-la, mordendo os lábios com uma força desnecessária.

A medida que a velocidade que Katarina fazia aumentava, Talon foi começando a entrar em seu estado de dormência. Não, ele não estava com sono, mas sim hipnotizado pela face que Katarina fazia. No momento que ela mordeu os próprios lábios, excitada pelo prazer que fazia nele, Talon voou em cima dela.

– Eu não aguento mais. – Ele sussurrou enquanto encarava os orbes verdes confusos. Abaixou a calça junto com a cueca até os joelhos, Katarina se levantou e fez menção de tocá-lo. Talon a olhou com um brilho frio, fazendo a espinha de Katarina congelar. Pegou o pulso dela e a jogou na cama. – Agora, Miss Du Couteau, você terá uma prévia daquilo que se chama submissão.

Katarina abriu a boca para protestar, mas Talon a calou com o indicador na boca. Um sorriso malicioso nasceu nos lábios dele, e rapidamente juntou as duas mãos de Katarina em cima da cabeça dela. Mordeu seus lábios em um beijo possessivo, e sua mão livre foi deslizando até o ventre de Katarina. Ao tocar os lábios dela, ele mordeu sua língua controlando o gemido que teimava em sair. Sua mão começava a se mover lentamente enquanto ela se mexia eufórica, ainda com Talon mordendo sua língua. Talon penetrou mais um dedo, fazendo movimentos circulares, Katarina gemeu alto e deu uma pequena contorcida. Pediu para que ele parasse, mas sua resposta foi apenas um olhar obseno.

Talon retirou seus dedos, e os lambeu, ainda a olhando com os orbes castanhos repletos de luxúria. Soltou as mãos de Katarina, mas elas continuaram em cima da cabeça. Dobrou as pernas brancas e deu leves mordidas em sua coxa, indo até a sua intimidade. A lambeu com precisão, ouvindo seu nome sendo gemido por aquela mulher.

O único erro daquele momento foi a olhá-la. A face ainda ruborizada, os olhos fechados e a boca entre aberta, mostrando os dentes brancos. Talon sorriu novamente a observando.

– Talon... Por favor... – Ela gemeu novamente, retirando Talon de seu desconcerto.

Não precisava nem pedir. Talon pegou seu pênis e penetrou só a cabeça, fazendo Katarina quase ir à loucura. Ela gemeu mais alto e Talon riu, continuando a torturando. Ela chegou ao limite e arqueou o corpo, encontrando o peitoral de Talon e o pegando pelo cabelo. A risada de Talon ficou mais gostosa e foi a penetrando por completo lentamente. Capturou os lábios carnudos e a sentia gemer contra os seus. Aumentou a velocidade, e uma mão foi até os fios vermelhos, agarrando-a.

As unhas de Katarina deixavam um rasto de vermelhidão desde o ombro até as costas de Talon. Os gemidos eram mais intensos e mais abafados, as estocadas eram mais rápidas e violentas. Katarina sentiu seu corpo estremecer e olhou para Talon que ainda estava de olhos fechados, um gemido alto escapou de seus lábios e sentiu o líquido escorrer. Talon chegou ao limite depois. Retirou-se de dentro dela e caiu na cama ao seu lado.

– Talo-

– Quieta. – Ele disse com a respiração ofegante, olhando para o teto escuro. – Eu preciso dos meus cigarros. – Ele ameaçou se levantar e Katarina o segurou pelo pulso.

– Eu tenho aqui. – Talon se virou, olhando-a com um olhar descrente.

– Cigarros? – Arqueou uma sobrancelha.

– Cigarros. – Ela afirmou, rolou um pouco a cama e esticou o braço, abrindo uma cabeceira e retirando de lá um maço e um isqueiro.

– Por que eu acho que isso é influência minha? – Talon disse retirando o maço e o isqueiro da mão dela.

– Por que seria? – Katarina sorriu de canto e se levantou, olhando-se no espelho.

– Quer dizer que você já fumava antes de me conhecer? – Ele se enrolou no cobertor. – Tá frio pra ficar andando nua por aí, Miss Du Couteau.

– Meu corpo ainda tá bem quente. – Ela virou sua atenção para ele. – Eu nunca disse que eu fumava.

– Não fuma? – Ele riu. – De quem são esses cigarros?

– Seus. – Ela voltou para cama e Talon voltou a fitar seu corpo nu.

– Você os roubou? – Riu novamente. – É melhor deitar nessa cama antes que eu perca o meu juízo, de novo.

– Você ficou sem fumar desde que Claire chegou aqui. – Katarina sentou-se na cama e fitou a janela. – Coisa que você adoraria não perder.

– Mas perdi. – Talon retirou o cobertor e se levantou, procurando suas roupas. – Foi... ótimo. Mas, se eu ficar aqui, te vendo desse jeito, amanhã você não andará.

– O quê?! – Ela soltou uma risada nervosa. – Você... já vai?

– Eu não posso dormir aqui. – Ela continuava olhando a janela. – Katarina, pare de desviar o olhar.

– Eu tenho medo de olhar nos seus olhos. – Sussurrou ainda fitando a escuridão que havia lá fora.

– Medo? – Ele falou em bom tom. Pegou a calça e a cueca, e as colocou rapidamente. Procurou a blusa e a viu jogada perto de Katarina. – Eu não sou um perigo pra você.

– Não? – Ela o olhou e sorriu amargo. Talon começou a rachar novamente, sentindo seu coração diminuindo com o olhar distante no qual Katarina lhe lançava. Havia caído a ficha. Ela estava apaixonada. Puta merda, ela estava realmente apaixonada.

– Isso não é hora pra sentir vergonha. – Ele tentou a provocar, se aproximando e levantando a cabeça dela com o indicador, afogando-se naquele mar verde.

– Eu não estou com vergonha. – Ela disse baixo.

– Arrependida?

– Nenhum pouco.

– Então... ? – Ele falou aproximando seus lábios.

– É muita coisa pra pensar.

– Ah... – Talon desviou o olhar, mas mesmo assim ainda estavam próximos demais. – Vou pro meu quarto. – Ele a soltou e pegou a blusa, vestindo-a e indo em direção à porta. Katarina sentiu seu coração falhar. Respirou fundo, cerrou o punho e se levantou.

– Talon! – Ela falou em voz alta. Quando ele se virou, ela o beijou. O prensou contra a porta e simplesmente o beijou. Um beijo lento e intenso, cheio de paixão e de um sentimento que Katarina colocava.

– Eu realmente não posso ficar mais. – Ao dizer isso, deu um pequeno beijo em seus lábios e saiu pela porta.

Notas finais
Um é mais difícil que o outro, eu ein.