A Dominação De Lâminas

14 Something in the way


Notas iniciais
Oe persoal! Esse capítulo saiu mais rápido e vai ter uma viajada linda no final. Alguns pode até achar que está saindo do foco da fic, mas eu vou continuar com a mesma ideia. Esse capítulo foi parcialmente inventado, visto que eu tive que me basear na descrição da Riot de como a Cassiopeia vira uma serpente. Isso realmente foi beeem difícil, e eu até estava pensando em colocar esse capítulo como bônus, mas eu criei uma história por cima disso. Eu gostei bastante, tirando da parte que eu descrevo ela se tornando meio-serpente, porque acho que eu poderia descrever mais. Dá até pra sentir dózinha da mãe delas :( Que a proposito, eu não inventei o nome, mas também não retirei de alguma história. Foi a minha amiga Bruna que me apresentou o nome e disse para colocar em alguma história, aí eu pensei: "Tem que ser o nome da mãe da Katarina!" E a Gabi mesmo disse que combinou direitinho. Eu demorei um bucado pra escolher o título do capítulo, mas eu coloquei essa música do Nirvana porque acho que combina direitinho com o general, já que esse capítulo é bem dedicado a família Du Couteau. (Para os que não conhecessem, eu escutaria.) O Talon fica como coadjuvante nesse capítulo, mas no próximo tentarei descrever como ele se portou diante dessa situação crítica! Obrigada por lerem!

A Dominação de Lâminas

A caligrafia do papel que estava em suas mãos deixava Katarina apreensiva. Segurava o pequeno papel branco com a mão esquerda, e com a outra mão segurava o próprio pulso, tentando não demonstrar inquietação. A letra de forma era bem compreensiva, entortada para a direita e nenhum pouco redonda. Parecia a típica letra de um homem confiante e cheio de si. Katarina relera diversas vezes o pouco que as palavras diziam, surradas por causa de terem sido molhadas, as palavras não pareciam necessitar todo aquele entendimento que a ruiva tentava fazer. A tinta preta estava mais grossa devido a água e não dava para retirar nada de tão especial.

A não ser que Katarina quisesse que houvesse algo de especial ali. Quero você melhor poderia ser interpretado de várias formas, só que Katarina preferiu levar em relação ao seu corpo e ferimentos. Mas dentro de si – sem a permissão de se revelar – ela queria que ele viesse perguntar se ela estava bem. Queria que ele viesse falando que tudo aquilo não significava nada. Mas, não queria dar o braço a torcer e assumir esses pensamentos. Era contraditório, a fúria que tinha por Talon era enorme. Além de não se importar com ela, ele beijava sua empregada como se não fosse nada. Como se ela não fosse nada. E aquilo queimava. A tirava fora do sério e desconcertava seus pensamentos, como se estivesse os sugando, retirando palavra uma a uma. Seu olhar era fixo no papel, mas a mente era vazia, tentando descobrir que sensação era aquela. Ignorou todos os avisos de sua sanidade e se lembrou de Talon beijando Mirian. Era escuro e bem sombrio, vagamente se lembrava dos detalhes e quanto mais tentava ver o rosto de Talon mais ele se fundia com a escuridão. Havia um ponto cego; estava entardecendo nesse momento em que refletia em seu tapete. Jurava que estava de noite quando viu o flagra, mas quando saíra do banho depois de vê-lo estava claro. Estava deixando algo passar, só que sua insanidade e bom senso não a deixavam ultrapassar o limite da linha do imaginário e do real.

Logo anoiteceria e Cassiopeia chegaria pela manhã. Entediada e sem fome depois de comer mais que o suficiente, vestiu uma blusa de lã branca e uma calça agarrada preta. As meias eram brancas e o tênis era bege. Com a porta do guarda-roupa aberta ela vasculhou as roupas com pressa, não pareceu encontrar o que queria e bufou irritada. Saiu como um furacão de seu quarto e andou com passos largos até a cabana onde estava o arsenal. Abriu seu armário próprio, retirou uma faixa preta com suas shurikens e amarrou na coxa esquerda. Olhou por alguns segundos as duas adagas tão conhecidas e fechou o armário. Ao sair da cabana deu de cara com Talon e prendeu sua respiração. Ele a olhou enquanto as pupilas verdes fitavam a bainha da katana de base vermelha, observando como o corte tinha ficado em seu olho esquerdo. Uma onda de calor invadiu o corpo de Katarina e ela retirou a espada da bainha. Saiu sem olhá-lo, deixando Talon em seu terrível dilema.

Não conseguia entender o comportamento de Katarina. Ele ficou um dia inteiro cuidando dela na floresta, e mais um dia depois que voltaram. Quando ela saiu do escritório de Marcus, Talon viu tudo o que aconteceu. Não se surpreendera com a batida de Katarina na estante, e nem mesmo quando Marcus disse depois para vigiá-la. Colocou-a na cama, uma criada que ele nunca havia visto colocou uma maleta de primeiros socorros em seu quarto, ela fez menção de fazer os curativos, mas foi Talon que limpou e tampou o olho esquerdo de Katarina. Ela se movimentou pelo meio-dia, e caiu da cama. Quando Talon foi pegá-la para colocar novamente na cama, ela se debatera, cuspira nele e disse para retirar as mãos impuras dela. Ele não havia entendido bem, mas ela parecia ter tido um sonho bem estranho. Apenas ignorou, e quando a avisou que Cassiopeia voltaria fez de tudo para que não fosse muito pessoal. Ele havia feito bastante coisa por ela nesses últimos dias, e foi tratado com uma arrogância extrema. Ela não parecia a garota que se derretia quando se beijavam, não parecia se importar nenhum pouco com o subordinado de seu pai. Mas mesmo assim, ela havia o perseguido por bastante tempo. Porém Talon achou melhor executar seu plano em prática. Só falaria com Katarina o necessário e começaria a fazer isso na próxima missão que o general Marcus Du Couteau preparava para ambos.

O vento frio de fim de outono era ameaçador. A noite caíra, mas as pessoas das ruas não pareciam se importar, as luzes intensificavam o aglomerado de pessoas nas ruas estreitas e gente de todo tipo podia ser visto, de crianças imundas até bruxas. Um pouco longe dali, saindo do subterrâneo, via-se uma fábrica em plena produção. A fumaça era solta ao céu e também a um terreno vazio ao seu redor. Ali praticamente não tinha nada além da fábrica e das terras vermelhas que a cercavam. O vento levantava a poeira que se misturava com a fumaça, dando um tom alaranjado ao ambiente. Nesse lugar era possível ver a jovem de cabelos vermelhos cercada por mais de quinze homens. Ela tinha uma perna flexionada e a outra estendida, seus braços seguravam a katana de frente ao seu corpo, alinhada com sua perna flexionada. Seus olhos estavam fechados e um pouco do cabelo vermelho caía pela face, tapando seu olho esquerdo e sua cicatriz. Na face séria um sorriso satisfeito brotou. Saiu de sua posição e a poeira levantou. Atacou o primeiro homem que viu no pescoço, o segundo também, o terceiro e foi até o décimo assim nos poucos segundos que se passavam. Desviava dos bastões de metal e se aproveitada para enganá-los, fazendo um bater no outro. Quando se tocou, só havia um homem atirando contra si, ela girava a katana para bloquear os ataques e andava calmamente até ele. A munição por fim acabou e Katarina observou indiferente a face desesperada do homem. Ele correu e enfim um sorriso nasceu na face da assassina. Ela se agachou e impulsionou a katana para trás, atirando no ar. O homem estava há uns doze metros, quando ela caiu, atingiu bem a nuca do homem. Ele morreu no mesmo instante e a katana se fincou no chão. Os passos de Katarina ainda eram calmos, e sua face mais ainda. Sua raiva e sede de sangue não cessaram por completo, mas por hora estava satisfeita.

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Cassiopeia havia chegado há mais de uma hora. O sol estava fraco, mas pelo menos havia sol. O ar era gélido e denunciava o começo do inverno. Cassiopeia estava bela como sempre e logo após de se instalar novamente na mansão foi até o escritório de Marcus com uma pasta amarela na mão. Entrou sem bater e viu o general lendo alguma coisa. Ele lhe olhou por cima dos óculos de leitura e um sorriso orgulhoso nasceu em seus lábios.

– Você chegou tarde.

– Houve um acidente no terminal. – Ela disse enquanto se sentava na cadeira na frente do general e sorriu em troca. Colocou a pasta com delicadeza na mesa e apoiou seus cotovelos. – Tudo o que consegui reunir está nessa pasta.

– Entendo. – Ele retirou os óculos para lhe ver melhor e viu o olhar magoado que Cassiopeia tentava conter. – Por que me olha assim, Cass?

– Sempre achei que você fosse fiel, general.

– Está com raiva de mim? – Ele sorriu amargamente. – Houve um tempo que eu cheguei a amar a sua mãe.

– Foi nesse tempo que conheceu Alba Yvori?

– Foi depois. Cheguei a amar Venina alguns meses antes de ela morrer. Acho que foi a ideia de perdê-la que me fez perceber isso.

– Nunca entendi a burrice que ela fez.

– Burrice? – Ele franziu o cenho.

– Se casar com você.

– Os poderes mágicos nunca foram aceitos muito bem em Noxus. Eram considerados fraquezas, era sim uma forma de luta, mas não era aquilo que realmente prezávamos. Era repugnante saber que algumas pessoas controlavam forças da natureza, para nós do Alto Comando, víamos como ofensa. Agora já não é visto mais com maus olhos, mas há dezenove anos sim. E Venina sentiu isso na pele. Ela era do subterrâneo na época, cabelos castanhos e olhos cinza. Até bem parecida com você e com Katarina antes de pintar o cabelo, e foi cogitada por vários soldados de minha tropa. Naquele tempo eu era apenas o capitão e seguia ordens de meu superior. E a ordem era prender qualquer tipo de força e poderes mágicos. Eu a detive junto com mais três homens – seus irmãos –, ela me olhava com olhos que refletiam o ódio puro, iguais os de Katarina em uma noite dessas.

– Em uma noite dessas?

– Você verá.

– Ok, prossiga.

– Eu a levei presa e o número de soldados que a tentavam bolinar crescia conforme caminhávamos para o palácio do Alto Comando, naquela época era uma boa caminhada. Não consegui ignorar quando ela tropeçara em uma pedra e caíra no chão, levantando a saia imunda que ela usava. Os soldados ficaram loucos, tinha um que até desabotoou a calça. Mas eu os detive e a mantive ao meu lado até chegarmos. Talvez tenha sido naquele momento que o coração de Venina começava a amolecer, confesso que no começo ela era dura que nem uma pedra. Quando foi para a cela com mais algumas mulheres, seu poder interessou o Alto Comando. Eu não vi como aconteceu, mas o que estavam no ambiente disseram que parecia um terremoto destruindo as paredes. Quando o tremor passou, todas as mulheres daquela cela tentavam fugir. Eu percebi a movimentação que se instava e vi uma jovem de vinte anos, magrela de roupas rasgadas e imundas, correndo em direção dos portões do fundo. Corri atrás e percebi que se tratava da nova prisioneira. Ela me olhou com uma cara de dó misturada com inflexibilidade, naquela hora eu vi refletido ali que ela era uma caixa de surpresas. Foi capturada novamente e o Alto Comando fez questão de elevar os poderes de Venina ao extremo. O resultado foi a morte e evaporação de todos que estavam no laboratório, incluindo até mesmo ele, que foi reduzido às cinzas. Eles perceberam que ela não podia ser domada e tentaram – com muita dificuldade – um acordo. Ela escutou atentamente suas opções e descobri que uma delas se incluía a mim. Vigilância a partir de um casamento sólido. Meu superior achou bom e eu só concordei porque seria promovido a major. E bem, ela me escolheu. Nós nos casamos e relevei o meu profundo desejo por ela, o que resultou em Katarina e você. Aquela mulher imutável se desmanchou em minhas mãos. Com o tempo, Venina virou uma mulher da alto sociedade noxiana , e isso foi tudo o que ela sempre quis. Vocês duas não chegaram a conhecer a mulher que ela era. Só viam a máscara que ela sempre insistia em manter. O sentimento de se revoltar sempre foi reprimido, e um dia ela percebeu. Foi nessa época que eu cheguei a amá-la. Ela voltava a ser a mesma mulher correndo em busca de sua liberdade, mas eu percebi que já era tarde. Nós sempre conversamos como um bom casal, um dia ela foi franca e pediu para que eu avisasse ao Alto Comando que ela havia tentando me matar. A ordem era que se houvesse algum movimento suspeito ela fosse morta imediatamente. Eu entendi rapidamente onde ela queria chegar. A abracei com toda força e disse por fim que a amava, ela com uma lágrima respondeu que saiba e que sempre havia me amado. Eu senti um aperto tão profundo, tão grande e a beijei com um sentimento que eu nunca demonstrei antes. Ela retribuiu da mesma forma, e depois ela retirou uma pistola de seu bolso e me entregou enquanto me olhava nos olhos. Eu atirei e sua morte foi a única coisa que me fez chorar em toda a minha vida, mas eu conseguia entender. Quando ela saiu do molde que a sociedade pregava nela, ela conseguiu ver-se. Conseguiu reconhecer-se. Enlouqueceu com o que se tornara e recorreu ao suicídio.

– Sempre achei que ela não havia feito nada para ser assassinada. – Cassiopeia por fim respondeu depois de um tempo armazenando as informações que recebera. – Você parece um bobo apaixonado contando essa história, general.

– Eu sei. É ridículo, mas eu devo tudo a ela.

– Alba Yvori teve algum papel importante em sua vida?

– De certo modo, sim. Mas nunca se comparou a Venina. Viajei a Freljord e conheci uma linda mulher de cabelos platinados e olhos azuis. Foi atração no primeiro momento.

– Entendo. Mas, pai... Você sabe que a neve começará cair essa semana e vai ser difícil penetrar na tribo logo no inverno.

– É por isso que conto com Talon e Katarina juntos.

– Não acha que seu subordinado não possa estar pronto?

– Não me passa pela cabeça, o que me preocupa é Katarina.

– Suas ordens, general. – Cassiopeia voltou-se a pasta e retirou uma folha com um mapa.

– Esse é o caminho até a casa de Nortidks e a planta de sua casa. – Ela colocou a folha na mesa e apontou para um paredão. – Aqui é o paredão onde os guardas ficam atrás. Aqui – Ela percorreu o dedo até um quarto isolado do resto da casa. – É aonde queremos chegar. A resistência é mais forte no inverno, já que vinte graus negativos lá não é nada. São cinquenta homens armados e protegidos da cabeça aos pés. Lutam com lanças, tem elmos e escudos. Não tem piedade com crianças, velhos ou incapacitados. São noxianos do norte, mas nos odeiam mais que tudo. São silenciosos e sangue-frio igual a neve. A entrada é fácil, é apenas ir pela floresta atrás da casa e chegar ao quarto. Mas a guarda é bem complicada nessa pequena tribo.

Cassiopeia sorriu, mas uma súbita onda de cólera passou por si. Levantou-se atordoada e estranhou o que sentia. O general olhou preocupado e tentou fazê-la se acalmar. O que acontecera a seguir foi coisa de poucos segundos. Cassiopeia viu tudo girando e uma dor se apoderou de seu corpo, fazendo-a se recontorcer. Colocou a mão na cabeça, tentando fazer parar a dor. Ajoelhou-se no chão e lágrimas saíam de seus olhos. Ao olhar suas mãos, viu suas unhas crescerem rapidamente e se transformarem em garras afiadas. Sua pele macia se transformava em escamas enquanto berrava desesperada, seus fios castanhos viraram couro e o sangue escorria por suas coxas, pernas e pés. Suas pernas foram se unindo e se alongando até se transformarem em uma só, como uma serpente. Ela berrava enquanto se contorcia, não conseguindo andar. Mirian e mais dois criados correram até o escritório do general e em questão de segundos depois que entraram já não estavam mais vivos, todos desmembrados, com pernas e cabeças jogadas em todos os cantos.

Katarina ouviu os berros e correu para o andar de baixo, encontrou com Talon no caminho. Eles trocaram um olhar confuso entre si, e seguiram a corrida em silêncio até onde achavam que vinham os berros. A porta do escritório de Marcus estava aberta e tinha um braço ensanguentado na entrada. Katarina ficou apreensiva, cerrou os punhos e entrou no ambiente. O que viu chegou a doer, mas foi só um pouco. Cassiopeia estava no chão na forma de meio-serpente rodeada por sangue de partes humanas. Marcus que estava imóvel até o momento se ajoelhou de frente à Cassiopeia.

– Cass... – O general falou com uma voz que misturava doçura e dó. – O que você fez?

– E-Eu... – Ela começou a soluçar enquanto chorava cada vez mais. – N-Não sei o que houve.

– Cass... – Ele retirou um fio castanho grosso de seus olhos e ameaçou a tocá-la.

– NÃO ME TOQUE! – Ela berrou enquanto se rastejava. – EU NÃO QUERO TE MACHUCAR!

– Você não vai. – Marcus por fim declarou e passou o braço ao redor da pele com escamas.

– Eu sou um monstro, papai. – Ela disse chorosa enquanto se agarrava a jaqueta preta de Marcus.

– Não é. Você é minha filha e é linda, Cassiopeia. – Disse a olhando dentro dos olhos castanhos. – Agora me diga o porquê que isso aconteceu.

– E-Ele me fez fazer um juramento sobre uma espada de serpente. – Cassiopeia falou enquanto tentava se acalmar. – Fui burra, papai. Você vai um dia conseguir me perdoar?

– Não diga uma coisa dessas, Cass. Você é uma Du Couteau. – Ele a abraçou forte por um longo momento. Ela se soltou e tentou andar rastejando. Marcus viu Talon paralisado e Katarina atrás de si, com uma expressão apreensiva.

– Cassio– Katarina foi interrompida.

– Não fale nada, Katarina. Eu não quero suas zombarias. – Cassiopeia falou enquanto a olhava magoada, as lágrimas escorriam pelo rosto e seus dedos eram trêmulos.

– Só estou surpresa. – Katarina quebrou o silêncio e se lembrou da cena que acabara de ver. Não se importava se Cassiopeia agora se rastejava, e sim o carinho que o general lhe dava. Ela era metade serpente, mas assim mesmo ele lhe abraçara sem medo ou preconceito. Sentiu inveja. Sentiu nojo. O afeto mais próximo que Marcus lhe dera era armas e mais armas, nunca um abraço. Sorriu triste e entrou mais afundo no escritório, desviando dos membros. Viu a cabeça e o tronco de Mirian ainda grudados e seu sorriso se tornou um sorriso satisfeito. Olhou para Talon e viu o quão estava indiferente com os corpos, já que olhava atentamente Cassiopeia e Marcus. Virou-se para seu pai, mas uma pasta amarela lhe chamou atenção. Ela pegou e retirou de dentro uma ficha com a foto de uma menina de cabelos pretos e olhos azuis. Leu rapidamente e franziu o cenho.

– Quem é Claire Yvori? – Perguntou a Marcus.

– Essa, Katarina, é sua irmã e nova missão.

Notas finais
Okay, preciso esclarecer essa ideia doida de colocar uma nova filha para o general. Na antiga lore de Katarina diz que ela não era como as irmãs dela (na questão de se preocupar em ser uma boa moça de família, se preocupar com coisas de mulheres normais, etc), e não só como Cassiopeia. De princípio eu ia apenas fazer uma garota que o general mantinha em segredo, mas que as duas filhas sabiam da existência. Só que a proposta de ligar a maldição lançada à Cassiopeia, Freljord e uma nova filha para o general foi tentadora e eu acabei por fazendo. Espero que tenha ficado bom, obrigada.