A Dominação De Lâminas

6 I only dream in black and white


Notas iniciais
Minna! GOMENASAI! Eu fiquei fora, sorry sorry! Mas, olha, um cap grandinho pra vocês, seus lindjos! Aproveitem (tem notas no fim) Obrigada *-*

A Dominação de Lâminas

Ao acordar, Talon sentiu suas pálpebras pesadas. Automaticamente se lembrou: ele havia tentado matar Katarina, e havia falhado.

Não conseguiria ser morto, não conseguiria descansar. Abriu os olhos, e observou a escuridão do ambiente. Como havia sido tão estúpido ao ponto de deixar ser capturado? Tão tolo, deixando seus vestígios achando que ninguém nunca se importaria com aquilo. Achava que não chamaria atenção matando por estar em Noxus? Se sentia patético de uma forma insuportável.

Tentando esquecer, se levantaria e iria para sua casa pegar algumas roupas, alguns cigarros. Sentia falta deles. Seu corpo todo doía, percebeu ao se levantar lentamente, e recolocando a blusa que havia jogado no sofá, abriu a porta, saindo por ela. Andava por um corredor cheio de portas brancas, estava escuro e ele também estava meio tonto ainda. Chutava ter desmaiado por umas cinco horas. Sua boca ansiava água, e só sabia onde ficava a saída.

Enquanto descia pela escada espiral de madeira, escutava uma melodia melancólica, mas ao mesmo tempo era doce e calma.

Ao chegar no salão principal, ele se surpreendeu com o que via. O piano era iluminado pela lua, ele ficava perto de uma janela de vidro que pegava o que deveria ser parede inteira, podendo ver totalmente a entrada. Mas o que mais chamava atenção, era quem o tocava. Só se via o vermelho de seus cabelos, ele dava vida ao ambiente. O vestido branco ia até a canela, sem mangas, apenas com tiras douradas. Os olhos verdes estavam fechados, a brisa que passava por outra janela fazia com que o pano e seus cabelos acompanhassem as notas.

Ele se aproximou do piano, e se debruçou sobre ele, a observando tocar. Katarina Du Couteau era linda. Como um demônio feito ele era abençoado com um anjo? Mas esse anjo, era um anjo pecador. Se ele não tomasse cuidado, seria levado pelos ventos para um paraíso de portas fechadas.

Seus olhos o traiam, não conseguia desviá-los. Hipnose? Como ela o deixava daquele jeito? Paralisado, travado, imóvel. Katarina Du Couteau parecia pura, parecia uma boneca de porcelana pronta para ser quebrada. Mas não se deixaria levar, aquela ruiva era corrompida igual ele. Mas estranhamente, Talon queria entender a ligação que tinha com ela, aquela sensação de se identificação mútua.

A melodia cessara, as pupilas verdes foram abertas, e ela o observou em resposta. Ela não parecia ser filha de um general assassino. Ela não parecia ser a sádica que era. Ela não parecia ser ela mesma.

— Aonde você ia? – Ela desviou o olhar para as teclas do piano, observando seus dedos brancos. Talon se levantou e ficou ao lado dela, vendo-a sentada. Olhou o decote, e desviou o olhar para a janela.

— Ia para minha casa. Pegar algumas roupas e alguns cigarros. – O assassino falou colocando as mãos nos bolsos, e virando de costas para ela, observou a lua que aquela parede de vidro podia lhe porporcionar.

— Vou com você. – Ela girou no banco, vendo as costas dele e batendo os pés brancos uns nos outros. – Vou trocar de roupa. E você não comeu ontem, eu não quero um subordinado fraco. – Ela tocou os pés descalços no frio piso. – Siga por aquele corredor. – Ela apontou para onde ele seguia rumo, e subiu as escadas.

Talon chegou ao que parecia ser uma cozinha, procurou algumas coisas pra comer e sentou em cima da mesa, apreciando aquela comida maravilhosa. Não se passou nem cinco minutos e lá estava Katarina com roupas totalmente diferentes, usando uma blusa regata preta, e uma calça colada preta também. Ela o olhou em cima da mesa, e preferiu ignorar. Andou firme até uma das portas que os levaria para fora, e ele continuou lá. Quando percebeu que ela estava indo sem ele, correu atrás dela ainda com a comida na boca. A seguiu até saírem pelo portão de ferro. Mas a partir dali, ele guiaria.

— Eu te ataquei, você deveria ter me matado.

— E fazer exatamente o que você quer? – Ele voltou a colocar as mãos nos bolsos — um hábito— e continuou a olhá-la. – Não tente me enganar, sei tudo sobre você.

— Aposto que faz julgamentos baseados em minha arrogância. – Ergueu a sobrancelha esquerda, e abriu um sorriso irônico para ela.

— Fala como se você fosse a pessoa mais imprevisível que existisse. – Katarina rolou os olhos. – Tem um facão na sua bota esquerda, uma Desert Eagle 357¹ cromada no bolso esquerdo de trás da calça, uma navalha em cada bolso da jaqueta, e aqui – Ela ergueu a blusa roxa dele e retirou uma adaga de prata fincada na calça. – Uma adaga. Sem contar as shurikens na sua coxa.

— Sabe meu tipo sanguíneo também?

— O+. Assassino número 17.583-C procurado pelo Alto Comando.

— Por que fica me perseguindo, peste?

— Porque eu quero. E você se engana se acha que conseguirá me parar. – Ao dizer isso, ela saiu andando na frente dele. E ele continuou seguindo para sua casa.

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Sorriu ao avistar o casebre. Pelo fato de o dia ainda não ter amanhecido, o ambiente ganhava um ar macabro e seu sorriso aumentou. Andou até a entrada, sentando-se em uma cadeira que havia perto da porta. Arrancou um maço de cigarros que tinha deixado no vidro da janela, e pegou o isqueiro que havia também ali. O acendeu, tragando-no um pouco. Gostava de sentar naquela cadeira, e ficar observando o decorrer da noite.

Soltou a fumaça para cima indo de encontro ao céu noturno.

Observando a lua, pensou se era realmente um cão. Um cão solitário. Um ignorante seguindo o único a qual é obrigado a confiar: seu mestre. Um tolo que dominava seu poder em prol de seu próprio egoísmo. Seu mestre o tinha para si, seu mestre não o queria dividir. Como um prêmio, ou um brinquedo raro. Era vigiado por um par de olhos verdes que refletiam desprezo quando olhavam para os seus castanhos. Nunca havia se sentido tão inferior, não era usado para nada. Há quanto tempo não matava? Dois, três dias? Para que dominar um poder tão forte, se não irá utilizá-lo para nada?

Foi tirado de seus pensamentos ao sentir o cigarro sair de seus lábios e olhou para o lado. Viu Katarina o pegando com as duas mãos, tragando-o.

— É assim que se faz. – Talon retirou o cigarro dos lábios dela, segurando-o entre dois dedos. O tragou o soltou a fumaça na face da ruiva. Ela sentiu o rosto arder de raiva, e arrancou o cigarro dos dedos de Talon, tragando-o novamente com impetuosidade. Ela que se encontrava sentada em um muro de concreto baixo ao seu lado, foi puxada para a cadeira junto dele. Ele segurou a cabeça dela em seu colo por poucos segundos, observando os lábios vermelhos com um cigarro. Pegou-o e jogou no chão. – Isso não é coisa para crianças. – A retirou de seu colo e se levantou, abrindo a porta de sua casa.

Ao entrar, observou o ambiente nostálgico, voltou a sorriu fraco ao lembrar-se que se livraria de tudo aquilo. Andou até a cama, e se jogou nela, fechando os olhos. Tentando esquecer o que estava acontecendo, talvez fosse ali o único lugar que conseguiria dormir. Logo depois sentiu mais um peso sobre o colchão. Imaginou Katarina Du Couteau o olhando com desprezo, mas não se importava, seu sorriso aumentou e espreguiçou-se.

Não havia claridade, o que o instigava mais ainda a dormir. Mas aquele carma estava ali junto de si, em sua casa. Abriu os olhos, e a observou com as duas mãos encostadas nos pés da cama, olhando a escuridão. Pegou a mão esquerda da ruiva, e a puxou para o colchão, encostando-a na parede fria.

— Durma. – Talon sussurrou e a viu arregalar os olhos.

— Eu nunca vou dormir na mesma cama que você! – Katarina sentiu o rosto arder e tentou se levantar, mas sentiu a mão gelada em seu punho, a fazendo permanecer na cama.

Começou a se debater, tentando fugir do assassino que a prendera. Por um segundo, os olhos verdes se encontraram com os olhos castanhos. A ruiva parou de se debater no mesmo momento, apenas observando a escuridão dos olhos negros de Talon. No mesmo instante ele a soltou, não quero olhá-la assim tão de perto. O assassino levantou-se da cama, arrancou o travesseiro com força da cabeça dela, e deitou-se em um tapete que havia do lado da cama. Ela balançou a cabeça quando o viu ficar de costas para ela, e se virou para a parede também, e após alguns minutos, ambos dormiam.

Katarina acordou ao ouvir pedrinhas sendo atacadas na janela perto da cama. Era uma janela baixa, mesmo deitada dava para olhar a paisagem lá fora. Sentou-se, e esfregou a mão nos olhos. O dia já havia amanhecido, ela chutou que fossem umas sete horas da manhã. Olhou para a janela e viu uma mulher um tanto vulgar. Os seios dela pareciam que iam saltar para fora do top vermelho. Ela tinha cabelos ondulados e castanhos escuro, olhos também dessa cor. Sua face parecia surpresa ao avistar Katarina, a ruiva sorriu e imediatamente, enquanto deslizava as finas alças de sua regata por seus ombros para provocá-la. Arrumou seu cabelo para o lado esquerdo, deixando a mostra para a garota uma Katarina de costas nuas.

Passado alguns minutos, quando se virou não viu mais ninguém. Deitou-se novamente e adormeceu. Acordou ao ouvir o chuveiro ligar, mas estava com preguiça de levantar. Mas ainda se perguntava se aquela casa teria comida. Olhou para o teto e viu a escuridão que era aquele lugar, e mesmo estando claro, a atmosfera ao redor era densa. Voltaria a dormir enquanto seu subordinado tomava seu banho, mas não tinha conseguido, se virava de um lado para o outro. Um sorriso surgiu ao se lembrar da mulher de mais cedo. Olhou para seu corpo, e mordeu os lábios. A ruiva era melhor que ela, esfregava o pé branco no outro, e sentia o conforto da cama de mola. Fechou os olhos e respirou fundo, a cama dele era confortável até.

— Gostou da cama? – Talon saiu do banheiro já vestido, a jaqueta dessa vez era preta. O cabelo castanho úmido caia pela face morena e ele havia feito a barba. – Tem meu cheiro. E de outras mulheres também.

— Tipo o daquela sua vadiazinha de mais cedo? – O assassino olhava o decote de Katarina, as alças ainda estavam nos ombros, o que fazia com que seus seios quase ficassem a amostra. Sorriu ao desejar aquela que o escoltava.

— Ela apareceu? Como você é esperta, Miss Du Couteau. – Ele a chamou daquele jeito, tentando a provocar.

— Cão... Cão... Você se esquece de quem eu sou? – Katarina olhou no fundo dos olhos de Talon, enquanto arrumava as alças, e se levantou. O assassino virou-se em direção a cozinha e começou a tomar o café da manhã que estava na mesa.

— Queria esquecer, mas você não me permitiria isso. – Depois de certo tempo, Talon retrucou enquanto pegava uma mochila grande e a colocava nas costas. Ambos foram em direção da porta, e saíram em direção da mansão.

O caminho era silencioso, e apesar das caretas que Katarina fazia, o assassino preferia ignorar a guerra mental que a ruiva tentava travar. Quando chegaram, cada um foi para um canto. Katarina subiu as escadas e Talon havia sido avisado que após arrumar suas coisas, ir para o escritório de Marcus. A relação de Talon com o general havia evoluído para algo mais íntimo desde que eles voltaram do Alto Comando, talvez agora não se sentia tão castrado como antes, só se sentia sufocado ainda na presença de Marcus, mas percebera que o general era daquele jeito.

O tempo havia passado rapidamente em meio de bebidas e conversas jogadas foras, e ao sair da sala indo para a cozinha, viu Katarina encostada na parede com uma face irritada. Quando passou pega ruiva, a mesma rosnou. O assassino sentiu uma maldita fragrância exalando do pescoço branco, viu de relance os fios vermelhos que estavam presos em um rabo de cavalo alto, seus braços cruzados destacavam o decote, ele tentou não olhar ali.

— Não está se esquecendo de algo, verme? – Talon ao escutar a voz parou de andar, mas não se virou. Ouviu os passos pequenos atrás de si, retirou o capuz e cedeu em olhá-la, levantando uma sobrancelha ao virar.

— Importa? – A voz de Talon saiu mais grossa do que ele queria. Encontrou os olhos verdes de Katarina, a tentação de olhar para baixo era grande, mas se controlara. Refletido na imensidão verde havia muito mais que desprezo.

— Irei com você. – Ela o puxou pelo braço e saiu da mansão.

Andavam pelas ruas de Noxus lado a lado, o vento gelado denunciando a vinda do inverno causava arrepios à pele de Katarina, seus braços ainda cruzados a denunciava. Sempre quietos, havia um silêncio mortal entre os dois, passavam por feirinhas onde se vendia tudo, de armas até pessoas. Katarina apenas o seguia, o observava discretamente, provando para seu pai seu valor como assassina.

— Talon! – Katarina ouviu uma voz irritante, e viu a mesma mulher de mais cedo. Ela se pendurou no pescoço do assassino, e lhe roubou um beijo. Katarina cerrou os olhos, irritada. – Quem é essa?

— Eu que me pergunto quem é você. – A ruiva puxou o punhal da calça de Talon, a colocando na garganta da mulher, fazendo-a encostar-se ao assassino. Talon apenas conseguiu admirar a movimentação rápida de Katarina, não estava tremula e o manuseamento do punhal foi de uma velocidade absurda. Ele sorriu internamente, ela sabia o que estava fazendo.

— A garotinha sabe brincar com uma lâmina.

— Repita! – Katarina fincou o punhal na pele morena, sentiu o sangue escorrer pela lâmina. – Anda. Repita, vadia. – Talon viu refletido ali não só o desprezo de anteriormente, mas sim a paixão que Katarina tinha ao perceber o sangue escorrendo. Pegou a mão gelada dela, a fazendo soltar a garganta da mulher.

— Essa é Katarina Du Couteau, Monique. – A mulher sentiu um arrepio de sua nuca até suas coxas nuas ao ouvir o nome, a família Du Couteau era perigosa para aqueles que viviam do submundo. Talon foi até ao lado da ruiva e encostou a mão no ombro nu. Katarina usava uma regata preta com uma calça preta também. O cabelo preso no alto deixava seu pescoço tão... sensual. Ela estava gelada, não era atoa que seus braços estavam encolhidos. – Não precisava ser tão rigorosa, Miss Du Couteau. – Ele falou baixo perto do seu ouvido.

— Não me chame assim, maldito! – Ela sentiu sua face ficar vermelha de raiva, Talon deu uma risadinha de lado, ela era temperamental demais para uma garota de dezoito anos. Arrogante e dominadora, Katarina Du Couteau deveria ser uma peça fundamental no tabuleiro de Marcus.

— Bom, Talon. – A mulher fechou a cara. – A gente se vê hoje à noite, se você ainda quiser. – Dito isso, Monique saiu em direção a uma loja, deixando Katarina furiosa.

— O que tem hoje à noite, cão? – Ela se colocou no caminho dele, bloqueando sua passagem.

— Assunto de gente grande. – Katarina passou o punhal de baixo do olho esquerdo de Talon, formando um risco que escorria pouco sangue. – Deveria me tratar mais educadamente, Miss Du Couteau. Podia começar me chamando de gatinho. – Ela arregalou os olhos e chutou a canela dele.

— Vamos, me diga!

— Sou um dos clientes dela.

— Mas... O que?! – Katarina franziu o cenho. Com tanta tecnologia, havia mulheres se prostituindo ainda? Ela o chutou mais forte.

— Não me leve a mal, ela é cara.

— Idiota! – A ruiva o empurrou, e saiu bufando em uma direção que ele não ia. Rindo, Talon acendeu um cigarro, e deu meia volta indo para a mansão.

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Havia escurecido e Katarina afiava suas adagas em um bar que encontrara. Seguiu Monique por aonde ia, ela parou em um casebre que poderia ser chamado de hotel. Silenciosamente se infiltrou lá dentro e a perseguiu até entrar em um quarto. Não se importaria se Talon já estivesse lá, seria até mais prazeroso. A porta estava aberta, rapidamente entrou por ela. Viu Monique deitada na cama. A morena abriu a gaveta da escrivaninha e retirou de lá um facão. Katarina riu, não estava nem afiado. Vadia e anta, pensou a ruiva.

— Não se aproxime! – Monique se levantou, segurando a faca com as duas mãos, apontando para Katarina. – Conversaremos primeiro.

— As palavras são palavras, e nunca ouvi dizer que em um coração magoado fosse possível se penetrar pelo ouvido...² – A ruiva sorriu se aproximando com as mãos pra trás, segurando suas novas adagas.

Monique via claramente refletido o brilho nos orbes verdes, vendo o prazer de um caçador tão de perto. Mas ela seria sua caça. Sem pensar, a atacou no rosto, fazendo um pequeno risco de baixo de seu olho esquerdo, igual de Talon. Katarina pegou-a pelo punho que segurava o facão, rapidamente, deu uma joelhada no estômago de Monique, a fazendo cair. Levantou-a pela raiz do cabelo e seu sorriso aumentou.

— Achei que seria divertido, que decepção. – Dito isso, cortou-lhe a garganta, e logo após lambeu suas adagas com sangue. Quis lhe a cabeça, e quando terminou de cortá-la por completo, viu Talon a observando encostado na porta. Ele nunca havia visto aquele sorriso em seus lábios. Um sorriso sinistro.

— Você acabou com a minha diversão. – Ao dizer isso andou até ela, pegando suas mãos, e arrancando as duas adagas dela, como quem tira o doce de uma criança. Levando as adagas, retirou-a do quarto, deixando o corpo mutilado ali mesmo. Katarina estava fria, os lábios estavam roxos, ele tirou sua jaqueta e colocou nas costas dela.

— Obrigado, Talon. – E aquela era a primeira vez que ela o chamava pelo nome, e por um devaneio, jurou que viu um sorriso que não era sinistro nos lábios roxos. Assim, voltaram para a mansão conversando dessa vez.

Notas finais
1. A Desert Eagle é uma pistola semi-automática, de ação simples, operada por gás, que utiliza vários calibres, sendo eles .50 Action Express (.50AE), .44 Magnum, .357 Magnum, .22 Long Rifle (.22LR) 2. Citação básica de Shakespeare. Otelo, o mouro de Veneza. Ato I, cena III